Flicky (Sega Mega Drive)

Classic CollectionA rapidinha que vos vou trazer hoje é sobre um simples jogo da Mega Drive, o Flicky. Este está contido numa compilação intitulada de Classic Collection, que contém também o Altered Beast (já aqui analisado), o platformer Alex Kidd in the Enchanted Castle e o excelente Gunstar Heroes, que em breve serão também aqui analisados. O Flicky para mim é de longe o piorzinho do pacote, pelo que vai seguir com uma rapidinha. Esta minha compilação foi comprada por 15€ na feira da Vandoma, há umas semanas atrás.

Classic Collection - Sega Mega Drive
Compilação com manual em português

Ora lembram-se dos passarinhos que tinhamos de salvar no Sonic 3D? Eram chamados Flickies e toda essa mecânica de jogo de os salvar foi inspirada neste jogo. Flicky era daqueles simples jogos arcade da década de 80, onde o nosso objectivo consiste em apanhar os passarinhos pequenos e levá-los em segurança até à porta de saída, evitando gatos e outros bichinhos que os ataquem e comam. Para salvar os passarinhos basta tocar neles que nos começam a seguir em filinha e conseguimos mais pontos de bónus pelo número de pássaros que salvemos de uma só vez. Cada nível tem também uma série de itens que vão sendo completamente distintos entre si, mas que podem ser agarrados e atirados contra os gatos e iguanas, mas os mesmos acabam por fazer respawn ao fim de alguns segundos. É com esta jogabilidade simples que iremos atravessar os quase 50 níveis únicos entre si, para depois os podermos jogar de novo mas com uma dificuldade acrescida. Ocasionalmente também teremos alguns níveis bónus onde os Flickies são lançados ao ar e temos de os apanhar a todos com uma rede.

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Os níveis são circulares, não existe um início nem fim.

Graficamente é um jogo bastante simples, até porque é original de 1984 e um dos primeiros sistemas que recebeu uma conversão do jogo até que foi a SG-1000! Possui backgrounds muito simples, embora tenham alguma variedade entre si, muitos dos níveis tentam passar o interior de uma casa, mas alguns até têm backgrounds do espaço. As músicas é que são muito poucas, os níveis possuem todos a mesma música que nos vai mesmo acabar por cansar.

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Naquele tempo era moda apresentar o elenco dos jogos. Vá lá que este é reduzido

Flicky é um jogo bastante simples, uma obra de um passado algo longínquo, onde a grande maluqueira de jogos arcade da época eram do género do Donkey Kong, o que nos leva a questionar se valeria realmente a pena ter o jogo lançado para uma Mega Drive em 1989, quando a Sega queria era passar a imagem que  a sua nova consola era de facto algo bem mais poderoso e avançado que a concorrência da era, a NES.

Light Crusader (Sega Mega Drive)

Light CrusaderA rapidinha que trago cá hoje é sobre um action RPG produzido pela Treasure, uma empresa sobejamente conhecida pelos seus jogos repletos de acção e adrenalina como Gunstar Heroes, Alien Soldier ou Ikaruga. Como é que eles se foram lembrar de produzir este jogo? Não faço ideia, mas talvez a falta de RPGs na Mega Drive comparativamente à sua rival poderá ter sido um bom motivo. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na cash converters de Benfica em Lisboa por 5€. Está completo e em óptimo estado.

Light Crusader - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e um poster

Aqui tomamos o papel de Sir David, um guerreiro ao serviço do Rei Frederik da nação de Green Row, que nos pede para investigar o paradeiro de uma série de pessoas que têm vindo a desaparecer misteriosamente sem deixar rasto. E essa nossa investigação vai-nos levar aos enormes calabouços que existem precisamente debaixo do castelo, onde teremos de enfrentar vários monstros, armadilhas e puzzles.

