Arch Rivals (Sega Mega Drive)

Arch RivalsContinuando pelas rapidinhas (não há-de ser a única publicada num espaço de poucas horas), o jogo que vos vou trazer agora é a versão Mega Drive do Arch Rivals, um jogo de basquetebol 2 contra 2 produzido pela Midway, onde o fair play está riscado de qualquer dicionário e a pancadaria é o prato do dia. O meu exemplar custou-me 5€ na feira da Vandoma, no Porto, há uns meses atrás. Sinceramente, comprei-o mais por achar que a Rare tinha algum envolvimento no jogo, mas apenas o teve na conversão para a NES. Esta aqui ficou a cargo da Flying Edge.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Pode ser considerado um percursor do NBA Jam, também originalmente da Midway, pelas partidas de 2 contra 2 e pela jogabilidade fortemente arcade. Inicialmente começamos por escolher que equipas e jogadores representar, em partidas que podem ser jogadas contra o CPU ou contra algum amigo. E a piada do jogo está precisamente nos movimentos menos políticamente correctos que podemos desempenhar, desde roubar-lhes a bola, ou espetar umas murraças bem dadas. E há lá um árbitro no jogo, cuja única coisa que faz é marcar faltas se demorarmos o tempo limite para tentar encestar uma bola. De resto, o que conta é encestar e terminar com mais pontos no final do jogo. Uma coisa interessante, mas que depressa se pode tornar cansativa são as pequenas animações mostradas sempre que alguém consegue marcar pontos. Sejam os treinadores zangados ou as cheer leaders a saltitarem, ver isto de cada vez que alguém encesta uma bola acaba por se tornar repetitivo. É perfeitamente normal cada equipa marcar dezenas de pontos, daí se tornar maçador. De resto, cada partida tem 4 partes, onde em cada intervalo vamos poder ver algumas animações, como os comentários menos próprios dos comentadores desportivos, ou as cómicas coreografias das cheerleaders.

Tal como o NBA Jam uns anos depois, podemos tentar fazer algumas acrobacias
Tal como o NBA Jam uns anos depois, podemos tentar fazer algumas acrobacias

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo perfeitamente competente nesse campo. A nível gráfico, os jogadores e o pavilhão estão muito bem representados. Existe um traço muito cartoonish na representação dos diferentes jogadores, treinadores e cheer leaders. As músicas são sempre agradáveis, embora não fiquem na memória.

No intervalo temos sempre a actuação das cheerleaders. A do meio é a mais badalhoca
No intervalo temos sempre a actuação das cheerleaders. A do meio é a mais badalhoca

Em suma, é um jogo divertido para quem gostar de basquetebol, jogado de uma forma divertida e arcade. Peca no entanto pela escassez de modos de jogo ou de equipas a serem representadas. Serviu no entanto como base para os NBA Jam, lançados anos depois, e que se tornaram extremamente populares.

Sonic Compilation (Sega Mega Drive)

Sonic CompilationAqui estamos nós para mais uma rapidinha, agora à compilação Sonic Compilation para a Mega Drive. É uma colectânea que contém alguns dos jogos do universo Sonic the Hedgehog, incluindo o primeiro Sonic, a sua sequela directa e o puzzle game Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine. Visto que já abordei os primeiros Sonics, vou aproveitar para dar mais foco no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine, que ainda não o apanhei em standalone a um bom preço. O meu exemplar veio da feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, custou-me uns 8€ se bem me recordo.

Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic
Jogo com caixa e manuais, embora falte o manual do primeiro Sonic

Este é dos poucos jogos passados no universo do Sonic onde o ouriço azul não aparece em lado nenhum. É também um reskin de um outro jogo lançado originalmente no Japão, o Puyo Puyo, a lendária e já long runner franchise da Compile, que agora pertence à Sega. Puyo Puyo é mais um daqueles sucessores do Tetris, onde temos de juntar vários blocos de cores diferentes. Curiosamente, o Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine não é o único reskin que os Puyo Puyo receberam no ocidente. Na SNES, o Kirby’s Avalanche também sofreu o mesmo destino. E aqui, no Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine vemos o malvado cientista a maltratar os pobres feijõezinhos, colocando-os numa máquina com o plano de os transformar em robots escravos. Nós somos um Puyo Puyo especial, o Has Bean, uma espécie de mascote desta série Puyo Puyo. E vamos defrontando vários oponentes, muitos deles tirados da série de animação Adventures of Sonic the Hedgehog, que chegou a passar na TV portuguesa na primeira metade da década de 90.

