Blam! Machinehead (PC)

blam machineheadVamos agora para um post um pouco mais curto, buscar uma velharia do fundo da minha gaveta. Blam! Machinehead é um shooter na primeira pessoa algo do género do clássico Decent, onde ao invés de controlarmos uma personagem controlamos o seu veículo. Um jogo da Core Entertainment, os mesmos que nos trouxeram Tomb Raider na mesma altura, lançado para Saturn, Playstation e também para o PC. Penso que foi o primeiro jogo original de PC que tive, tendo-me sido oferecido por um amigo meu no meu aniversário, algures em 1996 se a memória não me falha. Infelizmente, tendo sido uma budget release não trouxe o manual.

Blam! Machinehead PC

Jogo com caixa em jewel case

A história deste jogo é bastante confusa, o manual que descobri na net não ajuda, e não há muita informação por aí disponível sobre este jogo. Ora bem, cá vai o que consegui reter: em 2020 toda a tecnologia humana era feita na base de nano-tecnologia, desde productos electrónicos até tecidos humanos. Claro que o risco da coisa dar para o torto era elevado e a certa altura um funcionário (Callam Violdreer) de uma dessas empresas de nanotecnologia começa a desenvolver um vírus que acaba por dizimar todo o planeta e transforma Callam no MachineHead Core, um ser mutante responsável pelo aparecimento de várias criaturas horríveis no planeta. Cientistas começaram a trabalhar no underground à procura de uma cura e a acção leva-nos para a cientista Kimberley Stride, que em conjunto do seu assistente perverso constroem um veículo armado flutuante na esperança de destruir MachineHead. Agora a parte confusa da história: o assistente de Kimberley veste-lhe um fato provocante e obriga-a a utilizar o veículo e destruir ela mesma o MachineHead Core, sob a ameaça de possuir o botão de autodestruição do seu veículo. Não que ache que muita gente irá jogar este jogo depois deste artigo, mas prefiro não me alongar mais na história.

screenshot

Menu inicial, não muito agradável, eu sei

A mecânica de jogo é a mesma de um shooter em primeira pessoa, com a particularidade de existirem 2 tipos diferentes de chaves ao longo do progresso. Existem chaves físicas que abrem portas, bem como chaves virtuais que alteram a “realidade” do cenário, ou por outras palavras, modificam o terreno de jogo para permitir o progresso. De resto existem várias armas, desde a metralhadora dupla de munição infinita, passando por flamethrowers, vários tipos de mísseis, armas nucleares, iónicas, etc. Infelizmente a versão PC deve ter sido um port directo da versão Saturn/PS1, por várias razões. A primeira é não ter um sistema de save, mas gravar o progresso através de passwords. Enquanto que nas consolas ainda poderia ser minimamente aceitável, num PC é inadmissível. Isto pois nalguns níveis existem alguns abismos e saltos cirúrgicos e ao falhar um desses saltos é game over certo e a única solução é repetir o nível. Nem checkpoints havia, é mesmo à old-school.

screenshot

O início da jornada… Objectivos aparecem no início de cada nível

O que também é old-school são mesmo os gráficos. Blam! Machinehead é um jogo em 3D e possui gráficos são bastante simples, com poucos polígonos e texturas de baixa resolução, mas tudo bem, em 1996 nem toda a gente era a id software. O problema é que acabam por ser bastante monótonos ao fim de algum tempo. Mas o que é mau é mesmo a draw distance que é muito reduzida. Isto num jogo de Saturn para o ano de 1996 até poderia ser bastante comum, mas um PC já seria capaz de mais. Foi uma conversão um pouco foleira, infelizmente. Os controlos podem ser customizados para uma configuração mais actual, mas infelizmente não se consegue mexer nas configurações do rato, forçando a usar o eixo vertical invertido. A nível de som, este jogo já é mais competente, isto falando apenas da banda sonora que é toda à base de música electrónica mais mexida, correspondendo aos tiroteios que decorrem no ecrã. Os efeitos sonoros são adequados, embora não sejam fenomenais, assim como o voice acting das cut-scenes.

Não é um jogo fenomenal, e existem outros jogos semelhantes bem melhores que este também do PC e da mesma altura. Talvez numa PS1 ou Saturn seja um jogo mais agradável de se jogar, a conversão para PC é que me pareceu algo apressada. E o jogo até tem o seu potencial, se tivesse saído com a tecnologia dos dias de hoje talvez não teria passado tão despercebido.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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