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Logo com a cutscene inicial já dá para ter uma ideia de quem está por detrás das coisas

Assim de cabeça, a maior inspiração que eu vejo aqui, é a do Landstalker, produzido pela Climax para a mesma consola pois são ambos RPGs de acção representados numa perspectiva isométrica. Mas ao contrário do Landstalker que tinha um foco enorme no platforming, o que numa perspectiva isométrica é uma confusão dos diabos, aqui o foco parece-me ser maior no puzzle solving e combates, embora também tenha a sua dose quanto baste de platforming. Independentemente do resto, tanto o platforming como o puzzle solving nesta perspectiva deixam algo a desejar. Isto porque este último envolve manipulação de objectos, como arrastar enormes pedras ou bombas para botões no chão, o que por sua vez faz abrir ou fechar passagens ou activar plataformas, cujas geralmente também têm de carregar algum objecto. Mas existem também outros puzzles, incluindo uma versão do “Simon says” onde temos de repetir as ordens que nos aparecem no ecrã, ou mesmo um puzzle musical onde temos de repetir uma música ao atacar algumas estruturas.

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Nota-se logo no início que há uma “ocidentalização” nos visuais

No que diz respeito ao combate esse é puro e duro. Não ganhamos níveis nem nada que se pareça mas podemos ganhar dinheiro que pode ser gasto em lojas quer em produtos que nos restorem energia (geralmente alimentos) ou em novas armas mais poderosas. Os nossos pontos de vida também podem ir aumentando à medida que vamos descobrindo alguns power-ups que nos extendam a nossa barra de vida de uma forma permanente. Os ataques de magias podem também ser comprados e utilizados como se um item se tratasse, ao contrário de muitos outros RPGs em que os mesmos vão sendo aprendidos e nos consomem pontos de mana. Aqui enquanto tivermos itens desses no inventário, é sempre a andar. O combate em si é então bastante linear. O jogo acaba é por se tornar um pouco difícil na medida que apenas poderemos fazer save em algumas salas próprias para o efeito. Assim como nos Metroids, obrigando-nos por vezes a atravessar ecrãs cheios de inimigos só para fazer save. É por isso que é importante manter um stock repleto de alimentos para irmos restabelecendo alguma vida perdida.

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Como sempre em jogos isométricos os saltos em plataformas tornam-se algo confusos

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo bastante curioso, uma vez que tem um look bastante ocidental e foi produzido pela Treasure, onde practicamente todos os seus jogos têm notórias influências em anime, pelo menos no design das personagens e dos seus mundos. Agora se isso é uma boa ou má ideia, sinceramente se estamos a fazer um jogo inspirado no mundo medieval europeu, eu sinceramente prefiro um design europeu. Mas a Treasure não fez um excelente trabalho nesse sentido, pessoalmente todos os humanos e monstros humanóides parecem-me anoréticos. As músicas também tentam mimicar esse feeling medieval europeu, e sinceramente aqui já gostei bem mais do resultado final.

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Como sempre, teremos alguns bosses para enfrentar

No fim de contas este Light Crusader acaba por ser um jogo que fica uns bons furos abaixo dos restantes que a Treasure produziu nesta consola. Aliás, qualquer jogo que se tente comparar a um Gunstar Heroes tem uma fasquia muito alta para superar. Ainda assim não é um mau jogo de todo (pecando principalmente pelos problemas associados à perspectiva isométrica) e dou os meus parabéns à Treasure pela audácia em fugir à sua zona de conforto e produzir algo completamente diferente do que nos habituaram.

Zombies (Sega Mega Drive)

ZombiesEscrever sobre este jogo vai ser uma tarefa um bocadinho difícil mas vamos a ver. Isto porque é considerado um jogo de culto, com muitos fãs dentro do pessoal mais nostálgico. E é verdade que até tem algumas boas ideias e a execução é boa, mas acaba por se tornar algo repetitivo e os seus mais de 50 níveis deixam de trazer algo de novo ao fim de algum tempo. Este meu exemplar foi comprado há uns tempos atrás a um particular no facebook por 10€, faltando-lhe o manual. EDIT: Recentemente comprei um outro bundle de Mega Drive, com os jogos a ficarem todos por cerca de 7.5€ cada. Lá no meio estava um Zombies completíssimo e em bom estado.