O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games
O ecrã de selecção de jogos, não é muito diferente de alguns Mega Games

As mecânicas de jogo são simples, tal como numa partida de tetris, vão caindo blocos pelo tecto e temos de evitar encher a nossa área de jogo até ao topo. A diferença é que aqui vêm sempre aos pares de 2 feijões coloridos. A ideia é juntar 4 ou mais blocos da mesma cor, podendo estes estar agrupados de qualquer forma, logo que estejam juntos uns dos outros. Se formos inteligentes o suficiente, poderemos desencadear cadeias de combos que colocam no ecrã do nosso oponente uma série de feijões transparentes só para atrapalhar. Claro que o mesmo também pode acontecer connosco… De resto, para além do modo história, temos também um versus para o multiplayer e um modo de treino.

Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!
Misturar feijões coloridos nunca foi tão divertido!

Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine é um óptimo jogo de puzzles dentro do seu género. É uma pena que a série Puyo Puyo nunca tenha tido tanto sucesso assim. E esse jogo, mais os 2 primeiros Sonic the Hedgehog num único cartucho, fazem deste Sonic Compilation uma excelente colectânea para a Mega Drive.

Sonic Spinball (Sega Mega Drive)

Sonic SpinballEra inevitável. Com níveis como Spring Yard, Casino Night Zone, entre muitos outros similares que colocavam o rápido ouriço azul a comportar-se como uma bola de pinball, certamente que não demoraria muito tempo até alguem tentar fazer um jogo só disso. E essa tarefa coube à Sega Technical Institute, um dos infelizmente já extintos estúdios norte-americanos da Sega, os mesmos que nos trouxeram jogos como Kid Chameleon ou Comix Zone. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na feira da Vandoma, no Porto por 5€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Como sempre, a nossa missão é impedir que o Dr. Robotnik faça alguma das dele. E desta vez temos uma fortaleza gigante para explorar, fortaleza essa que está construída como máquinas de pinball gigantes. Mas este também não é um jogo de pinball normal, já que existem alguns segmentos de platforming, onde Sonic pode andar, correr, saltar e até fazer o seu spindash, embora sejam curtos. Existem 4 níveis, separados por pequenos níveis de bónus que detalharei mais à frente. O objectivo em cada nível é coleccionar todas as esmeraldas caóticas lá espalhadas, para depois enfrentar um boss. Para isso, teremos de activar botões, alavancas, destruir obstáculos e afins até abrir caminho para mesas de pinball secundárias onde poderemos encontrar as esmeraldas. Os níveis de bónus são algo diferentes. Em vez de Sonic ser a bola, vemos o reflexo do Sonic a controlar uma máquina de pinball, com um pequeno Robotnik a navegar por lá. O objectivo é fazer o máximo de pontos possível e derrotar o pequeno Robotnik que por lá anda.

Embora não seja muito frequente, nem sempre andamos a fazer de bola de pinball
Embora não seja muito frequente, nem sempre andamos a fazer de bola de pinball

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo que eu aprendi a gostar. Por ter sido desenvolvido inteiramente pela vertente norte-americana da Sega, há aqui uma certa ocidentalização que não está inteiramente presente nos outros jogos. Isso nota-se pelos visuais não serem tão coloridos, mas mais sombrios. O Sonic, Robotnik e alguns dos inimigos que por lá vão aparecendo, têm também as feições vistas nas séries de animação do Sonic do início da década de 90, que também chegaram a ser transmitidos na RTP, ao Domingo de manhã. Para além disso, as músicas têm uma vertente rock muito acentuada e algumas faixas são mesmo bastante viciantes. Não me lembrava do jogo ter músicas tão boas, para ser sincero!

As esmeraldas por vezes estão à vista, mas chegar até lá é outra história.
As esmeraldas por vezes estão à vista, mas chegar até lá é outra história.

No fim de contas, acho este um título muito interessante, pois conseguiram fazer um bom jogo de pinball, onde somos mesmo obrigados a explorar caminhos e fazer pequenas tarefas para progredir. Mistura bem a habilidade e reflexos necessários de um jogo de flippers com a exploração e puzzle solving. Para além disso tem uma óptima banda sonora que só agora redescobri!

