Mega Games I (Sega Mega Drive)

Mega Games ISe me perguntarem qual o jogo mais comum da Mega Drive, pelo menos em solo português, responderia logo de caras esta compilação Mega Games I, ou então o primeiro Sonic the Hedgehog, pois foram 2 dos lançamentos que acabaram por ser agrupados juntamente com as consolas. No entanto esta Mega Games I é na minha opinião a compilação mais desinteressante da biblioteca da consola 16bit da Sega, e onde nas outras compilações eu tento sempre ter os jogos na sua versão standalone, nesta aqui provavelmente apenas o Super Hang-On me desperta interesse suficiente para isso. Os outros 2 jogos são o Columns e o World Cup Italia 90, e irei analisar brevemente cada um. Esta compilação entrou na minha colecção algures no ano passado, quando comprei um bundle de uma Mega Drive mais alguns jogos. Eventualmente comprei uma versão completa por 2.5€.

Jogo completo com caixa e manuais

O World Cup Italia 90 é um jogo parecido à sua versão Master System, cuja já analisei aqui neste blog. É sem dúvida um dos primeiros, senão o primeiro mesmo, jogo de um campeonato do mundo de futebol devidamente licenciado pela FIFA, onde podemos jogar com uma de variadas selecções em 2 modos de jogo distintos: Test Match – jogo amigável que pode er jogado contra um amigo ou o CPU, ou o modo Campeonato do Mundo que é uma vertente singleplayer, onde temos de escolher uma selecção e levá-la desde a fase de grupos até ao derradeiro jogo final. De fora ficou o modo de treino de Penalties, cujos apenas acontecem caso algum jogo amigável ou na fase final da competição termine empatado. Mas também tal como a versão Master System, cada selecção possui os seus pontos fortes e fracos, que podem ser vistos nas suas estatísticas. Para além de escolhermos o país a representar, teremos depois de construir a nossa equipa com base em 11 jogadores, também eles com as suas estatísticas próprias. Infelizmente este jogo possui uma jogabilidade mázinha, com a sua vista aérea, passos longos infalíveis e os guarda-redes difíceis de controlar como o raio. Nos audiovisuais, os gráficos são bastante primitivos e o jogo possui apenas duas músicas, portanto… de qualquer das formas não deixa de ser um jogo altamente nostálgico para mim, pois foi das primeiras coisas que tive o prazer de jogar na minha infância.

screenshot
Faltas? Mas quais faltas??

Columns é uma versão algo primitiva de jogos como o Bejeweled, Puyo Puyo ou outros clones. Indo buscar ideias ao Tetris e a sua disposição de blocos, a diferença é que as peças são sempre um trio colorido e vertical e o objectivo não é preencher uma linha no ecrã, mas sim juntar pelo menos 3 “pedrinhas” da mesma cor numa linha horizontal, vertical, diagonal ou “ambas”. Mas tal como o nome do jogo indica, todas as peças são colunas e não podem ser rodadas, apenas a ordem das 3 pedrinhas que compõe o bloco podem ser alteradas. Tal como em muitos outros jogos, se ultrapassarmos o limite do “balde” para onde podemos atirar os blocos é gameover, mas no entanto aqui também é possível ver uma série de “combinações” em cadeia, que são sempre bonitas de se ver e agradáveis para a pontuação. Existem 2 modos de jogo distintos: o Arcade, cujo objectivo é fazer a melhor pontuação possível antes de encher o ecrã com blocos, e o Flash Columns. Aqui já temos o ecrã semi-preenchido com alguns blocos e temos de o “limpar” e chegar a um bloco brilhante no fundo do ecrã, fazendo-o desaparecer, juntando-lhe a outros blocos de uma qualquer cor. Os visuais e a música têm todos uma toada da Grécia antiga, temática que é também utilizada para descrever as origens do jogo. No fim de contas, apesar de ser um jogo ainda algo primitivo em alguns aspectos quando o comparamos com muitos dos clones coloridos que vemos por aí, não deixa de ser um jogo bastante viciante.

screenshot
Sempre achei mais piada a estes jogos de puzzle que brincam com as cores do que ao Tetris

