Mazin Wars (Sega Mega Drive)

Vamos voltar agora à Mega Drive para um jogo que sempre tive alguma curiosidade em jogar mas infelizmente nunca me havia chegado às mãos antes. Acho que sempre foi pela sua capa que me chamou à atenção, assim como alguns screenshots ocasionais que mostravam os bosses gigantes e aparentemente bem detalhados! Bom, chegou a hora, pois algures no mês passado consegui arranjar este jogo numa CeX, faltando-lhe no entanto o seu manual.

Jogo com caixa.

Lançado originalmente no Japão sob o nome de MazinSaga (e nos Estados Unidos como Mazin Saga: Mutant Fighter) tem as suas origens num manga originalmente publicado entre 1991 e 1992, que conta a história da luta da humanidade contra invasores alienígenas, tudo isto no futuro longínquo de 1999! Nós encarnamos num rapaz que herda do seu pai, um reconhecido cientista, que havia criado um fato super poderoso e lá iremos lutar contra essa ameaça, ao longo de vários locais já devastados pela guerra. E claro, tal como muitos outros produtos de origem japonesa, eventualmente a acção leva-nos para combates com mechas gigantes!

As sprites, apesar de pequenas, até que são bem detalhadas e animadas, assim como os cenários.

O jogo está então dividido em várias localizações do nosso planeta, sendo que cada zona conta com 3 níveis cada, mais um combate contra um boss. Estas são no entanto duas fases distintas e com jogabilidades diferentes também: nos níveis normais, o jogo herda as mecânicas de jogo de um beat’ em up tradicional, enquanto que nos confrontos contra o boss de cada zona, as mecânicas já passam a ser as de um jogo de luta convencional de 1 contra 1. A excepção à regra são as zonas 6 e 7, onde uma é um boss rush contra versões mais fortes de todos os bosses que defrontamos antes e a última zona é também um combate 1 contra 1 com o boss final. Ao longo do jogo vamos ter a oportunidade de apanhar diversos itens nos podem dar pontuação adicional, regeneram parte da barra de vida, invencibilidade temporária ou vidas extra!

Mas depois entram os bosses gigantes e as coisas tornam-se mais impressionantes!

Já no que diz respeito aos controlos, nos segmentos de beat ‘em up o direccional movimenta a nossa personagem, o botão A serve para lançar ataques especiais, o botão B ataca (incluindo combos ou diferentes golpes se pressionado em conjunto com outros botões) e o C salta. O ataque especial, apesar de poderoso, tira-nos parte da nossa barra de vida, pelo que o devemos utilizar com moderação. Já nos combates de 1 contra 1 o A é usado para defender, B para atacar e C para saltar. Temos também diferentes golpes à nossa disposição se pressionarmos o B em conjunto com o direccional nalguma direcção específica e/ou com saltos. Infelizmente as mecânicas dos segmentos de luta contra bosses poderiam ter sido mais aprimoradas, resultando num jogo que é um beat ‘em up competente, mas um jogo de luta mediano.

E tal como em muitas outras criações nipónicas, tem sempre de haver um mecha. Aqui o jogo vai buscar uma jogabilidade de um jogo de luta de um contra um, mas bastante simplificada.

Visualmente é um jogo bastante interessante. Nos segmentos de beat ‘em up, a nossa personagem e os inimigos são algo pequenos, porém bem detalhados e animados. E mesmo nesses níveis ocasionalmente teremos algum boss para defrontar que possui um tamanho bem maior que nós e esses estão também muito bem detalhados. Os cenários vão sendo variados, atravessando uma cidade de Tóquio em ruínas, monumentos na Índia, cidades europeias devastadas, a cidade de Nova Iorque, ruínas do Egipto, entre outros. A banda sonora é bastante agradável, embora não tenha nada de especial a apontar aos efeitos sonoros.

Portanto este Mazin Wars é um jogo interessante e como beat ‘em up até funciona bastante bem, sendo acompanhado de gráficos bastante competentes e vistosos, particularmente quando lutamos na nossa forma normal contra bosses gigantes. No entanto, quando alternamos para as lutas de um contra um, o jogo merecia controlos bem mais aprimorados a meu ver.

