The Dark Eye: Chains of Satinav (PC)

Há uns tempos atrás tive o prazer de jogar e analisar a sequela deste jogo por intermédio da Revista PUSHSTART. O jogo chamava-se Memoria e, tal como este encontra-se incluído no universo de fantasia The Dark Eye, que teve as suas origens como um jogo de tabuleiro à lá Dungeons and Dragons, mas em solo alemão. Vindo do estúdio alemão Daedalic Entertainment, este é mais um jogo da aventura point and click tradicional, onde são bastante notórios os melhoramentos que a sua sequela ganhou. Depois de ter jogado Memoria, fiquei bastante curioso com as origens de Geron, pelo que quando a Humble Bundle anunciou um bundle semanal com jogos da Daedalic, onde este também se encontrava no pacote, não pude recusar pagar 6 dólares por um conjunto de óptimos jogos.

The Dark Eye: Chains of Satinav

Tal como referi anteriormente, este jogo decorre no universo de fantasia medieval de The Dark Eye, mais precisamente com origem no reino de Andergast, onde encarnamos no jovem Geron, apanhador de pássaros de profissão e portador de maus agoiros aos olhos de todos os outros. Isto pois antes de um velho vidente ter sido queimado vivo, profetizou que Geron um dia iria trazer uma grande tragédia a Andergast, o que o deixou algo marginalizado pela sociedade ao longo dos anos. O jogo começa com Geron a tentar vencer um concurso anunciado pelo Rei de Andergast, de forma a ganhar a confiança do povo, isto numa altura em que o reino se estava a preparar para receber a Rainha do país vizinho, Nostria. Acontece que Andergast tem vindo a ser invadida de forma gradual por um conjunto de corvos sinistros. Preocupado com a situação, o mentor de Geron pede-lhe que recolha diversos ingredientes para preparar uma poção mágica de forma a livrarem-se dos corvos, poção essa que necessita de magia de uma fada. É assim que Geron conhece a sua companheira Nuri, mas entretanto coisas acontecem e a situação piora bastante, obrigando a dupla Geron e Nuri a fugir da cidade. A aventura vai então progredindo em vários locais, com o mistérios dos corvos, do velho vidente, os mundos das fadas entre outros, a serem desmistificados.

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A cidade de Andergast, com vários locais para explorar

No entanto não deixa de ser curioso que apesar de o jogo ter Satinav no título, é apenas na sequela que essa personagem passa a ter um papel muito mais preponderante na história. De resto as mecânicas de jogo são as habituais num jogo de aventura point and click. Com o rato guiamos Geron ao longo e vários cenários, falando com vários NPCs para progredir na história, e interagindo com variados objectos de forma a resolver os tradicionais puzzles que este tipo de jogo apresenta. Para além do mais, Geron e Nuri possuem alguns poderes mágicos que terão um papel importante na história. Geron tem a habilidade de destruir alguns objectos, já Nuri pode reconstrui-los.  Na sequela, Memoria, deram uma maior importância a esta mecânica de feitiços, incluindo mais uns quantos.

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Casa de Geron e do seu mentor, que agora me está a falhar o nome.

Graficamente é um jogo bonito, com os seus cenários desenhados à mão, e personagens também bem elaboradas. Infelizmente acho que deveria mesmo ter jogado este jogo antes da sua sequela, pois apesar de Chains of Satinav estar bonito, Memoria é um jogo superior a todos os níveis: audiovisuais, história e jogabilidade. Aqui notam-se bastante algumas quebras em algumas situações, principalmente nos diálogos, onde por várias vezes acontece as personagens estarem a falar e a boca nem se mexe, como deveria acontecer normalmente. O voice acting sinceramente também não o achei tão bom como o de Memoria e o de outros jogos da Daedalic. É competente, mas falta-lhe a chama em situações mais intensas. Mas isso também é proporcionado em parte por uma história não tão épica que Memoria nos apresentou.

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No mundo de The Dark Eye, os Orcs têm este aspecto mais “peludo”.

No final de contas, Chains of Satinav é um bom jogo de aventura point and click, o contexto de fantasia medieval resultou bastante bem. O meu único problema foi tê-lo jogado depois da sua sequela, Memoria, que melhorou em todas as vertentes. Caso contrário teria apreciado muito mais este jogo, mas não deixou de ter sido um tempo muito bem gasto.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a The Dark Eye: Chains of Satinav (PC)

  1. Engraçado. Já tinha ouvido falar do jogo mas não sabia que tinha uma sequela. Outro que também deve ser bom é o The Whispered World, que também tem um aspecto fantástico. Parece que os alemães têm sempre um mercado para géneros “obsoletos” exclusivos do PC 😛

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