Barker Bill’s Trick Shooting (Nintendo Entertainment System)

Voltando para as rapidinhas, vamos voltar à NES e falar sobre um jogo de uso exclusivo da Zapper, a famosa light gun da NES. Infelizmente não a  tenho, pelo que tive de usar uma famiclone e um adaptador para cartuchos de 72 pinos para a jogar. Este meu exemplar foi comprado no mês passado na Cash Converters do Porto, tendo-me custado 10€ se bem me recordo.

Apenas cartucho

Este jogo é nada mais nada menos que uma compilação de vários mini jogos diferentes, onde todos usam a Zapper e o objectivo acaba por ser o de fazer o máximo de pontos possível, tal como muitos outros jogos do género da NES, como Duck Hunt ou Wild Gunman. O primeiro modo de jogo é o Balloon Saloon, onde balões vão sendo largados pelo cão de Duck Hunt e temos de lhes acertar antes que desapareçam do ecrã, evitando também atingir o cão (sim, podem-se vingar de todas as humilhações que sofreram no Duck Hunt, mas a custo de uma vida de cada vez que acertem no animal. Se deixarmos algum balão escapar também perdemos uma vida. Começamos inicialmente com 10 vidas, com a dificuldade a aumentar à medida em que vamos avançando nos rounds. Progressivamente vamos tendo cada vez mais balões a serem lançados em simultâneo e com padrões de movimento mais imprevisíveis, se bem que podemos ir ganhando algumas vidas, pois alguns balões escondem dentro de si diamantes, que neste jogo representam vidas extra.

Sim ele está de volta, mas desta vez podem-se vingar por todas as humilhações sofridas!

O segundo modo de jogo é o Flying Saucers, onde Bill e a sua assistente Trixie vão atirando pratos para o ar. Começamos também com 10 vidas e o objectivo é evitar que algum prato caia no chão, atigindo-o antes disso. Caso algum prato caia no chão, ou acertemos em Bill, Trixie ou mesmo num papagaio que por vezes surge no ecrã para nos roubar os pratos enquanto estão no ar, perdemos uma vida. Por vezes também atiram diamantes para o ar, que se os atingirmos também representam vidas extra. Tal como no modo anterior à medida que o jogo vai avançando, a dificuldade também vai aumentando. O modo de jogo seguinte é o Window Plains, onde temos um painel de várias janelas (algumas fechadas) com uma série de objectos a cairem, sendo que o objectivo é atingi-los enquanto atravessam janelas abertas. Se os deixarmos cair, já adivinharam, perdemos uma vida, se bem que mais uma vez podemos disparar sobre diamantes que nos dão vidas extra.

Este papagaio às vezes também as está a pedir!!

O último modo de jogo é o Fun Follies que é uma espécie de party mode. Começamos por jogar um round de cada modo do jogo apresentado anteriormente e, chegando ao quarto round, vamos experimentar uma outra galeria de tiro: Trixie’s Shot. Aqui a assistente Trixie vai fazendo várias poses, mostrando moedas gigantes em cada mão. A ideia é acertar nas moedas (e não na Trixie), mas ocasionalmente lá vem também o papagaio chato tentar roubar-nos as moedas e complicar as coisas. Findo esse nível e caso tenhamos apanhado algum diamante anteriormente (que no Fun Follies não dão vidas extra), vamos a uma espécie de nível bónus onde temos de disparar para uma slot machine e tentar a sorte de ganhar muitas vidas extra de uma só vez. Depois tudo se repete e eventualmente lá desbloqueamos outra galeria de tiro diferente: Bill’s Thrills. Aqui Bill atira com objectos como ovos, tomates ou melancias para a cara de Trixie e o nosso objectivo é de evitar que o pior aconteça.

Bom, esta ajudante é muito sassy para uma NES

A nível técnico é um jogo simples. As sprites estão bem detalhadas até porque há pouca coisa a acontecer no ecrã, não há scrolling e os cenários para além de serem simples, estão estáticos. Temos uma música por cada minijogo sendo que pessoalmente gostei mais da Flying Saucers pois as outras têm uma temática mais circense.

Portanto este Barker Bill’s Trick Shooting acaba por ser mais um simples jogo que usa a Zapper. Mas ao contrário de Duck Hunt ou Wild Gunman que tinham poucos modos de jogo e variedade entre si, este sempre vai tendo mais qualquer coisa, o que pode ser positivo para quem for fã do género.

