World Heroes Anthology (Sony Playstation 2)

World Heroes AnthologyÀ semelhança do que foi escrito no artigo do Art of Fighting Anthology,  este artigo será uma colectânea de rapidinhas pois o género de fighters 2D são daqueles jogos que eu aprecio, mas apenas os jogo de uma forma casual, ou seja, levo porrada de toda a gente. Mas por acaso até acabei por ficar surpreendido com esta série, pois a ideia que tinha é que a mesma era algo de segunda categoria (e na realidade até é), mas tem algumas coisas que acabei por achar imensa piada. Esta minha cópia foi comprada há poucos meses atrás na cash converters de Alfragide por 2€.

World Heroes Anthology - Sony Playstation 2
Colectânea com caixa e manual

Esta série foi desenvolvida pela ADK, ou Alpha Denshi Corp e tem na sua base um estranho torneio organizado pelo cientista Dr. Brown que constrói uma máquina do tempo e recolhe lutadores de vários períodos da história humana de forma a saber quem é o guerreiro mais forte de todos os tempos. Mas aqui começam as inconsistências pois apesar de haverem lutadores de épocas como a idade média europeia, ou do Japão feudal, por vezes nas cutscenes aparecem relacionados com o mundo moderno, como junto de pessoas vestidas normalmente. Mas esta é mesmo uma série para não se levar a sério na parte da história pois o bom humor é uma constante, em especial nas cutscenes de fim de jogo de várias personagens.

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A história destes jogos não é algo que se deva levar muito a sério

Mas falando do primeiro World Heroes a primeira impressão que me dá é que é mais um clone de Street Fighter II, e na realidade até acaba por ser em certo ponto. A jogabilidade é um pouco lenta, a meu ver, utilizando apenas 3 botões frontais, um para socos, pontapés e o outro para throws. A intensidade dos golpes é medida no tempo em que deixamos o dedo pressionado nos ditos botões. O modo de jogo normal coloca-nos a combater todos os nossos oponentes de uma forma aleatória, resultando num combate com um boss final – o ser Gee Gus que consegue ir buscar habilidades de todos os lutadores do jogo. Pelo meio temos alguns níveis de bónus similares aos do SF II: num temos de esculpir uma estátua à base da pancada, no outro temos de partir uns vasos que vão caindo do céu antes de chegarem ao chão. Mas há algo que World Heroes tem de diferente do Street Fighter II (para além dos lutadores sem carisma): o modo deathmatch. Este é similar ao normal, mas em vez de lutarmos nas arenas próprias de cada lutador, vamos lutando numas arenas próprias de luta-livre, mas repletas de obstáculos como paredes com espinhos, redes electrificadas ou com fogo, ou minas espalhadas pelo chão. A nível técnico é um jogo que a meu ver ainda é algo pobrezinho. Sinceramente nunca gostei muito do design das personagens, embora as arenas não sejam más de todo. Mas o som, em especial as vozes que soam bastante abafadas, e as músicas não me cativaram.

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Sempre adorei as intros bonitinhas dos fighters 2D e a partir do World Heroes 2 já temos algum eye candy desse.

O World Heroes 2 saiu nem um ano depois do primeiro, tal era a moda dos fighters 2D por essa altura. As suas principais mudanças incluiam 6 novos lutadores, já os modos de jogo permaneceram idênticos ao anterior. No entanto, com o elenco de lutadores agora maiorzinho, já não era necessário lutar contra todos, mas apenas contra os 6 novos e 4 dos antigos 8 lutadores do primeiro World Heroes, escolhidos aleatoriamente. O modo death match tem agora uma única barra de vida partilhada entre ambos os lutadores. Quanto mais porrada damos (ou levamos), a barra de vida vai pender para um lado ou para o outro. Se a coisa ficar feia para o nosso lado, temos 10 segundos para nos levantarmos, onde durante esse tempo teremos de carregar em todos os botões como um maluco, só para termos mais uma hipótese… isto porque o relógio está sempre a contar. De resto a jogabilidade é idêntica, embora os lutadores antigos tenham agora alguns golpes novos. A nível técnico é também um jogo melhor, com arenas e personagens bem detalhadas e as músicas são mais cativantes. No entanto as vozes continuam mázinhas…

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Há aqui personagens de imensas nações como a Mongólia ou um pirata cujo país é o alto-mar

World Heroes 2 Jet está para o anterior como o Super Street Fighter II está para a sua prequela. É mais que um mero update ao jogo anterior, pois para além de trazer mais dois ou três novos lutadores, inclui também algumas novidades nas mecânicas de jogo (como a capacidade de correr, num jogo que por si só já é bem mais rápido e dinâmico), bem como 2 modos de jogo distintos do que existiu anteriormente. Aqui temos o Entry to the Tournament e o Forging of Warriors, este último deixa-nos escolher o nosso lutador e o nosso oponente, no entanto o jogo termina após conseguirmos vencer 3 oponentes de seguida. O primeiro modo de jogo é ligeiramente parecido ao tradicional modo arcade, mas em segmentos de 3 combates seguidos. Inicialmente (após uma bela cutscene em 2D a introduzir o início do jogo) combatemos um grupo de 3 oponentes, um de cada vez, com a obrigatoriedade de vencer pelo menos dois para prosseguir. Vamos combatendo alguns grupos dessa forma até surgirem alguns grupos “especiais” , ou constituídos por um oponente apenas que temos a hipótese de o combater 3 vezes, ou por um conjunto de bosses pelo fim. A nivel gráfico, sons e músicas este é um salto muito grande em comparação com os anteriores, com lutadores e arenas bem detalhados, música rock em grande estilo e os clipes de voz com mais qualidade.

