Kirby’s Dream Course (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas, é agora tempo de escrever um pouco sobre o Kirby’s Dream Course, um spin off muito original da saga Kirby, lançado para a Super Nintendo. Aqui, em vez de controlarmos Kirby num jogo de plataformas, temos uma espécie de torneio de mini-golf para participar com o Kirby a servir de bola de golf! Mas já lá vamos com mais detalhes. O meu cartucho foi comprado algures em Março aqui numa loja no Porto, custou-me 15€.

Apenas cartucho

Basicamente este é um jogo de golfe onde controlamos o Kirby como se uma bola fosse. Por um lado temos todas aquelas artimanhas para controlar a força, o ângulo e a rotação em cada tacada, mas por outro lado vamos também poder desbloquear várias habilidades do Kirby para nos ajudar. O objectivo em cada circuito é destruir todos os inimigos presentes no ecrã, mas quando só sobrar um inimigo, este último é transformado no buraco, onde teremos naturalmente de acertar para progredir ao nível seguinte. No entanto temos de pensar muito bem na estratégia a usar em cada nível, pois temos um número limite de tacadas por nível, nomeadamente quatro, assinaladas pelo número de tomates que Kirby carrega. A cada tacada gastamos um dos tomates, no entanto, se acertarmos num inimigo ou no buraco, é-nos devolvida essa “chance” que acabamos de usar.

Como em muitos jogos de golfe, podemos controlar a força e o ângulo de cada tacada

Naturalmente os cenários também vão tendo várias obstáculos ou outros objectos que nos podem ajudar ou dificultar a vida, como lençóis de água, placas no chão que nos fazem mudar de direcção, flutuar pelo ar, ou até portais de teletransporte que nos levam para outra posição no nível. Para além disso ao longo do jogo vamos desbloqueando várias habilidades para o Kirby que podem e devem também ser usadas nos níveis. Tais como usar um guarda-sol para servir de paraquedas quando caimos numa ribanceira, permitindo-nos assim controlar melhor a trajectória de descida, uma versão eléctrica do Kirby capaz de destruir alguns obstáculos, um Kirby-Tornado bem rápido que podemos controlar a sua trajectória. Ou um Kirby rocha capaz de parar imediatamente quando activado, ou um Kirby bloco de gelo capaz de congelar os lençóis de água e assim conseguir atravessá-los facilmente. Entre cada conjunto de níveis vamos vendo algumas pequenas cutscenes que tipicamente nos introduzem a estas possibilidades nas mecânicas de jogo, pelo que tornam este jogo surpreendentemente complexo para um Kirby e que exige algum planeamento e estratégia em cada nível!

Se formos muito habilidosos, podemos conseguir limpar um nível com uma só jogada

O jogo está dividido em conjuntos de 10 níveis, onde para cada somos avaliados pelo número de tacadas necessárias para concluir cada, sendo recompensados no final com medalhas de bronze, prata ou ouro. Quanto melhor for a nossa performance, mais recompensas vamos tendo, incluindo novos níveis extra, tanto para a vertente single player, como multiplayer. Sim, o jogo tem um modo multiplayer para 2 jogadores, onde o segundo jogador controla o Keeby, que é basicamente um Kirby amarelo. Aqui os 2 jogadores concorrem entre si a ver quem colecciona mais estrelas, ao derrotar inimigos ou passar no buraco, mas também ao atacarem-se um ao outro. Aqui não há tantas restrições com o número de tacadas, o jogador que perder as suas chances de tacadas simplesmente ficam de fora um turno e depois já voltam algo regenerados. Também não há tantas restrições nas habilidades especiais que podemos usar, pois estas surgem de forma algo aleatória.

Felizmente o jogo tem também um pequeno tutorial para nos ambientarmos às suas mecânicas

De resto, a nível audiovisual, este é um jogo bem conseguido para a Super Nintendo. Apesar de não ser um jogo em 3D real, usam bem a perspectiva isométrica para passar esse efeito. Fora isto, os cenários são bastante coloridos e com algum detalhe, o que ja é habitual na série. As músicas também são bastante agradáveis!