WWF WrestleMania: The Arcade Game (Sega Mega Drive)

Vamos continuar pelas rapidinhas e desta vez na Mega Drive com a versão para a 16-bit da Sega deste WWF Wrestlemania Arcade Game. Como o nome indica, este é originalmente um jogo arcade que foi desenvolvido pela Midway e como os seus clássicos Mortal Kombat ou NBA Jam usa sprites digitalizadas, para além de possuir uma jogabilidade cómica e bem mais directa, ao contrário dos restantes videojogos WWF que tipicamente eram mais realistas (usar WWF e realismo na mesma frase é uma coisa nova para mim). No entanto já cá trouxe no passado as versões Super Nintendo e Sega Saturn, pelo que uma vez mais me irei apenas concentrar nas diferenças desta versão Mega Drive.

Jogo com caixa

E a versão de Mega Drive, quando comparada com a versão de Super Nintendo, herda todos os modos de jogo, tendo os 8 lutadores da versão original arcade, enquanto a versão SNES por algum motivo tinha apenas 6 desses 8 lutadores, faltando-lhe o Yokozuna e o Bam Bam Bigelow. Ainda na jogabilidade, uma diferença considerável entre esta versão de Mega Drive e a de SNES é a performance. No sistema de 16bit da Nintendo as coisas estão longe de ser boas, com essa versão a não permitir a existência de 4 lutadores no ecrã ao mesmo tempo e problemas de performance no geral. A versão Mega Drive (graças ao seu blast processing!) tem também alguns problemas de performance, mas não tão graves e aqui podemos ter combates com 4 lutadores no ecrã.

O que não falta aqui são opções de customização de controlos!

No que diz respeito aos audiovisuais, vamos começar pelos gráficos. Infelizmente como tem sido habitual no sistema, sprites digitalizadas não costumam resultar tão bem na Mega Drive quanto isso e aliado ao facto de a consola não conseguir renderizar muitas cores em simultâneo no ecrã, os visuais desta versão acabam por ser os piorezinhos. A nível de som a versão Mega Drive é consideravelmente boa, visto que como as músicas durante os combates como têm uma toada mais rock, as guitarras eléctricas são sons que sempre soaram bem no chip de som da Mega Drive. Já as vozes digitalizadas não têm tanto detalhe, mas acredito que tal também seja para economizar espaço no cartucho.

Apesar de ser de longe a versão graficamente inferior, não deixa de ser bem agradável de se jogar!

Portanto esta é mais uma das muitas conversões disponíveis deste clássico da Midway e a versão Mega Drive, apesar de ser graficamente a pior versão de todas, é óptima a nível de jogabilidade e conteúdo, no entanto as versões DOS, PS1 e Saturn acabem por ser largamente superiores em todos os aspectos. Nos sistemas da Sega ainda temos a versão 32X, que melhora a resolução, gráficos e som, e apesar de limitar o framerate a 30fps, isso acaba por minimizar os problemas de performance das versões 16bit. O problema? É um lançamento exclusivo norte-americano.

Klax (Sega Mega Drive)

Vamos voltar à Mega Drive e para mais uma rapidinha a mais uma versão do Klax, uma resposta da Atari Games ao sucesso do Tetris (e depois da própria empresa ter perdido os direitos de distribuição desse mesmo jogo). O artigo é uma rapidinha pois já cá trouxe o Klax para a Master System no passado e apesar desta versão Mega Drive ser mais polida a nível audiovisual, é o mesmo jogo. O meu exemplar foi comprado há poucas semanas atrás numa CeX aqui da zona por 5€, estando completo e em bom estado.

Jogo com caixa e manuais

Pensem no Klax como um jogo de puzzle onde num tapete rolante vêm a rebolar uns quantos blocos coloridos. Do outro lado temos um aparelho que se pode mover na extremidade do tapete para apanhar essas mesmas peças e depois as depositar num tabuleiro. A ideia é fazer vários klax, ou seja, juntar 3 ou mais peças da mesma cor em linhas verticais, horizontais ou diagonais, com diferentes pontuações para cada um dos casos. Mas a área onde juntamos as peças é altamente limitada (5 por 5) e o tal aparelho que recebe as peças consegue acumular até 5 peças antes de as depositar. Mas isto é uma fila do tipo FILO (first in, last out), pelo que a primeira peça a ser depositada no tabuleiro é a última a ser apanhada. Naturalmente há uma componente estratégica com isto, ao acumular várias peças antes de as depositar de forma a tentar obter um maior número de klax, mas é arriscado. Por outro lado, deixar cair demasiadas peças leva-nos a um game over e podemos inclusivamente, com o direccional para cima, atirar de volta para o tapete a última peça apanhada, mas com a desvantagem dela vir a rebolar bem mais rapidamente a seguir. É um conceito interessante, mas bem mais complexo que a simplicidade de Tetris, Columns, Puyo Puyo e muitos outros clones que lhe seguiram. O modo arcade desafia-nos a cumprir diferentes objectivos em cada nível, como fazer um certo número de klax, pontuação, klax diagonais, ou simplesmente conseguir encaixar dezenas de peças.