Por fim resta escrever sobre o Super Hang-On, que por sua vez é mais um jogo de um passado longínquo de Yu Suzuki, onde era practicamente o rei indisputável dos jogos de corrida nos salões arcade. A versão Mega Drive deste jogo possui essencialmente 2 modos de jogo distintos: o Arcade e o Original, este desenvoldido de raiz a pensar na versão caseira. O modo arcade coloca-nos a correr num de 4 continentes, onde temos de correr contra o relógio e alcançar o checkpoint seguinte (ou a meta) dentro de um tempo-limite. O nível de África é o mais simples com 6 etapas, seguindo-se a Ásia, América do Norte e por fim Europa, cada um com mais 4 etapas que o anterior. Apesar de nos cruzarmos com imensos outros motociclistas, aqui não existe nem um primeiro nem último lugar, mas sim garantir que cheguemos ao fim da corrida. O Original Mode já traz mais conteúdo, colocando-nos a competir directamente contra um outro piloto numa série de 9 pistas. Se vencermos pelo menos 5, poderemos enfrenar o piloto seguinte. Neste modo de jogo podemos fazer vários upgrades às motos, trocando diferentes peças como pneus, travões, motor ou mesmo o mecânico que contratamos poderá ser trocado por um melhor. Infelizmente não existe qualquer vertente multiplayer neste jogo. Graficamente as motos estão muito bem detalhadas, já as pistas acho-as mázinhas, com poucos detalhes e com apenas o fundo a ir convencendo. Outrun é um jogo bem melhor neste aspecto. Os efeitos sonoros não são nada de especial, principalmente o Turbo, mas já as músicas são bem competentes.

screenshot
As várias peças das motos que podemos trocar

No fim de contas, apesar de não achar esta compilação de jogos da Mega Drive propriamente brilhante – essa honra vai para quem teve a feliz ideia de colocar o Streets of Rage, Golden Axe e Revenge of the Shinobi no mesmo cartucho, não deixa de ter jogos minimamente competentes. World Cup Italia 90 é um jogo assim-assim, mas jogado com 2 pessoas é divertido quanto baste. Columns é sem dúvida o jogo que melhor se aguenta sozinho, embora não seja propriamente um jogo que me cative por aí além, e Super Hang-On é um jogo bonzinho, especialmente pela preocupação em que tiveram ao introduzir um novo e mais extenso e profundo modo de jogo. Em muitos outros jogos da Sega Saturn não tiveram essa preocupação…

Mickey Mania (Sega Mega Drive)

Mickey ManiaNão é nenhuma mentira quando afirmo que durante os anos 90 a Sega desenvolveu excelentes jogos de plataforma com as mais carismáticas personagens da Disney, como o Rato Mickey ou o Pato Donald. Dessas podemos destacar a série Illusion, Lucky Dime Caper ou Quackshot. Nas consolas da Nintendo, a Capcom também esteve muito bem e no meio disso tudo, ainda a abranger a época das 16bit, temos este óptimo multiplataforma chamado Mickey Mania The Timeless Adventures of Mickey Mouse que é uma excelente homenagem à carreira do rato da Disney, ao longo de vários dos seus filmes clássicos. A minha cópia deste jogo foi comprada no mês anterior, custando-me cerca de 5€ na Pressplay no Porto.

Mickey Mania - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como referi no primeiro parágrafo, este jogo não tem uma história em si, mas os seus niveis são baseados numa espécie de cronologia de vários filmes memoráveis da mascote da Disney: Começando pelo primeiríssimo filme, o Steamboat Willie, ainda a preto-e-branco e do ano de 1928, vamos atravessár vários outros filmes da década de 30, como o The Mad Doctor ou Moose Hunters, o filme de 1947 Mickey and the Beanstalk, saltando depois para o ano de 1990, com o The Prince and the Pauper. Temos um total então de 7 níveis de plataforma completamente distintos entre si, cada qual com as temáticas do seu respectivo filme.

screenshot
O primeiro nível começa a preto-e-branco, mas ganha cor no fim

A jogabilidade é a semelhante a outros jogos de plataforma do Mickey, tal como o Castle of Illusion, podemos atacar os inimigos saltando para cima deles ou atirando-lhes com projécteis, embora a primeira alternativa não resulte para todos os inimigos. Os projécteis vão sendo coleccionados ao longo dos níveis, pelo que também teremos de ter em conta a “munição” que dispomos e Mickey pode sofrer até 5 pontos de dano antes de perder uma vida, pontos esses marcados pelos seus dedos da mão, presentes no canto superior esquerdo do ecrã. De resto é o habitual de um jogo de plataformas e teremos aqui vários momentos em que teremos de ter saltos precisos e repletos de abismos sem fim, o que pode-se tornar um pouco frustrante por vezes.

