Continuando pelas rapidinhas vamos num instante ao segundo jogo da saga Guilty Gear, uma série de jogos de luta 2D produzidos pela Arc System Works, conhecidos pela sua jogabilidade alucinante e banda sonora repleta de guitarradas mesmo como eu gosto. Esta sequela já acabou por sair originalmente nas arcades, através do sistema Naomi da Sega. Naturalmente que foi depois convertido para várias consolas, entre as quais esta versão para a PS2 que cá tenho e deu entrada na minha colecção algures em Setembro de 2016 através de uma compra na CeX. Custou-me 2€.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como jogos como Samurai Shodown ou Last Blade, esta série é também de jogos de luta 2D onde os lutadores usam armas brancas, predominantemente espadas. Mas ao contrário dessas duas séries cujo foco está na cultura Samurai e/ou outras artes marciais orientais, aqui a narrativa leva-nos para um futuro apocalíptico, com cyborgs chamados Gears no centro dos conflitos. Mas também se vai buscar muitas influências às tradições japonesas ou até temáticas do sobrenatural.
As persoagens possuem todas um óptimo design e golpes especiais
A jogabilidade é, à falta de melhor palavra, intensa. Há um grande foco nos combos e counters e, tal como no primeiro jogo vamos tendo uma barra de “tensão” que vai aumentando consoante a nossa performance nas batalhas. Quando a barra chegar a um certo nível, poderemos desbloquear alguns golpes poderosos e, no caso de atingirmos o nível máximo de tensão poderemos desencadear um golpe mortal, que se bem feito, mata o nosso oponente, vencendo assim o combate, não interessando o round em que estivermos. De resto dispomos aqui de vários modos de jogo que dispensam apresentações, tais como o arcade, o versus para 2 jogadores, um modo de treino onde poderemos apurar as mecânicas de jogo e as particularidades de cada lutador e por fim temos também o survival. Este último, tal como o nome indica é um modo de jogo onde a nossa resiliência é posta à prova, onde teremos de enfrentar vários oponentes de forma consecutiva, sem a nossa vida ser regenerada entre rounds.
A jogabilidade é caótica e os gráficos são de um 2D excelente!
No que diz respeito aos audiovisuais este é mais um jogo excelente. As arenas estão repletas de detalhes, assim como as personagens são muito bem desenhadas, possuindo boas animações e um visual muito original. Assim se faz um bonito jogo em 2D! Mas se por um lado os gráficos são muito bons, todo o som, desde as habituais falas em Japonês dos lutadores que não conseguimos entender, passando pela “narração” das batalhas ou pela banda sonora, tudo excelente! Adoro aqueles detalhes de “Heaven and Hell”, “Duel” e “Let’s Rock” ditos por uma voz robotizada antes de cada combate. As músicas, uma vez mais estão mesmo no meu gosto. Metal com grandes guitarradas! Mesmo naquelas músicas mais calmas e com algumas influências mais folk, a guitarra rock acaba por se destacar depois. Só tenho pena que, em comparação com o primeiro jogo, aqui não tenhamos mais diálogos entre as personagens, para percebermos melhor a história e a relação que uns lutadores vão tendo uns com os outros. Aqui temos apenas uma frase dita pelo vencedor no final de cada combate e siga.
Portanto, temos aqui um belo jogo de luta, cujo acabou por ter mais tarde inúmeros follow ups, sendo que alguns deles nunca chegaram a sair cá em solo nacional. A ver se os trago cá num futuro próximo.
Até ao lançamento do décimo capítulo principal da saga Final Fantasy, nenhum desses jogos eram sequelas de qualquer um dos outros, nem sequer pertenciam ao mesmo universo fictício. Mas talvez devido ao sucesso a nível mundial que os Final Fantasy VII, VIII e IX tiveram, a Square começou a pensar de forma diferente. E não muito depois do Final Fantasy X ter saído, a Square lá anunciou uma sequela directa do clássico da Playstation 2. O meu exemplar foi comprado algures no ebay há uns quantos anos atrás, nem me recordo bem quando nem quanto custou.
