Menacer 6-Game Cartridge (Sega Mega Drive)

Menacer 6 GamesO artigo de hoje vai ser algo muito rápido pois tenho muitos outros afazeres infelizmente. Estava a adiar este artigo pois gostaria de o escrever num dia em que tivesse comprado a própria Menacer em si, mas pensando melhor o meu espaço é valioso e não é algo que faça assim tanta questão de ter, até porque me lembro bem de como era usar uma, quando era bem mais novinho. Esta compilação de 6 minijogos era vendida originalmente em conjunto com a light gun, se bem que este meu exemplar já não tinha nenhuma a acompanhar. Foi comprado na feira da Vandoma no Porto por um preço baixo, algo em torno dos 2€.

Menacer 6 Games Cart - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e papelada. Só falta mesmo é a pistola!

E então quais são as minhas memórias da Menacer em si? Bom, não sei o que se passou quer na cabeça da Nintendo ou Sega, pois após da Zapper e Light Phaser, duas light guns compactas, ambas as rivais decidiram lançar 2 enormes trambolhos, a Super Scope e no caso da Sega, a Menacer. O bom desta light gun era a sua tecnologia que não causava um flash branco no ecrã por cada vez que o gatilho fosse pressionado, tal como era feito nas outras light guns do mercado. A pistola era wireless, comia 6 pilhas e comunicava com um receptor infravermelhos, geralmente posicionado na TV. Bom, o facto de comer 6 pilhas e da autonomia não ser a maior não era lá uma grande coisa a seu favor, mas o que sempre me irritou foi mesmo o seu tamanho. Isto porque se quiséssemos montar a Menacer completa, para além da parte principal com o gatilho, outros botões e o cano, podemos montar também uma coronha e umas miras duplas que não dão sinceramente jeito nenhum… De resto e infelizmente, por muito que eu até goste de jogos de light gun, a Menacer foi mal aproveitada, pelo menos para a Mega Drive, onde apenas mais 2 jogos suportam este periférico, embora a Mega CD até acaba por suportar mais.

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O bicho todo montado.

Mas indo para esta compilação propriamente dita, os mini jogos que aqui temos são bastante simples. O mais conhecido de todos é o Ready, Aim, Tomatoes! que contém personagens do universo Toe Jam & Earl, uma outra série da Sega. Aqui disparamos tomates contra vários inimigos, à medida que o ecrã vai andando, cada vez com mais velocidade quanto mais tempo passa. Como sempre existem alguns power ups, que tanto podem abrandar, ou até parar temporariamente o scroll, ou outros que fazem um auto-aim para ajudar à coisa. No Pest control temos um nível todo às cegas, onde apenas vemos um pequeno círculo do ecrã mediante para onde estejamos a apontar a pistola. A ideia é matar todos os insectos que nos tentam roubar a nossa pizza… se fosse eu bastava uma barata passar perto da pizza para eu a deitar fora, mas no mundo dos videojogos vale tudo!

O Rockman’s Zone e o Front Line são daquelas shooting galleries básicas. Na primeira vamos percorrendo ruas e temos de disparar sobre bandidos, poupando os civis. Na segunda temos de destruir uma série de veículos militares que nos aparecem à frente, como jipes, tanques e aviões. O Space Station Defender é outro jogo similar, mas que temos de nos defender de uma série de aliens que tentam aterrar no nosso planeta em vários pods. Por fim temos o Whac Ball, sem dúvida um dos mais originais. Este é um mini jogo algo inspirado no Breakout, em que com a Menacer controlamos um disco em que devemos bater noutra bola mais pequena de forma a levá-la a tocar em blocos coloridos que formam a “parede” do nível.

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Um screenshot de cada minijogo, cortesia do Wikipedia

No que diz respeito aos gráficos e som, é uma compilação bastante simples no seu todo, não esperem por nada de especial em ambos os campos… se bem que mais uma vez o Ready, Aim, Tomatoes! acaba por ser o minijogo com a melhor música e gráficos mais coloridos e detalhados.

No fim de contas, terem esta compilação sem uma Menacer, não é lá grande ideia. E mesmo ter uma Menacer se calhar também é algo que não justifique lá muito, a não ser por motivos de colecção. A Justifier da Konami, apesar de ser mais tradicional e menos “high tech” acaba por me agradar mais. Assim como ambos os Lethal Enforcers, facilmente os melhores jogos light gun da biblioteca da Mega Drive. Se formos para a Mega CD, então há outras alternativas, mas isso é assunto para um outro artigo.

