Velocity (Sony Playstation Portable)

Este Velocity foi um dos minis que a Sony ofereceu numa qualquer acção de facebook, a quem partilhasse uns posts ou algo do género. E apesar de eu já cá ter escrito qualquer coisa sobre os outros jogos que foram oferecidos pela Sony, ficou-me a faltar este Velocity que, apesar de ser o melhor do pacote, era também aquele mais desafiante e foi ficando para aquelas jogatanas mais esporádicas para desenjoar de outros jogos. Mas na verdade, é um jogo muito interessante que irei agora abordar.

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Basicamente está algures no espaço a decorrer um conflito, com vários sobreviventes à deriva em cápsulas de salva-vidas e nós somos a sua equipa de resgate que tem a árdua tarefa de os salvar. Para isso é-nos atribuída uma nave espacial com características bastante peculiares que já mencionarei de seguida: Para salvar os sobreviventes basta passar-lhes por cima, que são logo tele transportados para segurança. Então, iremos passar todos os níveis em busca de sobreviventes, mas as coisas não são assim tão lineares. Os primeiros níveis vão servindo de tutoriais para nos inteiramos das mecânicas de jogo. Inicialmente é-nos apresentada a funcionalidade de boost, que como o nome indica serve para aumentar a velocidade, depois lá nos explicam que ao carregar no quadrado e mover o d-pad ou analógico podemo-nos teletransportar para onde quisermos, o que é bastante útil para ultrapassar barreiras ou resgatar sobreviventes que estejam barricados, depois lá nos habilitam armas para podermos derrotar alguns inimigos básicos ou destruir alguns obstáculos. Ataques especiais como as bombas também podem ser desencadeados de uma maneira semelhante ao botão de teleporte, desta vez com o botão de círculo em conjunto com o d-pad ou analógico, de forma a definir qual a direcção a disparar a bomba.

Esta seria uma boa situação para se disparar umas bombas... ou teletransportar para o espaço acima...
Esta seria uma boa situação para se disparar umas bombas… ou teletransportar para o espaço acima…

Isto vai servir para várias coisas: servir de ataque especial para enxames de naves inimigas, poder quebrar vidros ou outras barreiras laterais (isto porque apenas dá para disparar para cima e o jogo está em constante scrolling vertical) ou activar interruptores. Sim, por vezes de forma a desligar alguns campos de energia impenetráveis é necessário activar esses interruptores. E não basta disparar-lhes em cima, é preciso fazê-lo numa direcção indicada. E mais lá para a frente esses interruptores começam a estar numerados e é necessário activá-los por ordem… e mais lá para a frente ainda esses mesmos interruptores começam a estar distribuídos de forma não ordenada pelos níveis, pelo que é introduzida uma nova mecânica de teletransporte que nos permite criar checkpoints e teletransportar para esses mesmos checkpoints a qualquer momento do jogo. Agora imaginem isto tudo junto num nível, e com o relógio sempre a contar, a obrigar-nos a usar e abusar do botão de boost. Portanto, este Velocity é acima de tudo um shmup onde a exploração, rapidez de reacção e perícia acabam por ter um foco muito maior do que propriamente o combate.

O mecanismo de teletransporte é algo que temos de dominar. E aqui temos também exemplos de interruptores de diferentes cores e numerados que desactivam zonas protegidas com campos de energia
O mecanismo de teletransporte é algo que temos de dominar. E aqui temos também exemplos de interruptores de diferentes cores e numerados que desactivam zonas protegidas com campos de energia

E vamos tendo 50 diferentes missões para completar, sendo que algumas delas são missões críticas com um timer muito reduzido que nos obrigam mesmo a manter o pé na tábua ter os devidos cuidados de não bater em nada, sobreviver a eventuais inimigos, resolver estes pequenos puzzles de exploração e procurar encontrar todos os sobreviventes possíveis. A única coisa que me chateou não foi propriamente o facto de ser um jogo bastante desafiante, mas sim a obrigatoriedade de ter um certo número de pontos de experiência (atribuídos no final de cada nível mediante a nossa performance) para desbloquear o nível seguinte, o que na recta final do jogo acaba por se tornar bastante chato. De resto Velocity está repleto de extras. A começar por um sistema interno de achievements, missões adicionais a serem desbloqueadas, artworks e, como esse menu de extras é uma espécie de sistema operativo do computador de bordo, claro que não poderia deixar de haver uma calculadora e um minesweeper!