Phantasy Star III: Generations of Doom (Sega Mega Drive)

Phantasy Star IIIA série Phantasy Star foi criada originalmente para a Sega Master System como concorrente directa de outras franchises como Dragon Quest e Final Fantasy que vieram a ter bastante sucesso na sua concorrente, a Nintendo Famicom / NES. Para além disso, foi um jogo projectado de forma a tirar o máximo partido técnico das capacidades da Master System, o que acabou por acontecer. Mais tarde, com o lançamento da Mega Drive, a mesma equipa que trabalhou no primeiro jogo lançou-se para a sequela, onde o resultado final foi mais um bom jogo, com uma história bem mais dramática, embora com algumas diferenças na jogabilidade (as dungeons na primeira pessoa deixaram de existir) e os itens e magias ganharam novas nomenclaturas que perduram até aos dias de hoje com os Phantasy Star mais recentes. Por algum motivo a Sega relegou a tarefa de um novo Phantasy Star para uma equipa diferente da que trabalhou nos dois primeiros jogos e o resultado infelizmente não foi o melhor, como irei descrever ao longo deste artigo. O meu exemplar foi comprado algures no final do ano passado / início deste ano no e-bay, tendo-me custado cerca de 40€, já a contar com os portes.

Phantasy Star III - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual

1000 anos após os acontecimentos do Phantasy Star II, num mundo algo medieval, trava-se uma grande guerra entre duas facções, uma liderada pelo guerreiro Orakio, outra por pela feiticeira Laya. A certa altura, após uma trégua entre ambas as partes, os dois líderes desaparecem misteriosamente. Cada facção ficou desconfiada da outra e ao longo dos 1000 anos seguintes o clima de tensão entre os 2 povos manteve-se bem alto. É nesse clima que encarnamos em Rhys, príncipe do reino de Landen, fiel aos Orakians, e o que começa por ser apenas um resgate da sua noiva que havia sido raptada por um dragão de Laya, as coisas acabam por escalar uma vez mais por proporções épicas, à medida em que a história se vai desenrolando. E o conceito mais interessante deste Phantasy Star III é nada mais nada menos que as próprias Generations of Doom, pois o jogo atravessa 3 gerações distintas, onde no final de cada arco de história podemos escolher 1 de duas noivas disponíveis. A noiva que escolhermos vai-se reflectir no filho que será a próxima personagem principal no arco de história seguinte. Para além disso a própria história que o jogo leva é diferente com cada escolha, levando-nos a 8 finais distintos.

Castelos? Num Phantasy Star???
Castelos? Num Phantasy Star???

Mas fora esse conceito, practicamente tudo o resto é inferior ao seu predecessor, o Phantasy Star II. A começar pelos menus de batalha que são menos intuitivos, a qualidade da história em si, e depois a parte audiovisual. O detalhe gráfico deste Phantasy Star III são inferiores aos restantes, e o facto do jogo ter contornos mais medievais na medida em que temos aldeias e castelos para explorar também me deixaram um pouco desiludido. Mas várias cavernas que exploramos são completamente high-tech e algumas das personagens jogáveis são andróides… humm, algo se passa, mas deixo esse desfecho para quem quiser se aventurar no jogo. Ainda nos gráficos há algo aqui que acho superior ao PSII: os backgrounds nas batalhas. Tal como no primeiro Phantasy Star da Master System, oa mesmos são variados e detalhados, ao contrário do PSII que mais parecia algo virtual. O problema é que os nossos inimigos pouco se mexem, as animações ficam muito aquém das expectativas. Coisas como cabeças gigantes cujo ataque é mexerem as orelhas… No que diz respeito às músicas sinceramente prefiro a banda sonora do Phantasy Star II no geral, mas não acho que esta seja má de todo. Só não sei é porque raio é que têm de tocar pelo menos 2, 3 músicas diferentes ao longo de cada batalha!

Ao menos as batalhas agora possuem backgrounds, tal como no primeiro jogo. Pena que as animações sejam horríveis
Ao menos as batalhas agora possuem backgrounds, tal como no primeiro jogo. Pena que as animações sejam horríveis

No fim de contas, este é um jogo que acabou por desiludir um pouco. Tem o seu quê de original, nomeadamente o facto de ser jogado em 3 gerações distintas e cujas nossas escolhas nos levam por diferentes quests e 8 finais, tudo o resto acaba por ficar uns furos abaixo dos primeiros 2 jogos. A mistura de conceitos high-tech com fantasia medieval não resultou nada bem na minha opinião, e apesar de ao longo do jogo as coisas serem explicadas, mesmo assim acho que não foi um conceito bem executado. Mas felizmente que a Sega aprendeu completamente com os seus erros, pois no capítulo seguinte voltaram com força, com a mesma equipa que esteve por detrás do desenvolvimento dos primeiros 2 jogos e o resultado foi um dos melhores (top 3 para mim) RPGs da era 16-bit. Mas isso, claro, será tema para um outro artigo.

