Genocide (PC-Engine CD)

Vamos voltar às rapidinhas à PC-Engine para um jogo que em imagens me pareceu muito porreiro mas depois, quando chegou a vez de o jogar, todo o entusiasmo inicial desvaneceu-se por completo. Este Genocide, produzido originalmente pelos nipónicos Zoom para o mítico computador Sharp X68000 em 1989, acabou por receber uma versão para a PC-Engine CD em 1992, cuja conversão ficou a cargo da também nipónica e desconhecida Brain Grey. O meu exemplar foi comprado num lote considerável de jogos PC-Engine / Turbografx-16 que comprei a um particular algures em Janeiro. Este foi dos mais baratos do lote, tendo-me custado menos de 5€.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Ora a história decorre algures no futuro, onde a civilização avançou bastante a nível tecnológico e uma inteligência artificial MESIA (presumo que queiram ter antes referido messiah, de messias) governava de forma eficiente a população. Mas claro, eis que o super computador se revolta contra os humanos, criando um grande exército de robots para os dizimar. Nós somos então a última esperança da humanidade, um piloto de um mecha que terá de enfrentar todos esses perigos sozinho.

Infelizmente os inimigos são numerosos e não nos dão quaisquer tréguas. Para além disso são autênticas esponjas de dano!

Graficamente até que é um jogo interessante, como irei detalhar um pouco mais em seguida, mas as imagens enganam pois a jogabilidade é horrível. A nível de controlos não há muito que enganar pois temos um botão para saltar, e um outro para que o nosso mecha ataque com a sua espada. Os níveis são todos num estilo 2D sidescroller onde teremos de limpar todos (ou quase todos) os inimigos do ecrã, avançar até ao final do nível e destruir uma barreira que nos permita avançar para a zona seguinte, onde teremos de repetir o processo e eventualmente enfrentar um boss. A partir de certa altura herdamos um equipamento novo, uma espécie de satélite que flutua em cima de nós. Para além dessa esfera absorver qualquer dano que a atravesse, a ideia é que, ao manter o botão de ataque pressionado durante alguns segundos, essa esfera se carregue de energia e ao soltar o botão de ataque mais um direccional, lancemos o satélite nessa direcção causando dano no primeiro alvo que tocar.

Entre cada nível vamos tendo cutscenes simples que pouco variam a nível visual, tendo no entanto muito texto.

É isto o jogo todo e o problema está precisamente na jogabilidade que apesar de simples, está longe de ser refinada. Os inimigos surgem em grande número, rápidosm agressivos e são todos autênticas esponjas de dano. Será impossível não sofrer dano em muitos momentos, dano esse que nem sempre é consistente, pois o ataque que sofremos pode não causar dano, tirar-nos apenas um ou dois traços da barra de vida, ou uma grande parte de uma só vez… e isto para o mesmo inimigo/ataque! Vamos ter então de pressionar constantemente o botão de ataque, não só para causar dano mas também para prevenir que os projécteis dos inimigos nos atinjam e eventualmente saltar para evadir alguns ataques também. Infelizmente os power ups que nos regeneram a barra vida são raros e a nossa barra de vida não é restabelecida entre níveis, pelo que vai ser um jogo bastante desafiante por essa razão.

Graficamente até que é um jogo muito competente, pena que seja quase injogável!

No que diz respeito aos visuais, o jogo até que é algo apelativo, ao apresentar níveis variados, com alguns efeitos de parallax scrolling, e sprites grandes e bem detalhadas. Os cenários tanto podem ter temáticas mais urbanas ou industriais, bem como cenários mais naturais como florestas ou outros mais orgânicos, o que me leva a entender que não são só robots que nos atacam, mas outras criaturas monstruosas e aparentemente alienígenas também. Intercalado com os níveis vamos tendo uma série de cutscenes muito simples que vão avançando a história. Não têm é qualquer voice acting a acompanhar, pelo que vamos ter de lidar com muito texto em japonês. Já a banda sonora por outro lado até que é bastante agradável, com alguns temas rock e repletos de sintetizadores, mesmo como era típico na décade de 80.

Portanto este Genocide é um jogo muito fraquinho, pelo menos na versão PC-Engine, pela sua jogabilidade horrível, apesar de até ter gráficos interessantes. A versão original de 1989 para o X68000 visualmente até que parece bem superior a esta conversão, mas fico curioso se a jogabilidade será tão má quanto esta. Presumo no entanto que o jogo tenha tido algum sucesso pelo Japão (quanto mais não seja pelo lançamento original do Sharp X68000), pois a Zoom ainda desenvolveu um Genocide 2 que acabou por receber uma conversão para a Super Famicom e ainda um Genocide² exclusivo do FM-Towns.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Genocide (PC-Engine CD)

  1. Ganhou o meu follow já de cara, com a logo do sega Saturn. 💪💪💪 Se puder dar uma força e seguir a gente TB agradecemos imensamente 👏🥳🤩

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