Pokémon Sapphire (Nintendo Gameboy Advance)

Pokemon SapphireVamos a mais uma rapidinha a um jogo que apesar de ser bom, é bastante conhecido e não muda tanta coisa assim face aos seus predecessores, como o Pokémon Blue e Gold já aqui analisados. O Sapphire , em conjunto com o Ruby e posteriormente com o Emerald são o conjunto de jogos RPG Pokémon de terceira geração, com mais uns quantos bichos novos para coleccionar, mas desta vez para a Gameboy Advance, cujos visuais acabam por ser bem melhores que os anteriores. E o meu cartuchito foi comprado algures durante os últimos meses do ano de 2014, invariavelmente na cash converters de Alfragide e ter-me-á custado algo em volta dos 4€. Edit: Recentemente comprei uma versão completa por 35€

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Também invariavelmente neste jogo controlaremos mais um jovem que almeja ser um grande treinador de pokémons e vencer os Elite Four. Para além de um de 3 pokémons iniciais do tipo água, erva ou fogo, o Professor Birch dá-nos também uma Pokédex e pede-nos que tentemos encontrar e capturar o máximo de Pokémons possível. Pelo meio iremos lutar contra um inúmero de treinadores Pokémon nos mais variados locais, encontrar pokémon selvagens, combater os líderes de vários ginásios e como sempre encontrar também uma organização terrorista pelo caminho que nos tenta tramar. Até aqui nada de novo. O básico das mecânicas de jogo de batalhas também se mantém, com cada pokémon a possuir apenas um máximo de 4 golpes diferentes, podermos carregar com seis pokémon ao mesmo tempo, e a utilização de variados tipos de pokébolas para apanhar os bichos selvagens. As maiores novidades, para além das mais de 100 novas criaturas para capturar, são as batalhas duplas em que equipas de 2 pokémons lutam entre si e as novas habilidades inatas e naturais inerentes a cada pokémon, que aumentam ainda mais a variedade entre cada criatura e para os mais entusiastas, encontrar apenas 1 pokémon de cada espécie acaba por não ser suficiente.

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O jogo tem agora um aspecto ainda mais clean e colorido

Outras coisas como o Pokémon Navi que nos deixam ver o mapa da nova região de Hoenn, ou contactar (e marcar batalhas) com outros trainers que fomos encontrando ao longo da jornada marcam também o seu regresso, assim como temos também o sistema de breeding introduzido no Pokémon Gold/Silver. Outra novidade são os Pokémon Contests que sinceramente já nem quis saber. De resto conceitos como a troca de pokémons entre várias pessoas continuam a ser fortemente encorajados, até porque existem criaturas numa versão e que não estão na outra. Adquirir pokémons de primeira e segunda geração já se tornou inviável com os jogos clássicos devido ao link cable da GBA ser diferente do tradicional, o que supostamente motivou a Nintendo a lançar um remake dos primeiros jogos, no nome de Fire Red e Leaf Green também para a mesma consola. As batalhas em multiplayer também marcam o seu regresso embora uma vez mais continue a ser necessário uma parafernália de cabos e fios, até porque agora 4 jogadores poderiam combater em simultâneo.

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Desta vez a região a explorar é a de Hoenn, mas infelizmente não podemos revisitar nenhuma das anteriores.

No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo com gráficos limpos e eficazes. O estilo visual mantém-se igual a si próprio, a nivel de sprites no overworld este é um jogo mais colorido e detalhado, mas não deixa de nos transmitir uma certa familiaridade muito peculiar desta série. As músicas são também agradáveis e uma vez mais vamos ouvindo um ou outro tema já bem familiar. Infelizmente acho que a partir daqui a Nintendo já começou mesmo a encher chouriços com muitos dos novos pokémon criados, mas no fim de contas e após 10 minutos de jogo já só queremos mesmo é apanhá-los todos e não é por acaso que estes jogos têm vendido sempre horrores. Posto isto, apesar de eu não ser propriamente um fã de Pokémon em si, acabo por apreciar bastante esta série principal de videojogos pelas suas mecânicas simples mas sempre muito viciantes e acho que no fim de contas isso é o que importa.