screenshot
Os bosses são grandinhos e bem detalhados

Mas há algo mais que realmente gostei neste jogo: os seus gráficos. É um jogo bastante colorido, mesmo para uma Mega Drive que costuma ficar sempre atrás da concorrência nesse aspecto, porta-se mesmo muito bem. As sprites estão muito bem detalhadas e possuem excelentes animações, os níveis para além de serem bastante distintos entre si estão também muito bem detalhados e o jogo apresenta alguns efeitos gráficos que são verdadeiramente impressionantes numa Mega Drive, nomeadamente as rotações. Existem alguns segmentos em que andamos a circundar uma torre e vemos o nível a girar à nossa volta, com um bonito efeito 3D. No nível Moose Hunt também temos uma secção onde somos perseguidos pelo alce e mais uma vez temos rotações de cenários a funcionar de uma forma impressionante para uma Mega Drive. Para além disso o jogo está repleto de pequenos detalhes deliciosos, pelo que a Traveller’s Tales está de parabéns nesse aspecto. As músicas e efeitos sonoros também estão bons, embora não sejam propriamente o ponto forte neste jogo, pelo menos não nesta versão. Existem vários clips de voz, mas as versões CD naturalmente são bem mais fortes neste campo.

screenshot
Os efeitos de rotação são bastante fluídos e impressionantes para uma Mega Drive

Este é mais um excelente jogo de plataformas da Disney e a versão Mega Drive não se porta nada mal. Naturalmente a versão SNES é mais bonitinha, embora lhe falte um nível. A versão Mega CD traz mais algum conteúdo, mas é a versão PS1 (chamada de Mickey’s Wild Adventure por cá) que é sem dúvida a versão definitiva deste jogo, com melhores gráficos, mais conteúdo nos níveis, banda sonora CD Audio e melhores efeitos de som. No entanto, já li em vários locais que a jogabilidade dessa versão é muito pior face às suas vertentes de 16bit. Mas como nunca cheguei a jogar essa versão por mais que uns minutos, não atesto essas opiniões, experimentem por vocês mesmos.

Dragon Ball Z: Buyuu Retsuden (Sega Mega Drive)

Dragon Ball Z

A série Dragon Ball fez um sucesso estrondoso em Portugal durante os anos 90. Tanto nas crianças, como nos pais e professores, não faltava gente a ver as aventuras de Son Goku e companhia. Com as consolas da Nintendo (Famicom e Super Famicom) a ter um sucesso tremendo no Japão, muitos foram os jogos lançados para essas plataformas sobre a série de animação de Akira Toryiama. Infelizmente a Mega Drive não partilhava do mesmo sucesso em terras nipónicas, com este Buyuu Retsuden a ser o único jogo da série com um lançamento para a consola 16bit da Sega, que inclusivamente apenas acabou por receber uma versão em Francês mais tarde. Mas como em Portugal o sucesso do anime era tanto, a Ecofilmes, distribuidor da Sega em Portugal, quiseram capitalizar nesse sucesso e não esperaram que a versão europeia ficasse pronta. Assim sendo, inicialmente foi lançado cá o jogo na sua versão japonesa, porém com capa e manual em português, bem como o adaptador Mega Key para que as nossas Mega Drives pudessem correr o jogo. Posteriormente acabou por sair cá a versão francesa também, sendo que essa já não necessita do conversor. A minha cópia do jogo foi-me vendida por um particular, custando-me 5€ e, mesmo não tendo o manual nem o conversor, achei um bom negócio.

