Death By Degrees (Sony Playstation 2)

Death by DegreesQuando comprei este jogo estava à espera de encontrar um fighter daqueles à moda antiga mas em 3D. Algo como um Final Fight Streetwise mas se calhar um bocadinho melhor. Mas não, fiquei surpreendido por ter encontrado um jogo de acção e aventura bem mais variado do que estava à espera, ao misturar os conceitos de beat ‘em up, RPG no level-up da personagem e a aprendizagem de novas skills, com o de jogos de acção 3D como o Resident Evil onde temos várias coisas para explorar, chaves para encontrar, puzzles para resolver e um arsenal de armas para usar. Mas também me desiludiu em várias coisas, mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado na Cash Converters do Porto algures durante este ano por 3.50€.

Death By Degrees - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

E como devem calcular, este é um jogo relacionado com a série Tekken, pois temos como personagem principal a Nina Williams, aqui a trabalhar a pedido da CIA e MI6 numa operação de infiltração de um navio cruzeiro de luxo, controlado pelo grupo terrorista Kometa, que potencialmente estaria a esconder alguma nova arma. Então o jogo começa com Nina a participar num torneio de artes marciais dentro do próprio navio e após vencê-lo, é feita prisioneira por uma das vilãs – Lana Lei. Após nos libertarmos vamos explorando o navio (e não só) e com isso vamos descortinando os planos da organização, o que estariam a esconder, e não só, com a Anna, irmã e rival de Nina a dar um ar da sua graça a mando do Heihachi.

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Nem só de pancada vive este jogo… também podemos dar tiros, muitos tiros!

O que salta logo à atenção neste jogo é a sua jogabilidade, pois o mesmo utiliza bastante os 2 analógicos para as acções principais. Com o esquerdo movimentamo-nos e como é um analógico, quanto mais longe movimentamos o stick do seu centro, mais rápido andamos e se o movermos bruscamente Nina desvia-se nessa direcção. O analógico direito que geralmente serve para controlar a câmara é utilizado para atacar na direcção em que o movemos, o que sinceramente me custou bastante a habituar pois sempre utilizamos os botões faciais para atacar. E a coisa ao fim de algum tempo até acaba por se tornar fluída, pois acabamos por usar os analógicos e os botões de cabeceira para practicamente tudo. Com o D-pad vamos alternando se queremos equipar alguma arma branca ou de fogo, e com o L1 a usamos em conjunto com um dos analógicos. O controlo de câmara é feito ao mexer o analógico direito em conjunto com o botão R2 apertado, embora infelizmente a câmara seja muito má. Isto porque em várias zonas não é possível controlar a câmara e quando o é, temos de estar constantemente a ajustá-la à medida que nos vamos movimentando.

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Os save points têm de ser descobertos… são os locais onde há mais rede!

Depois o jogo tem também alguns elementos de RPG como já referi. Isto porque temos um sistema de combos que nos recompensa com pontos mediante a nossa performance no combate. Pontos esses que podem ser gastos para aprender e melhorar novas skills, por exemplo. Para além disso, e da exploração e alguns puzzles como já referi logo no primeiro parágrafo, Death By Degrees tem várias secções que por vezes se vão repetindo e acabam por se tornar uma espécie de minijogos. Em algumas partes da história somos obrigados a pegar numa sniper rifle e atingir uma série de inimigos à distância, a maior parte das vezes para cobrir um nosso colega da CIA. Até aqui tudo bem. Noutras alturas temos de guiar um pequeno drone para salas que não conseguimos entrar, seja para espiar ou para arranjar forma de lá entrar. A ideia é boa, mas infelizmente os controlos são uma treta… por fim temos também vários “baús” de tesouros para descobrir, albergando várias armas ou outros itens. Mas para os destrancar temos uns puzzles na forma de favos de colmeias para resolver. Estes três minijogos são algo que poderemos jogar de forma independente como desafios, para além do jogo principal.

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Antes da moda dos drones, já podíamos conduzir um por aqui!