Swords and Serpents (Nintendo Entertainment System)

Ok, confesso, este teve mesmo de ser em emulador e com a ajuda do save state. Mas ainda assim, não deixa de ser um jogo interessante para a época em que o mesmo foi lançado. Produzido pela Interplay, este Swords & Serpents é um RPG dungeon crawler com uma perspectiva de primeira pessoa, com a particularidade de poder ser jogado com um, dois ou quatro jogadores em simultâneo, com recurso ao Four Score adapter. O meu exemplar veio do Reino Unido, tendo sido comprado numa CeX por 12 libras.

Jogo completo com caixa e manual

A história resume-se a explorar um enorme labirinto subterrâneo repleto de inimigos, tesouros e armadilhas, com o objectivo de derrotar uma serpente gigante no último andar, o -16. Para isso, tal como muitos RPGs ocidentais da época, poderemos escolher uma party de quatro personagens com stats gerados aleatoriamente, e com três classes disponíveis: o guerreiro, ladrão, ou feiticeiro. Se não quiseremos ter esse trabalho podemos ter uma party previamente pré-construida constituida por um guerreiro, um ladrão e 2 feiticeiros. Num jogo multiplayer, cada jogador controla a sua personagem nas batalhas, se bem que apenas um jogador pode navegar pela dungeon – o chamado líder do grupo.

Ocasionalmente encontramos alguns NPCs que nos dão algumas dicas

Com o jogo em acção, vemos o ecrã dividido em diferentes partes. Em baixo temos o estado de cada uma das personagens da nossa party, nomeadamente quantos pontos de vida e mana nos restam. À esquerda temos a tal perspectiva da dungeon na primeira pessoa, enquanto que à direita vemos o mapa da dungeon, que se vai preenchendo automaticamente à medida que vamos explorando a mesma. De resto as batalhas são aleatórias, onde cada personagem por defeito vai atacando. Se quisermos usar ataques mágicos, ou tentar fugir de alguma batalha, podemos interrompê-la a qualquer momento e abrir uns menus para esse efeito.

Explorar as catacumbas tem os seus perigos mas também as suas recompensas

Até aqui tudo bem, tirando a questão do multiplayer, não referi nada que fosse fora de série para um dungeon crawler para consolas, principalmente para uma plataforma com as limitações da NES. No entanto, o jogo está longe de ser perfeito. Por um lado a taxa de encontros aleatórios é muito alta, especialmente se estivermos a “desbravar terreno”, ou seja, explorar partes desconhecidas de dungeons. A funcionalidade de automapping é muito útil, mas a partir do momento em que mudamos de andar, se voltarmos a um andar previamente explorado o mapa desaparece por completo e, a menos que usemos um guia, imagens dos mapas na internet, ou desenhá-los à mão numa folha de papel quadriculado, vamos ter de andar às apalpadelas novamente. Os primeiros níveis são relativamente simples, mas a partir de uma certa altura começamos a ter várias armadilhas como portais que nos levam de novo para o início do jogo, portanto isso pode ser chato.

Quando o ecrã muda para uma batalha, o mapa à direita dá o lugar ao número de inimigos e suas barras de energia

No entanto também pode compensar bastante explorar os mapas ao máximo pois podemos descobrir lojas onde podemos comprar/vender armas e restante equipamento, templos onde podemos descansar e recuperar pontos de vida e de MP, fontes mágicas que nos regeneram MP, ou feitiços escritos em paredes que nos desbloqueiam novas habilidades, como feitiços que regeneram a vida, nos permitem atravessar paredes, voar, entre outras habilidades bastante úteis. Para além dos teletransportes bons ou maus que já referi acima, temos portas trancadas, outras de sentido único, alavancas secretas, falsas paredes, entre outros, pelo que ter um mapa à mão dá mesmo jeito.

A nível audiovisual, este até é um jogo interessante, dentro das limitações de uma NES. As dungeons não são nada de especial, as texturas dos corredores e portas são todas iguais, mudando apenas as cores. O Phantasy Star da Master System também era assim, mas ao menos as suas dungeons eram mais clean. Não há uma grande variedade de inimigos, sendo que temos muitos repetidos, onde apenas mudam a sua cor. No entanto, os poucos inimigos e NPCs que há, estão na minha opinião muito bem detalhados e com algumas animações. No que diz respeito aos efeitos sonoros não tenho nada a apontar, já às músicas essas são muito poucas, mas por outro lado também agradáveis.

