Road Rash II (Sega Mega Drive)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta à Mega Drive, para a segunda iteração do Road Rash, uma série da Electronic Arts que eu sempre gostei, pelo menos na era 16bit. Era uma série de corridas ilegais de motos em estradas públicas, com alguma violência à mistura pois poderíamos atacar os outros competidores ou mesmo a polícia com os nossos socos e pontapés, bem como com armas como bastões ou correntes. O meu exemplar veio algures no mês passado numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto, tendo-me ficado por algo em volta dos 3€.

Jogo com caixa, manual e um catálogo da EA

Ao contrário do primeiro jogo que nos leva em viagens ao longo do estado da California, aqui vamos correndo em 5 estados diferentes: o Alaska, Hawai, Tenessee, Arizona e Vermont. As mecânicas de jogo permanecem idênticas. Iremos correr em estradas de cada um desses estados, com o comprimento do circuito, a dificuldade dos obstáculos e a agressividade dos oponentes a aumentar progressivamente à medida que vamos avançando no jogo. Ao contrário do primeiro jogo, onde teríamos de chegar ao fim de cada corrida pelo menos no quarto lugar, aqui temos de chegar pelo menos em terceiro. E claro que quanto mais acima na posição classificativa da tabela chegarmos, mais dinheiro amealhamos que pode posteriormente ser usado para comprar novas e melhores motos, inclusivamente algumas que tenham nitros que nos irão dar muito jeito.

O jogo possui o motor gráfico do primeiro Road Rash, mas com gráficos um pouco mais refinados

Claro que temos também de ter em atenção que para além de tentar derrubar os oponentes, é importante não ser derrubado, pois ao cair da moto perdemos segundos muito importantes ao caminhar de volta para a apanhar. Ness altura que estamos “caídos” estamos completamente vulneráveis à polícia que não hesita em nos apanhar e passar uma multa. Ao sofrer demasiado dano com a nossa moto também é race over, e menos dinheiro na nossa conta. De resto temos também duas vertentes multiplayer que sinceramente não cheguei a experimentar. Podemos jogar este modo “história” com 2 jogadores também, seja ao jogar à vez, ou em split screen. Por outro lado temos também o modo de jogo Mano-a-Mano, onde jogamos 1 contra 1 numa corrida.

Se formos apanhados pela polícia, a nossa corrida termina ali e somos multados

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente sempre gostei deste Road Rash II. Usa o mesmo motor gráfico do primeiro jogo, que permite elevações e depressões nas pistas, algo que sempre gostei. A diferença é que aqui as sprites parecem-me ter mais algum detalhe, e aquelas pequenas cutscenes no final de cada corrida são sempre pormenores interessantes e com bom humor. As músicas também me agradam, pois possuem sempre uma tonalidade rock, mas com apontamentos típicos de onde as corridas decorrem, sejam com os instrumentos nativos do Hawai, ou aquele southern rock do Tenesse ou Arizona.

 

Jurassic Park (Sega Mega Drive)

Bom, o Jurassic Park é um fimle muito importante para mim, pois foi o primeiro filme que fui ver ao cinema, tinha eu sete anos e ainda mal conseguia acompanhar as legendas que passavam no ecrã. Naturalmente que após o seu enorme sucesso como filme, não tardaria muito e iriam aparecer por aí as adaptações para videojogos. E se por um lado já cá trouxe as versões 8bit da Sega e da Super Nintendo (desenvolvida pela Ocean Software), esta versão da Mega Drive também é diferente das restantes, tendo sido desenvolvida pela Blue Sky Software para a Sega of America. O meu exemplar foi comprado a um particular por 5€, algures no mês passado.

Jogo com caixa e manual

O que mais me surpreendeu neste jogo foi a possibilidade de não só jogarmos com o Dr. Grant, uma das personagens principais do filme, mas também com um Velociraptor. Independentemente de quem escolhemos para jogar, o nosso objectivo é percorrer a ilha de uma ponta à outra, culminando no centro de visitas, onde o filme termina. Como Dr. Grant, o nosso objectivo é meramente a sobrevivência e escapar da ilha com vida. Já o velociraptor persegue o cheiro do Dr. Grant.

Dr Grant terá acesso a uma série de armas não letais. Mas lembrem-se, os dinossauros voltam a acordar!