Sonic Battle (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic BattleBom, o artigo de hoje será mais uma rapidinha pois é um jogo que infelizmente é mesmo mauzinho. Infelizmente todos sabemos que o Sonic tem recebido doses industriais de jogos maus, tanto nos jogos principais da série como o Sonic Heroes, Shadow the Hedgehog ou o infame reboot de 2006, mas também tem recebido muitos spin offs de qualidade questionável e isso infelizmente não vem de “agora”, pois já na Game Gear tinhamos coisas como Sonic Blast ou Sonic Labyrinth. Este Sonic Battle é um brawler, que até pode lembrar coisas como Super Smash Bros, mas enquanto a ideia de um SSB até me poderia agradar, porque o fizeram para a GBA, é algo que me passa ao lado. O cartucho foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, tendo-me custado uns 3€.

Sonic Battle - Nintendo Gameboy Advance
Jogo, apenas cartucho

O jogo anda à volta de um antigo robot de uma civilização há muito extinta, o Gizoid, ter sido descoberto por Sonic e seus amigos numa praia perto das suas casas. Deram-lhe a alcunha de Emerl, devido às suas habilidades para utilizar as esmeraldas caóticas e melhorar a sua performance a cada esmeralda colectada. Enquanto Sonic e os amigos divertem-se a treinar Emerl que por sua vez tende a ficar cada vez mais poderoso, inteligente, e também amigo do ouriço azul e seus companheiros, os vilões, e especialmente Eggman que sabe os segredos por detrás do seu poder, tentam a todo o custo utilizar Emerl para os seus próprios planos mais nefastos.

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Para progredir na história vamos tendo de explorar os mapas e interagindo com outras personagens

O jogo está então dividido em dois segmentos distintos. Por um lado temos o overworld, onde nos podemos deslocar de um lado para o outro e interagir com outras personagens, gerando longos diálogos algo juvenis como infelizmente tem vindo a acontecer com os jogos do Sonic, e pelo meio lá vamos ser arrastados para as batalhas propriamente ditas. Aqui somos largados numa arena 3D em perspectiva isométrica para andar à porrada uns com os outros. Os objectivos variam: tanto podem ser combates de survival, onde temos de derrotar todos os outros adversários mediante o número de vidas que tenham, ou KO battle, onde o objectivo é ser o primeiro a alcançar um número definido de KOs. O sistema de batalha é aparentemente simples, com um botão para saltar, outro para atacar, e os botões de cabeceira para defender ou usar os golpes especiais. À medida que vamos atacando ou defendendo golpes dos adversários, vamos enchendo uma barrinha de energia e quando a mesma está cheia, é nessa altura que podemos usar o ataque especial, que geralmente é bastante poderoso. Esses ataques são os que acabam por ser customizáveis, pois antes de cada combate podemos pré-definir quais os ataques especiais que queremos atribuir às categorias de Ground, Air e Defend, onde por si os ataques especiais podem ser melee (power), ranged (shot) ou armadilhas (trap).

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Infelizmente os diálogos à “Morangos com Açucar” acabam por ser bastante longos

Para além do modo história onde poderemos jogar com muitas das personagens do universo do Sonic, temos ainda outros modos de jogo, como o Battle Mode, ideal para multiplayer para até 4 pessoas, embora todas elas tenham de ter uma cópia do jogo. Existe ainda o Challenge Mode, onde teremos de lutar numa série de batalhas com diferentes objectivos e depois nos dão uma avaliação final mediante a nossa performance e por fim podem ser desbloqueados uma série de mini-jogos, onde alguns podem também ser jogados por multi-player, mas sem ser necessário os amigos possuirem uma cópia do jogo. Não cheguei a testar esses mini-jogos, no entanto.

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Algumas arenas herdam elementos bem conhecidos de vários níveis clássicos

Graficamente é um jogo bonitinho, pois reutiliza as sprites dos Sonic Advance, e nos próprios diálogos também vamos tendo direito a sprites bem maiores e detalhadas das personagens. As arenas são num 3D muito simples, pois estamos a falar de uma Gameboy Advance. As músicas não me ficaram na memória, mas também confesso que já joguei este Sonic Battle há um bom tempo atrás.

