Cool Spot (Sega Mega Drive)

Cool SpotMais um breve artigo a um jogo de plataformas para a Mega Drive. Produzido pela Virgin Interactive, Cool Spot é um jogo da mascote da bebida 7UP, pelo menos no mercado americano. Nós aqui tínhamos o Fido Dido e apesar de este ter sido um jogo licenciado pela 7UP, cá pela Europa todas, ou quase todas as menções à marca 7UP foram retiradas, precisamente pela mascote ser outra. O que é pena e sinceramente nem faz assim tanto sentido visto que seria publicidade gratuíta para a marca de qualquer das formas. Mas publicidades à parte, Cool Spot é acima de tudo um óptimo jogo de plataformas e merece ser recomendado por isso mesmo. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide por cerca de 5, 6€.

Cool Spot - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

Antes de começar o jogo vemos o Spot a surfar numa garrafa verde de refrigerantes… sim, na versão americana diz 7UP… e começamos o jogo precisamente com Spot a chegar a uma praia. O nosso objectivo ao longo de todo o jogo é o de resgatar os outros Spots que se encontram aprisionados no final de cada nível. E a jogabilidade é bastante simples, aproximando-se até um pouco da de Earthworm Jim, produzido mais tarde por algumas pessoas que também passaram por esta equipa. Podemos então saltar e subir/descer escadas ou cordas, bem como disparar uns objectos brancos que supostamente são bolhas de gás em várias direcções e é esta a nossa forma principal de combate aos vários inimigos que vamos encontrando.

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Se estivéssemos a jogar a versão americana, esta garrafa diria 7UP

Depois Cool Spot é um jogo que se mantém fiel às suas dimensões. O Spot é uma mascote pequenina e então tudo nos mundos em que jogamos é grande. Tanto na praia como dentro de casas, todos os objectos são proporcionais. Vamos então saltar em cadeiras de praia gigantes, subir redes de voleibol de praia, atravessar um porto com um navio gigante a abanar-se em background ou até mesmo andar num comboio de brincar dentro de uma casa, com vários brinquedos a nos atacar. E apesar de todos os nossos inimigos ou serem pequenos animais, insectos ou brinquedos, há algo que me surpreendeu pela negativa, não existir qualquer boss. Quem aprisionou todos os outros Spots então? De resto muito anda à volta das pintinhas vermelhas que podemos apanhar em cada nível. Na verdade para libertar cada Spot precisamos de apanhar pelo menos 60 dessas pintinhas vermelhas e temos de ter alguma pressa em fazê-lo pois o relógio está sempre a contar. Se conseguirmos apanhar 85 ou mais, ganhamos um passaporte para um nível de bónus que se passa dentro de uma garrafa de 7-Up e onde termos de apanhar uma certa letra do alfabeto. Cada letra dá um continue e no total formam a palavra VIRGIN. Isto na nossa versão europeia, pois na americana forma a palavra UNCOLA, algo que aparentemente era utilizado como slogan da marca nesse mercado.

Cool Spot 101
Cool Spot 101

No que diz respeito aos audiovisuais este Cool Spot é um jogo muito bem conseguido, como o eram muitos outros jogos de 16bit da Virgin. Os níveis estão bem conseguidos com óptimos gráficos e cenários bem detalhados. As animações continuam excelentes, a começar pela “funky walk” do Cool Spot. Se há algo que a Virgin sempre nos habituou na era das máquinas 16bit foi precisamente as animações fluídas e bem detalhadas. As músicas também são excelentes, começando por algumas de rock clássico que muito me fazem lembrar o Chuck Berry, como para outras melodias mais modernas, mas bastante sonantes.

Os backgrounds são bem detalhados e o jogo como um todo está bem animado
Os backgrounds são bem detalhados e o jogo como um todo está bem animado

Aparentemente houve mais dois jogos do Spot antes deste Cool Spot ter saído, tanto para a NES como para a Gameboy. Por acaso não os conhecia, apenas a sequela Spot Goes To Hollywood, onde a Virgin trocou o simples mas eficiente e divertido platforming 2D, por um jogo de aventura/acção em pseudo-3D de perspectiva isométrica… má decisão da Virgin pois jogos de plataforma com esta perspectiva tendem a ser muito frustrantes. Aparentemente dizem que a versão 32bit desse mesmo jogo (PS1 e Saturn) até que é a melhor, pelo que me deixa algo curioso em a experimentar. Talvez seja assunto para um artigo futuro!

