Half-Life (PC)

Half-LifeNo panorama dos First Person Shooters, a chegada do Half-Life foi um autêntico divisor de águas, mudando por completo o paradigma do género. Antes deste jogo, tirando uma ou outra excepção como o primeiro System Shock, os FPS eram bem mais “in your face”, directos à acção e carnificina non-stop, sem grande ligação a uma narrativa ou história por detrás. Half-Life veio mudar tudo isso, apresentando uma história cuidada, imersiva, uma progressão linear no jogo que faz todo o sentido, bem como puzzles mais adequados ao meio ambiente. Claro que temos também a questão de ter sido a base de mods de sucesso como o Team Fortress, Day of Defeat ou o Counter Strike, que levou inclusivamente à implementação da plataforma de jogos digitais Steam.  Portanto sim, Half-Life levantou a barra bem alto. Esta minha versão “Game of the Year” chegou-me às mãos após ter sido comprada salvo erro na TVGames no Porto, por uma quantia não superior a 5€, certamente. A memória começa a ficar muito difusa nestas coisas. Para além da versão física, possuo também uma versão digital no Steam, pois a key desde jogo obviamente já tinha sido usada. Essa versão da Steam foi também baratíssima, comprada numa steam sale qualquer.

Half-Life PC
Jogo completo, com caixa, manuais e papelada

Quem não conhece a história de Half-Life? Para quem tem andado a viver todo este tempo no deserto do Sahara sem qualquer contacto com a civilização, o jogo conta-nos a história de Gordon Freeman, um cientista brilhante no seu primeiro dia de trabalho em Black Mesa. Black Mesa é um gigantesco centro de investigação secreto, enfiado no subsolo em pleno deserto do Novo México, nos E.U.A..  Gordon Freeman tinha como objectivo participar num projecto sobre portais e teletransporte e como sempre nestes jogos, a coisa não corre bem. Ao contrário de Doom em que é aberto um portal para o Inferno, aqui abre-se um portal para uma civilização alienígena chamada Xen, que toma toda a Black Mesa de assalto, infectando a maior parte dos cientistas e seguranças locais. Assim sendo, Gordon Freeman acaba por se ver envolvido num duplo conflito para garantir a sua sobrevivência. Por um lado deve defrontar os aliens de Xen, por outro as forças HECU (Hazardous Environment Combat Unit), que ao contrário do que os cientistas de Black Mesa queriam, não vieram para os resgatar, mas sim para eliminar todos os Xen invasores e todas as testemunhas do incidente.

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Desde cedo que o misterioso G-Man vai aparecendo no jogo. Quem é ele? Qual o seu papel no meio desta confusão toda?

A jogabilidade é também bastante fluida. Ao contrário dos outros shooters de então, este é um jogo com uma componente bem maior de exploração e resolução de puzzles inteligentes e com sentido, ao contrário dos habituais “vai buscar esta chave, clica numa série de alavancas” até então. Aqui foram introduzidos vários novos conceitos: uma porta está encravada e não abre? Parte-se o vidro da janela e siga. Não se consegue subir para um certo corredor? Uma escadinha com caixotes resolve. Claro que as coisas não se ficam por aí, muitas vezes somos obrigados a percorrer longas secções de uma zona de forma a activar alguns equipamentos que nos permitam andar para a frente com a história. Mas é claro que Half-Life é também um jogo de combate. Para além do icónico pé-de-cabra, Gordon Freeman tem acesso a um vasto arsenal baseado tanto em armas reais como revólveres, espingardas, metralhadoras e demais explosivos, como armamento alienígena ou mesmo “high-tech“, desenvolvido em Black Mesa (muitas destas armas com modos secundários). Para além do mais, é possível também disparar turrets ou mesmo o canhão de um tanque, para além de conduzir pequenos veículos em carris. Ocasionalmente existem também combates com alguns “bosses“, mas mais uma vez a abordagem a essas criaturas é algo diferente dos outros shooters de então. Aqui nem sempre é suposto derrotar esses inimigos colossais com poder de fogo apenas, mas sim resolver alguns puzzles “no terreno” que nos dêm vantagem.

