Wizorb (PC)

O artigo que trago cá hoje é mais ligeiro, sendo de um jogo indie que também não traz tanto conteúdo assim. Wizorb é uma interessante mistura de um Arkanoid com um RPG, embora os aspectos de RPG pudessem ser mais trabalhados. O meu jogo chegou-me às mãos através do Humble Indie Bundle 6 que trazia entre outros os populares Torchlight ou Dustforce, como sempre comprado a um valor muito apetecível. Produzido pelo pequeno estúdio Tribute Games, Wizorb é um jogo que faz plena justiça aos seus criadores, remetendo de imediato para uma jogabilidade e audiovisuais da velha guarda que têm estado em voga ultimamente.

Wizorb PCO jogo coloca-nos na pele de um velho feiticeiro, que tem um poder estranho de se transformar numa daquelas barrinhas à lá Arkanoid/Breakout. Ao chegar à vila de Clover, encontra-a em ruínas, mas felizmente com todos os habitantes sobreviventes. Parece que o reino de Gorudo foi invadido por forças malignas, destruindo tudo por onde passa. Sendo o nosso herói uma personagem com poderes mágicos, já sabemos o que acontece a seguir. E tal como os jogos da era 8/16bit, não esperem que a história seja muito desenvolvida com grandes cutscenes intermédias, nem por sombras.

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O nivel termina quando se destruirem todos os blocos e inimigos

Tal como descrevi acima, Wizorb apresenta-se como um jogo em que mescla a jogabilidade de um Arkanoid, com a de um RPG, mas infelizmente os elementos de RPG são muito subaproveitados. A vila de Clover é o único local onde Cyrus (o nosso feiticeiro) pode-se deslocar livremente e falar com os NPCs. Aqui podemos levar a cabo algumas side quests, seja doar algum dinheiro aos habitantes para que reconstruam as suas habitações, ou procurar as crianças desaparecidas que acabam por conferir ainda mais poderes a Cyrus. Mas os elementos RPG ficam-se por aí, não há grande interacção com os NPCs após restaurarmos a vila por inteiro (podemos comprar items numa loja e practicamente é só), não existe nenhum mecanismo de experiência ou level-up, penso que o jogo poderia ter sido melhor aproveitado neste aspecto. Como um clone de Arkanoid, aí já é um jogo bem competente, oferecendo uma jogabilidade desafiante, com vários power ups e que podemos apanhar. Estes powerups tanto podem ser positivos como bolas múltiplas, bolas com dano duplo, extensão da barra, como negativos que nos roubam dinheiro, colocam a barra mais lenta, ou simplesmente destroem-na. Para além dos power ups temos também uma barra de magia que pode ser utilizada para utilizar poderes destrutivos (cuspir bolas de fogo), ou controlar a bola à nossa medida, como invocar rajadas de vento que mudam a trajectória da bola, ou teleguiar a bola para onde nos der mais jeito.

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Infelizmente apenas existe uma aldeia onde podemos interagir com NPCs, e mesmo assim não se interage grande coisa

Estes poderes são bastante úteis quando o jogo começa a decorrer a uma velocidade alucinante, já fui muitas vezes salvo por mudar a trajectória da bola no momento “h”. Os níveis vão ficando cada vez mais complexos e temos de jogar um capítulo de rajada para termos depois tempo para respirar. Cada “zona” é composta por 12 níveis mais um boss final, sendo que mediante o grau de dificuldade escolhido temos um número diferente de vidas atribuidas por defeito para concluir cada capítulo, bem como alguns continues. Esgotando-se os continues atribuidos pelo jogo, podemos obter mais continues, pagando do gold que vamos obtendo. Felizmente, alguns dos powerups que podemos apanhar ou comprar nas lojas ou níveis de bónus escondidos no jogo são mesmo as preciosas vidas que não são assim tão caras.

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Esta é uma das lojas em que podemos adquirir alguns power ups

Graficamente é um jogo com um pixel art muito bom, e bastante colorido. O que já não gosto tanto é da música. Não que a música seja toda má, tal como os gráficos a música também tem um estilo chiptune muito anos 80/90 que a um retrogamer como eu agrada. O que me queixo é da pouca variedade de músicas, que é sempre a mesma ao longo de 12 níveis mais um boss, sem contar as imensas vezes em que perdemos vidas, continues ou mesmo recomeçar o capítulo do zero. De resto os efeitos sonoros também são competentes, mais uma vez transportando-nos para os bons tempos dos 8/16bit, onde um videojogo soava a um videojogo.

Resumidamente este Wizorb deve ser olhado apenas como um bom clone de Arkanoid, sendo bastante competente nesse aspecto. Acho que as influências de RPG seriam uma óptima ideia, mas poderiam e deveriam ter sido mais aproveitadas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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