Phantasy Star II (Sega Mega Drive)

Phantasy Star IIPhantasy Star é uma das minhas séries preferidas de RPGs, muito por causa do Phantasy Star IV da Mega Drive que foi um dos jogos que me deixou definitivamente a gostar de JRPGs e na minha modesta opinião é um dos mehores jogos dentro do seu género da era das máquinas 16bit. Mas a série Phantasy Star teve uma origem e evolução interessantes ao longo dos seus quatro jogos principais, e este Phantasy Star II melhorou em alguns aspectos perante o anterior da Sega Master System, mas também piorou em alguns outros. Este meu exemplar foi comprado há coisa de um mês atrás no site britânico da Chillout Games, estando quase completo e em bom estado. O preço é que foi mais salgado, mas era um jogo que eu fazia mesmo questão em ter na minha colecção e acabei por comprar mesmo assim. Só lhe falta o tal hint book!

Phantasy Star II - Sega Mega Drive
Jogo com caixa, manual e mapa

A aventura decorre 1000 anos após os acontecimentos do primeiro jogo, onde Alis em conjunto com os seus companheiros Odin, Myau e Lutz conseguiram derrotar o grande ser maligno que assolava o sistema solar de Algo, constituído pelos planetas Palma, Motavia e Dezoris. Palma era um planeta rico em vida e abundância, tal como o nosso. Motavia era um planeta com um clima árido e completamente desértico, embora alguns povos humanos e motavianos lá vivessem. Por fim (ou não!) teríamos Dezoris, um planeta gelado cujos dezorianos são um povo muito matreiro. E aqui as coisas começam precisamente em Motavia, um planeta completamente transformado com o decorrer destes 1000 anos. Graças ao desenvolvimento de um super computador chamado Mother Brain, o planeta de Motavia foi completamente reclimatizado, tornando-se perfeitamente habitável, com a civilização a evoluir fortemente com o decorrer dos anos. Mas eis que de repente começam a surgir estranhos monstros que atacam a civilização… nós encarnamos em Rolf, agente governamental ao serviço de Paseo, capital de Motavia e a sua companheira Nei, uma jovem rapariga geneticamente alterada, provavelmente a primeira do que viriam a ser os Newmans em Phantasy Star Onlin. A nossa primeira missão consiste mesmo em investigar a origem dos monstros, mas depois muitas voltas a história vai dar, mudando o destino dos habitantes do sistema de Algol para sempre.

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As dungeons já não são mais em primeira pessoa, algumas têm ainda estes efeitos gráficos com paralaxe que nos dificultam um pouco a navegação

A primeira das grandes diferenças que nos apercebemos entre este jogo e o original é a ausência das dungeons na primeira pessoa. Aqui as mesmas são exploradas de igual forma como as cidades, numa perspectiva aérea em 3a pessoa, aproximando-se do que acabaria por se tornar um padrão em JRPGs dessa época. É uma pena pois apesar de serem bem simples, eu adorei as dungeons em primeira pessoa na Master System. Depois a outra grande diferença que notamos acaba por ser o número de aliados que poderemos vir a ter. Enquanto no original estavamos restritos àquela party de 4 personagens, aqui poderemos vir a conhecer mais umas 6 personagens, para além de Rolf e Nei. A maneira como as conhecemos é que é estranha, a partir de certas ocasiões do jogo, se visitarmos a nossa casa em Paseo, as novas personagens visitam-nos, apresentam-se e pedem para se juntar ao grupo. Não há aqui um grande desenvolvimento de carácter nestas personagens, exceltp para as principais Rolf e Nei. Essas outras personagens vão sendo algo diferentes entre si, com diferentes “classes” capazes de enveredar equipamento característico, bem como aprender mágicas diferentes. Este é também o primeiro jogo de toda a saga Phantasy Star onde se começam a “standarderizar” muitas das nomenclaturas da série. As magias são chamadas “Techniques”, com algumas magias base como Foie ou Res a prevalecer com o decorrer dos anos. Itens regenerativos como os monomate, dimate e trimate também tiveram a sua origem aqui.

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Estes backgrounds é que não ficam nada bem na minha opinião.

