Mortal Kombat II (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas na Master System, o jogo que cá vos trago hoje é a adaptação do Mortal Kombat II para a consola de 8bit da Sega. Para mim é um jogo muito especial, visto ter sido dos primeiros jogos da Master System que eu joguei, mesmo estando longe da versão arcade ou mesmo da Mega Drive cujo artigo recomendo a leitura, pois será mais completo que este. O meu exemplar foi-me oferecido em Maio por um particular, a quem eu bem agradeço!

Jogo em caixa

As versões 8bit para consolas da Sega deste Mortal Kombat II são muito idênticas e mais uma vez são muito modestas quando comparadas com as versões 16 bit. Aqui o cardápio de lutadores disponíveis está reduzido a oito: Liu Kang, Sub Zero, Kitana, Reptile, Shang Tsung, Mileena, Scorpion e Jax. A Master System dispõe apenas de 2 botões faciais no comando, um para socos e outro para pontapés, sendo que para bloquear teremos de carregar nesses 2 botões em simultâneo. Isto faz com que o número de golpes disponíveis por personagem seja menor, existindo apenas uma fatality por lutador e nada mais. Bom, na verdade há um stage fatality que pode ser efectuado por todos os lutadores numa arena específica. Ainda assim, a jogabilidade até que é agradável tendo em conta todas as suas limitações, ma talvez seja a nostalgia a falar.

Graficamente o jogo não é nada mau. Mas poderia ter mais conteúdo!

Graficamente também é uma versão interessante. As personagens e arenas estão bem definidas, apesar de achar que deveríamos ter direito a mais arenas nesta versão. No que diz respeito ao som, nada de especial a apontar. Tivemos direito a algumas (poucas) vozes digitalizadas nesta versão, já não é mau de todo.

Portanto, este jogo até que é uma conversão interessante, embora eu ache que poderia ter mais conteúdo, mais um ou outro lutador (Baraka por exemplo) e arenas. Mas claro, está muito longe das versões 16bit e mais longe ainda do original arcade, pelo que aconselho este jogo apenas numa de curiosidade.

 

GP Rider (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas na Master System, o jogo que cá trago hoje é uma curiosa adaptação de um título arcade, o GP Rider. O original foi lançado em 1990 nas arcadas, no sistema Sega X, um poderoso sistema 16bit responsável por correr outros jogos como After Burner ou a versão arcade do Super Monaco GP, tudo jogos com um sprite scaling impressionante, pelo que não deixa de ser surpreendente como é que a Sega, em 1993, decide converter esse jogo para as suas consolas de 8bit apenas. Naturalmente esta versão Master System é tecnicamente muito inferior, mas já lá vamos. O meu exemplar do jogo foi comprado a um particular no mês de Maio, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa

Bom, inicialmente dispomos de 3 modos de jogo, o Arcade onde conduzimos num circuito próprio, o Grand Prix, onde temos uma temporada pela frente ao longo de vários circuitos e por fim temos também o Tournament mode, onde poderemos escolher livremente em quais pistas queremos concorrer e a sua ordem. Mas a primeira coisa que salta à vista neste jogo é, quer joguemos sozinhos ou com um amigo, o jogo está sempre em split screen. Para além disso, o jogador 1 é sempre o da parte inferior do ecrã, o que é o contrário do habitual e no início ainda me confundiu bastante.

Mesmo jogando sozinhos, o jogo está sempre em split screen. Mas o pior é que o jogador 1 é sempre o de baixo, quando costuma ser ao contrário

Por outro lado, em qualquer dos modos de jogo que escolhemos, somos sempre obrigados a correr uma volta de qualificação para definir o nosso lugar na grelha de partida. Depois, antes da corrida principal podemos também customizar a nossa moto. No modo arcade as customizações são mínimas, mas nos outros modos podemos mudar a potência do motor, trocar os pneus para tempo seco ou de chuva (antes de cada corrida é-nos dito qual o estado metereológico), entre outras customizações, como a caixa de mudanças. De resto temos de ter também atenção ao tempo limite para passar entre checkpoints, caso chegue a zero, é nos dito no ecrã que ficamos sem combustível. Se escolhermos um motor mais potente, o cronómetro anda mais rápido!