Death By Degrees (Sony Playstation 2)

Death by DegreesQuando comprei este jogo estava à espera de encontrar um fighter daqueles à moda antiga mas em 3D. Algo como um Final Fight Streetwise mas se calhar um bocadinho melhor. Mas não, fiquei surpreendido por ter encontrado um jogo de acção e aventura bem mais variado do que estava à espera, ao misturar os conceitos de beat ‘em up, RPG no level-up da personagem e a aprendizagem de novas skills, com o de jogos de acção 3D como o Resident Evil onde temos várias coisas para explorar, chaves para encontrar, puzzles para resolver e um arsenal de armas para usar. Mas também me desiludiu em várias coisas, mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado na Cash Converters do Porto algures durante este ano por 3.50€.

Death By Degrees - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

E como devem calcular, este é um jogo relacionado com a série Tekken, pois temos como personagem principal a Nina Williams, aqui a trabalhar a pedido da CIA e MI6 numa operação de infiltração de um navio cruzeiro de luxo, controlado pelo grupo terrorista Kometa, que potencialmente estaria a esconder alguma nova arma. Então o jogo começa com Nina a participar num torneio de artes marciais dentro do próprio navio e após vencê-lo, é feita prisioneira por uma das vilãs – Lana Lei. Após nos libertarmos vamos explorando o navio (e não só) e com isso vamos descortinando os planos da organização, o que estariam a esconder, e não só, com a Anna, irmã e rival de Nina a dar um ar da sua graça a mando do Heihachi.

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Nem só de pancada vive este jogo… também podemos dar tiros, muitos tiros!

O que salta logo à atenção neste jogo é a sua jogabilidade, pois o mesmo utiliza bastante os 2 analógicos para as acções principais. Com o esquerdo movimentamo-nos e como é um analógico, quanto mais longe movimentamos o stick do seu centro, mais rápido andamos e se o movermos bruscamente Nina desvia-se nessa direcção. O analógico direito que geralmente serve para controlar a câmara é utilizado para atacar na direcção em que o movemos, o que sinceramente me custou bastante a habituar pois sempre utilizamos os botões faciais para atacar. E a coisa ao fim de algum tempo até acaba por se tornar fluída, pois acabamos por usar os analógicos e os botões de cabeceira para practicamente tudo. Com o D-pad vamos alternando se queremos equipar alguma arma branca ou de fogo, e com o L1 a usamos em conjunto com um dos analógicos. O controlo de câmara é feito ao mexer o analógico direito em conjunto com o botão R2 apertado, embora infelizmente a câmara seja muito má. Isto porque em várias zonas não é possível controlar a câmara e quando o é, temos de estar constantemente a ajustá-la à medida que nos vamos movimentando.

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Os save points têm de ser descobertos… são os locais onde há mais rede!

Depois o jogo tem também alguns elementos de RPG como já referi. Isto porque temos um sistema de combos que nos recompensa com pontos mediante a nossa performance no combate. Pontos esses que podem ser gastos para aprender e melhorar novas skills, por exemplo. Para além disso, e da exploração e alguns puzzles como já referi logo no primeiro parágrafo, Death By Degrees tem várias secções que por vezes se vão repetindo e acabam por se tornar uma espécie de minijogos. Em algumas partes da história somos obrigados a pegar numa sniper rifle e atingir uma série de inimigos à distância, a maior parte das vezes para cobrir um nosso colega da CIA. Até aqui tudo bem. Noutras alturas temos de guiar um pequeno drone para salas que não conseguimos entrar, seja para espiar ou para arranjar forma de lá entrar. A ideia é boa, mas infelizmente os controlos são uma treta… por fim temos também vários “baús” de tesouros para descobrir, albergando várias armas ou outros itens. Mas para os destrancar temos uns puzzles na forma de favos de colmeias para resolver. Estes três minijogos são algo que poderemos jogar de forma independente como desafios, para além do jogo principal.

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Antes da moda dos drones, já podíamos conduzir um por aqui!

