Resistance Burning Skies (Sony Playstation Vita)

Voltando à série Resistance para aquele que até agora foi o último capítulo na série. Produzido pela Nihilistic, os mesmos que lançaram o Call of Duty Black Ops Declassified precisamente para a mesma plataforma (e aparentemente no mesmo ano!) este acaba por ser um FPS bem mais interessante que o outro que desenvolveram. O meu exemplar foi comprado numa CeX aqui na zona do Porto, mas sinceramente já não me recordo quando nem quanto custou, apenas que foi a 10€ ou menos.

Jogo com caixa e folheto informativo

Já desde 2014 que não jogava nada desta série, pelo que pouco me lembrava a não ser que era um FPS onde lutávamos contra aliens e até tinham umas armas catitas. E depois de reler as minhas análises aos jogos da PS3, parece-me que este Resistance da PSVita decorre antes ou durante os eventos do Resistance 2, pois mostram o início do ataque da ameaça Chimera nos Estados Unidos, no início da década de 50. Tanto o Resistance 2 como 3 também se passavam em solo americano, mas o conflito já ia de vento em popa por lá! O nosso protagonista é um bombeiro de Nova Iorque que responde a um pedido de emergência para apagar um incêndio numa central eléctrica local e quando lá chega depara-se com os Chimeras a atacar e todo o caos que surge. A partir daí, o objectivo principal é sobreviver, reunir com a sua família e pelo caminho dizimar todos os Chimeras que nos apareçam pela frente. E sendo nós um bombeiro, ocasionalmente teremos também de salvar algumas pessoas de incêndios.

Alguns inimigos são mais complexos e temos mesmo de nos focar nos seus pontos fracos

No que diz respeito à jogabilidade, esperem uma vez mais por um arsenal diversificado e onde poderemos carregar todas as armas de uma vez só. Para além disso, todas as armas têm modos secundários de fogo, como um lança granadas acoplado numa metralhadora, a possibilidade de criar escudos, ou de redireccionar o nosso fogo para um alvo que tenha sido tagado anteriormente. Todos esses modos de fogo secundários são activados usando o touch screen, o que sinceramente até acaba por resultar bem em quase todas as armas. E sempre que vamos necessitar de alguma dessas habilidades especiais, o jogo faz questão de pausar a acção e mostrar-nos um vídeo tutorial a mostrar como se activam essas funcionalidades. Para além disso, sempre que uma arma equipada e a sua funcionalidade secundária possa ser usada, temos sempre uma indicação visual mínima no ecrã a informar de que forma o touch screen é utilizado para a usar. Granadas e os ataques melee com o machado são também despoletados ao pressionar os seus ícones no ecrã táctil e sinceramente também é algo que resulta bem.

Nova Iorque, 1951, uma invasão alienígena

Os níveis são bastante lineares, embora se procurarmos bem iremos encontrar espalhados pelos mesmos documentos secretos (que sinceramente não acrescentam grande coisa ao jogo) e também alguns materiais alienígenas que nos permitem fazer upgrades a todas as nossas armas e isso sim, já é bem mais interessante. De resto é uma campanha muito curta, tendo uns 6 níveis ao todo e se não fosse por alguns bosses ou confrontos mais exigentes no último nível, teria terminado o jogo em muito menos tempo. Possui também uma vertente multiplayer, que invariavelmente não experimentei. Mesmo que quisesse aparentemente os servidores já foram desligados pelo que só nos sobra mesmo o curto modo campanha.

A nível audiovisual, bom, eu ainda não me sinto muito conhecedor da biblioteca da PS Vita e das suas capacidades, mas devo dizer que não fiquei lá muito surpreendido com o grafismo do jogo. O Uncharted Golden Abyss, pelo menos no detalhe dado às personagens principais e suas animações continua a ser o melhor jogo da Vita que joguei (pelo menos a nível gráfico). Este não está nada de especial, mas possui gráficos que cumprem bem o seu papel. Sempre achei piada ao jogo se passar num mundo distópico na década de 50, com um misto entre tecnologia retro e high tech, como os VTOLs e toda a tecnologia dos Chimera, claro. No que diz respeito ao som, cumpre bem o seu papel e o voice acting é competente.