Os inimigos até que possuem um design muito interessante!

Portanto este é um RPG interessante, principalmente para a consola em que saiu e o facto de permitir uma party de até 4 jogadores humanos explorar uma enorme dungeon em simultâneo. No entanto, os combates demasiado frequentes e as limitações técnicas da NES, podem tornar esta experiência algo repetitiva ao fim de algum tempo. Mas tem sem dúvida os seus desafios.

Blaster Master (Nintendo Entertainment System)

Siga para mais uma rapidinha a um clássico, agora para a NES. Não há muitos anos atrás apercebi-me que a Sunsoft, principalmente nos videojogos que produziu/publicou para os sistemas 8 e 16bit, fez muito trabalho de qualidade. Assim sendo, tenho andado a dar segundas chances a vários videojogos que na altura joguei muito pouco por uma razão ou outra e na verdade tenho andado a descobrir autênticas pérolas. Este Blaster Master é um deles, e algures mais para a frente explicarei o porquê. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures no final deste verão de 2018.

Jogo com cartucho

A história, pelo menos da versão ocidental, é das coisas mais surreais de sempre. Encarnamos no Jason, um jovem rapaz que tinha um sapo de estimação chamado Fred. O Fred foge de casa, cai num barril de resíduos radioactivos (sim, porque é perfeitamente natural termos isso no quintal), cresce de tamanho e enfia-se num buraco para as entranhas da Terra. Jason ao ir atrás do sapo cai no buraco e descobre um tanque todo futurista. Então lá conduzimos o tanque pelas cavernas e descobrimos imensos mutantes e uma enorme base para explorar. Naturalmente que na versão original japonesa a história é mais trabalhada e envolve uma guerra entre 2 civilizações no espaço.

Quem não tem um bidão com resíduos radioactivos no quintal?

A razão pela qual eu inicialmente não liguei muito a este jogo é porque, pelo menos nos primeiros momentos, conduzimos um tanque que é controlado como se um jogo de plataformas se tratasse, onde podemos saltar de plataforma em plataforma e disparar para a esquerda, direita, ou para cima. Quando era mais novo achava isto estúpido (como se a história do sapo já não fosse má que chegue) e portanto nunca lhe dei a devida atenção. Mas devia, pois o jogo é muito mais que isto. Por um lado porque também podemos saltar fora do tanque para subir/descer escadas e entrar noutros túneis, que posteriormente nos dão acesso a àreas jogadas com uma perspectiva aérea, como se um Legend of Zelda clássico se tratasse. Só faltam os puzzles, mas temos aqui muitas coisas de metroidvania, pois este é um jogo de exploração e que nos obriga a revisitar áreas já exploradas, após desbloquearmos algumos features para o tanque que nos permitem andar debaixo de água, escalar paredes ou tectos, ou mesmo propulsores que nos deixam voar por breves segundos e assim conseguir alcançar algumas plataformas previamente inatingíveis.

O tanque que pilotamos não é nada normal. Consegue saltar e à medida que vamos progredindo no jogo vai conseguir fazer mais coisas como subir paredes!

Vamos tendo também um pequeno inventário com diferentes armas que podemos equipar no tanque. Este possui uma arma normal com munição ilimitada, e vários outros projécteis que vamos desbloqueando mas cujas munições são limitadas. Aqui temos diferentes tipos de mísseis, sendo uns teleguiados, ou vários disparados em simultâneo em direcções distintas. Também desbloqueamos uma arma que nos permite disparar raios eléctricos para baixo, ideal para atacar inimigos que estejam por baixo de nós, enquanto saltamos de um lado para o outro. Já quando andamos a pé, para além do medidor de vida, temos um medidor da potência da nossa arma, cuja vai sendo melhorada à medida que encontramos upgrades que façam subir o seu nível. No entanto, ao sofrer dano também vamos perdendo os upgrades que amealhamos. Para além da arma temos também algumas granadas.

Para além de um tanque que salta, também temos segmentos do jogo onde teremos de andar a pé

A nível audiovisual sinceramente este jogo é uma boa surpresa. Por um lado sofre os problemas habituais da NES: pouca variedade de cores e algum sprite flickering. Mas por outro lado acho que os cenários vão sendo variados dentro dos possíveis (pois decorrem sempre no interior da Terra) e estão com um bom nível de detalhe, tanto nos segmentos de platforming, como quando exploramos labirintos a pé e a câmara muda para uma perspectiva aérea, onde as sprites são muito maiores. Mas tal como muitos outros jogos da Sunsoft da época, a música é também um factor muito forte, com músicas bastante agradáveis e que ficam no ouvido.