Ocasionalmente poderíamos escolher que nível queremos jogar a seguir, cada qual com os seus desafios

Visualmente é um jogo simples, embora tenha bem mais detalhe que a versão Master System que já cá trouxe no passado. A área de jogo do tapete está bem melhor detalhada que as versões 8bit e ocasionalmente vamos tendo direito a diferentes cenários de fundo, à medida que vamos avançando no jogo. No entanto estes são todos estáticos. A música, que pode ser activada ou não nas opções, não é nada do outro mundo e temos apenas essa única música, com pequenas melodias a serem ouvidas em certos momentos no jogo.

Ao deixar caír muitas peças… este será um ecrã recorrente.

Em suma, este Klax é um jogo de puzzle bastante desafiante mas acredito ter tido algum sucesso na época, visto que recebeu inúmeras versões para as mais variadíssimas plataformas. Só para a Mega Drive temos duas, esta da Tengen (ramo da Atari Games que se dedicava a desenvolver, editar ou publicar jogos para consolas) e uma da Namco que permaneceu exclusiva japonesa. Essa versão da Namco surge após uma parceria entre ambas as empresas, que levou a vários jogos da Namco a saírem para o mercado ocidental sob o selo da Tengen. Essa versão da Namco tem a particularidade de suportar multiplayer para 2 jogadores!

Gain Ground (Sega Mega Drive)

Vamos agora voltar à velhinha Mega Drive para uma análise ao Gain Ground, um clássico arcade da Sega cuja versão Master System já cá a trouxe no passado, onde apesar do conceito do jogo ser o mesmo, essa adaptação 8bit trouxe também novos níveis e personagens, embora perdendo muito conteúdo das versões originais. O meu exemplar foi comprado numa CeX por cerca de 15€ se a memória não me falha.

Jogo com caixa e manual

Ora como referi acima, apesar das versões terem todas algumas diferenças entre si, o conceito do Gain Ground é sempre o mesmo: no futuro, onde a paz mundial foi finalmente alcançada, o governo decide introduzir uma espécie de programa de treino onde soldados poderiam treinar a arte da guerra num ambiente de realidade virtual, para o caso de alguma emergência surgir e houver a necessidade de combater novamente. Acontece que o super computador que controlava essa simulação aparentemente se terá revoltado, capturando os criadores desse sistema, bem como muitos outros soldados que terão sido enviados para resgatar os criadores. Nós representamos então o último grupo de pessoas enviadas para salvar toda essa gente e destruir o super computador!

Nem todos os inimigos são facilmente atingíveis, os que estão em territórios elevados devem ser atacados com armas capazes para tal

O jogo está então dividido em vários mundos distintos com 10 níveis cada, sendo que cada “mundo” representa uma época distinta da história humana, desde a antiguidade, idade média, passando pelo presente e claro, o futuro. Cada um desses mundos terá cenários e inimigos contemporâneos, porém nós poderemos controlar guerreiros das mais variadas épocas. Os níveis podem ser vencidos de duas formas: eliminar todos os inimigos no ecrã, ou encaminhar em segurança todas as personagens que controlamos para a saída do nível. Ocasionalmente vemos também um ou mais ícones no ecrã, para além de todos os inimigos. Estes representam novas personagens que podem ser desbloqueadas e para o fazermos, basta apanhar o ícone e ir para a saída que a personagem ficará disponível para ser jogada no nível seguinte. No entanto, basta sofrer o mínimo dano que a personagem que controlamos morre. Ainda assim, a personagem que morreu fica disponível no ecrã como um ícone, pelo que a seguinte a pode salvar ao apanhá-la e seguir para a saída, ou derrotando todos os inimigos no ecrã.

