Sakura Dungeon (PC)

Por fim, um artigo sobre o último jogo que tenho no Steam da série Sakura. Tal como todos os outros até agora, este deu entrada na minha colecção através de um indie bundle que ficou bastante em conta. Mas na verdade, comprei esse bundle precisamente por este jogo, que para além de ter algumas mecânicas de Visual Novel, no seu núcleo é um RPG dungeon crawler na primeira pessoa, o que me deixou bastante curioso.

Então no que é que este jogo consiste? Basicamente controlamos Ceri, uma jovem aventureira que se encontrava a explorar uma dungeon quando sem querer liberta Yomi, uma “espírita-raposa” (os japoneses muito gostam destas coisas) que vimos a saber que era a anterior Dungeon lord, tendo sido aprisionada magicamente há muitos anos atrás. Yomi exerce então um feitiço sobre Ceri obrigando-a a ajudá-la na reconquista da dungeon. À medida que vamos progredindo no jogo vamos também ganhar a skill de captura, onde poderemos capturar os inimigos para que também se juntem ao nosso lado. Outras personagens também vão surgindo através de outros eventos e quando dermos conta teremos um pequeno exército de personagens que nos podem ajudar.

Sim, os inimigos são todos fêmeas, muito humanas até.

A party pode ter um máximo de 6 personagens em simultâneo, sendo que os primeiros 3 são os que participam activamente no combate, com os outros 3 em reserva, entrando em acção sempre que uma personagem da linha da frente morre. No entanto, todas as personagens ganham pontos de experiência, independentemente se estão activamente em combate, na linha de reserva, ou na pool de personagens disponíveis na aldeia (embora a evolução destas últimas seja um pouco mais lenta). A aldeia é onde também temos uma loja para comprar mantimentos e poderemos participar em alguns eventos mais típicos de visual novels. Mas claro, sendo este um jogo da série Sakura, esperem sempre por algum erotismo, principalmente se instalarem o patch para desbloquear o conteúdo para adultos.

Infelizmente as mecânicas de jogo poderiam ser melhores na minha opinião. Não existe qualquer magia regenerativa e durante o combate não podemos usar itens, incluindo itens que nos regeneram a vida, pelo que o jogo exige muito grinding para constantemente subirmos de nível e evitar riscos desnecessários durante os combates, especialmente contra os bosses que tipicamente possuem níveis mais elevados. Nos combates em si podemos usar as nossas habilidades que gastam APs (action points), ou usar a habilidade especial de “Guard” que simplesmente regenera parcialmente os APs da personagem para o próximo turno. Cada habilidade possui diferentes chances de acertar nos adversários, cujas aumentam quanto maior for o nosso nível face ao adversário. Se por outro lado estivermos com um nível baixinho perante o oponente, as hipóteses de os nossos golpes o atingirem já são menores, o que mais uma vez pode ser um problema.

Quando visitamos a aldeia, poderemos desbloquear também uma série de diálogos extra

De resto, e tirando estes pontos menos positivos das mecânicas de jogo, até que gostei do jogo, mas isso é porque eu gosto de dungeon crawlers na primeira pessoa! Os mapas vão sendo construidos à medida em que exploramos cada nível e à medida em que vamos progredindo os níveis vão ficando mais complexos, seja com armadilhas, ou pequenos puzzles onde teremos de procurar alavancas ou botões que nos abram ou fechem portas. E sendo este um jogo em que nos obriga a um grinding elevado, felizmente também temos maneiras facilitar a tarefa. No combate, ao carrega na tecla “a” de auto, faz com que os mesmos sejam automatizados. Por outro lado, ao clicar também na tecla “s” de skip, acelera ainda mais as transições de  turno.

Aqui não há mapas já preenchidos, temos de descobrir tudo por nossa mão.

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, este jogo foi produzido por uma empresa especialista em visual novels, pelo que não esperem por nada de espectacular. As personagens, especialmente durante os combates, possuem animações mínimas. Os cenários também são muito simples, embora vão alternando a cada 4/5 níveis. A última parte da dungeon (opcional e necessita de desbloqueio à priori) é nada mais nada menos que uma nave espacial toda futurista. Aqui as músicas são mais electrónicas, fazendo-me lembrar inclusivamente jogos como Phantasy Star Online. Nos restantes níveis da dungeon as músicas são mais fantasiosas mas igualmente agradáveis ao ouvido.

Ocasionalmente lá encontramos um portal que serve de checkpoint, onde podemos viajar livremente entre a sua posição na dungeon e a aldeia.

Portanto este Sakura Dungeon até que é um jogo interessante para quem for fã de RPGs Dungeon Crawler na primeira pessoa, mas mesmo para esses, deve ser visto como um jogo ligeiro, e não hardcore. Isto porque as mecânicas de jogo não são as melhores e mesmo jogando em níveis de dificuldade mais avançados, o que nos obriga mais é um grind mais moroso e a preocupação em escolher ataques que tenham menos probabilidades de falhar.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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