Love (PC)

De volta aos indies e para mais uma rapidinha pois o jogo também não é muito longo. Love é mais um de vários jogos de plataforma indie, com um look retro e com uma dificuldade bem acima da média, embora este nem seja de todo dos “piores” nesse campo. A minha cópia entrou na minha colecção digital do Steam algures no mês passado, num dos bundles da malta dos Indie Gala, tendo sido uma pechincha.

Love PCLove é um jogo de plataformas bastante minimalista, tanto no seu aspecto, que tanto vai buscar coisas aos tempos da Atari 2600, ou a computadores mais primitivos como o Commodore 64 ou ZX Spectrum, como na jogabilidade simples. O objectivo é simples: atravessar 12 níveis repletos de obstáculos, abismos sem fim, plataformas que desaparecem e espinhos, espinhos everywhere. As “diferenças” aqui face a outros jogos como Super Meat Boy ou VVVVVV está nas 100 vidas que dispomos até chegar ao fim do jogo, bem como os “respawn points” que podemos colocar sempre que quisermos, em qualquer plataforma estável. Caímos num abismo a meio do nível? Se formos inteligentes tinhamos deixado um desses respawn points antes de tentar atravessar essa parte mais perigosa. No entanto claro que isto dos “checkpoints à lá carte” também poderá ser abusado de forma a facilitar mais o jogo, mas também pode correr mal. Não foi a primeira nem segunda vez que por engano coloquei um desses checkpoints num local onde a cada segundo saía um espinho, ou caía uma gota de ácido a cada meio-segundo, custando-me assim um monte de vidas até ter saído dessa situação.

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Estas plataformas azuis aparecem e desaparecem alternadamente. Uma secção chatinha no início, mas depois de se aprender o padrão torna-se bem mais fácil

No entanto com um bocadinho de prática conseguimos acabar por superar as dificuldades do jogo. Existe um nível de dificuldade ainda mais fácil que nos dá vidas infinitas, bem como outro bem pior onde em vez de 100 vidas temos apenas uma para nos durar o jogo todo. Este Love é também um jogo de plataformas que prima pela competividade em speedrunning. Os seus 12 níveis podem ser completados em menos de 10minutos por pessoas talentosas e que não queiram perder uma vida sequer. Infelizmente eu não tenho tempo, e o meu backlog de mais de 600 não me deixam perder mais tempo que o necessário num jogo. Com isso devo dizer que não experimentei o editor de níveis que vem com o jogo.

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Os gráficos são bastante minimalistas, mas tal como VVVVVV têm o seu charme

No que diz respeito ao audiovisual, tal como referi no início este é um jogo que vai buscar muita coisa aos primórdios da década de 80, mas claro com uma jogabilidade bem mais fluída do que qualquer jogo de plataformas pré-Super Mario Bros oferecia. Os efeitos sonoros são retro enough, mas as músicas são bastante viciantes. Se gostaram da banda sonora retro, porém moderna de jogos como Super Meat Boy, certamente irão achar piada a esta do Love. No fim de contas este é um pequeno jogo de plataformas que apesar de pequeno em conteúdo, é bastante divertido e se o apanharem nalguma promoção ou bundle, recomendo que lhe peguem.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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