Teenage Mutant Hero Turtles II: The Arcade Game (Nintendo Entertainment System)

Vamos voltar agora à NES para mais um clássico da Konami. Depois do primeiro Turtles que a Konami desenvolveu, decidiram posteriormente produzir mais um, mas nas arcades. Devido aos seus excelentes gráficos muito semelhantes à série animada, uma também excelente banda sonora, mas acima de tudo, pela capacidade de 4 jogadores jogarem cooperativamente em simultâneo, esse The Arcade Game foi um sucesso. Naturalmente seguiram-se conversões para vários sistemas, mas esta da NES foi tratada pela própria Konami também. Por esta altura, o fosso tecnológico entre a NES e as máquinas arcade de última geração era algo gigantesco, no entanto a Konami conseguiu, mesmo com vários sacrifícios, produzir uma conversão bastante competente e até com algumas coisas novas! O meu exemplar foi comprado a um amigo meu por 5€ no passado mês de Junho.

Cartucho solto

Ora nós começamos esta aventura por tentar salvar a jornalista April, que foi uma vez mais raptada pelo vilão Shredder. Teremos então de enfrentar inúmeros dos seus minions, os Foot Clan, bem como vários dos bosses que nos habituamos a ver na série animada. Mas o que realmente interessa reter daqui é que este é um beat ‘em up à antiga e temos muita porrada para distribuir! Infelizmente várias coisas tiveram de ser cortadas face ao original arcade, a começar pelo suporte a 4 jogadores. Apesar de podermos escolher qualquer uma das 4 tartarugas para representar, apenas 2 jogadores poderão jogar cooperativamente.

O efeito gráfico do fogo logo no primeiro nível ficou muito bem conseguido!

A nível de controlos as coisas são simples com um botão para atacar e um outro para saltar. Infelizmente algumas das animações também foram cortadas, pelo que não temos tantos golpes como na versão arcade. Mas os specials (ao pressionar ambos os botões em simultâneo) mantiveram-se, embora sejam idênticos em todas as tartarugas. O jogo em si é bastante desafiante, pois a maioria dos inimigos têm frames de invencibilidade, o que não nos permite atacar o mesmo inimigo continuamente. Para além disso, é frequente sermos atacados por 3 ou 4 inimigos em simultâneo, pelo que facilmente podemos ser “ensanduichados”. Uma vez mais, fatias de pizza recuperam a nossa barra de vida, mas não são assim tão comuns quanto isso. Também não podemos apanhar outros itens ou armas do chão, embora certos objectos dos cenários sejam interactivos e geralmente conseguimos causar dano aos inimigos se o nosso timing for bom. Por exemplo, podemos atacar sinais de estrada que saem disparados e causam dano a algum inimigo que se atravesse à sua frente. Por outro lado, alguns inimigos também nos atiram com objectos (como tampas de saneamento), mas se tivermos bons reflexos conseguimos atirá-las de volta.

Esta versão para a NES traz alguns níveis novos, com novos inimigos e bosses também

Já no que diz respeito aos gráficos, bom, este é naturalmente um grande downgrade quando comparado ao original. Nem seria de esperar outra coisa, tendo em conta a diferença de hardware entre ambas as plataformas. Mas caramba, a Konami esforçou-se mesmo! E sim, muito detalhe foi perdido, tanto nos gráficos, como nas animações, ainda assim o que aqui temos é excelente para um sistema modesto como a NES. Os níveis estão muito bem detalhados dentro das suas limitações, logo o efeito de fogo no primeiro nível é muito bom! Para além disso, a Konami introduziu ainda dois novos níveis nesta versão: o primeiro leva-nos a uma Nova Iorque cheia de neve, enquanto que o outro é um dojo que antecede a nossa chegada à Technodrome, onde iremos eventualmente defrontar o Shredder. A banda sonora é também excelente, como a Konami bem nos habituou nos seus clássicos na NES.

Ocasionalmente temos também algumas pequenas cutscenes que fazem avançar a história

Portanto esta adaptação do clássico arcade da Konami acaba por ser bem surpreendente, principalmente por correr num sistema tão modesto quanto a NES. Acho que, no entanto a jogabilidade poderia ainda ser um pouco melhorada, com a inclusão de mais golpes ou a retirada dos frames de invencibilidade dos inimigos, que não nos deixa fazer uns bons combos. A Konami ainda lançou um outro beat ‘em up Turtles na NES, o Manhattan Project. Esse parece ser ainda melhor, mas infelizmente acabou por não ser oficialmente lançado por cá na Europa. É uma pena!