De vez em quando lá vamos vendo algumas cutscenes que mostram pequenas partes da história
De vez em quando lá vamos vendo algumas cutscenes que mostram pequenas partes da história

A nível de audiovisuais, graficamente é um jogo 2D bastante simples, com sprites pequenas, o que é compreensível quanto mais não seja para ter área de jogo suficiente para se jogar a alta velocidade e ainda assim dar para planear as coisas. Não há grande variedade de cenários, é tudo em estações espaciais gigantes. A música é que é electrónica, adequando-se perfeitamente ao estilo futurista do jogo em si.

No fim de contas, de todos os PSP Minis que a Sony andou aí a oferecer (que eu saiba apenas me escapou o Wizorb pois enviaram-me um código inválido e eu até já o tinha no steam), este Velocity foi sem dúvida aquele que mais me cativou. As suas mecânicas de jogo peculiares, a adrenalina e o desafio valem bem a pena! Mas se calhar ainda será melhor ideia aproveitar o remake, o Velocity Ultra, quando estiver a uma pechincha no steam.

Rengoku: The Tower of Purgatory (Sony Playstation Portable)

RengokuJá há algum tempo que não trazia cá nada da PSP, mesmo tendo um backlog considerável nessa plataforma. A razão é que tenho andado ocupado com este jogo que vos mostrarei hoje e para ser sincero não me agradou lá muito da primeira vez que o joguei, pelo que me deu a preguiça de voltar a pegar nele até há umas semanas atrás. E este Rengoku é um jogo hack ‘n slash com alguns elementos de RPG, fazendo lembrar outros títulos como Phantasy Star Online na medida em que é um jogo futurista e temos uma grande dungeon para explorar. O meu exemplar custou-me 4.5€, tendo sido comprado na Cash Converters do Porto algures em Março de 2015.

Rengoku Tower of Purgatory
Jogo com caixa e manual – versão norte americana

O conceito do jogo é original. Decorre num futuro algo distante, onde a humanidade começou a desenvolver andróides com o objectivo de substituir os soldados humanos nas guerras. Essa evolução deu-se de tal forma que eventualmente foram criados andróides super poderosos e com habilidades muito especiais que puseram um fim a todas as guerras. O que fazer com esses andróides depois? Bom, porque não construir uma torre gigante e colocá-los lá a lutar uns contra os outros por toda a eternidade? E já agora meter câmaras e fazer dessas batalhas um programa televisivo! Nós encarnamos num desses andróides, na base da torre com o objectivo de subi-la, derrotar os outros andróides e tentar descobrir qual é realmente o nosso papel lá. Poderão pensar que vos spoilei grande parte da história neste parágrafo, mas na verdade está tudo no manual de instruções!

Podemos fazer lock-on a um oponente, mas infelizmente o mesmo é quebrado quando somos atingidos
O maior trunfo deste Rengoku é a customização que oferece. Mas ainda há muitas arestas para limar!

Mas que habilidades são estas as destes andróides que os tornam máquinas de guerra tão letais? O seu corpo é facilmente moldável, permitindo-lhes equipar uma série de armas ou outros equipamentos directamente no seu corpo, algo que vamos ter de fazer com todo o cuidado e atenção ao longo do jogo. Podemos equipar coisas nos braços, tronco, cabeça e pernas (aqui geralmente equipamento passivo de regeneração ou maior velocidade de movimento). Basta cuscarem um pouco o artwork deste jogo para verem andróides com revólveres na cabeça, para terem uma noção de como as coisas podem ser customizadas. Teremos ao nosso dispor vários tipos de armas brancas como espadas, garras, martelos e machados, bem como revólveres, metralhadoras ou outras armas de fogo mais futuristas como armas de energia e claro, explosivos como mísseis ou morteiros. Essas armas podem ser obtidas ao destruir outros andróides que nos apareçam à frente e as que achemos que não venhamos a precisar podemos convertê-las em “elixir”, algo que posteriormente nos permite melhorar alguns dos nossos stats ou aumentar o número de slots disponíveis para equipamento nas várias partes do corpo.