Os combates são por turnos como manda a lei, com a opção de lutarmos, usar itens, magias, defender ou fugir. Infelizmente há coisas em que a idade não perdoa e Phantasy Star II ressente-se disso. Isto porque o sistema de inventário continua algo confuso, a misturar itens de todos os tipos. Quando estamos em lojas, para saber se uma arma, ou armadura é mais forte que a que temos equipada, só mesmo comprando-a, equipando-a e ver a mudança nos stats. Ou então pelo preço! Como sempre, armas mais caras costumam ser melhores. Outro ponto ainda algo cru é a narrativa que deixa ainda muitas pontas soltas e por vezes precipita uma série de acontecimentos. No entanto acaba também por ser bastante séria e dramática para os padrões da época – sim, há aqui um momento Aeris, muito antes do Final Fantasy VII ser sequer um projecto.

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A maneira como os nossos colegas de equipa se juntam a nós não é lá muito convencional…

Graficamente é um jogo interessante, ainda que simplista devido a ser um dos jogos de primeira geração da Mega Drive. É um jogo colorido, as personagens têm um design que me faz lembrar os animes da década de 80, o que me agrada bastante, mas tem também algumas coisas que não gosto: os backgrounds das batalhas deixam muito a desejar, assim como grande parte do design dos inimigos. Em especial os inimigos do primeiro terço do jogo, muitos deles insectos sem grande interesse e há um abuso nos palette swaps, pois vamos vendo os mesmos monstros vezes sem conta, mas com cores diferente. Mas voltando aos backgrounds das batalhas, no Phantasy Star 1 da Master System estes eram bastante ricos em cores e com a imagem do fundo da região onde estávamos, fosse uma floresta, deserto, praia, entre outros. Aqui temos um fundo negro quadriculado. Algo reminiscente de um Tron, o que lhe pode dar um aspecto muito futurista, mas sinceramente não me agradou muito. Por outro lado as animações das batalhas pareceram-me óptimas, assim como as músicas, muitas delas bastante upbeat com melodias aliciantes.

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Sempre adorei este look “retroanime” deste jogo

Phantasy Star II é um bom RPG na minha opinião, embora o seu pico tenha sido mesmo no Phantasy Star 4, a evolução que se traçou entre o primeiro jogo, este e o quarto foi muito boa. O terceiro não é para aqui chamado pois é uma longa história… mas uma história que eu espero que um dia possa vir para aqui contar. Só tenho pena que a Sega nunca mais tenha querido voltar ao sistema solar de Algol…

Alex Kidd in the Enchanted Castle (Sega Mega Drive)

Alex Kidd in Enchanted Castle

O Alex Kidd foi uma das primeiras mascotes da Sega, antes de um certo ouriço azul ter tomado essa posição. E se por um lado o Alex Kidd in Miracle World é um dos clássicos de plataformas de 8bit, as suas sequelas e spin-offs nem sempre têm sido tão boas assim e muitos se desviaram completamente da fórmula original. Mas eis que chega o Enchanted Castle, o único jogo da série Alex Kidd a sair na Mega Drive e que pisca o olho às mecânicas de jogo do Miracle World. Esta minha cópia está incluida na compilação Sega Classics Collection, que tinha sido comprada na feira da Vandoma no Porto há mais de um mês atrás por 15€. Mas também adquiri mais recentemente uma versão standalone do mesmo jogo por menos de 5€.

Alex Kidd in Enchanted Castle - Sega Mega Drive
Jogo com caixa

A história, como sempre, é simples. Alex Kidd ouviu rumores que o seu pai, já há muito desaparecido, estava vivo no planeta Paperrock, então viajamos até lá para o procurar. Simples. As mecânicas de jogo são similares ao Miracle World, com um botão para fazer Alex saltar, outro para atacar. Geralmente atacamos os inimigos com os punhos, bem como podemos quebrar alguns blocos para alcançar cestos com dinheiro, vidas, itens ou armadilhados com bombas. Quando atacamos algum bloco, se o mesmo estiver logo ao lado de outro, então é simplesmente destruído. Por outro lado se não tiver nenhum bloco adjacente então é levado na direcção em que o atacamos, destruindo todos os inimigos que se atravessem no seu caminho.

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Graficamente é um pouco mais detalhado que qualquer jogo da Master System, mas a Mega Drive veio a provar ser capaz de muito melhor.

