Columns (Sega Game Gear)

47213_frontTempo para mais uma rapidinha para a Game Gear. E se a Game Boy tinha no Tetris o expoente máximo nos jogos de puzzle, a Sega fez o mesmo e foi atrás de um dos clones com mais potencial que surgiram na época. Columns, de Jay Geertsen, era um jogo onde blocos verticais tricoloridos iam caindo no ecrã e apenas poderíamos trocar a ordem das cores. A ideia era juntar 3 ou mais blocos em linha da mesma cor e fazê-los desaparecer, com os restantes a “cair” e podendo depois desencadear outras combinações. A Sega ficou então com os direitos de Columns e lançou vários jogos em diferentes plataformas, desde as máquinas arcade até à portatil Game Gear. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, num bundle de vários jogos de Game Gear que me ficou bastante barato. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa por 10€.

Jogo com caixa e manual

Tal como já referi acima, o conceito do jogo é bastante simples. É um puzzler em que vão caindo blocos verticais de 3 cores e o objectivo é o de agrupar 3 ou mais blocos da mesma cor para os fazer desaparecer. A única coisa que controlamos, para além de onde colocar o bloco, é a ordem pela qual queremos que as cores apareçam. É possível agrupar blocos horizontalmente, verticalmente e diagonalmente, bem como fazer combos que nos dão mais pontos extra, pois os blocos que desaparecem dão lugar aos que estão imediatamente acima. Nesta versão do Columns temos apenas um bloco especial, que faz com que desapareçam todos os blocos da mesma cor, assentando-o em cima de um bloco com a cor que queremos fazer desaparecer. De resto esta versão possui ainda um modo de jogo, o Flash. Aqui já temos o ecrã previamente preenchido com alguns blocos e temos de os fazer desaparecer até alcançar uma jóia reluzente algures lá no meio.

Os backgrounds vão mudando de cor com o decorrer do jogo.
Os backgrounds vão mudando de cor com o decorrer do jogo.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente este Columns é um jogo mais modesto. Graficamente não há muito que pode melhorar, sinceramente. Num ecrã como o da Game Gear, é preciso ter algum cuidado redobrado com a área de jogo. Existem alguns backgrounds que vão mudando ligeiramente com o tempo, mas nada de especial. Infelizmente as músicas é que não são lá muito cativantes para ser sincero e aí poderia ser um ponto mais facilmente melhorado. Ainda assim neste tipo de jogos o que interessa mesmo é a jogabilidade e Columns é um jogo bem sólido nesse aspecto. Esta versão Game Gear não foge à regra nesse aspecto e isso é o mais importante.

Mortal Kombat (Sega Game Gear)

mortal-kombatO próximo dos artigos super-rápidos por serem sobre conversões idênticas a jogos que já tenha analisado, desta vez trouxe a versão Game Gear do primeiro Mortal Kombat. Como estariam à espera, esta versão é muito idêntica à da Master System, o que por si só não é muito abonatório ao seu favor. Tal como a versão SMS, aqui também faltam lutadores, nomeadamente o Kano e o Reptile. Algumas das arenas também foram cortadas e a jogabilidade não é tão boa. A grande diferença está uma vez mais na menor resolução do ecrã da Game Gear.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

O meu exemplar veio também da Feira da Vandoma no Porto, num bundle em que comprei a consola mais uns quantos jogos por 10€. Para mais informações sobre esta adaptação do primeiro Mortal Kombat, recomendo passar pelo artigo da Master System.

Super Monaco G.P. II (Sega Game Gear)

21628_frontOs próximos artigos serão apenas muito breves entradas, isto porque são de conversões que já foram por aqui analisadas. Este caso é o de Ayrton Senna’s Super Monaco G.P. II, a última sequela desta série de corridas de F1 da Sega, com as suas origens nas arcades. Este jogo foi conhecido pela importante participação do famoso piloto Ayrton Senna no seu processo de desenvolvimento, principalmente da versão da Mega Drive, que o tornou no jogo mais realista no mercado (para consolas caseiras, visto que nos computadores a história era outra). O jogo saiu então para as 3 principais consolas da Sega na altura, entre as quais a versão Master System que já analisei aqui.