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Esta arma pode ser utilizada com a mira telescópica, para matar silenciosamente inimigos com tiros certeiros

A narrativa é algo que me agrada bastante neste jogo. Com uma introdução fantástica, onde somos de imediato colocados na pele de Gordon Freeman a bordo de um teleférico que vai passando por vários pontos de Black Mesa, este jogo ficou também conhecido pela sua continuidade na acção. Aqui não há níveis ou “missões” que dividam, mas sim uma divisão fluída por capítulos que não interrompem a acção. A história é sempre contada através de eventos pré-programados em certos locais, não existindo qualquer cutscene. Todas as interacções com NPCs ou “momentos mortos”, temos sempre a liberdade de movimentar Gordon Freeman e ver sempre o mundo pelos seus olhos. As únicas paragens só mesmo os pequenos loadings ao atravessar de uma certa área para a outra. Os efeitos sonoros são bastante convincentes, tornando Black Mesa num local bem mais imersivo, desde os laboratórios hightech, passando pelos armazéns ou zonas mais industriais. O voice acting é competente, para os padrões até então estabelecidos na altura. A música nem sempre existe, entrando de rompante nos momentos certos do jogo. Graficamente é um jogo que obviamente a sua “idade” já pesa, mas temos de ter em conta que o motor do jogo é totalmente derivado do mesmo motor gráfico que nos trouxe o primeiro Quake, tendo sido utilizado com sucesso numa panóplia enorme de mods. Sinceramente eu estive a jogar e acho que os visuais ainda são agradáveis, notando infelizmente algumas texturas que em resoluções muito altas para os padrões da altura ficaram distorcidas. Mas para quem seja grande entusiasta a nível gráfico, então existe a conversão feita por fãs de nome “Black Mesa”, correndo no motor gráfico Source, que serviu de base a jogos como Half-Life 2 ou os Portal.

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Podemos interagir com alguns NPCs, desde cientistas que nos abram portas que de outra forma não teríamos acesso, ou seguranças que para além de fazerem o mesmo, ainda nos ajudam a combater

Concluindo, Half-Life é na minha opinião um dos melhores videojogos de sempre, sendo sem qualquer dúvida um dos meus first person shooters preferidos. O seu conceito inovador, com um cuidado muito maior na narrativa e apresentação, com uma experiência fluída e sem grandes pausas, misturando também puzzles inteligentes com a acção típica deste género, representaram uma grande mudança no paradigma dos first person shooters. A sua enorme comunidade de mods que surgiu à volta do jogo é também um grande valor. Para além dos mods existem também algumas expensões e conversões deste jogo, que escreverei sobre as mesmas muito em breve.

PUSHSTART #35

A PUSHSTART de Agosto já está disponível para leitura, contendo:

Old Vs New:  Castlevania 3D Vs CASTLEVANIA 3D

– Preview – Killzone Mercenary; Stealth inc. A Clone in the Dark

– 4×4:  Darkwing Duck

– Reviews: Mario & Luigi Dream Team Bros; Deadpool; DMC HD; The Walking Dead 400 Days; Army Of Two – The Devil’s Cartel; Aqua Moto Racing 3D; Urban Trial Freestyle; Pulse; Despicable Me: Minion Rush; Alien 3; Samurai Shodow IV – Amakuza’s Revenge; Wings of Fury; Flying Shark

 – Visão: Videojogos – os eternos maus da fita

– Gamer em Tempos de Crise (Warframe; inverto; Skylands)

– Audiovisual – Man of Steel – Realismo vs Estardalhaço

Da minha parte, podem ler uma review ao saudoso Alien 3 da Mega Drive, bem como uma outra a Pulse, para Android. Para ler aqui.