Jogo com caixa, manual e papelada
Tal como referido acima, este jogo decorre depois dos acontecimentos do Final Fantasy X, mais precisamente dois anos depois, onde Yuna é a principal protagonista. Outrora com o papel de High Summoner, Yuna decide agora juntar-se à Rikku e a uma nova amiga chamada Paine com o grupo de “caçadores de esferas” Gullwings. Isto porque Yuna quer procurar a todo o custo pistas que a possam levar a reencontrar-se com Tidus, desaparecido desde o final do último jogo. Mas o mundo de Spira também mudou bastante. O culto a Yevon desapareceu, mas deu origem á facção de New Yevon e aos Youth League, uma facção anti-religiosa e que estimula o progresso acima de tudo, enquanto que os primeiros eram bem mais conservadores. A rivalidade entre os dois grupos começa a escalar e rapidamente nos vemos envolvido no meio dos conflitos, com outras coisas mais misteriosas a ocorrer pelo meio e que não vou aqui revelar.
O facto da primeira batalha ser practicamente um concerto Pop fez-me pensar inicialmente que o jogo seria todo assim neste género. Ainda bem que estava errado.
Confesso que estava à espera de algo diferente mas até que fui agradavelmente surpreendido. A minha expectativa era que este fosse um jogo mais orientado para o público feminino, por ter três protagonistas femininas e com uma temática à volta do J-Pop, pois o jogo começa precisamente com Yuna a dar um concerto na mesma arena onde se jogava Blitzball, e na altura em que o jogo saiu, foi muito publicitado por isso. Mas tirando algumas mudanças na jogabilidade que passarei a explicar mais adiante, o conceito da história manteve-se muito semelhante ao seu predecessor.
No Final Fantasy X, tinhamos o Sphere Grid System, uma espécie de “jogo de tabuleiro” gigante onde poderíamos gastar os pontos de experiência adquiridos nas batalhas para evoluir as nossas personagens ao activar as posições do tal “tabuleiro”. Aqui as coisas modificaram-se. Agora temos as Dressspheres e Garment Grids. O primeiro são essencialmente as classes. Inicialmente dispomos de algumas dresspheres como Thief, Warrior, Gunner ou Songstress, cujas terão diferentes habilidades que podem ser desbloqueadas a medida que ganhamos experiência. Ao longo do jogo poderemos encontrar outras dresspheres com classes conhecidas como Black ou White Mage, ou coisas mais incomuns como Gunmage, ou a já referida Songstress, que é uma espécie de bardo, com habilidades de suporte. As Garment Grids são pequenas Sphere Grids, com um número variável de slots livres onde podemos equipar diferentes dresspheres, e outros slots já previamente ocupados com características especiais que tornam cada GG diferente. Por exemplo, umas podem dar mais pontos de vida, outras mais força, outras resistência a ataques mágicos, entre muitas outras possibilidades.
À medida em que o jogo vai progredindo, vamos encontrando diferentes Garment Grids, que possuem slots livres onde podemos colocar as Dresspheres que queremos equipar e poderão ter mais alguns atributos especiais
Os combates, que são aleatórios e seguem mecânicas parecidas com o Active Time Battle de Final Fantasy anteriores, permitem-nos atacar, usar itens e skills ou magias relativas à classe que temos equipada. E claro, podemos também alternar entre classes/dresspheres, desde que seja para uma das que esteja alocada no Garment Grid que tenhamos equipado no momento. E, a menos que desactivemos isso nas opções, cada vez que alternamos de classe durante as batalhas temos direito a uma animação toda pipi das meninas a trocarem de roupa, até parece as da Sailor Moon. Obviamente que ao fim de algum tempo desactivei isso, sempre são uns 20,30 segundos que se poupa.
De resto, o jogo está dividido em capítulos, onde em cada capítulo temos entre 3 a 5 missões principais para avançar na história. Mas para além disso, e isto foi outra das coisas que me surpreendeu pela positiva neste jogo, temos uma vez mais um grande número de sidequests, mini-jogos e outros desafios opcionais. Eu não terminei o jogo a 100% mas mesmo assim ainda o terminei com mais de 50 horas investidas. Para quem conseguir fazer tudo o que o jogo tem para oferecer e terminá-lo a 100%, temos direito a uma cutscene adicional no fim do jogo, já depois dos créditos terem terminado. Sinceramente recomendo que vejam esse final no youtube, pois se quiserem realmente completar o jogo a 100% recomendo vivamente que usem um guia, pois não basta desbloquear e completar todas as sidequests e coisas escondidas, nalgumas situações até os diálogos que temos podem-nos prevenir de chegar a 100%, o que sinceramente não acho um bom game design.