No fim de contas, e embora no início do texto eu tenha dito que este é um jogo mau, vou trocar de mau para mediano, pois apesar de ser bastante repetitivo e com diálogos idiotas que infelizmente foram o rumo que a série tomou desde os Adventure, as mecânicas de jogo até nem são más de todas. E por muito que um Power Stone ou Super Smash Bros com personagens da Sonic Team me pareça uma boa ideia ser for bem feito, era preciso que fosse algo bem mais polido que este Sonic Battle. E de preferência numa consola de mesa.

WarioWare, Inc.: Minigame Mania (Nintendo Gameboy Advance)

WarioWare Inc Minigame ManiaTempo para mais uma rapidinha a um cartuchito de Gameboy Advance que veio parar às minhas mãos algures no mês anterior, na Cash Converters de Alfragide, por uns 3, 4€. Apesar de eu já ter escrito sobre o WarioWare D.I.Y para a Nintendo DS, este Minigame Mania é o primeiro jogo da franchise mais nonsense que a Nintendo desenvolveu. Reza a lenda que os produtores do jogo começaram o seu desenvolvimento às escondidas dos seus chefes, e com o conteúdo de alguns dos microjogos, pudera.

WarioWare, Inc. Minigame Mania - Nintendo Gameboy Advance
Jogo, apenas cartucho

Como seria de esperar o principal protagonista deste jogo é Wario que, vendo o sucesso que os videojogos no geral estão a fazer e sendo ele a pessoa mais gananciosa de todo o sempre decide fazer os seus próprios videojogos. Mas pelos vistos sozinho não dá conta do recado pelo que recruta uma série de seus amigos para também eles desenvolverem os seus próprios micro jogos. E o resto… é a loucura total.

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Se Wario pudesse reescrever a história isto seria o que acontecia

O diferencial deste jogo é o mesmo conter dezenas de diferentes micro jogos, que apesar de serem bastante simples, requerem poucos segundos para serem completados. E à medida que vamos progredindo, a velocidade aumenta e o tempo disponível vai diminuindo, o que vai aumentar o desafio. Os micro jogos são dos mais variadíssimos temas, desde apanhar bolas de baseball, serrar troncos de madeira, outros baseados em videojogos como o Wario no lugar de Mario e as coisas demasiado estranhas como puxar a ranhoca para de volta para o nariz, ou escovar os dentes. Muitas vezes as acções necessárias apenas consistem em usar o botão direccional ou um dos faciais na altura certa, pois com o curto intervalo de tempo disponível realmente não dá para pensar muito. Cada personagem tem o seu próprio conjunto de jogos e antes de passarmos para a seguinte temos sempre um nível de boss, que acaba por ser um pouco mais longo e complexo.

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Muitos minijogos para além de serem completamente doidos, têm um design muito minimalista

Mesmo terminando o modo história o que não falta são modos de desafio, onde podemos bater os nossos records ao tentar sobreviver o máximo de tempo possível a enfrentar todos esses microjogos de forma aleatória. Parece-me que existem também uma pequena vertente multiplayer para dois jogadores, mas confesso que essa me passou ao lado.

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Aí está, o clássico!

No que diz respeito aos audiovisuais, as cutscenes e o progresso no jogo em si são bastante coloridas e detalhadas, já os próprios micro jogos… bom tanto temos coisas bem detalhadas ao nível da GBA, como muitos outros bastante simples, quase ao nível de “rabiscos”, mas sinceramente isso também marca a diferença de WarioWare, não me chateia. As músicas são bastante catchy e simples, pois as mesmas vão sendo também aceleradas ao mesmo tempo que o ritmo do jogo. Sempre gostei bastante das musiquinhas de Warioware e neste jogo não é excepção. De resto, apenas me falta referir que o recomendo vivamente: pela sua originalidade, portabilidade e laivos de loucura saudável que por vezes fazem falta aos videojogos.

