Unreal Tournament 2003 (PC)

Unreal_Tournament_2003Vamos lá a mais uma rapidinha porque esta semana é crítica e o tempo é uma incógnita. De qualquer das formas o jogo que trarei cá hoje é um daqueles vocacionados para o multiplayer, coisa que eu não tenho mesmo tempo para me dedicar, principalmente com o backlog gigantesco de jogos single player que tenho ainda por jogar. Ainda assim, já há algum tempo que queria escrever um artigo por semana de algum jogo multiplayer, de forma a reduzir algum desse meu backlog também, e decidi começar por este UT 2003 que já o comprei nem sei quando, nem quanto me custou. Mas creio que terá sido na antiga TV Games no Porto, por um preço muito reduzido.

Unreal Tournament 2003 - PC

Jogo completo com caixa, 3 discos e manual

Back in the day, joguei bastante o original, e por muito que me custasse admitir, visto eu sempre ter sido um grande fanboy da id Software, achei o primeiro Unreal Tournament um jogo melhor e mais completo que o seu rival Quake III Arena, que por sua vez era mais bonitinho. O facto de haver uma maior variedade de armas, maior customização no geral e um gameplay excelente tornou o Unreal Tournament original num jogo de peso entre os entusiastas dos FPS competitivos. Infelizmente a sequela acabou por deixar muito a desejar entre os fãs, embora sinceramente eu não o tenha jogado tempo suficiente para ficar com uma ideia completamente clara da questão.

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A dose saudável de gore não poderia faltar

Aparentemente é dada uma maior importância à história, embora no fim de contas se torne nos clichés do costume neste tipo de jogos: Há um torneio qualquer de matança e é isso. Existem várias personagens, algumas com rivalidades entre si, outros aliens e por aí fora mas o que interessa é mesmo ganhar cada combate. E o modo campanha acaba por ser tal como no anterior, uma série de combates pré-estabelecidos que vão abrangindo os vários modos de jogo que podem também ser jogados no multiplayer. E aqui começam algumas das queixas, pois existem menos modos de jogo, ou alguns adulterados. A maior parte são variantes do deathmatch, como o Team DM, Last Man Standing onde temos um número de vidas limitado, ou o Mutant que é uma espécie de King of the Hill, onde um jogador joga com uma personagem super poderosa e tem de matar o máximo de inimigos possível e se morrer, quem o matou passa a ser o Mutant. Os outros modos de jogo são variantes do Capture the Flag, incluindo a novidade do Bombing Run que é nada mais nada menos que um Capture the Flag invertido, onde o objectivo é levar uma bola até à base do adversário.

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Reza a lenda que a mudança de “Unreal Tournament 2” para “Unreal Tournament 2003” seria para tornar a série com lançamentos anuais, tais como os jogos desportivos da EA. Bom, pelo menos um modo de jogo com bola já temos.

As armas continuam variadas e com modos secundários de fogo, mas algumas das originais foram omitidas e outras modificadas para darem menos dano, balanceando-as um pouco mais. É verdade que no UT original algumas armas causavam demasiado dano, mas isso também fazia parte do frenesim louco em frags. Um outro problema que não reparei por já ter pegado neste jogo bem tarde prende-se com a sua performance. Aparentemente quando o mesmo foi lançado, muitos jogadores queixavam-se do lag. Mas o lag não era necessariamente da rede, mas também da performance do novo motor gráfico, que apesar de bem bonito para os padrões de 2003, causava mossa em todos os PCs que não tivessem configs da NASA, mas como referi, já não tive essa “sorte”. Mas que tem uns bonitos visuais para a época tem, e o design dos mapas está excelente, com arenas bem variadas, desde paisagens naturais, outras mais futuristas, ou mesmo aqueles níveis no Egipto que apesar de parecerem um pouco deslocados de tudo o resto eram realmente bem desenhados.

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E arenas de gravidade reduzida? Também há!

Sinceramente continuo a achar este Unreal Tournament 2003 um FPS competitivo sólido, apesar de hoje em dia as coisas se terem encaminhado para os sistemas de “experience points” e ir desbloqueando conteúdo à medida em que vamos jogando, ou simplesmente nos modelos mais “pay 2 win“, e estes FPS mais directos acabaram por sair da mó de cima. Ainda assim continuo a achá-los bem divertidos para umas partidas rápidas, mas mesmo sendo um jogo mais bonitinho, continuo a preferir o UT original. A ver se instalo em breve o UT 2004 a ver o que mudaram.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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