O sistema de combate até que é interessante e dinâmico!
De resto, no que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que este jogo está bem conseguido, aliás, tal como o seu predecessor já o era. Os actores que representam as personagens que regressam do primeiro jogo são os mesmos, pelo que podem contar com o mesmo nível de qualidade no voice acting. As músicas são uma vez mais bastante variadas nos seus estilos, e embora haja algum foco no pop/rock, pois a Yuna acaba por cantar algumas vezes no jogo, a banda sonora em si não deixa de ser variada. Graficamente é uma extensão ao primeiro jogo, pois revisitamos muitos locais conhecidos e que me pareceram muito idênticos ao que se viu no primeiro jogo. Por um lado esse sentimento familiar de “eu já estive aqui antes” agrada-me, mas por outro a Square-Enix também desenvolveu algumas dungeons e locais adicionais para explorar, o que também é bom, senão este jogo seria meramente uma expansão do primeiro.
Portanto, se gostaram do Final Fantasy X, principalmente da sua história e personagens, então joguem este sem medo, pois é um bom follow up. As mecânicas de jogo são diferentes, mas até que nem desgostei de todo das mesmas. Naturalmente que se preferirem, este jogo foi lançado em conjunto com o Final Fantasy X2 num remaster em HD (não remake), com visuais melhorados, para uma série de plataformas mais recentes.
Aproveitei estas duas últimas semanas em que estive de férias para finalmente jogar um dos RPGs que há muito estavam aqui na lista para jogar assim que possível. Final Fantasy X foi o primeiro RPG da conhecida série a ser desenvolvido de raiz para a Playstation 2, apresentando uns excelentes visuais para a época, voice acting e um interessante sistema de combate e evolução das personagens. Mas já lá vamos. Sinceramente já não me recordo quando comprei o meu exemplar, creio que terá sido numa Cash Converters algures em Lisboa ou Porto e foi certamente barato. É a edição black label original que vem com um DVD bónus.
Jogo com caixa, manual e DVD bónus
O protagonista principal deste jogo é o jovem Tidus, o Cristiano Ronaldo do Blitzball (uma espécie de futebol subaquático) que se preparava para mais um jogo quando subitamente vê a sua cidade Zanarkand a ser atacada por uma criatura gigantesca que destrói completamente a cidade. No meio do caos e da confusão, Tidus é transportado para o misterioso mundo de Spira, onde a criatura que destruiu Zanarkand é conhecida por Sin e costuma também espalhar o terror pelos seus habitantes. Na aldeia tropical de Besaid acabamos também por encontrar a jovem Yuna e os seus guardiães. Yuna é uma summoner em treino e tradicionalmente os summoners fazem uma longa peregrinação pelos templos de Spira, coleccionando Aeons (as poderosas criaturas como Ifrit ou Bahamuth que acabamos por conseguir invocar) até conseguirem invocar o Aeon Final que lhes permite derrotar temporariamente Sin, dando à população de Spira alguns anos de descanso antes de Sin reaparecer novamente.
É claro que as coisas não são tão simples assim, esperem pelas reviravoltas do costume e devo dizer que até que gostei bastante da história apresentada neste jogo. Há aqui uma grande conotação religiosa pois os habitantes de Spira, à parte dos estranhos Al-Bhed, seguem à risca “os ensinamentos de Yevon”, mas à medida em que vamos avançando na história vamos descobrindo que os líderes religiosos também não são tão boas pessoas assim, e a religião acaba por ser uma forma de controlo das massas. Os Al-Bhed são mais ligados à ciência e questionam muitas vezes os “ensinamentos” que as pessoas seguem religiosamente sem saberem o porquê. Há paralelismos que podem ser tirados com o mundo real? Completamente!