Jogo com caixa e manuais

E uma coisa que aprendi recentemente, nomeadamente quando comprei o jogo, joguei-o novamente e investiguei um pouco mais sobre o seu background para escrever este artigo. Sempre pensei na minha inocência que este era um produto da Konami mas não, a Konami serviu apenas de publisher, este é um jogo da autoria da Lucasarts, a mesma empresa que nos trouxe coisas como Full Throttle, Day of the Tentacle e muitos outros jogos de renome. Mas ao contrário das aventuras point and click pelo qual eram sobejamente conhecidos, este Zombies é um jogo de acção com uma perspectiva top-down view, onde o nosso objectivo é salvar uma série de inocentes por nível, enquanto enfrentamos as mais variadas criaturas dos nossos filmes de terror predilectos.

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Apesar de ter Zombies no título, o que não faltam é outros monstrinhos e aliens

Uma das grandes vantagens deste Zombies e pela qual eu lhe tiro o chapéu, é todo o bom humor que vemos, em conjunto com inúmeras referências a filmes série B, desde o nome de vários níveis, como em alguns inimigos. Logo por aí se veria que este não é um jogo com origem japonesa.. era tão inocente eu. A outra das suas grandes vantagens a meu ver era mesmo a vertente multiplayer cooperativa que era realmente divertida.

Mas vamos por partes. Neste jogo iremos explorar uma panóplia de níveis (mais de 50 como já referi) em variadíssimos ambientes, desde a vizinhança lá do bairro, com as suas casas, jardins ou piscinas, mas também exploramos zonas mais industriais, um aeroporto ou mesmo ruínas antigas. Indepenentemente disso, a jogabilidade mantém-se. Teremos de explorar todos os caminhos, corredores e divisões em busca dos sobreviventes ou de outros itens e armas para usar. Muitas portas estão trancadas e temos de encontrar chaves perdidas algures no chão. Podemos abrir armários e gavetas em busca de objectos, mas também podemos ser surpreendido por monstros. Mas se nos faltar uma chave e tivermos uma bazooca à mão, ou outros explosivos poderosos, porque não deitar a porta abaixo? As armas são mesmo bastante variadas, tanto podemos ter o standard de pistolas de água, como talheres de mesa, corta-relvas, crucifixos, entre muitos outros. Os itens são também variados, existindo desde medkits, sapatilhas para andar mais rápido ou uma série de poções que poderão ter efeitos diversos tanto bons como o efeito dos itens que já referi atrás, a possibilidade de nos transformarmos temporariamente num monstro bastante poderoso ou num fantasma invencível, mas também podem ser maus, como perder alguma vida ou transformarmo-nos temporariamente num assassino incontrolável que ataca as vítimas que teríamos de salvar, se tivermos alguma por perto. São esses pequenos detalhes que tornam este jogo especial, a meu ver.

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Estranhamente, trampolins é o que não falta na vizinhança

No entanto é precisamente como eu digo, existem demasiados níveis em que temos de fazer sempre a mesma coisa. É isso que acaba por me desagradar neste jogo, já o referi várias vezes e não me canso de o fazer. Mas de resto a nível técnico também é uma obra interessante, com níveis e monstros bem detalhados, embora a versão SNES seja melhor nesse aspecto. As músicas também achei-as boas, tudo me faz lembrar aquela temática de filmes de terror das décadas de 60 e 70. E falando nisso, este é dos poucos jogos que acabo por preferir a capa da versão americana à nossa europeia. E já que falo na versão americana essa tem um nome ligeiramente diferente: “Zombies Ate My Neighbors”. A razão pela qual mudaram o nome da versão europeia foi porque acharam que seria um título muito impróprio e censuraram-no em conjunto com muito do conteúdo do jogo, incluindo um inimigo que na versão americana tinha uma motoserra, aqui foi substituido por um lenhador com um machado. O que é pena, sempre condenei a censura e num jogo destes que nos coloca a lutar contra zombies com uma pistola de água não valia a pena. Parece que não viram o sentido de humor…

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O jogo está repleto de referências a filmes clássicos

No fim de contas este Zombies é um jogo que acabo em parte por dar o braço a torcer: é muito bom de se jogar (especialmente a 2), tem muitos pormenores interessantes, um bom sentido de humor, mas mais uma vez, e só para terminar, peca mesmo pelo extenso número de níveis onde a variedade se vai desvanecendo a cada momento.

