Leisure Suit Larry 5: Passionate Patti Does a Little Undercover Work (PC)

Continuando pela saga do Leisure Suit Larry, vamos agora visitar o seu quarto/quinto capítulo, que acabou por ser o primeiro da série a ser lançado com um novo motor gráfico, que já suporta cores VGA, resultando em visuais bem mais coloridos pela primeira vez. Mas o que se passou com o Leisure Suit Larry 4 (The Lost Floppies)? Na verdade esse jogo nunca existiu e a passagem de LSL 3 para LSL5 acabou por ser uma piada do Al Lowe e restante equipa e neste jogo irão inclusivamente fazer imensas referências ao tal quarto título perdido. Aparentemente até foram os vilões deste jogo que roubaram as disquetes que continham o LSL4! Mas já lá vamos. O meu exemplar, tal como os outros Larries que trouxe até agora, vieram da compilação LSL Greatest Hits and Misses que comprei no GOG por uma bagatela há alguns anos atrás.

No Leisure Suit Larry 3, Larry acabou por encontrar “mais um” amor da sua vida, a pianista Passionate Patti e acabam por ficar juntos no final. Neste jogo tanto Larry como Patti estão separados e, pelo menos no caso de Larry, está amnésico, sem saber o que aconteceu desde que abandonou a ilha de Noontoonyt. E aqui acabaremos por alternar entre Larry e Patti, que possuem missões diferentes, mas relacionadas entre si. Larry é um funcionário de uma estação televisiva e acaba por ficar com a missão de viajar pelos Estados Unidos para documentar, secretamente com uma câmara de bolso, três modelos finalistas do concurso das mulheres mais sexy da América. Por outro lado, Patti, cansada de ser explorada como pianista em bares manhosos, acaba por ser convidada por um agente do FBI para servir de agente infiltrada numa operação onde planeiam desmascarar alguns nomes da indústria musical, que plantam mensagens subliminares nas suas músicas.

Tal como no jogo anterior poderemos jogar também com a Patti, mas desta vez vamos alternando entre ambos ao longo da história

E este é então o primeiro verdadeiro point and click da saga Larry (tal como o remake do primeiro jogo), onde já não precisamos de escrever os comandos que queremos que Larry execute, mas sim poderemos alternar entre diferentes cursores do rato que representam diferentes acções, como observar, falar, mexer ou, exclusivo da saga Larry, temos o ícone do fecho zipper de umas calças, que representam alguma acção sexual. É mais uma aventura bem humorada, com várias referências eróticas e alguma nudez ocasional. Mas também ao contrário dos jogos que vieram antes, este possui puzzles bem mais simples e é um jogo bem mais tranquilo: Tanto Larry como Patti não correm perigo de vida constante, nem corremos o risco de passar pontos sem retorno com algum item importante em falta. Bem pelo contrário, muitos dos puzzles aqui até que são algo opcionais, o que sinceramente já não faz muito sentido e aí já acho que o jogo deu um grande passo atrás.

Tal como no primeiro Larry, teremos várias mulheres para conquistar, o que poderá resultar em situações embaraçosas e hilariantes

Já no que diz respeito aos audiovisuais, como já referi acima este Larry usa o mesmo motor gráfico do primeiro remake do Land of the Loung Lizards, que suporta maiores resoluções e bem mais cores que a tecnologia EGA. Isto resulta portanto num jogo ainda com bastante pixel art, mas bem mais colorido e detalhado. O realismo que tentaram incutir no segundo e terceiro jogo foi aqui descartado em virtude de uns visuais mais cartoon, o que sinceramente até me agrada. Neste Larry ainda não tivemos direito a voice acting, algo que irá acontecer no próximo título, mas o som acaba por ser bem conseguido como um todo, repleto de músicas agradáveis e variadas consoante as localizações que vamos visitando.

Mesmo no modo EGA, com muito menos cores, continua um jogo mais apelativo que os seus predecessores

Portanto este Larry 5 acaba por ser mais um jogo sólido e com bom humor, mas confesso que até agora continuo a preferir o primeiro jogo de todos. A premissa mais simples de jogarmos com um perdedor, cujo único objectivo era o de perder a virgindade, e pelo meio acontecer-lhe tudo e mais alguma coisa, é uma premissa simples, mas que resultou muito bem. Aqui vamos alternando a narrativa entre Larry e Patti, que, como mulher elegante e confiante, é o completo oposto de Larry e acaba por destoar um pouco. Acho que a própria Sierra se apercebeu disso quando produziu o jogo seguinte, que irei pegar nele em breve.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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