Blackwell Unbound (PC)

Siga para mais um pequeno artigo da série Blackwell. Pensado originalmente como um prólogo do jogo Blackwell Convergence, o projecto foi crescendo de tal forma que acabou por se tornar neste Blackwell Unbound. Tal como todos os outros jogos da série, este chegou-me à colecção por intermédio de um bundle a um preço irrisório que não poderia deixar escapar.

Blackwell UnboundEnquanto os restantes Blackwell decorrem nos tempos modernos e contam as aventuras de Rosangela Blackwell e o seu companheiro fantasma Joey Mallone, neste jogo regressamos no tempo para a década de 70. Desta vez a acompanhar o sarcástico fantasma Joey Mallone temos um outro elemento da família Blackwell: Lauren, tia de Rosangela. Enquanto Rosangela começou por ser uma personagem tímida e insegura, este jogo apresenta uma Lauren firme, decidida e pragmática, tendo aceitado sem grandes reservas o legado que Joey lhe trouxe, para além de ser fumadora compulsiva. Após ter dado uma vista de olhos no tablóide mais vendido da zona, Lauren decide investigar 2 rumores de aparições, um de um velho saxofonista de Jazz algures à beira rio, e um outro de uma dona de casa que assombra um local de obras. Inincialmente os casos parecem não possuir qualquer tipo de ligação entre si, mas depois iremos descobrir que afinal as coisas não são bem assim e mais não digo.

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O grafismo retro continua excelente

O jogo herda todas as mecânicas da prequela. A utilização do rato para observar ou interagir com objectos ou personagens mantém-se como seria esperado, bem como a ligação de pistas que Lauren regista no seu bloco de notas para obter novas leads, ou usá-las para interrogar as personagens. Ainda assim, novos elementos de jogabilidade foram introduzidos. Um deles é a habilidade de trocar sempre que quisermos entre Lauren e o seu fantasma Joey, que, sendo fantasma, consegue atravessar paredes e interagir melhor com outros espíritos. A outra novidade é mais um blast from the past, onde em algumas circunstâncias o jogo pede-nos para utilizar o teclado de forma a introduzir algumas palavras. É certo que está longe de alguns jogos dos anos 80 em que tinhamos de introduzir comandos como “open door”, “take qualquer coisa”, mas não deixa de ser uma adição interessante.

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Um exemplo do conteúdo bónus que pode ser desbloqueado

A produção audiovisual continua muito boa. Graficamente pouco mudou desde o jogo anterior, o que para mim é bom. O visual pixel-art está mais uma vez muito bem executado, embora prefira as sprites utilizadas no jogo anterior. O que continua também bom é o voice-acting e a banda sonora. Esta última é composta maioritariamente por músicas smooth-jazz, não fosse parte do jogo envolver essa cultura. Mais uma vez o jogo é acompanhado por um modo de comentários onde o seu criador Dave Gilbert vai-nos partilhando algumas curiosidades sobre o jogo.

Para quem gostou do primeiro jogo, certamente irá gostar deste e estou ciente que dos próximos 2 também. Mas nem tudo é bom neste Unbound, pois tal como o primeiro jogo é bastante curto, acabando-se em pouco mais de 2 horas, contudo o jogo redime-se em parte, ao introduzir diverso conteúdo bónus para ser desbloqueado.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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