Comix Zone (Sega Mega Drive)

Comix ZoneUm dos melhores e mais originais videojogos que passaram pela mítica consola de 16bit da Sega foi um produto do seu já extinto estúdio norte-americano Sega Technical Institute, que nos trouxe também outros clássicos como Kid Chameleon ou uma valiosa participação no desenvolvimento de Sonic the Hedgehog 2. Comix Zone é um jogo de pancada lançado em 1995, mas ao contrário de clássicos como Final Fight ou Streets of Rage, a sua jogabilidade e conceito acaba por ser inteiramente diferente, como irei mencionar em seguida. Este meu exemplar foi comprado salvo erro no mês passado de Abril, tendo-me custado 5€, faltando-lhe o famigerado CD com a banda sonora.

Jogo com caixa e manuais

Então de que se trata este Comix Zone afinal? É um jogo de pancada à lá Final Fight, mas também não tem nada a ver. A semelhança está apenas no facto de termos de andar à pancada com vários inimigos até chegar ao fim do nível, mas em vez de vaguearmos em ruas, edifícios ou afins, vamos estar dentro de um livro de banda desenhada, saltando de quadradinho em quadradinho. E como tudo isso aconteceu? Bom, a nossa personagem chama-se Sketch Turner, um artista de banda desenhada que estava precisamente a trabalhar no seu livro Comix Zone numa noite de tempestade. Até que um relâmpago atinge o livro e claro, aconteceu o inevitável no mundo das comics. O vilão Mortus, um poderoso mutante ganha vida e troca de lugar com Sketch, enviando-o para a sua própria criação, o projecto do seu livro de BD. Aí Sketch vê-se a lutar contra as criaturas que idealizou, sendo ajudado pela Alissa Cyan, uma das líderes da resistência humana e com Mortus do outro lado do livro a tentar complicar-lhe a vida ao máximo.

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Na banda desenhada norte americana, muitos super heróis surgem com alguma catástrofe… aqui é mais ao contrário.

A jogabilidade é simples, embora Comix Zone não seja propriamente um jogo fácil pois os inimigos não nos dão lá muito sossego. O botão A distribui pancada, o B serve para saltar e podemos usar combinações desses botões para desencadear diferentes golpes ou combos. Um dos golpes especiais consiste em Sketch arrancar um pouco de papel do seu próprio livro e com isso fazer um avião de papel capaz de causar dano a todos os inimigos que se atravessem no seu caminho, no entanto a custo de um pouco da sua própria barra de vida, pelo que deve ser utilizado com moderação. Por outro lado, são detalhes como esse que fazem este jogo tão original, essa interacção com a própria banda desenhada onde estamos inseridos, muitas vezes temos mesmo de romper “papel” que separa os vários quadradinhos para progredir no nível.

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Esta secção inicial do jogo é das coisas que me ficou gravada na memória ao longo de todos estes anos.

Mas para além das cenas de pancadaria da velha, Comix Zone incorpora na sua jogabilidade alguns elementos de puzzle game, onde teremos de interagir com o cenário, para avançar  para o painel seguinte, sejam simples acções como pressionar um botão ou mover uma alavanca, ou usar a sua ratazana de estimação para alcançar zonas estreitas e assim conseguir avançar. A ratazana está incluida no sistema de inventário do jogo, onde Sketch pode armazenar até 3 itens, incluindo armas como bombas ou facas, itens que regeneram vida, ou um power up bem poderoso que transformam Sketch num super-herói, pelo menos temporariamente.

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo muito bem conseguido. Toda a acção se passa num mundo pós apocalíptico, pelo que iremos lutar em cidades em ruínas como Nova Iorque e a sua estátua da Liberdade desfeita em pedaços, os seus esgotos, mas somos também transportados para o outro lado do mundo, como os Himalaias ou outras aldeias Asiáticas que surpreendentemente têm importantes bases mutantes lá instaladas. O diálogo é também dado através de balões de banda desenhada, embora como é habitual nos jogos 16bit lá vamos tendo um ou outro voice sample. Os efeitos sonoros cumprem o seu papel, já a banda sonora tem uma toada mais rock que me agrada. Até porque o herói do jogo para além de desenhar BD também é um artista rock, calha tudo bem! O CD da banda sonora que vem com o jogo já contém músicas tocadas por uma banda “a sério”, mas não está no âmbito deste artigo. Até porque não o tenho!