Xevious (Nintendo Entertainment System)

Vamos voltar aos clássicos para um dos vários jogos que ajudaram a definir os shmups como os conhecemos actualmente. Depois de Galaga e Galaxian, a Namco voltou a mudar um pouco a fórmula dos seus shooters arcade e em 1982 presentearam-nos com Xevious, um shmup com scrolling vertical e, apesar de ser um jogo sem fim onde o objectivo é o de sobreviver por mais tempo possível e obter a melhor pontuação, é também um jogo que vai ficando mais difícil quanto melhor for a nossa performance, pelo que introduziu algumas mecânicas de jogo interessantes para a época. O meu exemplar veio de uma Cash Converters em Espanha algures no passado mês de Maio por 15€. Foi o único recuerdo que trouxe daquelas pequenas férias, para além das picadas de mosquitos.

Cartucho solto

Tal como referi acima, este é um shmup com scrolling vertical onde vamos tendo vários inimigos para enfrentar. A primeira coisa que chama à atenção é o facto de termos uma mira que vai acompanhando o movimento da nossa nave. Isto acontece porque neste jogo temos de ter em conta que existem inimigos que voam e outros que se mantêm no solo. Os controlos são simples, com um botão para disparar a nossa arma primária, que é capaz de atingir outros alvos aéreos, enquanto que o outro botão facial serve para lançar bombas para o solo, que irão atingir o solo no local marcado por essa mira, no momento do disparo. Depois, também como tal referi acima, este é um jogo sem fim e o objectivo é o de sobreviver o máximo de tempo e conseguir a melhor pontuação possível.

A mira vemos à frente da nossa nave serve para assinalar onde os mísseis ar-terra serão atingidos para destruir alvos terrestres

Mas a maneira como o jogo escala a sua dificuldade é sem dúvida a mecânica de jogo mais interessante. Inicialmente temos alguns inimigos fracos para defrontar, com padrões de movimento e ataque que não inspiram muito perigo. Mas à medida que vamos avançando, o jogo começa a atirar-nos outros tipos de inimigos, com padrões de ataque mais agressivos, ou com padrões de movimento mais erráticos que nos dificulta a sua destruição. No chão, não só vamos tendo inimigos para defrontar como também ocasionalmente poderemos destruir algumas bases inimigas, algumas são perfeitamente inofensivas pelo que servem apenas para nos aumentar a pontuação, mas os Zolbaks, as bases cinzentas com quase círculo vermelho, são na verdade radares que registam a nossa performance e ao destruí-los o jogo volta a reduzir a sua dificuldade, pelo menos temporariamente. De resto, é um daqueles jogos em que qualquer dano que soframos é uma vida que perdemos, pelo que vamos morrer bastantes vezes. Ao menos a cada 30000 pontos vamos tendo vidas extra!

O design dos inimigos é simplista, porém bastante original e cada conjunto de inimigos possui diferentes padrões de movimento e ataque. Nem todos são suicidas, longe disso.

Graficamente é um jogo muito simples mas temos de ter em conta várias questões. Primeiro, o original arcade foi lançado no final de 1982 e é o primeiro, senão dos primeiros, shooters com scrolling vertical e com cenários mais complexos, pelo menos nada que fosse um ecrã negro com alguns pontos reluzentes a assinalar estrelas. É verdade que os cenários são simples, como massas de terra, florestas, água, alguns caminhos demarcados e pouco mais, mas para os padrões de 1982 era algo impressionante. Os inimigos têm também designs por vezes bastante abstractos, como é o caso daquelas placas quadradas de metal, indestrutíveis e que vêm a rodopiar pelo ecrã abaixo. E o som? A música é também extremamente minimalista, mas não deixa de ser algo hipnotizante! Este lançamento da NES, apesar de só ter chegado aos EUA e Europa em 1988 e 1989 respectivamente, é baseado na versão lançada para a Famicom em 1984. E essa conversão não só é um dos primeiros lançamentos third party para a Famicom, mas também um dos primeiros lançamentos third party de grande sucesso, até porque foi a própria Namco que tratou da conversão. E, tendo em conta que é um jogo de primeira geração da NES, apesar do seu lançamento tardio no ocidente, acaba por ser uma excelente conversão, tanto a nível de jogabilidade, como a nível técnico. Naturalmente houveram algumas cedências a nível gráfico e também na resolução, mas a conversão ficou bastante boa para a época.