E de facto o que não faltam aqui são extras, desde esses desafios, passando por desbloquear novas roupas para a Nina, armas com munição infinita após termos chegado ao fim do jogo 1 ou 2 vezes, incluindo um capítulo extra inteiramente novo onde jogamos com Anna, irmã e rival de Nina. Um pouco como o Ada’s Assignment onde vemos parte da história pela perspectiva de Anna e descortinamos quais as suas razões para ela também estar ali envolvida. Mas já que há pouco referi as vestimentas, mesmo ao longo do jogo normal, Nina vai mudando várias vezes de roupa, o que me deixou a perguntar-me se não estaria antes a jogar algo desenvolvido pela Tecmo. Isto porque para além de um dos primeiros trajes ter sido logo um bikini, as suas outras roupas vão ficando rasgadas à medida em que a história vai avançando, acabando por mostrar um pouco mais do que se calhar seria suposto. Não que eu fique chateado por isso, longe de mim tal coisa, mas achei um pormenor curioso vindo da Namco.

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Este é o screenshot mais conhecido deste jogo… porque razão será?

A nível técnico é um jogo bem competente. É verdade que não há uma grande variedade de cenários, ou estamos num navio de cruzeiro, ou numa prisão abandonada numa ilha remota. Mas ainda assim existem algumas salas que considero bem bonitas e no geral os cenários até que estão bem detalhados, assim como as personagens. Um dos truques que fazemos neste jogo tem a ver com o focus – uma barra de energia que vai enchendo à medida em que distribuímos pancada. Quando atingir um certo limite, podemos desencadear uma série de golpes poderosos, onde temos alguns segundos em câmara lenta para decidir que pontos do corpo do adversário acertar. O que vem a seguir são daquelas cutscenes raio-X com ossos a estilhaçarem-se por todo o lado, que ficaram mais tarde bastante populares em jogos como Mortal Kombat 9 ou Sniper Elite V2. No entanto… é sempre engraçado ver que por vezes mesmo que partimos uma perna ou o crânio em mil bocadinhos… os adversários voltam-se a levantar como se nada fosse! Haja força de vontade! Por último lugar as músicas no geral têm uma toada mais rock que me agrada bastante e não tenho razões de queixa quer dos efeitos sonoros, quer do voice acting em si.

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Quando activamos estes ataques especiais, temos um curto intervalo de tempo antes de seleccionar os pontos de ataque

No fim de contas este Death By Degrees é um jogo muito interessante, gostei de ver a Namco a elaborar algo mais na sua franchise do Tekken que de facto já justificava um jogo deste género com mais história. No entanto está longe de ser perfeito. A sua jogabilidade nos combates demora algum tempo a entranhar e eu tenho pena do meu dual shock para tentar sacar as combos mais complicadas… mas o pior é mesmo o controlo de câmara, ou alguns segmentos próprios no jogo que achei algo frustrantes. Creio que se os controlos fossem mais tradicionais, algumas destas falhas não aconteceriam.

Spin Master (Neo Geo MVS)

SpinMasterMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não tem sido o meu maior amigo ultimamente. Se tudo correr bem o próximo artigo já será algo um pouco mais elaborado, mas veremos. Este aqui é mais um daqueles jogos MVS que eu desencantei na feira da Vandoma no Porto a um preço quase dado, precisamente no meu dia de anos. E Spin Master é um sidescroller da Data East, que me faz lembrar o Dashin Desperadoes da Mega Drive, também produzido pela mesma empresa, pelo menos no que diz respeito ao aspecto das personagens principais, pois a jogabilidade deste já se assemelha a algo do género de um Ghouls ‘n Ghosts mas sem a temática do horror e claro, sem uma dificuldade altamente frustrante.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Basicamente podemos jogar com um de dois heróis (ou mesmo com os dois em multiplayer cooperativo), com dois clichés pela frente: o primeiro é salvar uma miúda de um vilão – mais uma vez um cientista maluco. O segundo é juntar as várias partes de um mapa de um suposto tesouro, algo que esse cientista também procura para por em marcha um plano absolutamente maquiavélico: comprar todos os brinquedos do mundo para que nenhuma criança os possa usar!

