Brothers in Arms Earned in Blood (Sony Playstation 2)

Brother in Arms Earned in Blood PS2Este post à partida será um pouco mais pequeno que o habitual, pois vem no seguimento do Brothers in Arms: Road to Hill 30, cujo jogo partilha as mesmas mecânicas, gameplay e motor gráfico que este, sendo assim recomendo dar uma leitura prévia a esse artigo. Tal como o jogo anterior, este foi adquirido na loja portuense TVGames, tendo-me custado algo entre os 3 e 4 euros e está completa, em bom estado.

Brothers in Arms Earned in Blood PS2

Jogo completo com caixa e manual

A história desta vez segue Joe “Red” Hartsock, outrora membro do pelotão de Matt Baker. Metade do jogo segue alguns eventos que decorreram no jogo anterior, mas do ponto de vista de Hartsock. Outra parte do jogo já vai para além dos eventos decorridos em Road to Hill 30. A mecânica do jogo e o gameplay são exactamente os mesmo. Em Brothers in Arms preza-se uma abordagem estratégica na altura do combate. Enfrentar os inimigos “à Rambo” na maior parte das vezes apenas resulta num ecrã de game over. Hartsock geralmente tem consigo 1 ou 2 pequenos esquadrões (ou um tanque) e a ideia geralmente é colocar um esquadrão a dar fogo de cobertura nuns inimigos, enquanto o outro vai pelos flancos acabar com eles. O problema é que mais uma vez a versão PS2 tem problemas de IA em relação ao original de PC e o port de Xbox. Os esquadrões nem sempre respondem da melhor forma às nossas ordens, ficando muitas vezes descobertos a fogo inimigo. Os inimigos também quando percebem que estão a ser flanqueados costumam fugir logo também para céu aberto ficando também descobertos, o que acaba por tirar alguma “piada” a toda a estratégia. O design dos mapas também é um pouco mais linear, o que acaba por forçar um pouco mais a estratégia que teremos de adoptar.

Screenshot

Vista posicional dos esquadrões e inimigos

O modo multiplayer é mais variado desta vez. Temos na mesma várias missões multiplayer a cumprir, seja chegar do ponto A ao ponto B, destruir infraestruturas alemãs, etc. Pode ser na mesma jogado em splitscreen para 2 jogadores, ou online com mais uns quantos. A táctica de comandar esquadrões mantém-se. Para além disto, Earned in Blood traz também um “Skirmish” mode com missões adicionais. Pode ser jogado sozinho ou em modo cooperativo, quer em splitscreen quer online. Existem 5 missões para o lado americano e outras 5 para o lado alemão. Para cada mapa podemos jogar de formas diferentes: “Objective” como se uma missão normal se tratasse; “Timed Assault” onde o objectivo é arrasar com todos os inimigos no menor tempo possível; “Defence” é um modo de sobrevivência onde enfrentaremos ondas intermináveis de inimigos nesse mesmo mapa, e finalmente o “Tour of Duty” que consiste em completar todas as missões numa dificuldade acrescentada apenas com uma vida, um esquadrão, sem checkpoints ou savegames de qualquer forma.

Screenshot

Multiplayer warfare!

A nível visual, o jogo tem o mesmo motor gráfico do anterior. São gráficos agradáveis para uma PS2, mas nada do outro mundo. Algo que não mencionei no jogo anterior foi o enorme trabalho (que pode ser visto nos extras) que a Gearbox teve ao sincronizar os lábios das personagens com as falas. Na versão PS2 não se vê nada disso infelizmente. A nível sonoro, ou o jogo foi feito muito à pressa ou está um pouco abaixo do anterior. As personagens continuam a interagir uns com os outros, mas acho que não o fazem tanto como no jogo anterior. A banda sonora permanece com a mesma qualidade. Da mesma forma que fizeram no Road to Hill 30, aqui ao jogar-se o jogo principal nos vários graus de dificuldade vão sendo desbloqueados vários extras, desde fases da produção do jogo, arquivo histórico e curiosidades várias das armas, veículos e infantaria presente no jogo.

Apesar das falhas da versão PS2, não deixa de ser um jogo agradável para quem gostar da temática. As falhas na IA são de facto o problema mais sério, mas com um pouco de mais cuidado e paciência vai-se jogando bem. A versão original de PC (e Xbox) são naturalmente mais bonitas, o design dos níveis está mais completo e os problemas de IA mais atenuados. Recomendaria também que ficassem longe da conversão para a Nintendo Wii que saiu uns anos mais tarde. É baseada nesta versão PS2 sem os modos multiplayer e com mais alguns problemas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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