Este é um jogo de acção/plataformas com controlos ligeiramente diferentes mediante a personagem escolhida. Com o Dr. Grant vamos amealhando um bom arsenal de armas não letais, como diversos tipos de tranquilizantes, granadas de gás ou luz, ou stun guns que disparam rajadas eléctricas mais fortes, mediante o tempo que deixemos o botão do comando pressionado. Neste setup temos um botão para saltar, outro para alternar entre armas e um outro para as disparar. No caso de jogarmos com o dinossauro as coisas complicam mais um pouco, pois o réptil consegue usar uma série de diferentes movimentos através de várias combinações de botões, o que já não é assim tão simples. Jogando com o dinossauro traz-nos também outros problemas: temos de enfrentar outros dinossauros e soldados humanos, todos com armas de maior alcance, pelo que iremos estar constantemente a sofrer algum dano. E no caso do Raptor, nem sempre encontramos itens que nos regenerem parcialmente a vida.

Este nível dos barcos, exclusivo ao Dr. Grant, foi um pouco chato pois por vezes não sabemos bem por onde ir

A nível técnico devo dizer que fiquei algo desapontado com este jogo. Aparentemente confundi-o com a sua sequela, o Rampage Edition, já que não vi nada de particularmente surpreendente aqui, bem pelo contrário, pois o jogo possui imensos slowdowns, mesmo em alturas de menor aperto com pouca coisa a decorrer nos ecrãs. De resto o jogo possui visuais minimamente competente, com diversos cenários como florestas, a central eléctrica, um vulcão ou o Visitor’s Centre. A música e efeitos sonoros também não são nada de especial.

Portanto, este Jurassic Park, apesar de ter algumas boas ideias como a inclusão de um velociraptor como personagem jogável,  os seus controlos algo desagradáveis, aliados a uma fraca performance, repleta de slowdowns, tornam este jogo algo mediano, o que é pena. Mas fiquei com ainda mais curiosidade para experimentar a sua sequela, o Rampage Edition.

FIFA International Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas super rapidinhas para a Mega Drive, hoje trago cá mais um jogo de futebol, desta vez o primeiro FIFA da Electronic Arts, que foi certamente uma pedrada no charco na altura do seu lançamento, pelos seus grafismos, modos de jogo, jogabilidade, e variedade de opções, sendo um jogo mais de simulação do que uma jogabilidade mais arcade vista na maioria dos seus concorrentes até à altura. Este meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho algures no mês passado. Edit: Eventualmente lá arranjei um completo por 6€.

Jogo com caixa e manual

Na verdade já por cá trouxe a versão Super Nintendo deste jogo, mas na minha opinião esta versão Mega Drive acaba por ser ligeiramente superior na sua apresentação visual, para além de possuir mais animações e os gráficos ligeiramente mais detalhados. De resto o jogo possui as mesmas opções e modos de jogo, pelo que não foge muito dessa versão.

Mega Games 6 Volume 1 (Sega Mega Drive)

O artigo de hoje é mesmo só para marcar território, pois é sobre uma compilação de compilações, cujas já foram cá trazidas e todos os seus jogos abordados de forma individual. Esta é uma compilação de 6 jogos que faziam parte das colectâneas Mega Games I e Mega Games 2, cujas trazem os seguintes jogos: Columns, Super Hang-On, World Cup Italia 90, Streets of Rage, Golden Axe e Revenge of Shinobi.

Jogo em caixa

Se eu já achava a Mega Games 2, aquela compilação essencial em qualquer colecção da Mega Drive por incluir 3 dos maiores clássicos da plataforma, esta traz ainda mais uns três, que apesar de não serem tão bons como o Shinobi, Streets of Rage e Golden Axe, não deixam também de ser divertidos. Recomendo então que dêm uma vista de olhos nos artigos citados acima, que por sua vez devem possuir ligações para cada jogo individual de cada compilação, para umas opiniões mais fundamentadas. O meu exemplar veio num bundle que comprei algures em Agosto, de 3 jogos de Mega Drive em caixa por 10€.

Earthworm Jim (Sega Mega Drive)

Para além de Mario e Sonic, a era das consolas de 16bit foi bastante prolífera nos jogos de plataformas, e no meio de muitos clones e projectos de mascotes que acabaram por falhar, o doido Earthworm Jim é talvez aquele nome que mais rapidamente nos salta à memória e nos deixa com saudades. Produzido pela Shiny Entertainment, e com David Perry a cargo da programação (um dos responsáveis pelos excelentes Global Gladiators e Aladdin), os 2 Earthworm Jim lançados na Mega Drive e SNES são excelentes jogos. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado, numa das minhas idas à Cash de Alfragide quando ainda vivia lá. Se bem me recordo, custou-me 8€.