E de facto o que não faltam aqui são extras, desde esses desafios, passando por desbloquear novas roupas para a Nina, armas com munição infinita após termos chegado ao fim do jogo 1 ou 2 vezes, incluindo um capítulo extra inteiramente novo onde jogamos com Anna, irmã e rival de Nina. Um pouco como o Ada’s Assignment onde vemos parte da história pela perspectiva de Anna e descortinamos quais as suas razões para ela também estar ali envolvida. Mas já que há pouco referi as vestimentas, mesmo ao longo do jogo normal, Nina vai mudando várias vezes de roupa, o que me deixou a perguntar-me se não estaria antes a jogar algo desenvolvido pela Tecmo. Isto porque para além de um dos primeiros trajes ter sido logo um bikini, as suas outras roupas vão ficando rasgadas à medida em que a história vai avançando, acabando por mostrar um pouco mais do que se calhar seria suposto. Não que eu fique chateado por isso, longe de mim tal coisa, mas achei um pormenor curioso vindo da Namco.

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Este é o screenshot mais conhecido deste jogo… porque razão será?

A nível técnico é um jogo bem competente. É verdade que não há uma grande variedade de cenários, ou estamos num navio de cruzeiro, ou numa prisão abandonada numa ilha remota. Mas ainda assim existem algumas salas que considero bem bonitas e no geral os cenários até que estão bem detalhados, assim como as personagens. Um dos truques que fazemos neste jogo tem a ver com o focus – uma barra de energia que vai enchendo à medida em que distribuímos pancada. Quando atingir um certo limite, podemos desencadear uma série de golpes poderosos, onde temos alguns segundos em câmara lenta para decidir que pontos do corpo do adversário acertar. O que vem a seguir são daquelas cutscenes raio-X com ossos a estilhaçarem-se por todo o lado, que ficaram mais tarde bastante populares em jogos como Mortal Kombat 9 ou Sniper Elite V2. No entanto… é sempre engraçado ver que por vezes mesmo que partimos uma perna ou o crânio em mil bocadinhos… os adversários voltam-se a levantar como se nada fosse! Haja força de vontade! Por último lugar as músicas no geral têm uma toada mais rock que me agrada bastante e não tenho razões de queixa quer dos efeitos sonoros, quer do voice acting em si.

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Quando activamos estes ataques especiais, temos um curto intervalo de tempo antes de seleccionar os pontos de ataque

No fim de contas este Death By Degrees é um jogo muito interessante, gostei de ver a Namco a elaborar algo mais na sua franchise do Tekken que de facto já justificava um jogo deste género com mais história. No entanto está longe de ser perfeito. A sua jogabilidade nos combates demora algum tempo a entranhar e eu tenho pena do meu dual shock para tentar sacar as combos mais complicadas… mas o pior é mesmo o controlo de câmara, ou alguns segmentos próprios no jogo que achei algo frustrantes. Creio que se os controlos fossem mais tradicionais, algumas destas falhas não aconteceriam.

Rage Racer (Sony Playstation)

Rage RacerA série Ridge Racer da Namco foi uma das mais importantes séries de corridas que atravessaram as arcades e as consolas da Sony, embora os jogos tenham sido algo divergentes entre ambas as plataformas. O Ridge Racer Revolution pouco mais do que a banda sonora foi buscar ao Ridge Racer 2 da arcade, e este Rage Racer pouco tem a ver com o Rave Racer, o terceiro jogo original de arcade, pois este introduz uma série de customizações, já se afastando um bocadinho das suas raízes arcade. Este meu exemplar foi comprado a um particular por cerca de 4 a 5€, já não me recordo bem.

Rage Racer - Sony Playstation
Jogo completo com caixa, manual, papelada e disco bónus com cenas