O minijogo do pedra-papel-tesoura é algo que está uma vez mais enraizado neste jogo. Por várias vezes podemos entrar em lojas e jogar uma partida de pedra-papel-tesoura com o vendedor. Para jogar temos de pagar uma certa quantia (dinheiro pode ser adquirido ao derrotar inimigos ou destruir cestos) e caso consigamos vencer a partida lá ficamos com o item. Infelizmente isto por vezes torna-se bastante chato pois sempre que temos de tentar novamente teremos uma vez mais de pagar. Felizmente um dos itens que podemos encontrar permite ler a mente do nosso oponente, então conseguiremos usar isso em nossa vantagem. É especialmente útil contra os bosses que também têm as suas batalhas através do pedra-papel-tesoura (excepto o último boss que depois tem uma parte de combate directo). Para além desse item, existem muitos outros que podemos comprar/encontrar ao longo do jogo e podem ser utilizados sempre que nos convier. Um pogo-stick que nos permite saltar bem mais alto e alcançar zonas inatingíveis, uma moto onde podemos atropelar e derrotar instantaneamente os inimigos, aquele helicóptero a pedais que já teríamos visto no Miracle World, entre outros como um que nos confere invencibilidade temporária. O design dos níveis também é um pouco diferente dos vistos em Miracle World, pois geralmente são maiores e muitos têm caminhos alternativos para perseguir.

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Este minijogo de pedra papel ou tesoura ficou um bocadinho a desejar neste capítulo da saga Alex Kidd

A nível gráfico nota-se perfeitamente que é um dos jogos de primeira geração da Mega Drive, onde apesar de os visuais já serem melhores do que a Master System conseguiria produzir, pelas sprites grandes e bem detalhadas, assim como os backgrounds, no entanto ainda está muito longe do que a Mega Drive seria capaz de fazer. As músicas continuam bastante agradáveis na minha opinião e temos algumas vozes digitalizadas como Alex a dizer “Pedra papel tesoura” em japonês. Uma curiosidade interessante foi a censura que o jogo sofreu nos seus lançamentos ocidentais. No original japonês, a personagem que perde o jogo do pedra papel tesoura fica sem roupa (obviamente com alguma censura a tapar as partes íntimas), mas nas versões ocidentais o perdedor é esmagado com um enorme peso metálico. Não que me faça muita diferença, mas naquela altura essas diferenças culturais entre o japão e a civilização ocidental (especialmente a americana e a de alguns países europeus conservadores) obrigavam mesmo a que fossem feitas mudanças deste tipo.

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A maior parte dos bosses são apenas combatidos com partidas de pedra papel tesoura

No fim de contas achei este Alex Kidd um interessante regresso à fórmula convencional, com algumas coisas novas que me agradam, como a possibilidade de usar qualquer m dos itens que ganhemos/encontremos a qualquer momento. Mas no entanto a parte do pedra papel e tesoura ficou algo a desejar pois é estúpido termos de pagar para jogar a partida e só se ganhar o desafio ficarmos com o item. Deveria ser dada a opção de comprar logo, ou tentar a sorte. Mas é só a minha opinião!

Shinobi (ZX Spectrum)

ShinobiMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não dá mesmo para mais. E o jogo que trago por cá hoje é nada mais nada menos do que uma de muitas adaptações do clássico sidescroller da Sega, o primeiro Shinobi, lançado nas arcades algures por 1987 e convertido oficialmente para uma panóplia de sistemas. A versão da Master System, convertida pela própria empresa nipónica e já aqui analisada é possivelmente a mais conhecida, mas existem imensos outros sistemas que puderam presenciar a primeira aventura de Joe Musashi e o ZX Spectrum é um deles. A minha cópia é mais uma bootleg que circulava pelo mercado nacional e foi incrivelmente barata pois veio num bundle com dezenas de cassetes que me custou uns 10€ no total.

Shinobi - ZX Spectrum
Versão bootleg em caixa

A jogabilidade aproxima-se da original da arcade, com a exigência de se resgatar todos os reféns antes de avançar para o nível seguinte. A possibilidade de alternar entre o plano inferior e superior de cada nível mantém-se, sendo essa exploração necessária para resgatar todos os pobres reféns. O combate também é algo similar, com Joe Musashi a alternar automaticamente os seus ataques de shurikens para golpes melee mediante a distância dos seus inimigos e também poderemos utilizar alguns poderes mágicos – os ninjitsu que provocam dano em todos os inimigos no ecrã, mas apenas poderemos utilizar um por nível. Os níveis bónus estão aqui também presentes nesta modesta conversão para o ZX Spectrum e sinceramente, apesar de se apresentar num cenário monocromático em tons de amarelo, esses níveis estão muito bem detalhados. Basicamente somos levados para uma sala onde estamos estáticos, em primeira pessoa, a atirar shurikens para os ninjas que vão aparecendo à nossa frente. A ideia é não deixarmos que nenhum ninja se aproxime de nós.