COPY PASTA
Podemos fazer lock-on a um oponente, mas infelizmente o mesmo é quebrado quando somos atingidos

Cada andar representa um mapa que temos de explorar na totalidade e derrotar todos os andróides que nos apareçam à frente (excepto respawns de salas que já tenhamos “limpo” antes), de forma a podermos prosseguir para o boss e posteriormente para o andar seguinte. Ora os inimigos vão tendo armas melhores que as nossas, mas sempre com as suas fraquezas que devem ser exploradas. No início de cada andar temos à nossa disposição um terminal computorizado onde automaticamente recuperamos vida (e munições) e podemos alterar o nosso equipamento, coisa que devemos fazer cuidadosamente. Infelizmente não dá para alterar equipamento on-the-fly, forçando-nos sempre a voltar ao ponto de início do nível para fazer estas trocas. Podemos porém, encontrar alguns power-ups que nos restabeleçam vida ou energia (munições), mas não se fiem inteiramente nisso. Para além da impossibilidade de alterar o nosso equipamento a qualquer altura, a outra coisa que mais me chateou neste jogo é precisamente a maneira como as munições das nossas armas são gastas. Com as armas brancas, mesmo que falhemos o nosso alvo, e demos um golpe no ar, conta para a energia dessa arma baixar… mais uma razão para escolhermos bem qual o equipamento que queremos levar. Outra coisa a ter em cuidado é o sobreaquecimento dos equipamentos, que os podem deixar inutilizáveis por algum tempo que pode ser bem precioso caso estejamos fechados numa sala sem hipóteses de sair a não ser que a “limpemos” toda.

Adoro o artwork conceptual destes andróides, pena que só os bosses que estão bem detalhados
Adoro o artwork conceptual destes andróides, pena que só os bosses que estão bem detalhados

De resto, é repetir este processo ao longo dos 8 andares da torre, sempre com um boss no final de cada andar. Vamos ter de nos esquivar imenso e atacar cuidadosamente, pelo que esses 8 andares vão acabar por não parecer tão curtos assim. E para além disso, desculpem pelo pequeno spoiler, para ver o verdadeiro final teremos de voltar a jogar o jogo todo, desta vez contra inimigos mais poderosos (e consequentemente com armas mais poderosas para apanhar e utilizar). Para além deste modo história existem ainda 2 outras vertentes multiplayer, embora não as tenha experimentado por não conhecer mais ninguém com este jogo. Um deles é o Pancatrium Mode que, pelo que o manual do jogo dá a entender, é uma espécie de deathmatch onde até 4 pessoas podem participar. O outro é o Item Swap Mode que conforme o nome indica serve unicamente para podermos trocar equipamento entre amigos.

Cuidado com armas que nos deixem sobre aquecidos e consequentemente indefesos!
Cuidado com os ataques que nos deixem sobreaquecidos e consequentemente indefesos!

Graficamente este jogo é para mim uma grande desilusão. Isto porque adorei o artwork conceptual do jogo, principalmente da forma fria como os andróides foram desenhados. Mas infelizmente eles aparecem pouco detalhados no jogo e a própria torre muito pouco varia de cenários de andar para andar. Algumas cores vão mudando, mas é tudo espaços fechados e com uma temática algo industrial. Quanto ao som, bom esse parece-me competente, até porque a música vai alternando entre orquestrações bem épicas até música electrónica futurista, o que me parece ir de certa forma de encontro ao que o jogo tenta passar para o jogador.

No fim de contas não acho que este seja propriamente um jogo assim tão mau. A nível de jogabilidade há várias coisas que acho que poderiam ser limadas, sendo que para mim a hipótese de alterar o equipamento em real-time, ou mesmo alternar entre quais slots queremos utilizar para melhor explorar as fraquezas dos nossos oponentes. A pouca variedade gráfica também é um problema. Existe uma sequela intitulada Rengoku II: The Stairway to Heaven, onde espero que estes problemas tenham sido corrigidos. Assim que o encontrar a um bom preço irei saber.