Portanto Xevious é um jogo extremamente importante para todos os shooters que vieram a seguir-lhe as pisadas, não só pelo facto de visualmente apresentar uma evolução notória, mas também pela sua jogabilidade, dificuldade dinâmica e inimigos com variados padrões de movimento ou ataque. Xevious foi um sucesso, tendo sido convertido para uma grande variedade de sistemas, está presente em inúmeras compilações da Namco e recebeu também algumas sequelas. Talvez ainda traga alguma em breve!

Dr. Mario (Nintendo Entertainment System)

O artigo de hoje é mais uma super rapidinha a um jogo que dispensa apresentações: Dr. Mario para a NES! Foi sem dúvida dos jogos que mais joguei na minha famiclone que tive em miúdo e ainda hoje as suas músicas estão-me na memória! Já cá tinha trazido a sua versão Gameboy, mas com o ecrã monocromático não é a mesma coisa, embora essa versão até tenha sido bem conseguida nesse aspecto. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo algures durante o passado mês de Setembro.

Jogo com a sua sleeve protectora

Tal como tinha referido na versão Gameboy este é um puzzle game daqueles onde caem blocos coloridos e temos de formar linhas horizontais ou verticais de 4 ou mais blocos da mesma cor para os fazer desaparecer. O twist é que os blocos coloridos são comprimidos constituídos por 2 metades tipicamente de cores diferentes (ou não) e na área de jogo já vamos ter uns quantos vírus coloridos por lá espalhados. Podemos rodar as peças livremente e a ideia é, como seria de esperar, a de eliminar todos os vírus ao juntar os tais conjuntos de 4 blocos da mesma cor, com os vírus incluídos. Tal como no Tetris e similares, se deixarmos os comprimidos acumularem-se de forma a que encham a garrafa, é game over. E este é um jogo que podemos jogar sozinhos ou competitivamente contra um amigo, onde o objectivo é de ver quem consegue eliminar todos os vírus da sua área de jogo mais cedo!

Nos níveis de dificuldade mais avançada, um posicionamento inteligente dos comprimidos para adivinhar futuros combos é essencial!

A nível audiovisual é um jogo bastante simples, mas eficaz. As cores dos comprimidos e vírus (azul, vermelho e amarelo) distinguem-se bem entre si, gosto das animações dos vírus dançantes, mas o que leva mesmo o troféu são as músicas. Logo a música título, com a suas melodias simples, mas bem sonantes, e o que dizer da fever ou chill que poderemos ouvir durante o jogo? Das músicas mais memoráveis da NES, sem dúvida alguma.

Portanto este Dr. Mario é um autêntico clássico e a Nintendo sabe-o, até porque tem vindo a ser relançado e receber sequelas ao longo dos anos, embora curiosamente a Nintendo Switch ainda não tenha recebido nenhum novo Dr. Mario até agora. Ainda assim, este original da NES é um jogo super divertido e recomendado!

Portopia Renzoku Satsujin Jiken (Nintendo Entertainment System)

Vamos voltar à NES, mais precisamente à Famicom para um lançamento muito importante na indústria de videojogos nipónica. Portopia Renzoku Satsujin Jiken, também conhecido como Portopia Serial Murder Case é um título muito importante no nicho das aventuras gráficas tipicamente japonesas, que eventualmente também evoluiram para visual novels. Lançado originalmente em 1983 para uma série de computadores japoneses e produzido por nada mais nada menos que Yuji Horii, também mentor de Dragon Quest, este jogo teve também um lançamento para a Famicom em 1985. O meu exemplar veio da loja Mr. Zombie no mês passado por 12€.