Sonic Advance 3 (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic Advance 3

Já que escrevi ontem sobre o Sonic Advance 2, então bora lá escrever mais uma rapinha sobre o terceiro e acabar com esta série. E sinceramente, apesar mais uma vez de não ser tão bom quanto os clássicos da Mega Drive, este Sonic Advance 3 acaba por ser o melhorzinho de todos, na minha opinião. E também tal como os outros Sonic Advance, este cartucho também foi comprado numa feira, desta vez a da Ladra em Lisboa e custou-me 2€. Edit: Recentemente adquiri uma versão completa na cash converters por cerca de 10€.

Jogo, apenas cartucho

Mais uma vez Robotnik/Eggman anda a tramar as deles e também uma vez mais cabe ao ouriço azul e a sua pandilha em porem um travão nos seus planos. Para além de controlarmos Sonic, podemo também jogar com Tails e outros “amigos” que iremos desbloquear, como o Knuckles, Amy e Cream e o seu Chao de estimação, o Cheese, cada um com as suas próprias habilidades. Mas isto já tínhamos nos Sonic Advance anteriores. A diferença é que aqui podemos emparelhar todos estes personagens, como Sonic e Tails em Sonic 2 ou 3&Knuckles. Mas agora os nossos “companheiros” são bem mais que isso, formam agora Tag Teams e com recurso ao botão R podem ajudar-nos com novas habilidades quer para “despachar” alguns inimigos, quer para nos ajudar a alcançar áreas que outrora seriam inacessíveis.

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Tal como nos velhos tempos, podemos deixar que Tails nos carregue.

Para melhor tirar partido de todas estas combinações de parceiros e respectivas habilidades, os níveis são agora bem maiores e com muita coisa a explorar, o que é algo que eu sinceramente gostei, com o jogo a deixar de ser apenas um jogo de velocidade e a apostar muito mais nos segmentos de plataforma. Para além disso, os níveis em si, para além de estarem divididos por zonas e actos com um boss no final de cada uma, todos os níveis são agora acedidos através das Map areas, onde também poderemos aceder a pequenos minijogos onde podemos ganhar vidas, ou aos próprios níveis de bónus onde podemos coleccionar as 7 esmeraldas. E também tal como no Sonic Advance 2, para descobrirmos o final verdadeiro do jogo temos de obter todas as esmeraldas, e chegar ao fim com as 5 personagens no “papel principal”.

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Ao longo do jogo temos vários Chao para encontrar. Eles são a chave para aceder aos níveis especiais e coleccionar as esmeraldas

No que diz respeito ao multiplayer, este Sonic Advance 3 é um jogo bem mais sólido. Sim, temos na mesma o modo “time attack” onde até 4 jogadores podem competir entre si a ver quem chega ao final do nível mais rápido, ou um outro “battle mode” onde mais uma vez até 4 jogadores procuram o Chao escondido e podem atacar-se uns aos outros. Mas para além disso, o jogo principal pode ser jogado cooperativamente e ambos os jogadores podem desencadear as suas acções “tag” especiais. Graficamente a Sonic Team e principalmente a Dimps fizeram um bom trabalho em relação a este jogo. As personagens continuam muito bem detalhadas, com boas animações, e os níveis são também coloridos e bem detalhados.

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Existem vários mini jogos que podemos aceder para ganhar mais vidas

Tal como já referi logo no início do artigo, este Sonic Advance 3 continua a não ser tão bom como os clássicos da Mega Drive, mas é notório que a Dimps se tem esforçado para fazer cada vez melhor e este Sonic Advance 3 acaba por ser na minha opinião o melhor dos três. De resto, a única coisa que faltou, embora sinceramente não me causa muita comichão, foi mesmo o Tiny Chao Garden, mas já nos anteriores, e mesmo nos Adventure, foi algo que eu não perdi muito tempo.