Call of Duty Roads to Victory (Sony Playstation Portable)

Call of Duty Roads to VictoryApesar de não ser a melhor plataforma para jogos deste género devido à falta de um segundo analógico, a PSP ainda recebeu uns quantos first person shooters. E como não poderia deixar de ser, a série Call of Duty foi mais uma delas a marcar presença nesta portátil da Sony. E claro que teria de ser um jogo mais simples do que os lançamentos principais ou outros secundários nas consolas pois a falta de botões assim o exigia. E se encararmos este Call of Duty com essas simplicidades forçadas pelo hardware, até acaba por ser um jogo que entretém. Este meu exemplar foi comprado algures numa cash, já não me recordo bem quando nem onde, mas certamente me terá custado menos de 5€.

Call of Duty Roads to Victory - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa, manual e papelada

Neste Roads to Victory iremos participar em várias missões que decorrem em diferentes teatros de guerra na Europa ao longo da década de 40, algumas operações bem conhecidas como a Market Garden entre várias outras, sob o ponto de vista de tropas americanas, canadianas ou britânicas, cada nação aliada com a sua respectiva campanha no jogo. Infelizmente por algum motivo deram um foco bem maior aos norte-americanos do que aos restantes, pois os norte-americanos têm o mesmo número de missões (ou mais) que os canadianos e britânicos juntos. Não é muito difícil de adivinhar o porquê pois este é um produto norte-americano, mas gostava que tivesse havido um maior balanço neste campo.

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Enfrentar tanques apenas com armas leves? Sim, também teremos de o fazer

A jogabilidade tenta aproveitar o melhor possível dos botões disponíveis na PSP, ficando o analógico para movimentar e os botões faciais principais para mover a câmara, um pouco como os Medal of Honor Heroes também o fizeram. O D-Pad fica com as funções de mudar a posição para em pé/agachado/deitado, recarregar a arma, atirar granadas e alterar entre armas (uma vez mais apenas podemos carregar com 2 em simultâneo, mas temos imensas armas para utilizar ao longo da campanha, tanto aliadas como nazis). Os botões de cabeceira servem para disparar e utilizar o aiming down the sights. De resto só tenho pena que as personagens se movam muito lentamente e o analógico da PSP não é de todo o melhor para jogos deste género. De qualquer das formas há um mecanismo de auto-aim que nos ajuda bastante. Para o combate à distância a ideia é equipar uma rifle, deixar o auto-aim “pré-apontar” para os inimigos e fazer o aiming down the sights nessa posição para um tiro certeiro. Para os combates próximos de metralhadora, por vezes o melhor é mesmo deixar o dedo no gatilho… As missões em si vão tentando mimicar as mesmas dos jogos principais, com objectivos como atacar (e defender) posições estratégicas, limpar zonas de snipers, proteger companheiros, destruir tanques, entre outros.

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Felizmente que as MG42 aqui não sobreaquecem e têm munição ilimitada

De resto, o jogo mesmo sendo simples tenta aliciar-nos a jogar mais através de conteúdo bónus. Existem vários graus de dificuldade e no final de cada nível a nossa performance é avaliada. Com isso vamos desbloqueando conteúdo “enciclopédico” de armas, veículos e artilharia pesada da 2a Guerra Mundial, bem como wallpapers e no caso de chegarmos ao fim da campanha pelo menos uma vez, também desbloqueamos alguns cheats como munição infinita ou invencibilidade. Para além disso o jogo tem naturalmente uma vertente multiplayer mas como em tudo ou quase tudo o que jogo na PSP nem sequer cheguei a testar. De qualquer das formas a única maneira que temos para jogar com amigos é mesmo por redes ad-hoc, nada de infrastrutura com servidores, ou seja temos mesmo de ter alguns amigos por perto para o fazer. Pelo que vi os modos de jogo são variantes de deathmatch, capture the flag e king of the hill.

A nível gráfico é um jogo comptente, com uns níveis minimamente bem detalhados dentro das limitações da PSP. Sendo na europa, e quase sempre em zonas urbanas, não há assim uma grande variedade de cenários. O framerate de vez em quando lá sofre uns solavancos nas situações de maior aperto e apercebi-me de um ou outro bug como ver através de paredes ou alguns inimigos serem invencíveis até alguém nos ordenar atacá-los. As músicas são épicas como sempre e não tenho nada a apontar da narrativa ou efeitos sonoros. Para uma portátil estão mais que bons!