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Em baixo temos o indicador de quantos reféns nos falta salvar

Graficamente é um jogo que deixa algumas reservas. Todos sabemos que o ZX Spectrum era um computador limitado e a maioria das adaptações de jogos arcade, bem mais coloridos, detalhados e tudo o mais, acabam por sofrer grandes sacrifícios. Portanto se nos abstraírmos do facto da palete de cores ser muito reduzida, e as sprites monocromáticas com poucas animações e herdarem as cores do plano em que estão de momento a atravessar, este até que nem é um mau trabalho de todo. Os níveis e os bosses tentam ser similares ao que podemos jogar na versão Arcade ou Master System e no caso de estarmos a jogar num Spectrum 128K a música até que é bastante boa. Infelizmente a minha queixa está  na escolha das cores dos projécteis que Joe Musashi ou os nossos inimigos mandam. Por vezes é muito difícil conseguir discerni-los no meio da confusão e lá se vai uma vida.

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Tal como na versão arcade, não se poderia deixar de fora a Marylin Monroe

Obviamente que esta não é uma versão definitiva do Shinobi, para quem estiver curioso com as outras adaptações para os computadores, recomendo que espreitem as versões Atari ST e Commodore Amiga, pois parecem-me ser bem mais fiéis à arcade e no campo audiovisual também se safam bem.

Flicky (Sega Mega Drive)

Classic CollectionA rapidinha que vos vou trazer hoje é sobre um simples jogo da Mega Drive, o Flicky. Este está contido numa compilação intitulada de Classic Collection, que contém também o Altered Beast (já aqui analisado), o platformer Alex Kidd in the Enchanted Castle e o excelente Gunstar Heroes, que em breve serão também aqui analisados. O Flicky para mim é de longe o piorzinho do pacote, pelo que vai seguir com uma rapidinha. Esta minha compilação foi comprada por 15€ na feira da Vandoma, há umas semanas atrás.

Classic Collection - Sega Mega Drive
Compilação com manual em português

Ora lembram-se dos passarinhos que tinhamos de salvar no Sonic 3D? Eram chamados Flickies e toda essa mecânica de jogo de os salvar foi inspirada neste jogo. Flicky era daqueles simples jogos arcade da década de 80, onde o nosso objectivo consiste em apanhar os passarinhos pequenos e levá-los em segurança até à porta de saída, evitando gatos e outros bichinhos que os ataquem e comam. Para salvar os passarinhos basta tocar neles que nos começam a seguir em filinha e conseguimos mais pontos de bónus pelo número de pássaros que salvemos de uma só vez. Cada nível tem também uma série de itens que vão sendo completamente distintos entre si, mas que podem ser agarrados e atirados contra os gatos e iguanas, mas os mesmos acabam por fazer respawn ao fim de alguns segundos. É com esta jogabilidade simples que iremos atravessar os quase 50 níveis únicos entre si, para depois os podermos jogar de novo mas com uma dificuldade acrescida. Ocasionalmente também teremos alguns níveis bónus onde os Flickies são lançados ao ar e temos de os apanhar a todos com uma rede.

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Os níveis são circulares, não existe um início nem fim.

Graficamente é um jogo bastante simples, até porque é original de 1984 e um dos primeiros sistemas que recebeu uma conversão do jogo até que foi a SG-1000! Possui backgrounds muito simples, embora tenham alguma variedade entre si, muitos dos níveis tentam passar o interior de uma casa, mas alguns até têm backgrounds do espaço. As músicas é que são muito poucas, os níveis possuem todos a mesma música que nos vai mesmo acabar por cansar.

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Naquele tempo era moda apresentar o elenco dos jogos. Vá lá que este é reduzido

Flicky é um jogo bastante simples, uma obra de um passado algo longínquo, onde a grande maluqueira de jogos arcade da época eram do género do Donkey Kong, o que nos leva a questionar se valeria realmente a pena ter o jogo lançado para uma Mega Drive em 1989, quando a Sega queria era passar a imagem que  a sua nova consola era de facto algo bem mais poderoso e avançado que a concorrência da era, a NES.