Leisure Suit Larry II: Goes Looking for Love (in Several Wrong Places) – PC

Depois do sucesso do primeiro Leisure Suit Larry, Al Lowe e a Sierra não perderam muito tempo para colocarem cá fora uma sequela. Usando um motor gráfico mais recente (a primeira versão do SCI), esta sequela é um jogo mais linear, no entanto bem maior, com muitos mais locais para visitar. O meu exemplar digital, tal como os outros jogos da série, veio na compilação Leisure Suit Larry’s Greatest Hits and Misses que foi comprada no GOG algures em 2013 por menos de 2.5€.

Depois da noite incrível que Larry protagonizou no final do primeiro jogo, a sua aventura começa precisamente na casa de Eve, onde acaba por ser expulso da vida da sua primeira conquista amorosa. Ao vaguear por Los Angeles, acabamos por nos ver envolvidos numa série de eventos bizarros: Larry finge ser o vencedor da lotaria e, enquanto está prestes a ser entrevistado pela estação televisiva local, vê-se agarrado a participar por engano num programa de encontros amorosos, onde, incrivelmente, acaba por ganhar uma viagem num cruzeiro pelos trópicos com a jovem concorrente. Pelo meio vê-se também envolvido, acidentalmente como sempre, no meio de uma conspiração de um vilão à lá James Bond que possui uma base secreta numa ilha tropical, onde naturalmente acabaremos por tropeçar e teremos também à perna inúmeros agentes do KGB à nossa procura.

Como habitual vamos tendo sempre uma narrativa bem humorada

Portanto, sendo este um jogo mais linear, tem no entanto vários pontos sem retorno, o que nos pode levar a avançar na história sem ter coleccionado alguns itens importantes antes, algo que iremos certamente sentir a sua falta mais tarde pois o que não faltam aqui são diferentes cenários de game over. Seja pela falta de algum item específico, seja por não usarmos alguns itens em certos momentos chave (o protector solar é muito importante!), ou se caírmos nalguma armadilha do KGB entretanto, ou simplesmente se formos desastrados em certos momentos do jogo. Tal como o seu predecessor, o interface é todo feito através de comandos que teremos de escrever, pelo que por vezes lá existam algumas falhas de vocabulário. Mover Larry é feito através das setas do teclado, e neste jogo teremos algumas ocasiões onde teremos de mover Larry por caminhos perigosos, como escapar de areia movediça, ou atravessar um perigoso desfiladeiro. Por todas estas razões é muito importante ir gravando o progresso no jogo em vários pontos, seja para voltarmos a uma zona atrás no jogo para procurar algum objecto que tenha ficado esquecido, ou para escapar de alguma armadilha do KGB, por exemplo.

Este segundo jogo está repleto de armadilhas e mortes bizarras! Façam saves frequentes e em slots diferentes

A nível audiovisual, sinceramente prefiro o primeiro Larry. Aqui já jogamos num motor gráfico novo, que apesar de possuir sprites, cenários e animações mais detalhadas, ainda é um motor gráfico com tecnologia EGA com 16 cores em simultâneo. Ou seja, com tão poucas cores disponíveis, sinceramente acho que os visuais mais simples e limpos do primeiro jogo tenham envelhecido melhor. Basta verem screenshots dos ecrãs na selva para terem uma ideia melhor do que estou a tentar dizer. Por outro lado, no som, já temos mais músicas e efeitos sonoros ao longo do jogo, embora ainda existam muitos momentos absolutamente silenciosos.

Esta fase foi muito chata!

Portanto este Leisure Suit Larry é mais uma aventura gráfica repleta de situações caricatas e bom humor. É também um jogo mais linear que o seu predecessor, porém é maior, com uma maior variedade de localizações distintas a explorar. No entanto, exige uma jogabilidade ainda mais cuidada, pois teremos imensas armadilhas e alguns puzzles não muito lógicos, muitas vezes exigindo itens que podemos ter deixado passar despercebidos em áreas anteriores às quais já não poderemos regressar. Uma vez mais, múltiplos saves são absolutamente recomendados, caso não queiram consultar nenhum guia.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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