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A falta de um botão apenas para “acção” tem as suas desvantagens. A primeira vez que tive de destruir uma Flak 88 fiquei montes de tempo preso sem saber o que fazer, tudo porque não tinha eliminado um Nazi que estava encostado a um canto…

No fundo este Call of Duty é um jogo minimamente sólido para a PSP e serve bem para entreter. Ainda assim, de todos os first person shooters com a temática da 2a guerra mundal existentes para a PSP acho que o Medal of Honor Heroes 2 leva a taça pois pareceu-me um jogo muito melhor em practicamente todos os aspectos, principalmente na jogabilidade que me pareceu mais fluída.

The Warriors (Sony Playstation Portable)

The WarriorsPor muito que me custe dizê-lo, foi por pura teimosia da minha parte que desde o GTA III, talvez pelo facto de ter sido um jogo de tremendo sucesso e o mesmo não ter saído para a minha querida Nintendo Gamecube quando eu era um mero fanboy, tenho vindo a ignorar um pouco todos os lançamentos da Rockstar. Obviamente que deixei de ser estúpido e tenho vindo a colmatar essa falha, que resultou que houvessem jogos que me tenham passado completamente despercebidos ao longo dos anos. Este The Warriors é um deles, apenas o comprei porque me tinha sido bem recomendado por alguns amigos e de facto é um óptimo jogo, embora com uma ou outra falha. Este meu exemplar foi comprado na cash converters de Alfragide há uns bons meses atrás. Acho que me custou algo entre 2 a 4€.

The Warriors - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual

É um videojogo baseado no filme de mesmo nome, que também não conhecia mas depois de o jogar, certamente fiquei com vontade de o ver, o que é um excelente sinal. Nós aqui vamos controlando vários membros de um gangue relativamente rookie, os The Warriors, nas suas “aventuras” enquanto vão subindo na sua reputação perante os outros gangues. Pelo que andei a investigar, cerca de 80% do jogo todo é passado antes do filme, o que me pareceu uma jogada inteligente por parte da Rockstar. Enquanto o jogo começa com Cyrus, líder de um dos mais poderosos gangues de Nova Iorque, a falar para uma multidão de centenas de elementos de outros gangues, explicando que todos juntos ultrapassam o número de polícias numa proporção de 3 para um e facilmente conseguem ter a cidade de Nova Iorque no seu controlo. Depois desse discurso inicial é que somos levados para uns bons meses antes para acompanhar a evolução do gang The Warriors, as suas rivalidades com outros gangs bastante peculiares, entre outras coisinhas, pois este é um jogo bem completo.

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Como roubar um rádio? Partir o vidro do carro, interagir e rodar o analógico no sentido contrário aos ponteiros do relógio para desapertar os parafusos

É que na sua essência, The Warriors é um beat ‘em up 3D puro e duro, com mecânicas de combate bastante selvagens e violentas, onde qualquer objecto dos cenários são uma arma branca ou de arremesso, e todos os golpes que desferimos têm um “ouch factor” bastante convincente. Mas esta é a Rockstar que falamos, e The Warriors tem muito mais para se ir desbloqueando que as 18 missões principais. Para além de podermos jogar algumas missões de “flashback” onde poderemos ver como o gang The Warriors foi formado ou como alguns dos seus elementos chave se juntaram, ou vários objectivos opcionais nas missões normais, também poderemos jogar partidas multiplayer, quer competitivamente, quer mesmo cooperativamente, bem como visitar a cidade a qualquer momento para cumprir algumas pequenas missões de bónus, como expulsar membros de outros gangues do nosso território, roubar uma certa quantia num determinado intervalo de tempo, entre muitos outros. É uma pequena sandbox no meio do jogo, mesmo ao estilo da Rockstar. E se para alguns a jogabilidade típica de um beat ‘em up se possa tornar repetitiva, a Rockstar incluiu uma série de outras coisas que tornam o jogo mais variado, tanto no modo história, como nas outras missões de bónus. Coisas como fazer tags de spray, onde teremos de mexer o analógico ao longo de uma linha, assaltar pessoas, lojas e carros, entre outras actividades menos lícitas como bater em polícias e soltar os nossos companheiros. E isto também acaba por ser algo encorajado no modo história, pois precisamos de dinheiro para comprar “flash” uma alusão à cocaína e que serve de medkit para nos regenerar a vida, ou latas de spray para os tags que teremos de fazer.