Portanto, este é um jogo curioso, seja para os fãs de Kirby, seja para quem gostar de golfe. Para os fãs de Kirby, vão notar que este é um jogo bem mais exigente do que o habitual nos seus jogos de plataforma! Para além disso, para quem comprou a SNES Mini, este é um dos jogos que pode ser lá jogado.

Kirby’s Dream Land (Nintendo Gameboy)

KirbyVamos lá a mais uma rapidinha para fazer render as minhas férias e compensar os dias em que vou estar fora e sem poder actualizar aqui o blog. E posso desde já dizer que nunca fui o maior fã de Kirby. De todas aquelas franchises mais “importantes” que a Nintendo possui no seu catálogo, a de Kirby sempre foi a que menos interesse me causou. Não que sejam maus jogos, mas é tudo bastante cor de rosa e cutxi-cutxi para o meu gosto. Este Kirby’s Dream Land é o primeiro jogo dessa franchise, tendo saido originalmente para a Game Boy algures durante o ano de 1992. Este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide há uns meses atrás, custou-me cerca de 2€.

Apenas cartucho. Mais um da edição "Francisco" que por cá tenho.
Apenas cartucho. Mais um da edição “Francisco” que por cá tenho.

Kirby é um ser estranho, cor-de-rosa, com a habilidade de engolir os seus inimigos. Mais tarde ganhou também o poder de herdar as habilidades dos inimigos que engole, o que acaba por expandir muito mais as possibilidades de diferentes mecânicas de jogo, mas neste primeira obra ainda não fazemos isso. E o vilão de Kirby é o King DeDeDe, que tenta sempre tramar os habitantes de Dream Land.

Gostava de saber que mal é que esta árvore fez para ser sempre mal tratada pelo Kirby
Gostava de saber que mal é que esta árvore fez para ser sempre mal tratada pelo Kirby

Na sua essência, este é um jogo de plataformas em 2D algo tradicional, mas também possui algumas nuances. Uma é precisamente as habilidades de Kirby, que lhe permitem comer itens ou inimigos, podendo usá-los depois como arma de arremesso ao cuspi-los. Ou podemos simplesmente digeri-los. Ao saltar, é possível também Kirby ingerir ar e com isso conseguir voar, enquanto mantiver a boca cheia de ar. Ao cuspi-lo causa também dano nos inimigos. Os níveis estão divididos em salas grandes, onde ao atravessar cada porta serve de checkpoint do jogo. No final de cada nível teremos então de enfrentar um boss, algo que no último nível os teremos de enfrentar novamente, um a seguir ao outro. Basicamente é isso. Temos power ups que restauram alguma da energia de Kirby, outros que fazem Kirby cuspir bolas de fogo (um em terra, outro a voar) ou mesmo um microfone que faz com que todos os inimigos no ecrã sejam derrotados. Chegando ao fim do jogo normal, poderemos experimentar o Extra mode, que é essencialmente o mesjo jogo, mas muito mais desafiante.

Ao engulir ar durante os saltos, podemos voar enquanto não cuspirmos o ar para fora
Ao engulir ar durante os saltos, podemos voar enquanto não cuspirmos o ar para fora

Graficamente é um jogo competente para uma Game Boy. As sprites e backgrounds são bem detalhados e o facto de ser tudo monocromático também oculta alguma de toda a “fofura” em demasia pela qual a série é bem conhecida. Até porque na própria capa da versão ocidental o Kirby ainda é branco. As músicas são igualmente alegres, bem como a HAL e a Nintendo nos habituaram. No fim de contas acho um jogo competente, embora aqui Kirby ainda pouco mais seja do que um Yoshi cor-de-rosa. Afinal Yoshi também podia comer e cuspir inimigos, e até quase que conseguia voar. O poder de Kirby ganhar as habilidades dos inimigos que consome é que demarca a série das demais e isso só mais tarde é que foi introduzido.