Para desbloquear novas personagens devemos apanhar os ícones que as representam e alcançar a saída do nível. Ou derrotar todos os inimigos no ecrã.

Cada personagem possui dois tipos de ataques distintos, cujo primário pode ser despoletados com o botão B, enquanto o secundário com o A ou C. Cada personagem (de 20 possíveis), possuirá então diferentes características como a sua rapidez, o alcance das suas armas, a direcção de disparo, bem como a possibilidade de atacar inimigos que estejam em partes elevadas do cenário. A ordem pela qual controlamos as personagens é definida por nós, sendo que teremos de tirar partido das capacidades das mesmas para melhor nos desenvencilharmos dos inimigos que nos vão atacando. Há personagens que apenas disparam para cima, outras que nos permitem disparar em várias direcções, outras cujos padrões de ataque podem ser completamente distintos, como bumerangues que fazem sempre uma trajectória curva depois de serem atirados, projécteis com trajectórias parabólicas, entre muitos outros casos! Daí ser importante salvar o máximo de personagens possíveis, até porque estes servem também de vidas extra num jogo que já por si é bastante desafiante. Isto porque em cada nível teremos dezenas de inimigos para derrotar, também com diferentes padrões de ataque e movimento que teremos de ter em consideração, já para não falar no seu posicionamento que poderá estar fora do alcance de ambos os ataques de certas personagens.

O último mundo decorre no futuro e como seria de esperar é o que tem os desafios mais difíceis

A nível audiovisual podemos dizer que este não é um jogo incrível. É bastante original no seu conceito e até algo variado nos níveis que vamos ter de completar, mas não esperem por gráficos muito detalhados. Um detalhe interessante a apontar são os retratos das personagens que controlamos, nas extremidades esquerda (primeiro jogador) e direita (segundo jogador se for esse o caso) do ecrã. De baixo do seu retrato temos informações das armas especiais da personagem seleccionada: o tipo de arma, se servem para atacar alvos altos (H) ou baixos (L) e a direcção de disparo. É informação bastante útil, mas seria ainda mais interessante se fosse mais completa, contendo também a arma normal. De resto, nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, já a banda sonora é algo inconsistente. Gosto bastante da músicas do primeiro mundo e do que decorre na actualidade, já as restantes não me agradam assim tanto, confesso.

No final de cada era temos sempre um boss para enfrentar

Portanto este Gain Ground é um jogo muito interessante na originalidade do seu conceito e bastante variado com as diferentes personagens que teremos ao nosso dispor, cada qual com características distintas e que terão de ser utilizadas com mestria para ultrapassar os níveis que serão cada vez mais exigentes. No geral esta é uma boa adaptação do original arcade, introduzindo um mundo nível adicional. Para além da versão Master System que já cá trouxe no passado, de notar também um lançamento para a PC Engine CD que também me parece bastante competente, embora esse se tenha ficado apenas pelo Japão.

Atomic Runner (Sega Mega Drive)

Vamos voltar agora à Sega Mega Drive para mais um dos jogos desenvolvidos pela Data East para esta consola. Este Atomic Runner é então um jogo de acção 2D sidescroller que por vezes mais parece um shmup. É também uma adaptação do Atomic Runner Chelnov, jogo arcade de 1988, embora esta versão Mega Drive muda consideravelmente o seu aspecto gráfico e som, felizmente para melhor! O meu exemplar foi comprado numa CeX algures no mês passado.

Jogo com caixa e manual

A história leva-nos a controlar Chelnov, filho de um cientista que acaba por ser atacado aliens e também raptam a sua irmã Chemi. O pai de Chelnov aparentemente já sabia da existência dessa raça alienígena e dos seus planos para dominarem a Terra, pelo que preparou uma armadura especial para que Chelnov os pudesse combater! Aparentemente a versão original arcade possui uma história diferente que envolve ensaios nucleares falhados pela União Soviética, uma clara inspiração do desastre de Chernobyl.