Portanto este Blaster Master foi para mim mais uma agradável surpresa e que gerou uma série de sucessores. Pena que na europa apenas tenhamos recebido os jogos que sairam para a Gameboy e Gameboy Color. Por um lado estou curioso com o Blaster Master 2, que é um exclusivo norte-americano para a Mega Drive, mas por outro também algo receoso visto ter sido desenvolvido pela facção norte-americana da Sunsoft, sem qualquer contribuição da equipa original que trabalhou neste jogo.

A Boy and His Blob (Nintendo Entertainment System)

Do mesmo autor de Pitfall, um dos seminais jogos de plataforma e exploração lançado no início da décade de 80, David Crane lança originalmente em 1989 para a NES este “A Boy and His Blob” que herda alguns dos conceitos de exploração introduzidos por Pitfall. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures em Setembro/Outubro deste ano.

Apenas cartucho

Neste jogo controlamos um jovem rapaz que tenciona ajudar Blobert, uma bola de gosma de um outro planeta, cujo está a ser governado por um tirano. Para o combater, teremos de comprar um grande volume de vitaminas para usar como arma e para isso, teremos de primeiro amealhar uma quantia considerável de dinheiro. Onde poderemos arranjar tanto dinheiro? Ao explorar os túneis e cavernas da nossa cidade, usando as habilidades únicas de Blob para nos ajudar.

Em baixo temos sempre visível quais os rebuçados que temos seleccionados e o número restante dos mesmos

Este é um jogo de exploração dividido em vários ecrãs sequenciais, onde teremos de improvisar maneiras de chegar a locais que seriam à partida inacessíveis. Para isso temos o nosso Blob e um conjunto de rebuçados com os mais variados sabores que fazem com que Blob mude de forma para um objecto que nos possa ajudar. Não conseguimos chegar a uma plataforma? Damos-lhe um rebuçado de licor para que se transforme numa escada. Ou um de morango para se transformar numa ponte! Queremos descer um enorme desfiladeiro em segurança, ou precisamos de protecção para objectos a cair do tecto? Nada que um rebuçado de baunilha não resolva, transformando a gosma num guarda-chuva que pode também servir de pára-quedas. Ou se quisermos explorar um túnel que esteja directamente debaixo de nós? Há por aí um rebuçado que faz Blob se transformar num buraco.

O jogo obriga-nos a explorar o mapa e usar as habilidades de Blob de forma criativa

Teremos portanto imensas possibilidades de diferentes transformações que Blob pode tomar e somos largados num mundo relativamente grande com toda a liberdade para as explorar. Assim que tivermos encontrado tesouros suficientes, podemos comprar as vitaminas, transformar Blob num foguetão e viajar até ao seu planeta. As vitaminas servem de munição para o Vitablaster (uma metralhadora que Blob se pode transformar ao comer um rebuçado de laranja), algo que será útil nos últimos segmentos do jogo. Os controlos em si são relativamente simples, com um botão a servir para chamar Blob ao pé de nós, outro para lhe atirar com o rebuçado escolhido. Escolha essa que pode ser feita com o botão select. O único problema que vejo com os controlos é que por vezes é complicado conseguir deixar o Blob no local exacto onde queremos que fique para usar uma das suas transformações.

A nível audiovisual, não tenho nada de especial a apontar. É verdade que a música não varia muito ao longo do jogo, mas ao menos a mesma é bastante agradável. Por outro lado os gráficos são também simples, porém funcionais e o jogo possui variedade nos cenários quanto baste.

O rapaz é fraquinho e não pode sofrer qualquer tipo de dano ou cair elevadas distâncias, caso contrário perde uma vida.

Portanto este A Boy and His Blob é um jogo interessante, embora longe de ser perfeito. Ainda assim acho que é um jogo com potencial para muito mais. Podíamos estar aqui a falar de um Metroidvania bastante competente! Se bem que recentemente foi lançado um remake para a Nintendo Wii que até me deixou algo curioso. A ver como se safaram!

