Famaze (PC)

Para não destoar dos últimos artigos, cá vai mais uma rapidinha a um jogo indie no PC que verdade seja dita, tem sido das únicas coisas que tenho jogado ultimamente. Famaze é um dungeon crawler em 2D onde somos largados em vários labirintos, mas com uma jogabilidade mais roguelike, na medida que os layouts das dungeons são todos gerados aleatoriamente e o perigo espreita em cada esquina (embora não tanto no easy mode que é o único modo de jogo disponível logo de início). E tal como a maioria dos jogos indie que tenho na minha conta do steam, este veio também através de um indie bundle qualquer a um preço muito acessível.

Famaze PCA história por detrás deste jogo não é nada que se deva levar muito a sério. Nós encarnamos num cavaleiro, ladrão ou feiticeiro com uma missão de encontrar uma série de artefactos para o nosso rei, incluindo a “lente da verdade” e um livro de receitas para procurar uma receita há muito perdida. Podemos escolher uma de três classes, cada uma com as suas particularidades. Knight é a classe com mais poderio físico e a sua habilidade especial é o smite, um poderoso ataque capaz de destruir os inimigos à nossa volta. O ladrão é mais versátil e a sua habilidade especial consiste em desarmar as inúmeras armadilhas que nos esperam. O feiticeiro é uma treta para combate físico, mas consegue criar items necessários, que as outras personagens apenas os podem apanhar nos corredores.

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As três classes de heróis com as quais podemos jogar.

O jogo é apresentado numa estranha resolução que mais se parece encaixar num modelo de uma Nintendo DS e o seu ecrã duplo. No ecrã de cima vemos o mapa que nos vai sendo mostrado à medida que exploramos o labirinto, em baixo vemos o nosso personagem e as suas imediações. Os controlos são bastante simples: botões direccionais para nos movimentarmos, botão 1 e 2 para usar os items, e o espaço para usar a habilidade especial da nossa personagem (quando disponível) ou apanhar os items que vamos encontrando. Para atacar basta ir de encontro aos inimigos, sendo que 90% das vezes também sofremos dano. Armadilhas como espinhos a meio do caminho, inimigos que nos aparecem pelas costas ou tesouros armadilhados também estão sempre à espreita e devemos tentar dar sempre um passo de cada vez, sempre com pelo menos 3 pontos de vida. O jogo de luz/escuridão também deve ser reaproveitado. Salvo a entrada do nível em si, tudo o resto está às escuras e por vezes encontramos umas tochas fixas que podem ser acesas, iluminando uma grande àrea do mapa. Ora os inimigos que sejam iluminados assim de surpresa acabam por se transformar nos inofensivos Rutabagas, que até nos regeneram um pouco a vida sempre que os apanhamos. Por isso é que os items que vamos apanhando também devem ser usados sempre de maneira inteligente. Para além de items regenerativos, temos flares que iluminam uma pequena área, cristais de teletransporte, ou poderosas bolas de fogo que dão um dano em linha a uma série de inimigos.

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Os pontos vermelhos no mapa representam os inimigos que encontramos. Estes aqui são chatos porque nos deturpam a visão durante alguns tempos, “estragando” o mapa acima.

Para além de os níveis serem gerados aleatoriamente a cada partida, muitas vezes temos também percursos alternativos, pelo que isso se torna em mais uma razão em voltarmos a jogar este Famaze mais que uma vez. Até porque com a primeira partida é impossível vermos o final verdadeiro do jogo e também começamos apenas no modo easy, tornando este jogo num roguelike algo casual pelo menos de início, o que acaba também por ser uma óptima forma de introdução às pessoas deste subgénero tradicionalmente bastante exigente e unforgiving.

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Após acender a chama, o inimigo da direita é o único que não é afectado pela luz. Aliás, até e acordado pela mesma.

Nos audiovisuais, os screenshots dizem tudo. Este jogo tem um look bastante retro, fazendo-me lembrar bastante os videojogos da era de 16bit, tanto no nível de detalhe das sprites e backgrounds, como nos próprios efeitos sonoros e músicas que apesar de não estarem sempre a tocar, são bastante apelativas. Espreitando o catálogo da Oryx Design (os criadores deste Famaze), deixaram-me bastante curioso em experimentar os seus restantes jogos, que me parecem ser todos roguelikes. Este subgénero não é dos meus preferidos, apesar de ser um derivado dos RPGs, devido à sua jogabilidade demasiado metódica, desafiante e também ser necessário muita sorte à mistura de nos aparecerem os items certos na altura certa. Mas aqui em Famaze esses elementos apesar de existirem, são bem mais contidos, resultando assim numa experiência bem agradável e certamente a ser um cartão de visita para quem depois quiser experimentar roguelikes mais desafiantes. Até porque hoje em dia o jogo tornou-se free to play no steam e não só.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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