Back to Bed (PC)

Voltando às rapidinhas de jogos indie no PC, ficamos agora com o Back to Bed que é um puzzle game visualmente original, principalmente pelos seus cenários surrealistas que fazem lembrar pintores como Salvador Dali. Sinceramente não me recordo onde e quando comprei o meu exemplar digital, mas creio que terá vindo de algum indie bundle e portanto terá ficado baratíssimo.

O conceito do jogo é simples: Bob é sonâmbulo e nós encarnamos num ajudante bizarro que terá de o encaminhar de volta para a sua cama, por uma série de cenários surreais, repletos de obstáculos e ocasionalmente alguns inimigos como relógios andantes ou cães que poderão o acordar. Bob nasce num certo ponto do mapa e começa a andar em linha recta. Sempre que tocar numa parede ou obstáculo muda a sua direção em 90º no sentido dos ponteiros do relógio ou seja, vira sempre para a sua direita. Então nós vamos poder carregar maçãs gigantes (o jogo é surreal, lembram-se?) de forma a criar obstáculos em pontos chave, fazendo com que Bob se encaminhe na direcção que pretendemos. Ou peixes gigantes para fazer pontes entre pequenas ilhas. Ocasionalmente teremos alguns inimigos para evitar, sendo que estes também seguem caminhos pré-definidos e podemos alterar os seus caminhos da mesma forma.

As maçãs gigantes são os objectos que teremos de posicionar em locais chave para que Bob se encaminhe para a sua cama

Temos 2 cenários diferentes para explorar com 15 níveis cada um, com os típicos cenários surreais. Uma vez terminados ambos os cenários, o jogo convida-nos a rejogá-los na sua versão Nightmare. Aqui temos os mesmos níveis e o objectivo continua a ser o de guiar Bob até à sua cama, mas desta vez a porta do seu quarto está trancada, pelo que teremos de guiar Bob pelos níveis de forma a apanhar a(s) chave(s) que estarão tipicamente espalhadas em pontos chave e só depois encaminhá-lo para o quarto. O jogo recomenda que seja usado um gamepad em vez de rato e teclado e realmente deveria ter seguido essa recomendação. Isto porque por vezes teremos mesmo de agir rapidamente e nem sempre os controlos respondem da melhor forma quando usamos o rato e teclado.

Ocasionalmente teremos alguns inimigos que se podem atravessar no caminho de Bob. Estes seguem também certos padrões de movimento, pelo que devemos afastá-los do caminho.

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo muito peculiar nesse aspecto. Os cenários são todos surrealistas e o jogo possui uma direcção de arte muito peculiar. As músicas são apenas algumas faixas extremamente ambientais, o que sinceramente até nem destoa nada da experiência em si. Se bem que no caso dos cenários Nightmare estava à espera que fossem níveis mais sinistros, mas tal não aconteceu.

Portanto este até que é um jogo interessante. Não é propriamente muito longo, mas gostei da originalidade dos seus cenários. A jogabilidade poderia ser um pouco melhor, mas provavelmente deveria ter seguido os conselhos do jogo e ter usado antes um gamepad.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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