No que diz respeito aos audiovisuais, apesar deste jogo estar longe da versão arcade original (muito longe mesmo!), não deixa no entanto de ser bem competente na Master System. Os menus estão muito estilosos, a música é agradável, o jogo possui algumas vozes digitalizadas com muita qualidade e os cenários até que estão bem detalhados e coloridos, dentro do expectável, é claro.

Pelo menos nos audiovisuais este foi um jogo bem cuidado

Portanto este GP Rider é um jogo de corridas algo peculiar, possui os seus defeitos, como o split screen forçado e ao contrário do normal, mas possui também outros pormenores bem interessantes num jogo para a Master System. Existe também uma conversão para a Game Gear que pelo que me lembro, acaba por ser superior a esta, pelo que recomendo que a espreitem também.

Cool Spot (Sega Master System)

Mais uma super rapidinha, pois já abordei o jogo que cá vou trazer hoje, que é nada mais nada menos que a adaptação para a Master System do Cool Spot, um interessante jogo de plataformas da Virgin sobre uma pinta vermelha que, nos Estados Unidos, era conhecida por ser a mascote da 7up. Aqui na Europa esse papel era desempenhado pelo Fido Dido, que curiosamente quase que veio a ter um videojogo também. O meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Maio a um particular, tendo-me custado uns 5€.

Jogo com caixa

Bom, apesar de eu preferir de longe a versão Mega Drive, esta versão 8bit é mais modesta comparando com o original e quase idêntica à versão Game Gear que também a tenho na colecção. Na verdade, fica a ganhar pela maior resolução face ao ecrã da portátil. De resto, mantém-se uma boa conversão de um jogo de 16bit, com uma boa jogabilidade e gráficos coloridos e bem animados.

Dead Angle (Sega Master System)

Voltando às rapidinhas, hoje revisitamos a Master System para mais um jogo que deu entrada na minha colecção algures em Março, após o ter comprado a um particular por 7€. Este jogo é na verdade uma adaptação de um jogo arcade lançado originalmente pela Seibu Kaihatsu, algures no final da década de 80. A Sega adquiriu os direitos do jogo e trabalhou numa conversão para a Master System, que saiu algures no ano seguinte.

Jogo em caixa

Aqui encarnamos num detective chamado George Phoenix algures na década de 30, em plena época de lei seca e de mafiosos. Como manda a lei dos clichés, aqui lá teremos de resgatar a namorada de um gangue de mafiosos, pelo que teremos sempre indivíduos de fato e fedora para disparar.

Para além de controlar a mira, controlamos também a posição da nossa silhueta

Na sua essência este é um light gun shooter, mas sem qualquer suporte a light guns, pelo que controlamos a mira com o d-pad. Existem no entanto algumas peculiaridades, pois na verdade não controlamos só a mira, mas também a silhueta da nossa personagem que está centrada no ecrã. Controlar essa silhueta é muito importante pois é a única maneira de garantir que estamos fora do alcance do fogo inimigo. Basicamente enquanto a silhueta se mantiver amarela estamos bem, já por outro lado se tivermos frente a frente com algum inimigo ela torna-se vermelha, pelo que temos de sair do campo de fogo ou matar o mafioso atempadamente. No ecrã vemos também uma grande barra de vida, mas esta é enganadora, pois bastam três disparos para perdermos a vida.

Portanto o jogo decorre ao longo de vários cenários, desde as ruas até aos interiores de um hotel de luxo, onde teremos de despachar dezenas e dezenas de inimigos. Na verdade, em cada nível temos um certo número de mafiosos para derrotar, só depois é que surge o boss e podemos avançar para o nível seguinte.

Para além de matar mafiosos, temos de sair da sua linha de fogo, que é assinalada quando a silhueta fica vermelha.