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Em alturas críticas, atirar um objecto é sempre uma tarefa árdua

Ah, e ainda nem referi o modo “Armies of the Night”, uma sincer homenagem ao Double Dragon e demais beat’em ups clássicos da década de 80. Este é um modo de jogo que poderemos visitar sempre que visitamos a nossa base entre missões. Os controlos são semelhantes ao do jogo normal, mas mais limitados a um plano 2D. Apesar de ser repetitivo, foi algo que gostei bastante de ver. Os controlos em si não são maus, pelo menos no que diz respeito ao combate. Há apenas alguns inconvenientes, sendo para mim o pior a maneira como podemos atirar objectos como garrafas, tijolos ou outros arremessáveis. Isto porque o analógico da PSP não é lá grande coisa para se fazer esta mira e há vários bosses armados com revólveres que exigem que lhes atiremos com coisas para os derrotar, mas isto acaba por ser bastante chato de se fazer. Outra coisa que não gostei nada foram os momentos de perseguições onde teríamos de saltar sob cercas, ou rebentar com vedações ou caixotes de madeira. Os controlos não eram os melhores aqui, muitas vezes o jogo não respondia adequadamente. Estas 2 situações foram as que mais tempo me tomaram em todo o jogo. O controlo de câmara também não é o melhor, calculo que as versões caseiras sejam melhores pelo menos neste ponto.

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Armies of the Night é uma grande sátira/homenagem aos beat ‘em ups das antigas. Excelente conteúdo bónus!

Graficamente poderemos dizer que The Warriors é competente. Obviamente que espero que esta adaptação seja mais modesta que a versão PS2 ou Xbox, mas ainda assim achei os gráficos bem competentes. Adorei o look das personagens, do submundo nova-iorquino do final da década de 70 e foi precisamente todo esse clima, em conjunto com os outros gangues insólitos (como os Hi-Hats, por exemplo) que me deixou cheio de vontade de ver o filme. A banda sonora também me parece ser quase toda retirada do filme, sendo músicas típicas da década de 70, com inflûencias de música disco ou rock. Agradou-me bastante! O voice acting também me pareceu ser bem competente, assim como é em quase todos os videojogos da Rockstar. Solid.

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A maioria dos síbolos que temos de desenhar nos graffitis são meros W

Em suma, The Warriors foi uma excelente surpresa que me agradou bastante. Acredito que as versões caseiras da PS2/Xbox sejam superiores a nível técnico, mas esta versão PSP também se mostrou bastante competente com todo o seu conteúdo. Não abordei as vertentes multiplayer que pelo que li até eram bastante interessantes, mas não cheguei sequer a testar, assim como os minijogos de exercício físico – rocky style!

Alien Syndrome (Sony Playstation Portable)

Alien SyndromeRecentemente escrevi para a PUSHSTART um artigo da rubrica Old vs New, onde habitualmente pegamos em 2 jogos da mesma série e comparamos o antigo com o mais recente. Acabei por escolher os Alien Syndrome, a versão original de arcade (e sua conversão Master System) de um lado, versus a sequela que foi lançada quase 20 anos depois, para a PSP e Wii. Como para já apenas possuo a versão PSP, vou deixar aqui este artigo a servir de referência a essa versão. Um dia que compre o Alien Syndrome para a Master System, então actualizarei este post para incluir também esse artigo.

Alien Syndrome - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual. Versão americana.

 

E o meu exemplar do jogo foi comprado na banca da 1UP no Lisboa Games Week de 2014. Foi o único jogo que trouxe desse evento, e no meio de tanta confusão de pessoal a querer comprar jogos, deixou-me bastante surpreendido como é que ninguém quis comprar este jogo que lá estava a quase 2€. Mais um exemplo onde se nota a indiferença que a Sega tem hoje em dia no jogador comum… De qualquer das formas eu fiquei bem contente que o tenham deixado de lado, pois aproveitei-o logo. Apesar de ser a versão americana, a PSP é region-free, portanto está tudo bem! Sem mais demoras poderão ler o artigo na íntegra aqui.