Como seria de esperar, o jogo possui também várias cutscenes em CGI com uma qualidade muito boa
No que diz respeito à jogabilidade, há aqui também várias mudanças, a começar pelo sistema de combate. O Active Battle System utilizado em vários jogos da série desde o Final Fantasy IV foi substituido pelo Conditional Turn Based Combat System, que acaba por ser um sistema de combate por turnos onde podemos, sem qualquer pressão, levar o tempo que bem entendermos a escolher a acção a tomar. O “Conditional” tem a ver com as condições pelas quais a ordem dos turnos é atribuída (que pode ser vista no canto superior direito do ecrã). Tipicamente personagens com stats bem mais elevados possuem turnos mais cedo e mais frequentes que os oponentes. As acções que podemos desempenhar em combate são as habituais, com a possibilidade de usar ataques físicos, mágicos (para quem os tiver), ou skills físicas especiais que poderemos também ir aprendendo. No caso de Yuna, podemos também invocar os Aeons que tivermos actualmente à disposição. Mas ao contrário dos summons de outros Final Fantasy, que simplesmente apareciam no ecrã, lançavam um poderoso ataque e depois iam-se embora, aqui eles ficam em combate e podemos controlá-los livremente, atacando ou usando as suas habilidades especiais.
O sistema de combate desta vez é inteiramente por turnos e podemos demorar o tempo que quisermos a tomar uma decisão. A ordem pela qual os turnos são atribuidos de forma dinâmica, dependendo dos stats dos intervenientes.
Os Limit Breaks do FF VII estão aqui representados como Overdrives. Estes são ataques super poderosos que cada personagem pode desencadear ao fim de algumas batalhas, mas desta vez são ataques interactivos, obrigando-nos a participar num Quick Time Event de alguns segundos enquanto o ataque está a ser preparado. Se o QTE for correctamente desencadeado, o ataque tem mais sucesso. De resto, e ainda sobre o sistema de batalha, tipicamente temos três personagens em combate em simultâneo, mas podemos alternar entre elas a qualquer momento entre turnos, ao pressionar o botão L1.
No final de cada batalha, para além de ganharmos dinheiro, e/ou itens aleatórios, ganhamos também Action Points (APs). Estes são os pontos de experiência que depois se traduzem em Sphere Levels, que podem posteriormente ser usados para evoluir as personagens no Sphere Grid System. Permitam-me que elabore um pouco mais: O Sphere Grid System é como se fosse um jogo de tabuleiro gigante. Cada personagem começa a sua evolução numa determinada posição do mapa e pode gastar os Sphere Levels para se movimentar ao longo das várias “casas” do mapa. Cada casa pode evoluir alguns stat points como a magia, força, agilidade, aumentar pontos de vida ou de mana, ou mesmo ensinar novas habilidades, sendo que para activar as casinhas também devemos ter as respectivas spheres, que também ganhamos no final de cada combate. Temos também algumas “casinhas” vazias que poderemos activá-las no futuro, sendo que para isso também precisamos de alguns itens específicos. Cada personagem possui um caminho próprio de evolução no Sphere Grid, mas a certa altura também conseguimos “invadir” o caminho de outras personagens e começar a aprender também algumas das suas habilidades.
Os summons são imponentes e quando os invocamos eles substituem a nossa party e podemos comandá-los livremente.
Para além disso, o jogo oferece também a possibilidade de customizar o equipamento das personagens, conferindo-lhes mais habilidades, bem como melhorar os Aeons. Por fim, convém também referir que temos imensas side quests e conteúdo opcional para realizar, para quem quiser adicionar mais umas dezenas de horas à sua playthrough. Desde dungeons e bosses extra, novos Aeons, campeonatos de Blitzball (que sinceramente não gostei muito da jogabilidade destes), ou coleccionar monstros para a Monster Arena, as possibilidades são imensas!
No que diz respeito aos audiovisuais, este jogo apresenta pela primeira vez os cenários completamente modelados em 3D, descartando assim os cenários pré-renderizados dos tempos da primeira Playstation. No entanto, e com pena minha, ainda não há qualquer controle de câmara. A mesma não é completamente estática, sendo algo dinâmica consoante a nossa posição no cenário, mas ainda assim é pena que não a consigamos controlar livremente. Dessa forma alguns baús com tesouros podem passar mais despercebidos aos olhares mais desatentos. De resto, os cenários vão sendo bastante variados entre si, desde aldeias tipicamente tropicais, planícies verdejantes, cidades mais imponentes, desertos e ruínas ancestrais. No que diz respeito ao som, nada a apontar ao voice acting que está 100% competente e gostei da maneira como o Tidus ia narrando certas partes da história. As músicas também vão sendo bastante variadas entre si, misturando temas mais folk, bonitas melodias de piano, alguma música electrónica, outras mais épicas e orquestrais, ou mesmo uma Otherworld que está ali quase a roçar no Death Metal que me surpreendeu bastante da primeira vez que a ouvi!
