Urban Strike (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá vos trago hoje é o terceiro da trilogia Strike para a Mega Drive, depois do revolucionário Desert Strike e a boa sequela Jungle Strike. Infelizmente este último jogo para a Mega Drive não resultou lá muito bem, mas já lá vamos. O meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho há coisa de uns 2 meses atrás. É apenas o cartucho, já dá para desenrascar, mas planeio arranjar uma versão mais completa assim que tal oportunidade me apareça.

Apenas cartucho

Tal como nos jogos anteriores desta série, aqui acabamos uma vez mais por lutar contra um terrorista que possui uma série de planos maléficos para dominar o mundo. Desta vez aparentemente o nosso oponente é um conhecido milionário, que inclusivamente já concorreu para o cargo de Presidente dos Estados Unidos. Determinado a combater a corrupção e o expurgar o crime da sua nação através das suas próprias forças militares, ganhou uma série de seguidores no público comum, mas por detrás das suas aparentes boas intenções estão planos para destruir os EUA. Nós seremos então parte de uma força altamente especializada, onde iremos uma vez mais participar em diferentes campanhas, com vários tipos de missões a desempenhar, desde resgatar réféns importantes, a destruir infrastruturas e/ou armas inimigas.

Antes de cada missão temos sempre um briefing que nos explica os objectivos

Este jogo chama-se Urban Strike porque iremos combater em vários cenários urbanos, mas nem todos assim o sejam. O maior exemplo disso é logo os primeiros cenários, que decorrem no Hawaii e no interior do México, passando depois para outras cidades norte-americanas como San Francisco, Nova Iorque e culminando em Las Vegas. A jogabilidade mantêm-se muito idêntica aos jogos anteriores na sua base, na medida em que pilotamos um helicóptero de combate ao longo de várias missões. Temos de ter atenção ao dano sofrido na armadura do helicóptero, ao combustível e às munições, que se dividem entre os tiros de metralhadora, os mísseis Hydra e os misseis mais poderosos, mas em menor número dos Hellfire. Todos estes itens podem ser restabelecidos ao procurar por abastecimentos que estarão disponíveis no mapa do jogo, alguns escondidos em edifícios que teremos de destruir. Ao longo do jogo teremos a possibilidade de pilotar outros veículos, mas em menor número do que no Jungle Strike. Aqui apenas poderemos pilotar um outro helicóptero maior e mais pesado, próprio para transporte de passageiros, bem como um veículo terrestre anti-ar.

A qualquer altura podemos pausar o jogo e rever os objectivos, as suas localizações e detalhes de alguns inimigos

A grande diferença na jogabilidade deste Urban Strike está nas missões pedestres. Por várias vezes teremos de sair do helicópero e infiltrar numa série de edificícios inimigos. Aqui a perspectiva mantém-se isométrica e o tipo de missões também mantém-se algo similar: destruir postos inimigos, libertar reféns, ou interrogar inimigos chave. O nosso soldado possui uma metralhadora e um lança-rockets, pelo que também poderá encontrar abastecimentos ao longo destes níveis. No entanto a jogabilidade nestes níveis a pé é algo estranha, um pouco travada, não se adequando bem ao jogo. Foi bom a equipa ter tentado introduzir algo novo à fórmula do jogo, mas aqui sinceramente já não resultou assim tão bem quanto isso.

De resto, a nível audiovisual, não é um jogo muito diferente dos seus predecessores, visto que partilham o mesmo motor gráfico. A perspectiva isométrica continua a resultar bem, mas uma vez mais não gostei muito deste jogo devido ao design do nosso helicoptero e dos veículos inimigos, que me parecem demasiado fantasiosos. Principalmente os aviões, que inclusivamente nalguns níveis, como S. Francisco, estão practicamente estáticos no ar, o que é impossível. De resto nada mais a apontar, e a música também continua a marcar os seus pontos.

Mais uma vez temos de gerir bem os nossos recursos como a armadura, combustível e munições

Portanto, este Urban Strike acabou por me desapontar um pouco. O Desert Strike continua a ser o meu preferido desta trilogia pela sua originalidade, o Jungle Strike também me agradou pela sua maior variedade, mas este Urban Strike, mesmo tendo introduzido as missões a pé, acaba por não ser tão bom quanto os anteriores.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.