Jogo com caixa e manual, na sua versão japonesa

Ora nesta aventura nós somos um detective e teremos um crime para resolver. Kouzou, um agiota que é encontrado morto no seu escritório por dois dos seus funcionários, e com a porta trancada. À medida que vamos investigando se este seria um homicídio ou suicídio, acabam por morrer mais pessoas (tinha de ser, senão o jogo não teria Serial Murder no título) e a trama vai-se adensando. Mas nós não estamos sozinhos nesta aventura, pois temos um subordinado: Yasuhiko Mano, Yasu, para os amigos. Na verdade, ao longo de todo o jogo somos nós que vamos comandar Yasu para todas as acções possíveis.

Felizmente um grupo de fãs decidiu traduzir este jogo!

Nos lançamentos originais em computadores japoneses, este Portopia era uma aventura gráfica muito primitiva. Era na verdade mais uma aventura de texto do que outra coisa, com alguns cenários estáticos a acompanhar a narrativa. E toda a acção, como tipicamente acontecia nas aventuras de texto, era dada através de comandos escritos, com o jogador a necessitar de escrever acções como “falar com pessoa X”, “apanha objecto Y” ou “vamos para o sítio Z”. Ao converter o jogo para a Famicom a interface teve de ser remodelada e resultou numa interface muito utilizada por outros jogos de aventura que se seguiram em consolas. O ecrã está então dividido em 3 zonas principais. À esquerda, e ocupando grande parte do ecrã, temos uma representação visual do local onde estamos no momento. À direita dessa imagem temos um menu onde podemos seleccionar uma série de acções, como interrogar, investigar, mover, telefonar, entre muitas outras acções que podem ser tomadas, como até encerrar o caso prematuramente, algo que o nosso assistente nos irá propor várias vezes. Em baixo temos todo o texto.

Graficamente é um jogo super simples

Ora e este é um jogo que nos obrigará a visitar vários cenários, investigá-los até à exaustão, falar e telefonar a várias pessoas, inclusivamente interrogá-las na esquadra, de forma a irmos avançando na história. É um jogo ainda bastante primitivo, no entanto, pois muitas das acções que temos disponíveis no menu são inúteis na maior parte das vezes. A acção investigar, seguida da opção de usar a lupa, bem como a acção de bater, levam-nos a usar um cursor e seleccionar a localidade exacta do cenário que queremos interagir. Mas depois de feita essa acção, voltamos ao menu inicial, e se quisermos repetir a mesma acção teremos de voltar a seguir os mesmos passos, o que não é muito conveniente. Para além disso, é um jogo que nos vai mesmo obrigar a experimentar bastante de forma a progredir, como tentar todas as acções possíveis em todos os cenários e mesmo assim por vezes teremos alguns puzzles que não são tão óbvios, pelo menos para pessoas não-japonesas. É daqueles jogos que convém jogar em emulação pois não há qualquer possibilidade de gravar o progresso, e mesmo assim convém consultar um guia ocasionalmente.

Eventualmente teremos uma dungeon na primeira pessoa para explorar. Papel quadriculado dá jeito!

A nível audiovisual é um jogo ainda bastante simples, pois os cenários são imagens estáticas e com pouco detalhe e os efeitos sonoros são muito poucos. A maior parte do tempo apenas ouvimos os ruídos das letras a serem escritas no ecrã. Música nem vê-la… ou melhor, nem ouvi-la! Ainda assim não deixa de ser um título muito importante na indústria japonesa. Apesar de não ter sido a primeira aventura de texto/gráfica produzida naquele país, foi a que mais popularizou o género durante a sua génese. A conversão para a Famicom foi também um grande sucesso comercial e abriu caminho para muitos mais jogos deste género, incluindo a série Famicom Tantei (Detective) Club da Nintendo, que irá receber um remake para a Switch muito em breve.

Top Gun: The Second Mission (Nintendo Entertainment System)

Vamos voltar à velhinha NES para mais uma rapidinha. Já tenho este jogo na colecção já há algum tempo, após o ter comprado na loja Mr. Zombie por cerca de 3, 4€ algures em Agosto de 2020. A minha ideia inicial era eventualmente comprar também o primeiro Top Gun e analisá-los em seguida, mas sinceramente cansei-me de esperar. O Top Gun não é um jogo propriamente raro, longe disso, mas pura e simplesmente ainda não me apareceu à frente num bom negócio.