Jogo com caixa e manual

A jogabilidade deste jogo é semelhante aos DBZ Super Butoden da SNES, na medida em que os combates têm lugar em grandes arenas, com os ecrãs a ficarem em split screen vertical se os lutadores se afastarem entre si. Para além disso, é possível lutar em dois planos distintos, tanto no chão como no ar. Assim sendo este tipo de jogos eram bem diferentes dos habituais Street Fighter II clones que se via muito nessa época. O jogo tem 11 lutadores, que compreendem o período entre os confrontos em Namek e até ao Perfect Cell, com os habituais sayajins Goku, Gohan, Vegeta e Trunks, com outras personagens como Piccolo, Krillin ou do lado dos maus da fita temos a C-18 (sim ela depois muda de “partido”), Cell, Freezer e 2 dos seus soldados de elite. Ao jogar no modo história, o percurso é diferente de personagem para personagem, que luta apenas contra 8 dos outros lutadores disponíveis. O jogo tenta adaptar estes cenários à história do anime, mas acabamos sempre por ter alguns combates impossíveis como Trunks contra Ginyuh em Namek.

screenshot
Sempre achei piada a estes amiguinhos do Freezer

Para além do modo história temos também o versus em que podemos configurar para ser um jogador contra o outro, um jogador contra o CPU, ou deixar tudo com o CPU e simplesmente ficar a apreciar as lutas sentados no sofá. De resto os controlos são simples, embora para masterizar o jogo acabem por ser mais complexos. Botão direccional para mover para a esquerda ou direita e saltar, um botão facial para socos, outro para pontapés e um outro para voar/aterrar. Para além disso cada lutador tem a sua série de diferentes combinações para combos e ataques de energia. Podemos ver logo que existem 2 barras, uma de vida e uma de “power” ou “ki”. Cada ataque de energia descarrega parte desta barra e se baixarmos um pouco abaixo do nível vermelho ao realizar um destes ataques, ficamos depois tontos durante uns segundos até restabelecer esse nível de energia perdida, ficando assim vulnerável aos ataques do adversário. Para encher essa barra de energia basta carregar no A e B ao mesmo tempo, e vemos a nossa personagem envolta numa aura amarela, mesmo como no anime. Alguns destes ataques mais fortes, como o Kamehameha, precisam de muita energia e que ambos os lutadores estejam suficientemente distanciados entre si. Mas mesmo esses golpes mais poderosos podem ser defendidos, ou até mandados de volta para quem os lançou, daí ser perigoso lançar um ataque desses se não tivermos energia “ki” suficiente e fiquemos temporariamente tontos.

screenshot
Para carregar a barra de power temos de fazer o mesmo que o Vegeta está a fazer

Tecnicamente falando é um jogo que tem algumas nuances impressionantes para a Mega Drive, nomeadamente a rotação do split screen em alguns momentos, algo que a Mega Drive não faz nativamente por hardware. As personagens estão também bem detalhadas, mas infelizmente não posso dizer o mesmo das arenas que tirando uma em Namek que gosto bastante, as restantes não são lá muito inspiradas. Mas tendo em conta o tamanho das mesmas (até existe um radar na parte superior do ecrã para nos localizarmos), e os feitos que fizeram com estes split screens dinâmicos – verticais, horizontais ou diagonais com rotação, all is forgiven. Outras pequenas coisas que sempre me irritaram como o Kamehameha ser amarelo ao invés de branco/azulado como no anime, ou mesmo a pouca variedade de ataques do mesmo género também são algumas imperfeições. A música e efeitos sonoros cumprem bem o seu papel e as vozes parecem-me mesmo assemelhar-se às vozes do anime original em japonês, mas já vai muito tempo desde que o vi.

screenshot
O split screen dinâmico foi das melhores coisas que a Bandai meteu neste jogo

Se são fãs de Dragon Ball, têm uma Mega Drive e são portugueses, então muito provavelmente já terão este jogo. Para os restantes é um jogo que recomendo, embora as suas mecânicas de jogo sejam muito diferentes de outros jogos de luta da época. Confesso que depois do Dragon Ball Final Bout para a PS1 eu desliguei-me um pouco dos jogos da série, sei que hoje em dia temos jogos bem melhores, mas guardo este e o da Saturn num lugar especial do meu coração.

Warlock (Sega Mega Drive)

WarlockVoltando às “rapidinhas” que o tempo é apertado, para um jogo não muito conhecido para a Mega Drive. Warlock é um sidescroller inspirado numa série de filmes de terror com o mesmo nome, que por acaso nunca tinha ouvido falar, mas talvez seja falha minha. Essencialmente narra a profecia de que em cada 1000 anos o Evil One manda à terra um poderoso feiticeiro (Warlock) para recolher uma série de runas mágicas que lhe darão poder absoluto capaz de eliminar a Terra da existência. Para prevenir tal coisa, existe uma ordem de Druidas que sempre que necessário agem de forma a prevenir que o Warlock leve a cabo os seus planos maléficos e é com um desses heróis que jogamos este jogo. O Warlock entrou na minha colecção após me ter sido vendido por um particular por 5€, estando completo e em bom estado.