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Como sempre o Mortus a não nos deixar em paz.

De resto, para além de uma dificuldade acima da média, só tenho mesmo pena que seja um jogo curto. Mesmo existindo algumas bifurcações de caminho que por vezes temos de optar, o que lhe dá logo alguns pontos para voltar a pegar no jogo, ainda assim acaba por saber muito a pouco. É uma pena que o Comix Zone só tenha saído em 1995, numa altura em que consolas como a Saturn ou a Playstation já estavam no mercado (ou prestes a entrar nele). Se tivesse saído mais cedo teria sido certamente um jogo com muito mais sucesso e reconhecimento do que aquele que goza hoje em dia.

Power Rangers (Sega Mega Drive)

Power Rangers

Quando era miúdo adorava os Power Rangers, e outras séries “Super Sentai” japonesas que tinham passado na nossa televisão uns anos antes, como os Turbo Rangers e uma outra “Jet” qualquer coisa que agora não me recordo. Mas tal como gostava dos Power Rangers, não muito tempo depois fartei-me. Afinal a fórmula era sempre a mesma: lutam contra um monstro qualquer, o monstro cresce, chamam o MegaZord e fica tudo bem. Ainda assim lá acabei por arranjar este jogo, mesmo sabendo que não é nada do outro mundo, pois veio junto num bundle que me deixou cada jogo a cerca de 6€.

Jogo com caixa e manuais

Ao contrário do Power Rangers the Movie que é um beat ‘em up à lá Streets of Rage e geralmente mais bem aceite pelos fãs, este aqui é um jogo de luta 1 contra 1, mas que tenta replicar a fórmula da série televisiva. Ou seja, começamos com a vilã Rita Repulsa a criar um monstro novo, manda-o para a Terra, nós escolhemos qual o Power Ranger que queremos usar para lutar, vencemos o primeiro round e no seguinte a Rita faz o bicho crescer e passamos a usar o Megazord. Pelo meio temos o Ranger verde que se bem se lembram começou ao serviço da Rita e temos de lutar contra ele e o seu Dragonzord. Depois de o derrotar ele passa para o nosso lado e podemos também seleccioná-lo nos combates seguintes.

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Por acaso sempre achei o Dragonzord mais badass

A jogabilidade é que não me parece grande coisa, mesmo eu sendo um jogador mais casual deste estilo. Usamos apenas 2 dos botões faciais, um para ataques ligeiros e outro para fortes, para bloquear temos apenas de pressionar a direcção oposta ao nosso adversário e temos uma série de golpes especiais que podem ser desencadeados com várias combinações de botões. Ainda assim as coisas parecem-me todas um pouco desconexas e a jogabilidade no geral deveria ser mais fluída. Depois claro que temos também um versus para 2 jogadores, onde poderemos também jogar com os maus da fita.

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Rita Repulsa com um bigode branco. Can’t unsee.

A nível gráfico é um jogo competente, sendo colorido e detalhado quanto baste durante os combates. Mas nas cutscenes entre cada combate vamos vendo alguns diálogos e aí os visuais estão bons e tentam replicar o que víamos no programa, como a transformação do Mega Zord, ou o Power Ranger verde e a forma como ele chamava o seu Dragonzord… aquela melodia da flauta que ele usava para o chamar estava perdida nos confins da minha memória. As músicas não são más, reconheci algumas do programa televisivo, como logo a faixa título. Pareceram-me todas ser mais rockeiras o que sinceramente me agrada e a Mega Drive também consegue ser boa nisso. O jogo tem também vários voice samples, mas esses ainda soam um pouco arranhados.

Em jeito de conclusão, este jogo serviu mais pela nostalgia que outra coisa qualquer, pois o The Movie acaba por ser melhor jogo que este, mesmo para quem como eu rapidamente se fartou de todo o conceito por detrás dos Power Rangers e afins.