Sonic Advance 2 (Nintendo Gameboy Advance)

Sonic Advance 2

De volta para mais uma rapidinha a mais um jogo de uma consola portátil da Nintendo. Os Sonic Advance e Sonic Adventure 2 Battle foram o início do que seria um proibido “casamento” entre ambas empresas outrora rivais, e se algum dia nos anos 90 alguém me dissesse que uma consola da Nintendo receberia de forma oficial um jogo do Sonic, mandava-o pastar na hora. Mas com a descontinuação da Dreamcast e a Sega seguir o caminho de software house apenas, apostar principalmente na Nintendo para receber os jogos da sua mascote pareceu-me a decisão óbvia, afinal o público alvo é essencialmente o mesmo. E apesar de não ser perfeito, gostei do Sonic Advance por ser um regresso ao 2D (notem que não escrevi regresso às origens). Com o lançamento do Sonic Advance 2 era de esperar que a Sega seguisse o feedback dos seus fãs e lançasse algo melhor, certo? Certo? Bom, veremos. Este meu cartucho foi comprado na feira da Vandoma no Porto, creio que por 4€. Edit: arranjei recentemente um exemplar completo numa Cex.

Jogo com caixa, manual e papelada

E sim, neste jogo Sonic ganha ainda mais um amigo, ou neste caso amiga, a coelha Cream e o seu Chao de estimação Cheese. De resto a história mais uma vez coloca Sonic e os seus amigos contra mais algum plano megalómano de Robotnik/Eggman para dominar o mundo. Para além de Sonic, vamos poder desbloquear ao longo do jogo as outras personagens como Tails, a já referida Cream, Knuckles e também Amy, sendo que cada uma das personagens possui diferentes habilidades como voar temporariamente, escalar e destruir paredes ou diferentes ataques. O jogo está dividido em 7 diferentes zonas, cada uma com 2 actos e um boss no fim. A exploração e uma jogabilidade mais cuidada permitem-nos também encontrar os “special rings” que nos dão acesso aos níveis de bónus necessários para se apanhar as 7 esmeraldas do Caos, que por sua vez são requisito necessário se quisermos ver realmente o verdadeiro final do jogo (e daí se calhar é preciso mais qualquer coisinha).

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O grindingé uma manobra que regressou e sinceramente de todas as manobras “modernas” do Sonic esta nem me irrita nada.

No artigo do primeiro Sonic Advance devo ter referido que apesar de ser um jogo bonitinho, o level design não era tão bom como os originais da Mega Drive. E infelizmente o mesmo se aplica aqui. Sonic Advance 2 é um jogo feito a pensar mais que tudo na velocidade vertiginosa, sacrificando os bons elementos de plataforma que existem nos clássicos. E mais, jogar com o Sonic acaba também por ser algo prejudicial se já não soubermos de antemão a localização dos Special Rings, pois se por algum motivo quisermos voltar para trás, há imensas alturas em que tal não pode ser feito com o Sonic. Já as outras personagens, devido às suas habilidades, já conseguem ultrapassar essas barreiras. De resto existem outros modos de jogo como o Time Attack que desafia o jogador a terminar cada acto num determinado intervalo de tempo, ou um modo de corrida para 2 jogadores que acaba por ser algo similar no seu conceito. Também existe aqui uma versão simplificada do Chao Garden existente nos Sonic Adventure, onde podemos “criar” o nosso próprio Chao e participar também em alguns mini-jogos.

screnshot
Chegar ao final com o Sonic e 7 esmeraldas acaba por não ser suficiente para ver tudo o que o jogo tem para oferecer.

Já no audiovisual é um jogo bem bonitinho e colorido, com as personagens a serem bem detalhadas e animadas e o mesmo pode ser dito dos níveis, embora as suas temáticas nos sejam já muito familiares, com os habituais campos verdejantes, outras zonas mais aquáticas ou aéreas, mais industriais e por aí fora. Os níveis de bónus são jogados num efeito 3D com um chão em mode 7, muito similar aos níveis de bónus no Sonic CD da Mega CD e a muitos jogos de SNES que abusavam deste efeito gráfico. As músicas sinceramente já me passaram algo despercebidas, mas não me desagradaram de todo, senão eu lembrar-me-ia.

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Os níveis de bónus lembram-me os do Sonic CD com o seu efeito similar ao mode 7

No fundo este acaba por ser mais um jogo que me deixa com pena de a Dimps não ter conseguido capturar por completo o bom balanço entre velocidade, exploração e plataforma dos jogos clássicos do ouriço azul, no entanto também não é mau de todo, e sinceramente continuo a preferir qualquer Sonic Advance ou Rush à grande maioria de jogos em 3D do ouriço.