As mecânicas de jogo são um pouco estranhas ao início. Este é mais que um run ‘n gun, pensem mais num shmup com elementos de plataforma. Isto porque o ecrã faz scrolling automaticamente e Chelnov também está constantemente a correr na direcção de scrolling do ecrã, mesmo que não pressionemos nenhum botão. Para além disso, por defeito Chelnov apenas dispara na direcção para o qual está virado e mesmo que pressionemos o direccional para trás, Chelnov irá andar para trás, mas mantendo-se virado para a frente. Podemos também atacar os inimigos ao saltar em cima deles, o que faz com que Chelnov ressalte nos mesmos, pelo que também os poderemos usar como plataformas temporárias, algo que inclusivamente teremos de fazer forçosamente nalguns segmentos mais desafiantes de platforming. Tendo em conta todas estas premissas, os controlos por defeito funcionam da seguinte forma: o direccional movimenta Chelnov para a esquerda ou direita, enquanto se mantém voltado na mesma direcção. O botão A serve para saltar (sendo que se pressionado em conjunto com o direccional para a esquerda ou direita permite-nos fazer um mortal), botão B para disparar e botão C (em conjunto com o direccional) serve para Chelnov se virar de um lado para o outro. Existem outros controlos alternativos que simplificam um pouco as coisas, com o botão C a ser usado para virar de direcção sem necessitar do direccional. Um outro esquema de controlo usa o botão B para saltar e os A e C para disparar para a esquerda ou direita, com Chelnov a virar-se automaticamente para essa direcção.

A história desta versão foi modificada para remover referências à USSR e ao desastre de Chernobyl, que estavam presentes no original arcade.

Independentemente do método de controlo seleccionado, estas mecânicas requerem alguma habituação, pelo que a curva de aprendizagem é considerável e claro, sendo este um jogo com origens arcade, esperem que o mesmo seja desafiante, com vários inimigos a surgirem de todos os lados e alguns segmentos de platforming mais exigentes. Felizmente teremos muitos power ups à nossa disposição, que tanto podem melhorar o alcance dos saltos, dos disparos, velocidade dos ataques bem como o dano que infligem. Outros itens como moedas apenas nos dão pontos extra. Inicialmente dispomos apenas de uma arma que dispara raios laser, mas também poderemos encontrar outros itens com armas diferentes como bumerangues, mísseis teleguiados, esferas metálicas com espinhos que são disparadas em múltiplas direcções, entre outros, sendo que cada arma terá diferentes características no dano infligido, área afectada e velocidade. Naturalmente, ao mínimo dano sofrido perdemos logo uma vida e todos os power-ups e armas coleccionados.

As mecânicas de jogo aqui introduzidas são algo invulgares o que nos obrigam a uma maior curva de aprendizagem

Uma das grandes mudanças deste jogo perante a sua versão arcade são mesmo os seus audiovisuais e felizmente esta foi uma mudança para melhor. Apesar do original arcade ser de 1988, nessa altura as arcades já tinham outros videojogos em 2D com um detalhe gráfico bem superior, basta ver o que empresas como a Sega, Namco, Capcom, SNK ou a própria Data East estavam a fazer (a versão arcade do Robocop é deles e é um óptimo exemplo visto ser do mesmo ano). Portanto, felizmente os gráficos foram refeitos para a esta versão Mega Drive, apresentando cenários muito mais ricos em detalhe, bonitos efeitos gráficos como parallax scrolling e os inimigos e bosses estão igualmente bem detalhados. Os cenários vão sendo bastante variados, tendo no entanto uma inegável influência de antigas culturas. Vamos explorar ruínas em selvas mutantes, maias, egípcias ou tibetanas, com o jogo a culminar em confrontos em plena cidade de Nova Iorque, para contrastar um pouco. A banda sonora foi também melhorada e sinceramente acho que é de longe o melhor desta adaptação! As músicas não só são boas por si mesmo, como soam bastante bem. Parabéns à Data East por ter conseguido tirar bom partido das capacidades do chip de som da Mega Drive, cuja má fama acho muito injusta.

Visualmente esta versão é bem mais detalhada que o original arcade, com este nível no Egipto a ser o meu favorito.

Portanto este é um jogo algo estranho e desafiante pelas mecânicas de jogo que nos introduz, obrigando-nos a uma curva de aprendizagem num contexto de jogo exigente onde ao mínimo dano perdemos uma vida e todos os power ups coleccionados. É também algo bizarro nos seus cenários e inimigos, mas isso já digo mesmo no bom sentido, assim como a banda sonora que é excelente. Apesar de não ser de longe um clássico incontornável na biblioteca da Mega Drive, acho-o um bom exemplo de como adaptar um jogo arcade nesta consola!