Doc Clock: The Toasted Sandwich of Time (PC)

Voltando aos jogos indie, para mais uma rapidinha. E o jogo que falarei hoje é o Doc Clock: The Toasted Sandwich of Time, um sidecroller/puzzle game que, embora tenha os seus defeitos, não deixa de ter os seus momentos de insanidade. E este Doc Clock é um produto dos indies da Stickmen Studios, misturando elementos de plataforma, com puzzle-solving e a habilidade de voltar atrás no tempo como no Braid, se tivermos feito asneira. Não me recordo ao certo como este jogo entrou na minha colecção digital do Steam, mas deverá ter sido através de um dos muitos bundles já existentes.

Doc Clock The Toasted Sandwich of Time - PCDoc Clock é um inventor meio maluco que após ter inventado a sua torradeira XPTO, ao testá-la transforma acidentalmente o seu gato de estimação num num híbrido com um cacto. Determinado a resolver a situação, Doc Clock dá uso à sua máquina do tempo de forma a voltar ao passado e evitar tudo isto. Claro que tudo corre mal e somos levados a um futuro longínquo, onde os humanos há muito que foram exterminados por uma série de robots conscientes. Para piorar ainda mais as coisas, a máquina do tempo desintegrou-se em diferentes peças espalhadas pelo mundo do jogo. O que vem a seguir é simples, temos de guiar o cientista maluco pelos diversos cenários em busca de todas as peças da sua máquina do tempo. A acompanhar-nos nessa viagem temos uma das outras invenções de Doc Clock, o seu robot-mochila chamado Sack, que lhe permite guardar uma enorme variedade de objectos, independentemente do seu tamanho, sejam pequenas tábuas até banheiras ou sofás inteiros.

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Inicialmente os puzzles são tão simples como construir uma escadinha com blocos.

O jogo tem assim as já mencionadas influências de puzzle e jogo de plataformas, pois temos de avançar nos níveis de forma a ultrapassar todos os obstáculos, e Doc Clock não consegue saltar. Inicialmente basta apenas colocar umas tábuas para atravessar algus buracos com espinhos, ou colocar umas caixas em cima das outras para servirem de “escadinha”, mas depois chega a altura em que conseguimos montar o nosso próprio veículo e as coisas aí ficam mais engraçadas. A maneira de construir as coisas é completamente demente. Por exemplo, podemos usar uma banheira de base e juntar 2 rodas, arrastando-as com o rato até à posição onde queremos que elas fiquem e voilá, temos o nosso primeiro carro. Depois com o recurso a aviões de papel gigantes, guarda-chuvas, hélices ou outros objectos que poderemos encontrar ao longo do jogo podemos fazer com que o nosso veículo tenha outros comportamentos, como planar, descer suavemente e por aí fora. Os puzzles acabam por envolver sempre essa manipulação de objectos de forma a fazer tudo, desde atingir alavancas que desbloqueiam passagens, destruir robots inimigos ou ultrapassar esses ligeiros elementos de platforming. Mas como há sempre uma alta probabilidade de o que queremos fazer não sair bem, podendo inclusivamente resultar na morte do cientista, temos também a habilidade de voltar atrás no tempo para repetir as nossas experiências até que consigamos alcançar o que pretendemos.

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Sack é uma mochila-robot capaz de guardar uma enorme variedade de tralha que vamos encontrando. E também manda bocas foleiras!

Infelizmente a jogabilidade tem alguns problemas, nomeadamente com a interação de objectos. Por vezes devido à gravidade é complicado construir o que realmente pretendemos, outras vezes é complicado seleccionar o objecto pretendido, no meio da confusão que construimos. Muitas vezes tinha o botão do rato precisamente em cima do objecto que queria agarrar e o jogo assumia o outro objecto no background….  De resto graficamente é um jogo muito simples, colorido, mas com texturas e sprites no geral muito pobrezinhas. A música e efeitos sonoros também não chamam propriamente à atenção, mas gosto do humor sarcástico que o jogo lá vai tendo, com o Sack a estar constantemente a mandar-nos bocas.

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Os veículos podem ser construidos com qualquer coisa, desde que tenham rodas e as peças da máquina do tempo que vamos achando.

No fim de contas, este Doc Clock até pode ser um jogo que dê para divertir um bocado, tem algumas boas ideias, mas acho que teria muito mais a ganhar se tivesse sido mais polido e refinado. Se alguma vez o comprarem junto de algum bundle como eu e gostarem de puzzle games, então dêm-lhe pelo menos uma oportunidade.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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