Top Gun cart
Cartucho solto

Mas vamos então ignorar o primeiro Top Gun da Konami para a NES, que desde que o AVGN falou dele num dos seus vídeos, a sua má fama disparou a todo o gás. Mas é um jogo que deve ter feito um sucesso considerável, pois dois anos depois a Konami acabou por lançar uma sequela com a mesma licença. A história é super simples, voltamos a encarnar no Tom Cruise, digo, Pete “Maverick”, que sozinho terá de enfrentar o exércitos soviético e abater 3 das suas novas armas secretas voadoras. No modo de jogo principal, ao longo de 3 missões iremos enfrentar inúmeros aviões inimigos, bem como outros alvos terrestres ou marítimos, culminando num confronto contra um boss, seja um avião bombardeiro gigante, um super helicóptero ou mesmo um space shuttle. Mas das coisas que supostamente mais irritavam os jogadores no primeiro Top Gun eram as sequências de reabastecimento em pleno voo e de aterragem no final de cada nível. Bom, as primeiras foram completamente removidas, já as segundas mantiveram-se e aparentemente foram simplificadas. Mas já lá vamos!

O barrell roll é super importante para evitar o fogo inimigo

Os controlos são relativamente simples. O d-pad serve para movimentar o avião pelo ecrã, sendo que um duplo toque para a esquerda ou direita causa um barrel roll nessa direcção. O botão A serve para acelerar o avião enquanto que o botão B serve para disparar, seja tiros de metralhadora (ao manter o botão pressionado), ou mísseis (duplo toque no botão). Antes de cada missão poderemos no entanto escolher que tipo de mísseis queremos equipar, que por sua vez vão tendo diferentes alcances e vêm também em diferentes números. Mas quando a acção começa temos de ter em atenção os disparos dos inimigos, mesmo os mísseis que vêm de trás. Olhar para o radar é fundamental, bem como nos desviarmos na altura certa, pois sermos atingidos por um míssil é morte certa e temos apenas 3 vidas inicialmente.

Ocasionalmente temos alguns obstáculos para nos desviar, mas no caso das árvores, porque não passar por cima?

Em cada missão vamos ter diversos segmentos de jogabilidade. Começamos por defrontar vários inimigos, tanto aéreos como terrestres, ocasionalmente alternamos para uma dog fight contra apenas um avião inimigo, mas que é bem mais inteligente e ágil e teremos de nos esforçar mais não só para evitar o seu fogo, mas também para o deixarmos na nossa mira e abatê-lo. Ocasionalmente vamos tendo também alguns segmentos com obstáculos, seja sobrevoar uma floresta a baixa altitude, onde teremos de nos desviar das árvores, atravessar uma tempestade ou uma chuva de meteoritos. A tempestade é mesmo a mais imprevisível e injusta, pois é mais uma questão de sorte do que propriamente de perícia. De resto, após o confronto com o boss, lá teremos de aterrar no porta aviões. E como referi anteriormente, a jogabilidade foi simplificada nestes segmentos. No computador de bordo do nosso avião vamos vendo não só a indicação da velocidade recomendada, que por sua vez pode ser controlada com recurso aos botões A e B, bem como vão surgindo algumas indicações direccionais para corrigir a nossa rota.

No final de cada missão temos sempre que voltar a aterrar no porta aviões

De resto, para além desse modo campanha, temos ainda outros dois modos de jogo, o dogfight, que pode ser jogado contra o CPU ou contra um amigo. O multiplayer não cheguei a experimentar, mas a versão single player sim. E aqui a ideia é a de ir defrontando um piloto soviético de cada vez e ir subindo no ranking militar. Quanto maior o nosso ranking, maior o ranking do inimigo que iremos enfrentar e supostamente maior será o desafio também. Aqui temos um número mais reduzido de mísseis à nossa disponibilidade e no fim de cada combate também temos de voltar a aterrar no porta aviões.

Graficamente este jogo até que é bastante interessante, tendo em conta que corre numa NES. Apesar de não ter o mesmo impacto que um After Burner, não deixa de ter um bom nível de detalhe e fluidez. As músicas são excelentes, como a Konami bem nos habituou nessa geração! Mas, tal como outros jogos da Konami na altura, é também um jogo bastante desafiante, pois a certa altura é mísseis por todo o lado e muito facilmente perdemos as poucas vidas com as que começamos. Mas aparentemente é, no geral, uma sequela bem superior ao primeiro Top Gun. Veremos, um dia irei jogá-lo também.