Dear Esther (PC)

Recentemente escrevi para a PUSHSTART o que penso sobre o Dear Esther, um interessante produto indie que nos faz repensar o conceito de gaming e e a linha cada vez mais ténue que o separa da arte. Este jogo veio parar à minha colecção através do Humble Indie Bundle 8, em conjunto com outros grandes jogos como Awesomenauts, Hotline Miami, ou Thomas Was Alone. Mais uma vez, um excelente bundle a um preço bastante apetecível.

O resto podem ler aqui.

F-Zero GP Legend (Nintendo Gameboy Advance)

F-Zero GP LegendE já há imenso tempo que não trazia cá nada da primeira portátil 32-bit da Nintendo, a Gameboy Advance. F-Zero é uma das mais reconhecidas séries da Nintendo, apesar de infelizmente o último jogo ter saído já em 2004 e apenas com lançamento japonês. Os F-Zero são jogos de corrida futuristas, inspirando outras séries como Wipeout. Este GP Legend é baseado no anime do mesmo nome, com Captain Falcon e outras personagens à mistura. A minha cópia foi comprada algures no ano passado na extinta GAME do Maiashopping, tendo-me custado 5€. Está completa e em óptimo estado.

F-Zero GP Legend - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Sendo um jogo baseado num anime, é de esperar que exista alguma história. De facto, um dos modos de jogo disponíveis é mesmo esse, onde vamos podendo jogar com 8 personagens diferentes do anime, bons da fita como o Captain Falcon ou Rick Wheeler, mas também os vilões como Zoda ou Black Shadow. Esse modo história está dividido como se diferentes episódios se tratassem, sendo possível jogar 5 missões + uma secreta para cada personagem, bem como no início nem todas as personagens estão disponíveis para serem jogadas neste modo. As histórias em si não são nada de especial, mas como nunca vi o anime não vale a pena alongar-me nisto. Neste modo, cada missão é uma corrida por objectivos: chegar primeiro, impedir que o adversário chegue em primeiro, destruir os adversários, fugir de um inimigo, entre outros.

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Este é o ecrã onde escolhemos qual o capítulo que queremos jogar para o modo história de uma determinada personagem.

Para além deste modo história, existe também o tradicional modo de competição aqui chamado Grand Prix, onde existem várias taças com diferentes graus de dificuldade para serem conquistadas. E aqui acabaremos por desbloquear bem mais personagens e veículos que os 8 do modo história, à medida em que vamos completando alguns circuitos. Existe também um modo Training, que como o nome indica serve para praticarmos as nossas habilidades em alguns percursos, bem como um tradicional Time Attack, onde o objectivo é obter o melhor tempo possível em corridas de 5 voltas em cada circuito. Para além destes, ainda existem outros 2 modos de jogo, o Zero Test, que consiste numa série de desafios de correr em certos segmentos de circuitos num determinado intervalo de tempo. Existem vários níveis de dificuldade para estes desafios, com os tempos a apertarem cada vez mais. Como é escusado dizer, são desafios difíceis, como é habitual nos F-Zero. Por fim temos o Link mode que é a vertente multiplayer do jogo, sendo possível jogar contra até mais 3 amigos que estejam ligados com os cabos próprios da GBA para esse efeito.

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No Grand Prix já podemos escolher uma variedade maior de personagens/veículos, bem como desbloquear outros

O jogo não é propriamente fácil, nenhum F-Zero alguma vez o foi. Mas os controlos são algo que os fãs se queixam neste jogo. A GBA tem poucos botões, menos que a SNES inclusivamente, fazendo com que algumas habilidades sejam um pouco chatas de realizar. Para se ter uma ideia, pressionar L ou R faz uma espécie de “power slide“, já pressionar 2x L ou R faz um “side attack” para atacar os inimigos. Se se pressionar L e R ao mesmo tempo, então faz um Power boost. De resto, sou sincero que não conheço a fundo os circuitos dos F-Zero em 2D, mas nomes conhecidos como Mute City, Port Town ou Red Canyon estão lá, agora não sei se os circuitos em si são adaptações dos clássicos ou inteiramente novos.