O Sphere Grid é um sistema muito interessante de level-up
Portanto, este Final Fantasy X acabou por ser uma óptima surpresa. Tinha gostado bastante do IX pela sua história mais ligeira, mas com personagens carismáticas, do que o VII e VIII com algumas personagens bastante deprimentes que acabaram por me irritar bastante. Aqui conseguiram equilibrar bastante bem as coisas e a história até que era agradável, assim como a jogabilidade. Também de louvar o DVD bónus que nos presentearam, com artwork e várias entrevistas aos criadores do jogo, o que para mim é algo que dou bastante valor como conteúdo adicional. Convém também referir que anos mais tarde a Square-Enix fez um remaster em HD deste jogo e da sua sequela directa, que possuem gráficos muito mais polidos, sendo talvez a versão mais interessante para se jogar este jogo.
Já alguma vez imaginaram estarem dentro de uma grande obra e de repente a maquinaria pesada como caterpillars e gruas móveis andarem à pancada entre si? Pois bem, o estúdio japonês pensou nisso mesmo e o resultado foi este jogo. Na verdade, o BCV já tinha saído bem cedo no ciclo de vida da PS2, tendo saído em 2000 no Japão, mas só 3 anos depois é que chegou ao solo europeu, por intermédio da Midas, distribuidora especializada em jogos baratos e de qualidade questionável. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, algures durante o verão de 2016, tendo-me custado 50 cêntimos.
Jogo com caixa e manual
O jogo leva-nos à empresa de construção civil Kongo, cuja está a atravessar dificuldades financeiras, devido aos abusos de uma outra empresa rival. Então inicialmente começamos por angariar uma equipa de trabalhadores, cujos convencemos a fazerem parte da nossa equipa através de duelos de máquinas de construção civil. Depois lá vamos confrontar a empresa rival e a história vai prosseguindo a partir daí, sempre com algumas revelações surpreendentes!
O objectivo em cada combate é que o oponente chegue aos 100% de dano sofrido
Infelizmente a jogabilidade é muito má: os veículos são lentos, os controlos confusos e respondem mal. No fundo, em cada batalha vamos acabar por andar a mandar os veículos uns contra os outros e tentar causar mais dano no oponente que o contrário. Existem vários botões para ataque mas sinceramente não vejo grande diferença. Depois os tank controls não ajudam. Por fim, cada veículo tem um golpe especial que tipicamente são bastante cómicos e ridículos, mas há um problema: não sei como os desencadear, parece-me algo completamente aleatório. Lá andamos nós a “lutar” quando de repente surge uma circunferência a piscar à volta do nosso veículo. Se conseguirmos colocar o oponente dentro dessa circunferência lá activamos o ataque especial!
A nível de modos de jogo, para além do modo história onde vivemos literalmente uma história e não temos liberdade para escolher com que personagens jogar, temos também um versus para 2 jogadores que dispensa apresentações. Para além disso, depois de terminar o modo história desbloqueamos também um modo time attack onde o objectivo é completar cada round o mais rápido possível. Desbloqueamos também uma galeria com alguma artwork do jogo.
Apesar de practicamente aleatórios, os ataques especiais são hilariantes
A nível audiovisual este BCV também não é grande coisa. Os cenários são bastante simples, zonas com terra batida e alguns objectos ligados à construção civil. Entre os níveis vamos tendo algumas cutscenes, algumas animadas e com voice acting, outras completamente estáticas e sem qualquer tipo de narração. A música tende para o rock, mas acaba por passar muito despercebida.
Entre cada combate vamos tendo algumas cutscenes que nos vão avançando numa história cada vez mais bizarra
Se por um lado a jogabilidade e gráficos são maus, por outro a Artdink recompensou completamente com a história e o seu sentido de humor bastante bizarro. Os protagonistas são bastante excêntricos: a personagem principal possui um ego do tamanho do mundo, temos samurais das retro-escavadoras, um casal homossexual, um romance com uma meia-irmã e até um cão acaba por ser personagem jogável! Creio que a Artdink sabia que o jogo que estava a produzir não era grande coisa, mas pelo menos carregaram (e bem!) no sentido de humor. E só por aí, já compensa este Battle Construction Vehicles. Se o virem baratinho e gostarem de bizarrices, dêm-lhe uma oportunidade!
