Bomberman 64 (Nintendo 64)

Lançado no Japão como Baku Bomberman (não confundir com o Bomberman 64 lançado exclusivamente no Japão em 2001), este “nosso” Bomberman 64 é o primeiro jogo da conhecida franchise da Hudson completamente em 3D e também acaba por divergir um pouco (bastante até) das mecânicas clássicas. O meu exemplar foi comprado algures em 2016 na Cash Converters em Alfragide, creio que foi dos últimos jogos que comprei lá antes de voltar a viver no Porto e acho que me custou uns 5€.

Apenas cartucho

A história é muito simplista como é habitual na série, consistindo no mundo de Bomberman ter sido invadido por uns aliens, cabendo-nos a nós expulsá-los do planeta. O problema é que a nave mãe, onde está o líder da ameaça, é inacessível, a menos que se destruam umas âncoras das naves secundárias que acompanham a nave principal. Estas naves secundárias funcionam como os diferentes “mundos” que temos de explorar, com uma delas a serem uma espécie de microplanetas com diferentes temáticas. O primeiro mundo é um mundo cheio de ruínas que se assemelham a templos antigos, o segundo é uma fortaleza repleta de água, o terceiro um vulcão gigante e o quarto é um mundo gelado, cheio de neve e gelo. Assim que completarmos estes quatro mundos é que poderemos avançar para o final. Em cada um dos mundos temos tipicamente 4 níveis, intercalando níveis de exploração, com confrontos com bosses.

Pela primeira vez na série Bomberman vamos poder explorar mundos inteiramente em 3D!

Com a introdução do 3D, as jogabilidades básicas do Bomberman foram adaptadas. Os mundos são mais abertos, permitindo-nos movimentar livremente em mais direcções que as quatro dos jogos clássicos. Com os mundos abertos, as explosões em cruz típicas desta série deixam de fazer sentido, passando agora a ter um padrão esférico, cujo raio da explosão pode aumentar consoante os power ups que apanhamos. Muitas dos power ups e habilidades clássicas estão aqui presentes, como a possibilidade de plantar mais que uma bomba em simultâneo, pontapeá-las, pegar nelas e atirá-las ou os “aumentos de potência explosiva” já referidos. Bombas controladas remotamente também marcam o seu regresso, bem como a habilidade de “carregar” uma bomba normal durante alguns segundos, tornando-a bem mais poderosa. Os níveis de exploração obrigam-nos a explorar o cenário e resolver alguns pequenos puzzles para que possamos descobrir a sua saída. As bombas mantêm o seu papel fulcral na resolução destes pequenos puzzles, consistindo em demulir estruturas que nos bloqueiam o caminho, activar ou desactivar alavancas e interruptores, o mesmo fazendo de plataformas, pois o bomberman neste jogo não consegue nem saltar nem nadar.

Com diferentes power ups podemos ter bombas com diferentes funcionalidades

De resto, ainda no modo história, e de forma a alcançarmos o melhor final, somos convidados pelo jogo a encontrar 5 medalhões de ouro em cada nível, sendo que três deles estão escondidos, os outros são alcançados mediante a nossa performance. Um deles é-nos atribuido sempre que derrotamos um número mínimo de 30 inimigos no nível em questão, outro se o completarmos abaixo de um tempo limite, pelo que teremos de jogar cada um dos níveis mais que uma vez para apanhar todas estas medalhas douradas. Nos níveis em que defrontamos bosses temos 4 medalhas que nos são atribuidas normalmente à medida que vamos causando dano, sendo a quinta atribuida uma vez mais se formos rápidos o suficiente. Para além do modo história como devem calcular temos também várias vertentes multiplayer que acredito que estejam viciantes como sempre e o facto da Nintendo 64 suportar nativamente 4 jogadores em simultâneo, estão reunidas todas as condições para uma experiência multiplayer Bomberman excelente. Digo “acredito que sim” pois infelizmente não cheguei a experimentar.

Temos alguns bosses pela frente, alguns deles bem grandinhos

A nível audiovisual este Bomberman 64 é um jogo competente nesse aspecto. Os mundos são variados e estão detalhados quanto baste, e tendo em conta as limitações  impostas pelo hardware da consola da Nintendo. A minha única queixa seria talvez para o sistema de câmara, que por um lado é simples e intuitivo, ao usar os botões C para movimentar a câmara em ângulos de 45º, mas por vezes a nossa visão fica completamente tapada em ângulos mortos. No que diz respeito ao som, não tenho nada a apontar, pois o jogo aí cumpre bem o seu papel, os efeitos sonoros são competentes e as músicas bastante agradáveis e com melodias memoráveis.

Portanto este Bomberman 64 acaba por ser um jogo interessante não só por ser o primeiro em 3D, mas também por ser um dos primeiros jogos principais da série a enveredar por mecânicas de jogo mais típicas de jogos de acção/plataformas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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