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Acho sempre piada a estes segmentos em mine carts

E tal como referi acima, este é um sidescroller 2D que vai buscar alguns elementos a jogos como o Ghouls ‘n Ghosts ou mesmo o Contra… mas em vez de armas “normais” ou medievais, começamos nada mais nada menos que com um Yo-Yo. Com o decorrer do jogo poderemos encontrar outros power-ups que se tornam em armas diferentes como bombas, bolas de fogo, uma espécia shurikens em spreadshot, ou picos de gelo bastante rápidos. Ainda assim… todas as armas têm um alcance muito reduzido. Mas o platforming também não é esquecido pois para além de termos plataformas para saltitar, muitos inimigos podem também ser atacados ao saltar-lhes para cima e há umas certas tartarugas muito parecidas com uma franchise bem conhecida… De resto a jogabilidade é simples e temos uma barra de energia que aguenta com três hits antes de perdermos uma vida… logo que continuemos a meter a moedinha não teremos grandes problemas.

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O jogo é bastante colorido, bem detalhado e sempre com uma conotação cómica

Os níveis vão sendo algo variados entre si, desde andarmos em cima de um avião, a passagens pelas pirâmides no Egipto, incluindo uma descida alucinante em minecarts, nas selvas amazónicas onde temos de tentar fugir da água, entre outros. A nível visual é um jogo bastante colorido e com personagens bem detalhadas e grandinhas,  se bem que com um look algo infantil que me faz lembrar da série Bonkers da Hudson. Por outro lado as músicas têm algumas melodias engraçadas, mas aquela percursão está muito estranha… Ainda assim não é nada que manche o jogo, que por sua vez até acaba por ser bastante divertido.

Aerial Assault (Sega Master System)

Aerial AssaultPara não variar, cá vamos a mais uma rapidinha! O jogo que cá trago hoje é mais um shmup, desta vez para a Master System. E sinceramente até foi um jogo que me surpreendeu um pouco, pois estava à espera de um shooter muito simples e este Aerial Assault até tem uns detalhes interessantes. De qualquer das formas foi daqueles jogos que comprei meramente por nostalgia, pois lembro-me de ver artwork desse jogo quando era mais novo e querer jogá-lo à força toda. Comprei-o há coisa de um ou dois meses atrás a um particular por cerca de 6, 7€.

Aerial Assault - Sega Master System
Jogo com caixa e um catálogo. Eu adorava esta capa em criança, curiosamente a capa americana consegue ser bem mais apelativa.

Como sempre nós somos o único piloto capaz de combater ou uma civilização alienígena e travar os seus planos de conquista do nosso planeta, ou então o de enfrentar sozinho um ditador e todo o seu exército. Este Aerial Assaul cai mais ou menos na segunda categoria onde enfrentamos uma poderosa organização terrorista se bem que acabamos também por os perseguir em pleno espaço sideral. Mas pronto!

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Pode não parecer na imagem, mas os efeitos da trovoada até que ficaram bem bons!

A jogabilidade é bastante simples como não poderia deixar de ser, existindo um botão para os ataques normais e outro para os especiais – e sim, uso o plural pois como devem calcular existem diversas variantes destes ataques normais e especiais na forma de power-ups deixados por certos aviões ou naves inimigas. Os tiros em spread-shot continuam a ser a meu ver os mais eficazes! Os especiais são vários tipos de bombas com munições limitadas, pelo que devem ser utilizados com alguma moderação, em especial contra bosses ou outros inimigos mais chatos. Logo no primeiro nível as bombas são literalmente do mesmo género das largadas pelos bombardeiros, ideais para afundar os navios e o primeiro boss é logo um navio gigante… outros power-ups que podemos encontrar podem ser os escudos que como devem imaginar também dão o seu jeito. Isto porque o jogo não é propriamente fácil e se o jogarmos em Easy não temos acesso ao jogo todo. Então tal como practicamente todos os shmups requer muita perícia, agilidade e visão de lince para conseguir coordenar e processar toda a informação que aparece no ecrã.

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Surpresa!!!