No que diz respeito aos audiovisuais, este foi daqueles jogos que sempre despertou a minha curiosidade quando era mais novo, pelos screenshots com inimigos grandes e bem detalhados. No entanto este é também um excelente exemplo de como os screenshots nos podem enganar, pois os inimigos não são nada variados entre si, apenas mudam a cor dos fatos, e a acção não é nada fluída. As músicas não são propriamente memoráveis também, pelo que os audiovisuais poderiam ser um pouco melhores. Por outro lado, a versão arcade possui gráficos e som muito superiores, e tendo em conta que o jogo saiu na Master System saiu originalmente em 1989, é de estranhar que não tenha havido uma conversão para a Mega Drive, tal como aconteceu com o Dynamite Duke, também da Seibu Kaihatsu.

Gain Ground (Sega Master System)

Gain Ground é um jogo que foi desenvolvido pela Sega originalmente para as arcades no final da década de 80. Era um jogo de acção numa perspectiva top-down, mas com alguns elementos de estratégia que nos faziam pensar um pouco, para além de ser necessário os habituais reflexos rápidos. Naturalmente que conversões para as suas consolas não se fizeram esperar e foi o que acabou por acontecer, tanto na Mega Drive, como na Master System, versão que cá trago hoje. A minha cópia foi comprada algures durante o mês de Março, numa Cash Converters de Lisboa, por 5,5€.

Jogo em caixa

O conceito por detrás do Gain Ground é que este era originalmente um concurso entre guerreiros humanos e andróides, onde os humanos teriam de percorrer um grande labirinto, defrontando um pequeno exército de andróides pelo caminho. Acontece que o computador que controlava todo o concurso descontrolou-se, atacou uma série de pessoas e agora os guerreiros humanos terão de percorrer um labirinto ainda mais mortal e por fim, destruir o computador central.

É impressionante a variedade de personagens e armas com que podemos vir a jogar

A piada do Gain Ground é que o “labirinto” se extende ao longo de diferentes fases da história humana, começando na pré-história onde combatemos homens das cavernas, passando pelo período medieval, moderno e futurista, cheio de robots e armas laser. Por outro lado, também controlamos guerreiros de todas essas épocas, cada um com diferentes armas, desde lanças, arco e flecha, passando por metralhadoras, granadas e bazookas. Para passar cada nível, temos de completar pelo menos um de dois objectivos: destruir todos os inimigos no ecrã, ou levar todos os guerreiros que controlamos em segurança até à saída. Isto nem sempre é tarefa fácil pois basta sofrer um ataque para perdermos uma personagem.

No final de cada “mundo” temos um confronto contra um boss, mesmo como manda a lei

Por outro lado, ao longo dos níveis vamos vendo novas armas espalhadas pelo chão. É importante que as apanhemos, pois estas acabam por desbloquear novas personagens que usam essas mesmas armas. Desde guerreiros Vikings, a ninjas munidos de Shurikens, feiticeiros com poderes mágicos ou guerreiros do futuro equipados com armas bastante potentes. Portanto este é um jogo que exige alguma paciência, evitar ao máximo sermos atingidos pelos inimigos e procurar sempre que possível apanhar estes power ups adicionais. É mesmo importante ir guardando um grande número de guerreiros de reserva, pois o último boss possui mísseis teleguiados que não nos conseguimos mesmo esquivar, pelo que vamos perder muitas vidas ali.

Este último boss é uma treta! Impossível não levar dano!

Tecnicamente esta é uma versão mais limitada tendo em conta o original da arcade ou mesmo a versão Mega Drive. Ainda assim não deixa de ser impressionante, para uma consola de 8bits, haver tanta variedade de personagens à escolha e as diferentes armas que poderão ter equipadas. Graficamente os níveis vão sendo distintos entre si, representando diferentes fases da evolução humana, desde planícies do tempo da pré-história, passando por castelos, fortalezas, trincheiras ou bases militares modernas e futuristas. As músicas sinceramente não acho que sejam lá grande coisa, excepto as da última fase, do futuro, que gostei muito mais.

Portanto, o conceito deste Gain Ground é interessante, mas naturalmente a Master System não é a consola que possui uma melhor adaptação do jogo. A Mega Drive ou mesmo a PC-Engine possuem versões tecnicamente superiores, mas o conteúdo exclusivo da versão Master System acaba também por ser uma adição interessante.