Warlock - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual europeu

Tal como referido acima o objectivo do jogo é ir percorrendo uma série de níveis e capturar essas runas mágicas, bem como defrontar o Warlock no final. Na capa do jogo podemos ler “Beware the Ultimate Evil of Warlock” e isso assenta que nem uma luva à dificuldade deste jogo, não só pelos inimigos que se tornam cada vez mais agressivos, mas também pela jogabilidade algo complexa. Senão vejamos: o botão B serve para disparar um raio de energia que é a nossa arma principal. O botão C serve para saltar. Até aqui tudo bem. Se pressionarmos baixo e C ao mesmo tempo podemos rebolar, o que é bastante útil para nos esquivarmos dos inimigos. A seguir-nos temos uma orb mágica que também pode ser usada como arma e é aqui que os controlos começam a ficar estranhos. Ao carregar no botão A ficamos estáticos e controlamos a orb, onde podemos atacar os inimigos ou apanhar items que estejam fora do nosso alcance utilizando para isso o direccional. O problema é que por vezes temos tantos inimigos e obstáculos a chatear que ficar estático não é grande ideia.

screenshot
Inicialmente o jogo até que é bem colorido, mas isso muda rapidamente

 

Depois temos uma série de poções mágicas que podemos coleccionar ao longo dos níveis, essas poções correspondem a diferentes feitiços que podemos e devemos usar ao longo do jogo. Embora no inventário apenas apareça um máximo de 9 itens do mesmo feitiço, podemos coleccionar muito mais. Existem então poções/feitiços para regenerar vida, causar dano em todos os inimigos, ou spells de protecção, entre outros. Infelizmente os controlos aqui também não ficaram grande coisa. Para seleccionar o feitiço a utilizar temos de carregar em START e baixo ao mesmo tempo para circular entre eles e START e cima para utilizar o feitiço seleccionado. Mais uma vez é algo desnecessariamente complicado a meu ver.

screenshot
Gosto do aspecto gloomy dos visuais, pena que se tornem bastante repetitivos

Graficamente é um jogo com visuais algo austeros, afinal estamos a lutar contra forças das trevas. Infelizmente apesar de até gostar dos gráficos, tirando o primeiro nível que é bem variado e diferente dos outros, os restantes são muito semelhantes entre si. As músicas também não são nada de especial, tirando uma ou outra faixa que achei mais bem conseguida. Os efeitos sonoros são bem competentes e ouvir o riso sinistro do Warlock enquanto vamos sendo sodomizados à bruta pelo jogo tem o seu quê.

screenshot
É frequente sermos atacados ferozmente. Felizmente há passwords e checkpoints!

No fim de contas Warlock é mais um sidescroller que apesar de ter boas ideias, a sua execução não é a melhor e a pouca variedade nos níveis também dá a entender que o jogo foi um pouco apressado. Não é um jogo que recomende, mas também não digo que seja assim tão mau de todo.

Castlevania: The New Generation (Sega Mega Drive)

Já foi no ano de 2012 que escrevi uma análise a este fantástico jogo da Mega Drive para a Revista PUSHSTART. Castlevania: The New Generation, ou Bloodlines como +e conhecido em solo Americano. A Konami sempre foi uma empresa que pelo menos até ao lançamento da Playstation sempre deu muita atenção às consolas da Nintendo. Apesar de ter um catálogo reduzido na Mega Drive, sempre gostei dos jogos da Konami para a consola da Sega. Contra Hard Corps, Sparkster, Tiny Toons Adventures ou este Castlevania só por si só já se tornam num alinhamento muito interessante.

Jogo com caixa e manual

Infelizmente apenas recentemente lá consegui obter este clássico que já há algum tempo ansiava por ter, tendo entrado na minha colecção através de um particular. Custou-me 15€, faltando-lhe o manual. Mas tendo em conta o jogo que é, achei que fiquei bem servido na mesma. Poderão ler a minha análise na íntegra no site da PUSHSTART. Edit: Arranjei muito recentemente um manual multilínguas, oferecido por um amigo.