 

Dragon’s Fury (Sega Mega Drive)

Dragon's FuryÉ verdade que nunca fui o maior dos fãs de jogos de pinball. Há um da Epic Mega Games cuja versão de shareware joguei bastante no meu primeiro PC, o Sonic Spinball da Mega Drive e Master System também foi outro dos poucos contemplados, visto eu sempre ter gostado dos jogos do ouriço azul, principalmente quando era mais novo. Pelo que este Dragon’s Fury sempre me passou um pouco ao lado. Mas eis que há uns meses atrás vi um vídeo no youtube com um top pessoal de jogos da Mega Drive e o Dragon’s Fury foi um dos jogos lá mostrados. A excelente banda sonora, aliada aos visuais bem sinistros fez-me mudar de ideias por completo e curiosamente, uns dias depois, aparece-me um exemplar como novo na Cash Converters de Alfragide. Talk about timing! Já não me lembro ao certo quando me custou, mas creio que foi 7.5€.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Na verdade, este é um jogo cujo lançamento tem alguma história por detrás. Isto porque pertence à série Crush da Naxat Soft, cujos primeiros jogos (Alien Crush e Devil’s Crush) haviam sido lançados para a PC-Engine/TurboGrafx. Ambos os títulos, apesar de possuirem temáticas distintas (sci-fi vs oculto) tinham aquele feeling de terror que bem os diferenciavam dos demais. Eventualmente o Devil’s Crush foi convertido para a Mega Drive, cujo lançamento ocidental ficou a cargo da Tengen, que é nada mais nada menos que um dos braços mascarados da Atari, nomeadamente a Atari Games que apenas podia lançar jogos nas arcadas com esse nome, já nos computadores e consolas seria a Atari Corporation, pelo que a Atari Games criou essa nova “label” exclusivamente para entrar no mercado das consolas e computadores também. Bom, confusões à parte, a Tengen decidiu mudar o nome do jogo para Dragon’s Fury, e censurou alguns dos pentagramas existentes na versão japonesa. Mesmo a Tengen não ser propriamente um estúdio licenciado pela Nintendo, empresa que é muito mais picuinhas com essas coisas, eles decidiram fazer essa pequena censura na mesma.

Atenção com a bela adormecida!
Atenção com a bela adormecida!

E então o que aqui temos é uma mesa de pinball dinâmica, com 3 andares, e repleta de coisas fofinhas, como esqueletos, demónios, mulheres serpente, dragões, entre outras coisas simpáticas. O objectivo do jogo é atingir um milhar de milhão de pontos (billion, como dizem os americanos), sendo que para isso teremos de acertar com a bola em inimigos, enfiá-la em alguns buracos (ok isto soa um pouco mal), e por aí fora. Standard pinball business. Temos também de completar com sucesso as 8 mesas de bónus, que podem ser lançadas ao entrar nalguns portais para o efeito. Estas mesas podem ter mini-bosses para ser derrotados, ou algo mais puzzle-based, como é o caso de uma mesa em que temos de atacar demónios de fogo quando passam directamente acima de uns certos buracos. Com essas mesas de bónus concluídas e atingindo 1 milhar de milhão de pontos então lá somos levados para a mesa de pinball final onde defrontamos o último boss.

Algumas das mesas de bónus são mais de puzzle do que combate directo.
Algumas das mesas de bónus são mais de puzzle do que combate directo.

E eis que chegamos aos visuais! Bom, este jogo está realmente excelente. Para quem gosta destas coisas mais do oculto, claro! Isto porque tal como referi acima, o que não falta são caveiras, demónios, dragões e outras criaturas sinistras nas mesas de pinball. A mesa central tem uma cabeça de uma bela adormecida. À medida em que lhe vamos batendo, vemos-la a acordar e a ganhar uma expressão verdadeiramente maléfica, transformando-se gradualmente numa serpente. Esse pormenor em particular achei mesmo muito bem conseguido, até deixa uma pessoa um pouco desconfortável só de olhar. E as músicas, bom, essas são mesmo excelentes! Pesquisem pela banda sonora na internet que é algo que vale mesmo a pena.

A arte deste jogo é algo incrível
A arte deste jogo é algo incrível

Portanto, devo dizer que gostei bastante deste jogo, mesmo não sendo o maior dos fãs de jogos de pinball, como referi logo no primeiro parágrafo. Fiquei cheio de curiosidade em jogar o resto da série “Crush” da Naxat Soft, embora as temáticas de cada capítulo sejam um pouco diferentes, mas mantêm toda esta atmosfera de terror que me agrada bastante. A Tengen acabou por lançar mais tarde uma sequela directa deste jogo, chamada Dragon’s Revenge. É um jogo que nada tem a ver com os originais da Naxat Soft, mas também lhe darei a devida atenção se me aparecer à frente pelo preço certo.