Half-Life: Blue Shift (PC)

Half-Life Blue ShiftEnquanto a Valve não nos presenteia com um Half-Life 3, ou mesmo um Half-Life 2 Episode III, esta análise deverá ser a última que faço relativamente à saga. Half-Life Blue Shift estava inicialmente previsto como uma conversão do jogo original para a consola Sega Dreamcast, que incluiria a pequena expansão “Blue Shift” como bónus. Infelizmente, com o jogo já quase pronto, após a Sega ter anunciado a descontinuação da Dreamcast e a sua reestruturação para uma empresa third-party, a Sierra decidiu cancelar o lançamento deste jogo (assim como muitos outros). Assim sendo, Blue Shift não se ficou no limbo, tendo sido lançado posteriormente no PC, versão essa que me chegou às mãos já há uns valentes anos atrás, oferta de um amigo meu de escola.

Half-Life Blue Shift PC

Jogo com jewel case e manual, a big box nunca esteve nas minhas mãos

Blue Shift coloca-nos na pele de mais uma facção presente em Black Mesa na altura do incidente. Desta vez o escolhido é Barney Calhoun, um segurança a caminho para mais um aborrecido dia de trabalho em Black Mesa. Tal como Gordon Freeman, Barney desloca-se para Black Mesa através de uma espécie de comboio que o leva a passear por entre diversos túneis mostrando diferentes partes da base. Barney chega inclusivamente a cruzar-se com Gordon Freeman uma ou outra vez, embora sem chegar a trocar quaisquer palavras. A primeira tarefa de Barney neste dia de trabalho é reparar um elevador que está com alguns problemas. Enquanto Barney faz isso, o incidente em que Gordon Freeman se vê envolvido acontece, fazendo com que o elevador se despenhe e mais uma vez iremos tentar escapar de uma Black Mesa sob ataque de alienígenas de Xen, ou tropas governamentais dispostas a apagar todas as evidências do incidente. Apesar de ser mais um jogo sólido, Blue Shift é uma expansão muito mais curta que Opposing Force, para além de não introduzir nenhum nenhum novo inimigo ou armas (o que até se compreende, pois a Dreamcast e os seus GD-Roms de 1GB não comportariam uma expansão com muito conteúdo para além do jogo original na sua totalidade. Assim sendo recomendo a leitura do artigo Half-Life original, pois este Blue Shift não adiciona nada de novo no que diz respeito à jogabilidade. É uma expansão sólida, mantendo o mesmo balanço de combate e puzzle solving/exploração que a série se tornou conhecida. A única novidade na narrativa é a mesma ser focada na interacção com um NPC (o cientista Dr. Rosenberg) que nos vai indicando os passos que devemos tomar para escapar de Black Mesa vivos.

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Dr. Rosenberg, à direita, é um NPC que muitas dicas nos vai dar ao longo do jogo

Graficamente devo dizer que este jogo introduziu um “High Definition Pack” que melhorou bastante a qualidade gráfica do jogo, tanto na resolução das texturas, como no número de polígonos que os modelos 3D do jogo apresentam. Esse pack é também aplicável ao Half-Life original e a sua expansão Opposing Force, tendo eu jogado ambos com esse pack, embora por lapso não o tenha referido nos artigos respectivos.

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Estes zombies “headcrabbed” sempre tiveram a sua pinta

Assim sendo, não há muito mais a acrescentar sobre este Blue Shift. É uma expansão pequena mas sólida, oferecendo mais uma diferente perspectiva do incidente de Black Mesa e mantendo a boa jogabilidade e narrativa do jogo original. Ainda assim, é uma expansão que apenas os fãs de Half-Life irão apreciar, pois não adiciona practicamente nada de novo à fórmula, inclusivamente oferece uma menor gama de armas disponíveis e inimigos para combater.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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