God of War (Sony Playstation 2)

God of WarE antes de voltar ao PC cá fica um novo artigo da PS2. God Of War foi franchise criada pelos estúdios da Sony já durante o ciclo maduro da consola da Sony. É um hack ‘n slash que vai buscar buscar a mitologia da Grécia antiga à visceralidade de um Ninja Gaiden. Embora Rygar já tenha usado o mesmo conceito anteriormente pela Tecmo, neste God Of War, para além de uma apresentação bem mais épica, é dado um foco bem maior ao combate visceral e um carisma bem maior na personagem principal. A minha cópia foi adquirida há uns meses, na GAME do Maiashopping, por cerca de 5€. Está completa e em bom estado.

God of War PS2

Jogo completo com caixa e manual. Infelizmente é a versão platinum.

A história centra-se em Kratos, outrora um guerreiro espartano, vendeu a sua alma a Ares, Deus da Guerra, para que conseguisse derrotar os seus inimigos. Assim sendo, Kratos ganha o estatuto de demigod, com vários poderes sobrehumanos e passa a ser um servente do próprio Ares, que lhe equipa com 2 espadas especiais agarradas por correntes ao seu corpo. Algum tempo depois, por motivos que prefiro não revelar aqui, Kratos revolta-se contra Ares, que por sua vez se revoltou contra os restantes deuses do Olimpo e encontra-se a espalhar o caos e o terror por toda a Grécia antiga. O jogo começa logo perto de Atenas em plena guerra, onde Kratos começa por defrontar uma série de soldados zombie, bem como outras criaturas mitológicas, incluindo a bela batalha contra uma Hydra. A jogabilidade é simples: O analógico esquerdo movimenta Kratos, enquanto o direito faz com que Kratos se desvie na direcção pretendida. Os botões frontais servem para saltar, ataque leve, ataque forte e agarrar. O botão direccional serve para seleccionar a magia a utilizar assim que as mesmas forem desbloqueadas, os botões de cabeceira têm várias funções, como bloquear, desencadear a magia, entre outros. O combate é visceral e existem várias combinações de movimentos que podemos descobrir ou até desbloquear. À semelhança de outros jogos algo parecidos, como Devil May Cry, existem várias “orbs” ao longo do jogo com vários propósitos diferentes. As vermelhas funcionam como moeda, ou pontos de experiência que podemos gastar na aprendizagem ou upgrade de armas, magias ou outras técnicas. As azuis restauram pontos de magia, enquanto as verdes restauram saúde. Existem outros items que fazem aumentar essas diferentes barras de energia, mas estão frequentemente escondidos nos níveis, sendo fomentada assim a sua maior exploração.

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O combate sempre foi algo acrobático, mas pouco profundo.

God of War é um jogo que tenta mesmo unir o melhor de vários mundos, apresentando um combate visceral, vários elementos de platforming, alguns puzzles para resolver, e o espírito aventureiro de explorar ao detalhe os cenários para encontrar items secretos. Infelizmente para mim nem tudo são rosas. O combate é intuitivo sim, mas o jogo tem imensos “quick-time-events” que, apesar de desencadearem várias mortes violentas que dá gosto ver, a sua presença é incrivelmente chata e as ideias acabam por se esgotar não muitas tentativas depois. Depois tem também o problema da câmara. O jogo é bonito, mas não ser possível controlar a câmara livremente tira-lhe muita piada. Isto porque várias vezes ao resolver alguns níveis ou alguma secção de “platforming” mais chata, a câmara por vezes muda completamente o ângulo de um momento para o outro, mandando Kratos para a sua miséria. Estes seriam os problemas que saltam mais à vista, mas como isto é um espaço pessoal, posso dar a minha opinião sem dilemas. David Jaffe e companhia quiseram criar algo que sofreu um hype imenso (à semelhança de Halo, outra série que pouco me diz). A crítica adorou, eu considero God of War um bom jogo. Contudo, não acho que seja todas as maravilhas que se fala. Kratos apesar de valentão falta-lhe carisma. Aliás, carisma ele tem, apenas não acho que seja o certo. A narrativa que segue toda a história também me deixa algo a desejar, bem como os visuais bastante “clean“.

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Um dos power-ups, estes fazem aumentar a barra de saúde.

Falando nos visuais, GoW é sem dúvida um jogo que tira bom proveito do hardware da consola da Sony. Os cenários são grandinhos, as texturas detalhadas, e os inimigos também. Só que, apesar de todo o sangue, ainda acho que vários inimigos deveriam ter um toque mais sujo e visceral, assim como os cenários. A banda sonora é épica conforme seria desejado num jogo deste género, contudo o voice acting e mesmo a narrativa das próprias cut-scenes deixa-me algo a desejar. A própria apresentação das mesmas não faz jus ao elevado hype gerado em torno do jogo e da personagem. Mas isto é só a minha opinião. Por outro lado, a quase ausência de loadings no decorrer do jogo é um feito considerável, tendo em conta que os visuais do jogo são tecnicamente bons. O jogo em si tem vários níveis de dificuldade e à medida que o vamos completando nessas várias vertentes, diversos materiais de bónus vão sendo desbloqueados. Trailers, making-of, vídeos mostrando níveis que não chegaram a ver a luz do dia, a história por detrás do design de Kratos e de várias outras personagens, bem como hilariantes fatos alternativos para Kratos são alguns dos muitos extras que podem ser descobertos.

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Aqui podemos trocar as orbs vermelhas por novos golpes, ou melhorar os poderes já desbloqueados

Para concluir, God of War é um jogo bom. Bons gráficos, um clima épico, algumas batalhas contra bosses gigantes (pena que sejam poucas), bons extras a serem desbloqueados. Peca principalmente pelos quick time events, uma moda que eu nunca apreciei e os jogos desta série abusam disso. A um registo ainda mais pessoal, David Jaffe é um sujeito algo arrogante e isso de alguma forma se transpareceu neste jogo. Kratos para mim é uma personagem vazia. Ainda tenho mais uns 3 God of War pela frente, pode ser que mude a minha opinião. De qualquer das formas convém também referir que o jogo se encontra igualmente disponível na PS3, em conjunto com a sua sequela, com um tratamento HD. Para quem for fã da série, então até ao momento é possivelmente a versão a adquirir.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PS2, Sony. ligação permanente.

2 respostas a God of War (Sony Playstation 2)

  1. Realmente neste jogo o Kratos é algo sensaborão mas a coisa vai mudando ao longo dos jogos, especialmente no 3. No Ghost of Sparta também lhe tiro o chapéu.

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