E então como este jogo se divergiu das suas raízes coin-op? Bom, aqui somos presenteados com um modo “carreira”, onde vamos competindo em várias corridas e ganhar créditos que podem se gastos a comprar novos carros, ou customizar os que já temos, tanto a nível estético, como a nível mecânico. Mas sim, os carros continuam a ser fictícios e as pistas sao todas variantes naquela ilha com paisagens já por nós bem conhecidas dos dois primeiros jogos. Existem várias classes nas quais deveremos competir, com a dificuldade a aumentar progressivamente. Se falharmos por várias vezes os nossos objectivos, então somos mesmo retirados do “campeonato”, embora mantenhamos todos os créditos amealhados até então. Este tipo de coisas para mim retiram muita da piada ao jogo, pois o que eu aprecio é mesmo aquele feeling de jogo arcade, mas é óbvio que com o passar dos anos, já nos finais da década de 90 onde as consolas caseiras começaram a receber jogos de corrida mais complexos, a curta experiência arcade não seria mais suficiente. Mas felizmente a jogabilidade ainda continua arcade e isso para mim é o mais importante, embora o jogo já tenha uma abordagem um pouquinho mais de simulador.

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Pela primeira vez temos muitas oportunidades de customização dos carros

Mesmo com todos os carros para desbloquear e novas ligas mais exigentes para competir, no fundo temos apenas 4 circuitos para conduzir, cujos podem mais tarde ser também conduzidos de forma reversa. Mas os mesmos acabam por ter bem mais detalhe, com novas paisagens a serem descobertas, várias alturas do dia e diferentes condições climatéricas, e a nível técnico, a draw distance é grandinha, quase que não se nota o pop-in da pista a ser gerada à nossa frente, coisa muito habitual em outros jogos de corrida desta era das máquinas 32 bit. A música essa continua numa toada muito mais electrónica, o que sinceramente não é dos meus géneros musicais preferidos embora não seja propriamente má. Acho que é por ser de um estilo mais “disco” que não me agrada tanto como as bandas sonoras dos Wipeout, por exemplo.

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Mais uma vez poderemos correr em várias partes do dia

Em jeito de conclusão de uma rapidinha, Rage Racer é uma espécie de ponto de viragem na série que embora não largue de todo as suas raízes arcade, começa a incorporar muitas outras características de jogos mais complexos pois o mercado também assim o exigia. Não deixa de ser um bom jogo no entanto!

Time Crisis: Project Titan (Sony Playstation)

Time CrisisVamos lá a mais uma rapidinha, desta vez a mais um jogo da série Time Crisis para a PS1, o Project Titan, spin off da série principal. Chega a ser curioso pois apesar deste Project Titan ter sido um jogo desenvolvido exclusivamente para as consolas, deixando as arcades de lado, foi o segundo jogo da série que chegou até nós pelas consolas. Mas indo para as arcades, então ainda temos o Time Crisis II e o Crisis Zone que sairam nas arcadas ainda nos anos 90 e só viríamos a receber uma versão caseira já na PS2. E este meu exemplar, do qual eu apenas possuo o CD por agora, veio de “oferta” quando comprei o Time Crisis 3 para a PS2 numa cash converters. O CD do Project Titan simplesmente estava lá metido entre o manual… EDIT: Entretanto arranjei a versão Platinum, completa numa cash converters por 3.50€.

Jogo com caixa e manual, versão Platinum
Jogo com caixa e manual, versão Platinum

A história acaba mais uma vez por ser apenas uma desculpa para andarmos o resto do jogo ao tiro a tudo o que se mexa à nossa frente. Aparentemente alguém incriminou Richard Miller, o nosso herói, de ter assassinado um presidente de um país qualquer. O resto já se sabe, iremos tentar limpar o nosso nome à lei da bala. E a jogabilidade deste Project Titan mantém-se idêntica ao que a série nos habituou até agora, ou seja, podemo-nos sempre esconder ao longo do jogo e ficar em segurança do fogo inimogo (e também recarregar a arma), mas dessa forma também não conseguimos ripostar fogo. E com o relógio sempre a contar, afinal este é um jogo com raizes arcade, não nos podemos dar ao luxo de ficar sempre enfiados no nosso buraquito. Mas para além dessas mecânicas básicas e já conhecidas, neste Project Titan em certas partes poderemos escolher a direcção para a qual nos quisermos mover. Isto é especialmente verdade nos confrontos contra os bosses, onde muitas vezes temos mesmo de os flanquear e os atacar de outros ângulos.