Entre cada nível vamos tendo cutscenes com artwork deste género que nos vão contando o avanço da história

Portanto este Resistance Burning Skies é um FPS curto, linear, mas divertido, sobretudo pela grande variedade de armas que podemos usar, bem como todas as habilidades secundárias que estas vão tendo. E sendo um FPS curto, ao menos não é insultuosamente curto como o Call of Duty que esta Nihilistic também produziu.

Call of Duty Black Ops Declassified (Sony Playstation Vita)

Voltando às rapidinhas, mas agora na Playstation Vita, vamos ficar com aquele que acabou por ser o único título da série Call of Duty a ser lançado nesta consola portátil. E devo desde já dizer que é um jogo que me deixou bastante desiludido. O meu exemplar foi comprado algures durante o ano passado numa CeX, creio que me custou uns 10€ no máximo.

Jogo com caixa e papelada

E porque é que o jogo me deixou desiludido? Porque o seu modo single player é uma miséria. Em vez de ter uma campanha própria, o que aqui temos são um conjunto de 10 missões diversas (algumas com ligações aos Black Ops anteriores) mas que se completam numa questão de minutos. Este jogo foi feito a pensar especialmente em speedrunners, pois o tempo que levamos a completar cada missão é constantemente contabilizado no ecrã. Como as missões são curtas, não há cá checkpoints, pelo que se morrermos a meio teremos de recomeçar a missão de novo. Mas lá está, uma vez conhecendo bem o mapa e a localização dos inimigos, são missões que se completam em meros minutos. Poderíamos rejogá-las para obter melhores tempos ou em graus de dificuldade maiores, mas sinceramente nem me dei ao trabalho. O single player tem também umas missões em time trial que são basicamente aquelas galerias de tiro que costumamos ter como missões de treino nos Call of Duty principais, onde percorremos alguns níveis e teremos de abater uns quantos alvos e poupar alvos civis. O resto já é conteúdo multiplayer que sinceramente nem cheguei a experimentar.

O single player leva-nos a uma série de pequenas missões protagonizadas por algumas caras conhecidas

A nível de controlos, os botões de cabeceira servem para apontar e disparar, os restantes botões faciais servem para recarregar as armas, trocar de arma, alternar a nossa pose entre agachados ou em pé. Para as restantes accões como usar a faca ou granadas teremos de usar o touch screen da Vita, ao pressionando os ícones respectivos no ecrã. No caso das granadas, depois de pressionar o ícone da mesma, basta arrastar o dedo para a posição do ecrã onde queremos que a granada seja atirada. O botão direccional poderá servir para activar algum equipamento especial como é o caso dos óculos de visão nocturna em certas missões. Nada a apontar aos controlos portanto, a não ser que dava jeito os ataques melee terem um botão próprio.

Mesmo no single player vamos ganhando pontos de experiência que presumo que transitem para o multiplayer

Já no que diz respeito aos gráficos, eu ainda não joguei suficientemente na Vita para perceber ao certo quais as suas capacidades, mas não me parece andar muito longe da qualidade do Uncharted Golden Abyss. As personagens estão bem detalhadas, já os cenários notam-se aqui e ali algumas texturas mais fracas, mas no geral é um jogo bem agradável visualmente. O voice acting é o mesmo dos restantes Black Ops, temos os mesmos actores que dão as vozes às personagens principais como o Alex Mason, Woods e Hunter. De resto nada de especial a apontar ao som.

Portanto este Call of Duty Black Ops Declassified é para mim uma oportunidade perdida. Não estaria à espera de um modo campanha tão bom ou intenso como os Call of Duty principais, até porque provavelmente a Activision não quereria gastar tanto dinheiro com isso, mas o single player que aqui nos deixaram é uma miséria. A PS Vita é capaz de muito melhor. Sobra então o multiplayer, que acredito que não seja mau de todo (e até há a possibilidade de jogar em partidas ad-hoc – que não necessitam de servidor), mas aí já é um mundo em que não me aventuro.