The Orange Box (PC) – Parte 1 – Half Life 2

Half-Life_2_coverBom, esta será a primeira análise que faço de uma colectânea, e como esta é uma colectânea e pêras prefiro fazer um artigo para cada jogo da mesma. The Orange Box é possivelmente a melhor compilação que resolveram lançar nos últimos anos, especialmente tendo em conta os preços reduzidos que hoje em dia se encontra por aí. The Orange Box inclui o Half-Life 2, incluindo os seus 2 episódios posteriormente lançados (Episode I e II respectivamente), o hit multiplayer Team Fortress 2 que hoje em dia se pode jogar gratuitamente e o fenómeno Portal, jogo que toda a gente comenta por essa internet fora e eu ainda não o tinha jogado. Para além do mais, a box possibilita também o download do Half-Life 2: Lost Coast, um simples nível que é pouco mais que uma demo técnica do que a já velhinha engine Source ainda é capaz de fazer. Este Lost Coast será o único “jogo” que não irei comentar no futuro. A minha cópia da caixa laranja foi adquirida no ebay há umas semanas atrás, tendo-me custado algo em torno de 15€. Na verdade senti-me um pouco enganado pois a foto do produto era a da versão normal e saiu-me esta “EA Classics”… não me quis chatear e ficou assim.

The Orange Box PC

Jogo completo com caixa e folheto.

O Half-Life original foi um FPS muito importante que marcou uma nova geração de shooters, com um design de “níveis” contínuo, uma forte atenção na história, narrativa e todos os detalhes em particular, abandonando de vez a fluidez de jogo “quebrada” que os shooters clássicos como Quake ou Duke Nukem 3D sempre nos habituaram. Na verdade já haviam outros shooters com essa atenção ao detalhe como System Shock, mas podemos dizer que foi mesmo com Half-Life que houve um novo paradigma na área, não fosse o facto de ter sido um sucesso absoluto de vendas. Assim sendo, e depois de alguns expansion packs também de elevada qualidade, é normal que as expectativas para uma verdadeira sequela fossem bastante altas e a mesma tenha tido um tempo de desenvolvimento bastante largo. Half-Life 2 tinha muito a superar e na minha opinião acabou por ser mais um excelente jogo, embora sem o impacto que o primeiro acabou por ter.

screenshot

Nos arredores de City 17, ainda a tentar escapar para um local seguro

A história decorre cerca de 20 anos após os acontecimentos de Half-Life, onde o protagonista Gordon Freeman havia sido colocado em “stasis” pelo misterioso G-Man. Durante esse tempo a raça alienígena Combine aproveitou para invadir a Terra, colocando toda a civilização humana debaixo de olho, estando impossibilitados de se reproduzirem. Half-Life 2 decorre na City 17, algures na Europa de Leste, cidade liderada por Dr. Breen, antigo patrão do Gordon Freeman, nos tempos da Black Mesa. Dr. Breen é o responsável pela rendição da Terra à invasão Combine, tendo recebido privilégios por parte destes. 20 anos depois, o G-Man acorda o Freeman e coloca-o misteriosamente a caminho da City 17, onde “por coincidência” acaba por reencontrar conhecidos de Black Mesa, como o Barney ou o doutor Eli Vance, que se encontram ligados ao movimento “Resistência Lambda” que ainda luta contra a invasão Combine. E mais uma vez começamos o jogo completamente desarmados, sempre atentos ao desenrolar da história, onde acabaremos por ter um arsenal à nossa disposição.

A jogabilidade permaneceu practicamente inalterada desde o jogo original, o que acaba por ser um dos pontos menos conseguidos neste jogo. A saúde é restaurada com medkits, coisa que não tenho problemas alguns com isso, Gordon pode carregar mais do que 2 ou 3 armas ao mesmo tempo, mais uma vez é algo que não me causa nenhuma urticária, agora a falta de uma ironsight num FPS moderno por acaso foi algo que senti. De resto apresenta algumas novidades, tais como comandar um pequeno esquadrão de 4 membros da resistência em algumas partes do jogo, e uma gravity-gun, que permite manusear objectos e até inimigos por telequinese. A física no seu todo foi algo que foi tido em bastante atenção no jogo, sendo a gravity-gun e outros problemas relacionados com o mundo da física a chave para solucionar certos puzzles. A maneira como o jogo e a história se desenrolam continuam a ser o ponto forte em Half-Life, mas de certa forma o elemento surpresa do primeiro jogo já não é bem o mesmo aqui… Também foi tido um importante foco na condução de veículos, existindo largos mapas dedicados para isto mesmo, mas sempre com um ou outro puzzle para resolver entretanto.

screenshot

Chegar fogo a zombies? Continua divertido!

Graficamente o jogo corre na engine Source, que “alimentou” vários outros jogos da Valve desde o lançamento de HL2. Sendo um jogo lançado originalmente em 2004, é natural que os gráficos tenham envelhecido um pouco, mas para a altura em que foi lançado era um jogo bem competente, apresentando efeitos de luz e sombra bastante interessantes. Algo que sempre gostei foram as próprias animações das personagens que ficaram muito bem conseguidas. O voice acting é bastante competente, já a banda sonora é bastante modesta. Na verdade é quase inexistente ao longo de todo o jogo, surgindo apenas em momentos de maior tensão e/ou acção. A música em si tem sempre uma toada mais electrónica mas sinceramente não é muito do meu agrado. De resto o jogo peca por não incluir nenhum modo multiplayer. Na verdade existe um “Half-Life 2 Deathmatch” para venda no Steam, mas a vontade de o comprar é nula.

Não tenho muito mais a dizer deste Half-Life, estou actualmente a jogar o Episode I e tanto esse próximo artigo como o do Episode II serão mais breves pois até agora a nível de jogabilidade as coisas mantêm-se iguais. De qualquer das maneiras os fãs querem é um novo Half-Life de raíz, coisa em que a Valve se tem mantido muito fechada nos últimos anos. A ver se teremos alguma surpresa na E3 daqui a uns dias… O meu próximo post será feito assim que tiver tempo e muito provavelmente será sobre um jogo cuja sequela está a ser muito badalada nos dias que correm. Para PC. 😉

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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4 respostas a The Orange Box (PC) – Parte 1 – Half Life 2

  1. Pingback: The Orange Box (PC) – Parte 2 – Half Life 2: Episode One | GreenHillsZone

  2. Pingback: The Orange Box (PC) – Parte 3 – Half Life 2: Episode Two | GreenHillsZone

  3. Half Life 2 não causou impacto? Voce só pode estar louco cara .. Quando lançado foi uma pagação de pau extrema, não só dos jogadores, como também de várias revistas nacionais e internacionais com a EGM, entre outras. Em uma edição foi considerado o melhor game da história numa lista de 100. Half Life 2 causou um impacto gigante e foi de suma importância para o desenvolvimento dos fps que jogamos hoje..

  4. cyberquake diz:

    Olá! Half Life 2, a nível de gameplay, é pouco mais que uma extensão do primeiro. Esse sim, mudou completamente o paradigma dos FPS de então, sendo bastante influente para todos os FPS que lhe seguiram. O HL2 é muito bom jogo também, e notas altas em revistas muitos têm, mas vendo as coisas a fundo, poucas inovações a sequela trouxe face ao original. É só a minha opinião.
    Obrigado pelo comentário!

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