Jogo em caixa

A origem desta franchise é bastante interessante, pois o conceito de Earthworm Jim foi introduzido pela Playmates Toys, uma empresa de brinquedos que, inspirada pelo sucesso de videojogos como o Sonic, decidiram introduzir a série precisamente pelos videojogos e só depois o resto, quando o caminho geralmente era ao contrário, começando em séries de animação ou filmes, por exemplo. A tarefa de desenvolver o jogo ficou a cargo da Shiny Entertainment, um novo studio fundado poer David Perry, que já havia trabalhado em excelentes jogos de plataformas por intermédio da Virgin.

Esta vaca vai dar que falar!

Earthworm Jim é uma minhoca perfeitamente banal que encontra um fato robótico que lhe confere super-poderes, tornando-se num super herói e protector da terra. Nesta aventura, iremos defrontar uma série de vilões e claro, respeitando todos os clichés, temos também uma princesa para salvar. O nome da princesa é “What’s-Her-Name”, pelo que já dá para entender que a Shiny também gozava um pouco com todos esses lugares-comuns. A aventura em si faz-me lembrar desenhos animados como o Ren & Stimpy, por todas as bizarrices que vamos vendo no ecrã. Tanto nas animações do Earthworm Jim, os inimigos que enfrentamos, ou mesmo os próprios níveis que vamos atravessando.

Entre cada “mundo” temos uma corrida pelo espaço a fazer, que de certa forma me faz lembrar os níveis de bónus do Sonic 2.

A jogabilidade é interessante, com a minhoca a poder saltar, disparar a sua arma (que mais parece um secador de cabelo), ou usar o seu próprio corpo de minhoca como chicote ou grappling hook, de forma a balancear-se entre plataformas, ou mesmo descer slides. Os níveis são tradicionalmente de plataformas, decorrendo em cenários bizarros como uma sucateira, no inferno ou mesmo nos intestinos de alguém. Existe alguma variedade na jogabilidade, especialmente nas lutas contra os bosses. O caso do Major Mucus é um óptimo exemplo, onde o temos de o enfrentar ao longo de várias quedas de bungee-jumping, atacando-o até que a sua “corda” se rompa. De resto, entre cada nível temos um segment de corrida pelo espaço, onde temos de correr contra o Psy-Crow (vilão que terá maior destaque na sequela). Faz lembrar os níveis de bonus do Sonic 2, onde também temos de desviar de obstáculos e apanhar alguns power-ups pelo caminho. Se perdermos a corrida, teremos de defrontar o Psy Crow numa luta antes de progredir para o nível seguinte.

Se perdermos uma corrida contra o Psy-Crow, somos depois obrigados a combatê-lo para progredir

Este é também um jogo com alguma dificuldade, pois os níveis para além de serem longos, o jogo obriga-nos a dominar os controlos (especialmente disparar a nossa arma em todas as direcções), pois teremos inimigos a atacarem de todos os lados. Nós vamos tendo uma percentagem de vida que pode ser restaurada ao apanhar os inúmeros power-ups na forma de átomos que vamos encontrando, mas é frequente andarmos com os pontos de vida abaixo de 50%. E esta percentagem transita de nível para nível!

No que diz respeito aos audiovisuais, esta é uma obra de arte. As animações estão excelentes, como já é esperado desta equipa pelos seus trabalhos anteriores na Mega Drive, o Earthworm Jim faz inúmeras parvoíces, os níveis vão sendo passados em localizações variadas e estão muito bem detalhados. As músicas também são bastante agradáveis e com uma boa qualidade, fazendo também lembrar muitos daqueles desenhos animados caóticos como o Ren & Stimpy.

Sim, este é mesmo um jogo extremamente bizarro!

Existem outras versões do jogo que também podem ser consideradas. A da SNES, é muito semelhante a esta, embora possua gráficos mais coloridos, mas a custo de faltar um nível e alguns efeitos sonoros. Posteriormente foi lançada a “Special Edition” para a Mega CD e Windows, que possuem um nível extra, animações ainda mais fluídas e versões extendidas dos restantes níveis. Nestas, a versão PC é a que possui melhores gráficos devido à reduzida paleta de cores que a Mega Drive e Mega CD podem apresentar. As versões que saíram para consolas portáteis como a Game Boy, Game Gear e GBA deixam muito a desejar. Já neste milénio saiu um remake em format digital para uma série de plataformas, mas nunca a experimentei.