Apenas o cartucho
Apenas o cartucho

O meu exemplar foi comprado na feira da Vandoma no Porto, num bundle da consola com uns 7 ou 8 jogos que me ficou por 10€. A versão Game Gear é idêntica à da Master System, com as principais diferenças a estarem no facto do ecrã da Game Gear ser mais pequeno e a informação a ter de ser adaptada à menor resolução. A outra grande diferença está no suporte a multiplayer para 2 jogadores. Enquanto que na Master System isso foi uma das coisas que falhou, aqui existe com recurso ao cabo de ligação entre 2 Game Gears.

Daffy Duck in Hollywood (Sega Game Gear)

Daffy DuckDaffy Duck in Hollywood foi um jogo de plataformas que eu joguei bastante quando era mais novo, mas para a Mega Drive. Apesar de saber que existia também uma versão 8bit para a Master System e Game Gear, nunca me tinha dado ao trabalho de a experimentar. Mas eventualmente lá me apareceu a oportunidade de comprar este cartucho baratinho para a Game Gear, numa cash converters há uns meses atrás, e cá estamos para mais uma rapidinha.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Centrado no pobre pato dos Looney Tunes, aqui o objectivo é o de cumprir uma missão que Yosemite Sam, o pistoleiro, nos pede: que encontremos os seus 12 Golden Cartoon Awards, espalhados algures nos sets de “filmagens” de várias das animações de Daffy Duck que foram lançadas ao longo dos anos. Pensem numa espécie de Mickey Mania, mas com uma história um pouco mais idiota. E então lá teremos de tentar encontrar as 12 estátuas, que geralmente ficam escondidas atrás de passagens secretas não muito visíveis… se não as apanharmos todas lá teremos o mau final. Aliás, mesmo que as encontremos todas podemos ter ainda outro mau final, caso não tenhamos o jogo em Hard. Sim, este é um dos que nos obriga a terminar o jogo em Hard se quisermos ver o verdadeiro final.

Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os escolhemos é quase totalmente livre
Existem 6 zonas com 3 níveis cada. A ordem pela qual os jogamos é quase totalmente livre

De resto, é um jogo de plataformas normal para os padrões da época, pelo menos para uma conversão 8bit. Um botão para saltar e o outro para disparar a arma de bolas de sabão letais que Daffy Duck transporta. Ao longo dos níveis iremos descobrir uma série de power-ups que vão surgindo na forma de balões. Muitos dos itens apenas servem para aumentar a pontuação, mas há outros que nos aumentam o fire rate da arma, ou mesmo torná-la mais poderosa, ao inclusivamente disparar em 3 direcções em simultâneo. Existem também uns power ups que nos deixam com uma fada protectora a servir de escudo, permitindo assim sofrer dano 1 vez sem perdermos uma vida. Sem esse escudo andamos indefesos e a única que realmente me chateou neste jogo foram os projécteis vindos “do nada” que muitas vezes nos apanham completamente despercebidos.

Graficamente é um jogo normal, a versão Mega Drive é bastante superior neste aspecto, como seria de esperar. Ainda assim, apesar de ter alguns níveis interessantes como o mundo assombrado de Duxorcist, os ninjas de Assault and Peppered ou o mundo futurista de Duck Dodgers, acho que poderiam ser melhor detalhados, em especial os inimigos. As músicas não me deixam grandes recordações também.

Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar
Existem vários power ups para a noss arma que podemos encontrar

Em suma, Daffy Duck in Hollywood é um jogo de plataformas algo banal. Não é perfeito, tem algumas falhas, mas também não acho que seja propriamente um mau jogo. Mas com a possibilidade de jogar a versão Mega Drive, tecnicamente superior em todos os níveis, o apelo desta versão mais modesta não é muito.