O primeiro Onimusha foi um jogo que me surpreendeu bastante. A sua temática que mistura o sobrenatural com o Japão feudal já por si só me agradava bastante, mas a história jogabilidade e audiovisuais ainda me cativaram mais, mesmo sendo um jogo de um período ainda algo prematuro no ciclo de vida da consola da Sony. Felizmente o jogo teve sucesso suficiente para que no ano seguinte tivéssemos direito a nova sequela. O meu exemplar foi comprado há uns bons anos atrás, se bem me recordo foi um negócio que fiz com um particular, onde comprei os 3 primeiros Onimushas de uma só vez.
Jogo com manual e papelada
Nesta sequela temos um novo protagonista, mas o vilão é o mesmo: O general Nobunaga sobreviveu ao confronto anterior e continua a invadir o Japão com forças demoníacas, tomando a vila de Yagyu de assalto. O nosso herói é o samurai Jubei, último descendente do clã de Yagyu que, quando regressa à sua aldeia a vê destruída e decide ir atrás do culpado, Nobunaga. Pelo meio descobre que, tal como Samanosuke, possui poderes especiais que lhe permitem coleccionar as almas dos demónios que vai derrotando.
Apesar dos tank controls e ângulos de câmara fixos à Resident Evil, o combate é mais dinâmico
Tal como Samanosuke, vamos também tendo diferentes armas mágicas que podem ser posteriormente evoluídas com recurso às almas que vamos armazenando no final dos combates. Tal como o primeiro Onimusha, os combates são dinâmicos, dignos de um hack and slash, aliados à exploração e movimentação dos Resident Evil clássicos. Por exemplo, por um lado herdamos os cenários pré-renderizados e ângulos de câmara fixos, por outro lado temos também os tank controls, onde os analógicos não são usados, o que é pena. O restante da jogabilidade é também semelhante aos Resident Evil clássicos na medida em que vamos tendo alguns puzzles para resolver e muitos itens para encontrar, incluindo chaves ou outros objectos que nos vão abrindo novos caminhos.
Tal como Resident Evil, o menu do inventário é muito familiar
Para além disso, este Onimusha 2 possui também alguns conceitos novos como os dos companheiros que ocasionalmente nos ajudam. Ao longo do jogo vamos conhecendo outras personagems que nos vão ajudando ao longo do jogo. De forma a melhorar os nossos laços de amizade, poderemos trocar presentes com estas personagens, principalmente na primeira metade do jogo, onde os encontramos sempre na cidade mercantil de Imasho. Até aqui os inimigos vão-nos também deixando moedas de ouro que podem ser utilizadas no mercado, onde poderemos comprar vários itens que podem ser oferecidos a estas personagens. Mas depois de Imasho, deixamos de interagir com comerciantes e estas personagens vão aparecer apenas mais ocasionalmente, pelo que já não teremos grandes hipóteses de aprofundar amizades. De resto, no fim da aventura vamos desbloqueando vário conteúdo extra, como novos minijogos (Man in black e Team Oni), diferentes graus de dificuldade, novo artwork ou até vestimentas alternativas.
As cutscenes continuam a ter imensa qualidade!
A nível audiovisual este é mais um título excelente. Por um lado os cenários e as personagens estão muitíssimo bem caracterizadas, o que me agrada bastante. Uma vez mais as cutscenes possuem uma qualidade incrível, e nada tenho a apontar à banda sonora efeitos sonoros e voice acting. Bom, aqui talvez preferisse que a Capcom tivesse mantido o voice acting original em Japonês, com recurso a legendas. Sendo este um jogo que aborda vários temas tradicionais japoneses, creio que ficava bem mais fiel ao original.
Ocasionalmente poderemos jogar com outras personagens.
Por esta altura a série Onimusha já dava bastante que falar, tanto que antes do terceiro jogo da trilogia oficial (aquele que é o preferido de muita gente) a Capcom ainda teve tempo de lançar dois spin-offs. Um para a Gameboy Advance que eu infelizmente ainda não tenho, o outro também para a Playstation 2, um jogo de porrada em 3D com protagonistas dos 2 primeiros jogos. Esse está na minha colecção, pelo que aguardem por um artigo em breve.