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No modo história podemos ver o artwork das personagens em maior detalhe

Graficamente sou sincero: Nunca fui grande fã do Mode 7. Isto falando em jogos de corrida como o F-Zero e o Mario Kart. É bonito ver os cenários rodarem e tal, mas um circuito inteiramente plano nunca me chamou à atenção. Já em shooters como Axelay, ou rotação de cenários como se fez em Super Castlevania 4, sempre me agradou mais o mode 7. Dito isto, não posso dizer que os gráficos deste F-Zero me impressionem, porém quem gostou do original da SNES ou o Maximum Velocity, então não terá problemas com este jogo. No modo história existem várias “cut-scenes” com artwork retirado directamente do anime, o que sempre dá para variar um pouco. Os efeitos sonoros são os tradicionais, já a banda sonora é excelente, como é a norma dos F-Zeros. Como em todas as séries clássicas da Nintendo, ouvimos sempre reinterpretações dos temas clássicos e aqui não é diferente. As músicas têm sempre uma toada rockalheira que me agrada bastante (embora no F-Zero X da Nintendo 64 ainda me agradaram mais). Músicas como Big Blue ou Mute City continuam épicas.

De resto não tenho muito mais a dizer. É um jogo sólido, embora não tenha achado a história nada de especial. Para quem gostou dos F-Zero anteriores certamente irá gostar deste, mas confesso que agora que Psygnosis e o seu Wipeout foram à vida, um novo F-Zero totalmente em 3D seria muito benvindo. Vá lá Nintendo, para a Wii U que precisa de jogos, e basta chatear outra vez os tipos da SEGA que fica um jogo excelente como os F-Zero GX/AX.

Ben There, Dan That! + Time Gentlemen, Please! (PC)

De volta com os jogos indie para PC, desta vez não com apenas um, mas sim 2 jogos englobados no mesmo post. A razão para tal é que o primeiro jogo é bastante curto, e com as mecânicas básicas de um jogo de aventura. O segundo já é maior e com mais novidades, mas partilha muitas coisas com o jogo anterior, portanto resolvi abordar os jogos desta forma. Ambos são jogos de aventura point and click, repletos de um bom sentido de humor e uma história completamente non-sense. Os jogos foram desenvolvidos pelo pequeno estúdio Zombie Cow Studios, agora conhecido como Size Five Games. Comprei-os na Steam Summer Sale que terminou há pouco mais de uma semana atrás, pela super módica quantia de 39 cêntimos. Adoro estas promoções malucas.

screenshotVamos primeiro para o “Ben There, Dan That!”. Neste jogo controlamos uma dupla (sim, o Ben e o Dan), e quando digo que a história é completamente non-sense não estou a brincar. O primeiro cenário do jogo coloca-nos em plena selva amazónica, com o Dan transformado em zombie. A maneira de o curar era construir uma catapulta que o levasse até à cabana de um médico/curandeiro qualquer lá do sítio. Depois somos logo transportados para o apartamento deles, onde querem ver TV e não conseguem pois a mesma está avariada. Ao arranjar finalmente maneira de ver TV, são atingidos por um raio que os transporta para outra dimensão! Depois o resto do jogo é passado em saltar de dimensão em dimensão, cada uma mais bizarra que a outra, até que eles consigam finalmente regressar a casa a tempo de ver o seu programa de TV preferido. Entretanto vamos visitando dimensões como uma igreja cheia de zombies e um padre bizarro, um estúdio de dinossauros desenvolvedores de videojogos e fãs de Star Wars, entre outros!

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E assim começa a primeira aventura.

Já a sequela (Time Gentlemen, Please!) decorre logo após os eventos do jogo anterior, e é igualmente repleta de humor negro e non-sense. Devido aos acontecimentos que aconteceram no final do outro jogo, Ben e Dan têm agora de viajar no tempo e arranjar maneira de evitar que essas coisas acontecessem. Por alguma razão ilógica, decidiram que a melhor maneira seria impedir que as cruzetas fossem inventadas, e com as trapalhadas que fizeram alteraram completamente o rumo da história do planeta, para uma realidade alternativa onde Hitler tinha vencido a 2a Guerra Mundial e invadir o Reino Unido com um “mech” copiado ao último boss do Sonic 2 da Mega Drive e um exército de clones de dinossauros. Também ao longo do jogo iremos viajar por entre diversas eras, sempre alterando o rumo das coisas de forma a resolver os puzzles que nos aparecem. Desde visitar o futuro com um palhaço pedófilo, à pré-história com uma disco-caverna, mais uma vez há de tudo.