O que me impressionou positivamente neste jogo, pois sempre tive a sensação pelas reviews que ia vendo na net que o Aerial Assault não era lá grande coisa, foi precisamente a variedade de cenários, inimigos e obstáculos. Em alguns níveis vamos ter de entrar em túneis e fugir dos projécteis e naves inimigas (sim, porque são todos kamikaze) em pequenos corredores e outros obstáculos, o que não é propriamente novo e já o R-Type o fazia. Mas há umas cenas em concreto que me impressionaram bastante! Num dos níveis voamos acima das nuvens, e a metade de baixo do ecrã são precisamente nuvens que escondem perigos, ou escondem-nos a nós se decidirmos descer até lá. Mas depois começamos a ser bombardeados com mísseis que viajam na diagonal, obrigando-nos uma vez mais a ter reflexos bastante rápidos para nos desviarmos deles. Noutros locais atravessamos uma tempestade e temos de nos esquivar de enormes raios. Só tenho pena pelos bosses em si, que são na sua maioria estáticos… De resto a nível gráfico é um jogo bem competente pelas razões que mencionei. Os efeitos sonoros e músicas não me deixaram grandes memórias, mas lembro-me que não fiquei nada incomodado com isso, o que também não é mau!

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Tenho pena que os boss em si sejam algo estáticos!

No fim de contas, este Aerial Assault está longe de ser um Power Strike, mas ainda assim foi um jogo que acabou por me impressionar na positiva e aquele “eu” de 10 anos que ficava a babar para as imagens desse jogo ficou saciado por finalmente o ter jogado.

Mutation Nation (Neo Geo MVS)

Mutation NationContinuando com as rapidinhas, o jogo que vos trago cá hoje é um beat ‘em up das antigas para o sistema arcade da Neo Geo, desenvolvido nada mais nada menos que pelo antigo gigante SNK. Tal como todos os jogos MVS que tenho até à data, este é mais um do bundle de 10 que encontrei a um preço quase dado na Feira da Vandoma no Porto. E embora não pareça pela foto, este é o que está em pior estado.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

A história é não-existente, mas não deve ser muito difícil de adivinhar, pois somos levados para uma terra num cenário aparentemente pós-apocalíptico, ou pelo menos num futuro muito negro onde mutantes iniciam uma guerra contra os restantes humanos. E nós jogamos precisamente com 2 humanos e distribuímos pancada em mutantes e robots ao longo de todo o jogo. O diálogo não é uma presença forte, mas depois de ler “How dare you beat me, hear is your graveyard” então sim, este é um jogo completamente à moda da SNK.

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Porque no futuro vamos todos voltar a usar bigode

A jogabilidade é simples e complexa ao mesmo tempo. Simples porque practicamente usamos apenas 2 dos botões de acção disponíveis, mas também é complexa pois conseguimos desencadear uma série de diferentes golpes e combos ao utilizar apenas esses combos. Depois o jogo também pisca o olho aos shmups com o conceito dos golpes especiais que são vistos como vários power-ups (A, B, C ou D) que podem ser apanhados do chão. Cada power-up representa um golpe diferente que até podem ser visto no início do jogo, naquele pequeno tutorial dos controlos antes de passarmos para a acção propriamente dita. E para os usarmos deixar o primeiro botão pressionado até carregar a barrinha do power que aparece no ecrã, para depois ao largar o botão desencadear o tal special que geralmente provoca dano a todos os inimigos no ecrã. Naturalmente que estamos expostos ao perigo quando nos preparamos para usar o special, pelo que deve ser utilizado com algum cuidado. E como não poderia deixar de ser, o jogo suporta também 2 jogadores em multiplayer cooperativo.

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Mais engrish que isto é difícil!

No campo técnico, este é um jogo bem bonito para os padrões de 1992, apresentando níveis relativamente longos, cheios de coisas a acontecer, com bosses intermédios e uns cenários muito bem detalhados. Os inimigos e as personagens principais não são das mais bonitas que podemos ver aqui, ainda assim não ficaram nada más. As músicas sinceramente foram do meu agrado pois muitas delas até têm bons riffs de guitarra. De resto gostei bastante dos visuais pois em muitos momentos me fizeram lembrar aqueles animes mais violentos do final da década de 80 que tanto gosto! Um bom jogo da Neo Geo sem dúvida, embora a concorrência também seja algo feroz nessa mesma plataforma.