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Como sempre, há por aí uma donzela para salvar

O jogo em si consiste apenas no modo arcade e um time attack para quem quer o desafio de completar vários segmentos do jogo o mais rápido possível. E para os bons nisso, ainda dá para desbloquear modos especiais do Time Attack, onde teremos de atirar em inimigos com a mesma cor de uniforme. De resto os níveis vão sendo bastante variados, desde mansões, zonas industriais, iates de luxo ou aeroportos. Vale tudo!

Estes inimigos com escudos metálicos são sempre chatos
Estes inimigos com escudos metálicos são sempre chatos

A nível gráfico é um jogo de altos e baixos. Por um lado acho que os cenários estão bem detalhados e gosto particularmente das animações dos inimigos: saltam por todos os lados, agacham-se, atiram-se de cobertura em cobertura, chamam os colegas, e por aí fora. Mas nas cutscenes pareceram-me mauzinhos pois há muito flicker. As músicas por norma são mais épicas e cinemáticas e adaptam-se bem ao contexto do jogo. O voice acting é que é mauzinho, mas não seria a mesma coisa se não o fosse! No fim de contas acho-o mais um lightgun shooter bem agradável de se jogar, a série Time Crisis não desaponta.

Time Crisis (Sony Playstation)

Time CrisisMais uma rapidinha, desta vez para a Playstation 1 com um clássico das arcadas. Enquanto a Saturn tinha o seu Virtua Cop, um jogo que para mim me guarda muita nostalgia, a Playstation como sempre contava com o apoio da Namco para as conversões arcade de jogos semelhantes. E o que a Namco tinha feito na altura deu-se pelo nome de Time Crisis, um jogo de light gun moderno, em que nos colocava ao tiro contra um enorme exército mas com um diferença fulcral na jogabilidade: a possibilidade de nos deixarmos em cover. Este meu exemplar, versão platinum, foi comprado há coisa de um mês e pico na Cash Converters de Alfragide por 2€ se a memória não me falha.

Time Crisis - Sony Playstation
Jogo com caixa e manual, versão platinum

A história de Time Crisis, como em muitos jogos arcade, não é algo que se deva levar muito a sério. Basicamente alguém causou um golpe de estado num país qualquer e fez refém uma jovem donzela, certamente filha de alguém muito importante. O nosso papel é o de qualquer agente “one man army” que nem o Rambo, basicamente temos de enfrentar um exército completo sozinhos, e lá arranjamos maneira de dar conta do recado, até porque temos munições infinitas.

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Para recarregar a arma temos de nos colocar em segurança do fogo inimigo

Tal como referi acima temos a possibilidade de nos resguardarmos e num abrigo para fugir ao fogo inimigo. Isso nas arcadas era feito com um pedal, enquanto tivessemos o pedal pressionado estavamos em segurança, aqui é um botão. E fugir para um abrigo serve também para nos recarregar a arma. Por outro lado como um jogo arcade que Time Crisis é, estamos sempre a jogar em contra-relógio, pelo que também não nos podemos dar ao luxo de estar muito tempo em segurança, pelo que este nosso resguardo deve ser utilizado com alguma estratégia. O jogo obriga-nos assim a ter reflexos rápidos pois em certas alturas aparecem-nos muitos inimigos no ecrã ao mesmo tempo e temos de arranjar forma de lhes limpar o sebo rapidamente. A versão caseira deste Time Crisis trás ainda um modo extra de jogo onde nos leva para um hotel que albergava um grupo terrorista e as mecânicas de jogo diferem ainda um pouco mais da versão arcade pois poderemos enveredar por caminhos alternativos mediante a nossa performance no jogo.

No que diz respeito aos audiovisuais este é um daqueles jogos que não foge muito aos padrões de 1996/1997 ou seja, a nível gráfico esperem por coisas muito pixelizadas, polígonos e texturas pouco detalhadas. Mas dá para entender perfeitamente o que se passa à nossa volta e é isso que interessa. As músicas são algo cinemáticas, sendo bem épicas por várias ocasiões, o que até é bem abonatório para o jogo. O voice acting é mauzinho mas lá está, é daquelas coisas que fazem parte dos jogos arcade japoneses dessa era.