Sonic Labyrinth (Sega Game Gear)

Sonic LabyrinthQuando a febre do Sonic surgiu, veio mesmo em força e não faltou muito para que se começasse a ver alguns jogos “secundários”. Coisas como o Sonic Spinball e Dr. Robotnik Mean Bean Machine, por exemplo. Mas a portátil Game Gear foi de longe a plataforma que mais títulos destes recebeu. Para além dos títulos já acima mencionados, ainda tivemos direito a jogos como Tails Adventure e Skypatrol, Sonic Drift 1 e 2, ou este Sonic Labyrinth, que é um jogo inteiramente jogado na perspectiva isométrica e muito diferente dos demais. O meu exemplar foi comprado a um vendedor da feira da Ladra em Lisboa, tendo-me custado cerca de 3€. Está completíssimo e em excelente estado.

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Havia aqui algo que não fazia a mínima ideia até ter lido o manual. Sonic Labyrinth é um jogo bastante lento para o que o ouriço azul nos habituou, e lá está explicado o porquê. O Robotnik roubou as sapatilhas de Sonic, tendo-as trocado por umas que o deixa bem mais lento e sem a habilidade de saltar.  Então pelos vistos a única maneira que temos em reaver as nossas sapatilhas xpto e derrotar o Robotnik é persegui-lo por um grande labirinto criado por ele e reaver as esmeraldas caóticas. Mas apesar de não podermos saltar nem correr, felizmente o Spin Dash continua a ser possível de fazer, caso contrário isto tornava-se numa grande monotonia.

Existe também um nível de bónus algo secreto, onde o objectivo é apanhar o maior número de anéis enquanto o tempo não se esgota. No final somos recompensados com uma esmeralda secreta, necessária para obter o melhor final do jogo.
Existe também um nível de bónus algo secreto, onde o objectivo é apanhar o maior número de anéis enquanto o tempo não se esgota. No final somos recompensados com uma esmeralda secreta, necessária para obter o melhor final do jogo.

A jogabilidade é portanto muito diferente. Em primeiro lugar, pela perspectiva isométrica que lhe dá um ar de quase “Sonic 3D”. Mas ao contrário desse clássico da Mega Drive, não há practicamente nenhum platforming precisamente pela impossibilidade de saltar. Este é um jogo maioritariamente de exploração, onde em cada nível teremos de percorrer o mesmo em busca de 3 chaves, que nos permitem progredir para o nível seguinte. Nesses níveis não existem anéis para apanhar, mas sim inimigos. Então o que acontece quando um inimigo nos atinge? Bom, não perdemos uma vida, mas sim é-nos descontado algum tempo daquele que temos disponível para encontrar as 3 chaves e a respectiva saída. Por outro lado, se encontrarmos chaves ou destruimos os inimigos, ganhamos algum tempo extra como recompensa. Existem também alguns power ups, como invencibilidade ou rapidez temporárias,  derrotar todos os inimigos presentes no ecrã, vidas extra ou simplesmente adicionar tempo extra. No quarto nível de cada zona as regras do jogo mudam um pouco pois é aí que enfrentamos o boss. Começamos por descer uma grande rampa, repleta de anéis e obstáculos. O objectivo é apanhar o maior número de anéis possível (sendo que a cada 100 é nos presenteada uma vida extra), sendo que se formos atingidos por uma armadilha perdemos todos os anéis coleccionados até ao momento, sendo esses impossíveis de recuperar. Em seguida defrontamos o boss, onde a mesma regra se aplica. De resto, temos também um outro modo de jogo para além do normal, o Time Attack. Aqui o objectivo é mesmo o de tentar obter o melhor tempo possível em cada nível.

Saltar? Só com recurso a "springs" como esta
Saltar? Só com recurso a “springs” como esta

No que diz respeito aos audiovisuais sinceramente não é um jogo que me seja memorável. Os labirintos não são nada de especial, apenas as zonas mais avançadas, já com alguns portais de teletransporte à mistura é que poderão ser um pouco mais difíceis de navegar. Graficamente é um jogo muito simples, com sprites e backgrounds pouco detalhados. Mas num jogo em pseudo-3D compreende-se que sejam sacrifícios necessários. As músicas infelizmente também são algo desinspiradas.

No fim de contas este para mim é infelizmente um daqueles jogos algo descartáveis que a Sega lá ia lançando sobre o Sonic. Infelizmente não é o único de qualidade dúbia a existir na Game Gear, mas para mim este é mesmo dos piorzinhos. Um Sonic lento e sem poder saltar não faz sentido absolutamente nenhum.