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Os jogos não têm problemas nenhuns com gore e referências sexuais

A jogabilidade é a clássica de um jogo de aventura point and click. Para avançar no jogo temos de coleccionar os mais variados e estapafúrdios items, combiná-los e utilizá-los noutros objectos para solucionar os puzzles. Enfiar um braço de um cadáver na sanita imunda do Hitler para ficar com algum ADN lá marcado? Vale tudo. Falar com outras personagens também é uma constante para obter novas informações, ou convencê-los a fazer o que quisermos também é habitual. Apesar de em ambos os jogos existir uma dupla, a maior parte das acções são feitas pelo Ben. No segundo jogo já existem alguns segmentos em que temos obrigatoriamente controlar o Dan, apesar de ser possível em ambos os jogos tentar utilizar todos os objectos no Dan, ou mesmo seleccioná-lo para examinar algumas coisas para que ele faça os seus comentários. No segundo jogo, que está mais refinado, introduziram uma série de elementos novos. É possível a qualquer altura seleccionar no mapa qual a localização que queremos visitar, bem como existem outros pequenos jogos embutidos, como uma aventura de texto como as que existiam para computadores nos finais dos anos 70 / primeira metade da década de 80, ou mesmo uma outra pequena aventura gráfica com o Hitler que também podemos jogar. Aliás, devemos mesmo pois é necessário para avançar no jogo. Os puzzles em Time Gentlement, Please! são também muito mais elaborados, sendo necessário muito mais backtracking que no primeiro jogo.

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Um jogo de aventura dentro de outro! Adventureception!

No que respeita à apresentação, ambos os jogos são bastante simples. Os jogos foram criados utilizando a ferramenta freeware “Adventure Game Studio”, assim como os jogos da série Blackwell que já analisei anteriormente. No primeiro jogo os visuais são bastante simples, mas também bizarros, fazendo-me lembrar aqueles cartoons dementes da Nickelodeon, ou mesmo os Terrence & Phillip de South Park, com toda a grosseria. As animações são quase inexistentes, o que aumenta a bizarrice quando pomos as personagens a andar de um lado para o outro com as suas pernas de alfinetes. O segundo jogo apresenta uns visuais do mesmo calibre, porém já introduz alguns outros extras, ao inspeccionar alguns items de perto, oferecendo muito mais detalhe, ou mesmo a jogar os mini-jogos que referi anteriormente. O grande senão, na minha opinião é mesmo a ausência de voice acting. Os diálogos estão cheios de bizarrices, sarcasmo, humor negro e inúmeras referências aos jogos de aventura e seus clichés, e ter um voice acting de qualidade seria uma mais-valia brutal para ambos os jogos. A música no primeiro jogo é pouco variada, e faz mesmo lembrar aquela música “de centro comercial” que por vezes se ouvia nalguns desses cartoons da Nickelodeon. No “Time, Gentleman Please!” as músicas já são um pouco mais elaboradas e até “cinemáticas”.

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Humor negro é coisa que não falta

Ainda assim, face ao valor baixíssimo que me custou na promoção (e os jogos continuam a não custar muito actualmente), valeu completamente a pena. Este são daqueles jogos que dá mesmo vontade de experimentar todas as combinações possíveis e imaginárias de acções que podemos fazer, só mesmo para ler os diálogos que isso gera. São jogos que usam e abusam do sarcasmo e humor negro que eu tanto gosto, bem como uma dose industrial de non-sense. Volto a referir, para os fãs de jogos deste género, estes são dois “budget titles” que valem totalmente a pena conferir.