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O modo de jogo extra pareceu-me ter gráficos um pouco melhores que o original

Na minha opinião, mesmo sendo um jogo que para os padrões de hoje esteja bastante ultrapassado, este Time Crisis não deixa de ser um clássico, quanto mais não seja por ser mais que uma alternativa ao Virtua Cop, ainda conseguiram melhorar essa fórmula. E com a GunCon 45 ainda dá bem para mandar uns tirinhos!

Pole Position (Atari 2600)

Pole PositionTodos os artigos de sistemas pré-NES, ou de computadores anteriores à arquitectura PC x86, terão uma abordagem um pouco mais superficial, porque por muito que eu queira, a verdade é que não vivi essa época e o sentimento nostálgico não é o mesmo. E apesar de já ter aqui falado de jogos algo primitivos como os primeiros Ultimas, cujas origens remontam ao sistema Apple II, hoje chegou a vez da Atari 2600, um dos sistemas mais importantes desta nossa indústria que tanto gostamos. E o jogo que trago cá hoje é uma adaptação surpreendentemente competente de um dos mais importantes jogos de corrida de sempre, o Pole Position. O meu cartucho na verdade é um misprint, dizendo “Pole Positn”. Custou-me uns 5€ na Feira da Ladra, num reseller conhecido há uns meses atrás. De todos os jogos de Atari que ele tinha para venda a esse preço decidi trazer apenas este, devido a ser um jogo clássico e também pela curiosidade do misprint da label.

Pole Position - Atari 2600
Apenas cartucho

Lançado originalmente em 1982 pela Namco para a Arcade, o Pole Position original foi um jogo de corridas revolucionário por apresentar uma perspectiva onde jogávamos ao ver a traseira do carro e a pista a desenrolar-se à nossa frente, contrastando com os outros jogos de corrida da época com a sua perspectiva aérea tal como o Micromachines, por exemplo. E para 1983 o jogo já possuia uns gráficos excelentes, coloridos, e bonitos efeitos de parallax que ajudavam a transmitir uma boa sensação de velocidade e “realismo”. Pois bem, como practicamente tudo o que saia em arcade e fazia sucesso, teria de haver uma versão para a Atari 2600, cuja tarefa de conversão ficou a cargo da própria Atari.

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O ecrã título não nos deixa lá muito entusiasmados

E apesar desta conversão ser bem mais simples, devo dizer que estava à espera de algo muito pior tendo em conta o hardware bastante limitado da plataforma, e acabou por me surpreender bastante, logo a nível gráfico, pois conseguiram replicar a mesma perspectiva. E apesar de o solo ter todo a mesma cor cinzenta ao contrário da versão arcade que distingue o asfalto da erva, a sensação de velocidade e mesmo os efeitos de parallax estão aqui presentes. O carro está bem detalhado, estava à espera de encontrar algo bem mais simplificado, o que acabou por acontecer nos carros dos nossos oponentes nesta versão. O som também está bom, tendo em conta as já referidas limitações.

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Mas eis que entramos no jogo e até ficamos agradavelemente surpreendidos!

As mecânicas de jogo são mais simplificadas devido ao joystick da Atari só ter um botão de acção que aqui apenas serve para travar, pois o carro acelera automaticamente. E isso acaba por prejudicar um pouco porque pouco é preciso travar, mesmo nas curvas mais apertadas. De resto o joystick serve para alternar entre 2 mudanças e naturalmente virar para a esquerda ou direita. O objectivo do jogo consiste em terminar uma volta de qualificação abaixo de uns determinados segundos, passando em seguida para a corrida propriamente dita, que consiste em 2 voltas no mesmo circuito, que supostamente é baseado num circuito Japonês, não fosse este um jogo original da Namco.

No fim de contas é inegável que o Pole Position é uma pedra basilar nos jogos de corrida modernos. É óbvio que é um jogo simples comparando com o que se foi fazendo com o decorrer dos anos, mas a sua influência está lá. E a versão Atari 2600 até acaba por se portar bastante bem, apesar de ser inferior. Mas o que não faltam aí são versões mais fiéis ao original quanto mais não seja nas inúmeras compilações lançadas pela Namco, tornando esta versão em particular apenas num item interessante e pouco mais.