Astérix (Nintendo Entertainment System)

Astérix é sem dúvida uma das franchises de banda desenhada europeia mais bem conhecidas em todo o mundo. E naturalmente que não foi preciso esperar muito tempo até que começassem a surgir as primeiras adaptações para os videojogos. Durante os anos 80 foram várias as empresas a produzir videojogos sobre os irredutíveis heróis Gauleses, com resultados bem variados. Na primeira metade da década de 90 no entanto, as coisas começaram a mudar para o melhor. Nas consolas da Sega era a própria empresa nipónica que detinha os direitos, tendo produzido alguns óptimos jogos na Master System e outros não tão bons por intermédio da Core Design para a Mega Drive. Nas arcades a Konami lançou um excelente beat ‘em up e nas consolas da Nintendo foi a Infogrames que detinha a licença, algo que creio que retém até hoje. Em 1993 a Infogrames produz o seu primeiro videojogo do Astérix, cujo é lançado em simultâneo para a NES, Gameboy e SNES. A versão SNES inclusivamente já a trouxe cá, pelo que aconselho a sua leitura. O meu exemplar da NES foi-me oferecido por um particular algures em Setembro deste ano.

Apenas cartucho

A história é a mesma da versão SNES: os Romanos raptaram Obélix e cabe ao seu melhor amigo Astérix salvá-lo. Vamos então atravessar parte do continente Europeu até chegar a Roma, num jogo com muito platforming! O primeiro conjunto de níveis é passado na própria Gália, onde atravessamos paisagens como florestas (repletas de antas e outros megalíticos) ou mesmo bases romanas. O segundo conjunto de níveis é passado nas montanhas Helvéticas, vulgo Suíça, pelo que são níveis onde a neve e gelo são predominantes e logo depois em Espanha, algures na costa mediterrânica. O terceiro conjunto de níveis é dedicado ao Egipto com os seus desertos e pirâmides (sim, que grande volta para chegar a Roma!). O quarto conjunto de níveis sim, já é passado em Roma, onde temos inclusivamente aquele nível numa montanha russa, mas que não é tão chato quanto na versão SNES. É aqui que culminamos o jogo com um confronto contra um boss de forma a libertar Obelix. Todos os outros mundos têm um boss que muito nos remete para o clássico Donkey Kong, mas curiosamente são bosses opcionais.

Este jogo foi lançado para NES, SNES e Gameboy e ao que sei, a história é similar em todas as versões.

Os controlos são simples com dois botões faciais disponíveis. Um botão para saltar, o outro para dar socos, resultando nos PAF! que tão bem conhecemos das banda desenhadas. Como muitos jogos de plataformas temos vários itens para apanhar. As estrelas são o análogo das moedas nos jogos do Mario, ganhamos uma vida a cada 100, sendo que as ânforas valem por 10 estrelas. Temos também vários blocos que podemos destruir, presenteando-nos com estrelas ou outros power ups como vidas extra, invencibilidade temporária ou “asas” (como as do capacete do Asterix) que servem para restaurar a nossa barra de vida. Ao destruir um determinado número de blocos podemos encontrar chaves que nos transportam para cavernas secretas onde podemos apanhar uma série de itens. Entre cada nível temos também um nível de bónus que consiste em estarmos a saltar entre uma série de barris em alto mar, enquanto vão caindo do céu vários itens. Naturalmente que não temos muito tempo disponível e também não podemos tocar na água.

Para uma NES, é um jogo tecnicamente muito bem conseguido

No que diz respeito aos audiovisuais acho este um jogo muito bem conseguido para uma plataforma como a NES. Os níveis são todos muito bem coloridos e apresentam um óptimo nível de detalhe. As músicas são fantásticas e se acham que têm uma sonoridade muito próxima dos jogos de microcomputadores europeus da década de 80, inícios de 90, então acertaram em cheio! É que a versão NES não foi produzida pela Infogrames mas sim por um estúdio mais pequeno, curiosamente espanhol, chamado BitManagers/New Frontier, que começaram precisamente a programar videojogos para sistemas como ZX Spectrum, Amstrad e MSX.

Entre cada “mundo” temos um boss opcional que nos remete para o Donkey Kong.

Portanto temos aqui um jogo de plataformas bem sólido, especialmente se forem fãs do Astérix, o que é o meu caso. Relembro que este jogo não tem nada a ver com o Astérix da Master System (também um excelente jogo de plataformas) que foi desenvolvido pela Sega. A versão SNES é superior graficamente, mas acho que esta versão acaba por ser mais coesa na jogabilidade.