Castle of Illusion (PC)

No mesmo ano em que é lançado o remake do DuckTales para diversas plataformas, mais um jogo da Disney acabou por ter o mesmo destino, nomeadamente este Castle of Illusion, relançado em 2013. Mas se o DuckTales, produzido originalmente pela Capcom, havia saído originalmente em sistemas da Nintendo, o Castle of Illusion foi obra da Sega. O remake em si ficou a cargo do estúdio Sega Studios Australia (outrora um braço da Creative Assembly) e eles fizeram um excelente trabalho também! O meu exemplar digital do steam sinceramente não me recordo quando e onde foi comprado, creio que terá sido numa steam sale por uma bagatela!

A premissa é a mesma do jogo original: a bruxa Mizrabel rapta a Minnie para lhe roubar a sua juventude e beleza e cabe ao rato Mickey resgatá-la. Para isso deveremos explorar as diferentes salas do Castle Of Illusion, que nos levam a diferentes mundos guardados por Masters of Illusion e, depois de os derrotar, coleccionar uns cristais mágicos que nos abrirão portas para os calabouços da Mizrabel, onde naturalmente teremos de a derrotar para resgatar Minnie.

O castelo é agora um hub que pode ser explorado livremente e os níveis que já tenhamos terminado podem ser rejogados

Os controlos mantêm-se semelhantes, com um botão para saltar e outro para atirar objectos e ambos servem para atacar os inimigos. Saltando-lhes em cima, no entanto, se pressionarmos novamente o botão de salto justamente quando estivermos prestes a atingir os inimigos, conseguimos saltar bem mais alto, o que deveremos mesmo fazer para melhor explorar os níveis e descobrir todos os seus segredos. Felizmente os controlos ficaram excelentes, particularmente se utilizarmos um gamepad. O castelo serve agora de hub que pode ser explorado livremente e todos os níveis que já teríamos passado anteriormente poderão também serem rejogados, pois como acabei de referir, existem imensos segredos para descobrir ao longo dos níveis que nos desbloquearão alguns extras como vestimentas adicionais para o rato.

Alguns segmentos chave passaram a estar em 3D, este até que faz lembrar certos momentos do Crash Bandicoot

A equipa que trabalhou neste remake fez mesmo os trabalhos de casa, pois todos os níveis do original (os níveis na floresta, mundo dos brinquedos, o nível aquático, a biblioteca, o mundo dos doces e por aí fora) estão também aqui representados mas de uma forma completamente diferente. A versão original é um jogo de plataformas 2D e este remake na sua essência também o é, apesar de possuir gráficos tri-dimensionais. Temos no entanto alguns segmentos puramente em 3D, onde nos poderemos deslocar livremente, como quando enfrentamos alguns dos bosses, por exemplo. Mas reafirmo o excelente trabalho da equipa que desenvolveu este remake, nota-se perfeitamente que conhecem bem a obra original. Por exemplo, o segmento de inverter a gravidade no nível dos brinquedos? Está aqui. O mergulho na chavena de chá da biblioteca? Confere. O platforming mais exigente da torre de relógio? Confere também! Os bosses estão igualmente todos presentes, muitos deles com novos padrões de ataque. Antes de defrontarmos a Mizrabel temos ainda um outro desafio de platforming para subir a torre final, que não existia na versão original.

Os bosses foram também refeitos e com novos padrões de ataque

A nível gráfico acho que está um jogo bem conseguido, onde tal como referi, a equipa conseguiu pegar em todos os cenários da versão original (que por si só já eram bastante diversificados e originais) e dar-lhes um aspecto bem mais moderno e cartoony. Parece mesmo que estamos dentro de um filme antigo da Disney! O facto de incluirem narração entre níveis dá-lhe também um feeling mais cinematográfico. Nada a apontar ao voice acting e à banda sonora, esta que é inspirada nos temas da versão original, mas agora em vez de chiptune, temos instrumentos reais. Uma vez mais, uma banda sonora digna de um filme de animação da Disney característico dos seus primórdios.

Existem alguns desbloqueáveis que nos obrigam a explorar os níveis a 100%, não deixando nada para trás

Portanto devo dizer que gostei bastante deste remake do Castle of Illusion. A equipa que o produziu (estúdio que infelizmente fechou portas no mesmo ano) fez um excelente trabalho ao capturar toda a atmosfera do original e dar-lhe uma roupagem mais moderna. É um jogo curto, mas os níveis estão repletos de segredos e algumas estrelas difíceis de apanhar se o quisermos completar a 100%. Eu não me dei a esse trabalho, mas o desafio está lá! Este remake sai numa altura em que havia um certo revivalismo de várias séries de videojogos dos anos 80 e 90, é uma pena que a Sega não tenha dado continuidade a este projecto. Adorava ver um remake dos Illusions restantes bem como o Quackshot (não esquecendo os títulos 8bit que saíram na mesma época).

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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