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Tanto o World Heroes 2 Jet como o Perfect já sairam numa altura em que a SNK conseguia fazer pequenos milagres com o HW Neo Geo

No último jogo da saga, o World Heroes Perfect mais uma vez mudaram bastantes coisas. A começar pela jogabilidade que agora usa uma base de 4 botões faciais, ao contrário do contexto sensitivo de pressão dos 3 botões. Novos golpes, novas personagens e uma série de novos especiais são o prato do dia para os aficcionados do género. O modo de jogo singleplayer obriga-nos a lutar contra 10 oponentes escolhidos aleatoriamente, em arenas também escolhidas aleatoriamente, e mais um ou outro boss como manda a lei. A nível técnico é também um jogo que evolui dos anteriores, mais uma vez com bons gráficos e audio no geral. Só que ainda acho que não tem personagens propriamente carismáticas, embora o bom humor continue lá.

Resumindo esta é mais uma boa colectânea para coleccionar e felizmente a PS2 está repleta delas, da SNK e não só. Todos os jogos são emulados directamente da Neo Geo MVS com algumas features adicionais, como a possibilidade de podermos customizar os lutadores de todos os jogos, podermos ver a lista dos seus movimentos nos menus de pausa e ainda temos um modo de jogo para treino. No entanto ainda me pareceu notar um ou outro problema de performance aqui e ali. Ainda assim é um bom título, embora a série World Heroes continue a ser, para mim, de segunda linha quanto mais não seja pelo seu elenco sem grande carisma, mas ganhou o meu respeito por alguns modos de jogo originais que o tornavam um pouco diferente do típico clone de Street Fighter II.

Zombie Hunters (Playstation 2)

Zombie HuntersJá há algum tempo que não escrevia nada da PS2 por cá. Mas de facto a consola tem estado a apanhar pó na secretária, embora ainda tenha muuuita lenha para queimar nos próximos tempos. Mas lá que me deu a vontade de jogar um dos budget releases que cá tinha em fila de espera e o que calhou na rifa foi o Zombie Hunters, cá trazido pela 505 Gamestreet. Eu conheci essa série com o lançamento do OneChanbara: Bikini Zombie Slayers para a Wii, um hack and slash onde controlávamos uma jovem donzela em trajes menores a esquartejar hordas de zombies. Pois bem, os primeiros jogos dessa série tinham sido lançados originalmente na PS2, e o Zombie Hunters foi o primeiro a sair por estas bandas, sendo uma conversão directa do “The OneeChanpurū ~ The Onechan Special Chapter ~”, que na realidade era um upgrade ao primeiro jogo. Portanto considerem este Zombie Hunters uma espécie de Game of the Year Edition com conteúdo extra. Sinceramente já nao me recordo onde o comprei nem quanto me ficou, mas calculo que terá sido numa Cash Converters ou Feira da Ladra e não deverá ter custado mais de 3€.

Zombie Hunters - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e papelada

Pois bem, este é uma budget release. Daqueles jogos feitos com meia dúzia de tostões e lá vão servindo para uma pessoa se entreter. Tal como referi acima, este é um hack and slash onde vamos defrontando imensos zombies e outras criaturas estranhas, podendo controlar uma de duas raparigas em trajes menores. E o que é isso relevante para o jogo? Não muito. A história leva-nos para um Japão moderno que por algum motivo se viu a braços com um apocalipse zombie e podemos controlar Aya, ou a sua amiga Riho Futaba, ambas algo avantajadas. Apenas joguei com Aya, e o seu motivo prendia-se em vingar-se da sua irmã, que por alguma razão estaria por detrás desse apocalipse zombie. O facto deste ser uma budget release vê-se logo na história que não é lá muito bem contada e inclusivamente tem alguns erros de tradução para inglês, o que nos remete logo para aquela era dourada dos 8 e 16bits e tiradas do género “All your base are belong to us“.

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Sabemos que estamos perante uma budget release quando temos Zombie Hunters na capa, manual e disco, mas o ecrã título é completamente diferente

A jogabilidade é simples, com um dos botões faciais a servir para saltar (com a possibilidade de poder fazer o duplo salto), um outro para atacar com a espada, outro para dar pontapés e o círculo a servir para os ataques especiais que apesar de serem óptimos para aquelas situações em que imensos zombies nos rodeiam serem projectados a 20 metros de distância, também nos rouba um pouco da vida sempre que são desencadeados, pelo que devem ser utilizados com alguma moderação. Depois os outros botões poderão servir para fazer lock-on e alterar os alvos ou limpar a espada. Limpar a espada?? Sim. À medida que vão jogando e decapitando ou cortando zombies ao meio vão encher a espada de sangue. Quanto mais sangue tiver a espada, menos eficazes serão os ataques, pelo que de vez em quando lá teremos de “a sacudir”. Mas há uma outra barrinha que vai sendo enchida com a carnificina e essa quando atinge o seu limite transforma-nos numa assassina sedenta de sangue, muito mais rápidos, com ataques mais poderosos, mas a custo de uma defesa mais fraca e da nossa vida ir descendo gradualmente. Mais algo que teremos de ter em atenção. É possível passar para o estado normal ao aproximarmo-nos de umas estátuas de anjo ou usar um power-up com a mesma forma que poderemos encontrar ao longo do jogo.

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Os controlos apesar de aparentemente simples não são dos mais fluídos e o lock-on nem sempre ajuda

Outra coisa relevante é o esquema de experiência. Como hoje em dia querem meter pontos de experiência em tudo, aqui também o fizeram e os mesmos podem ser ganhos consoante a nossa performance em cada nível, bem como por cada zombie que eliminemos. No final de cada nível poderemos distribuir esses pontos de experiência em várias áreas como a força, velocidade, melhorar os combos, aumentar a vida, entre outros. Mas apesar de ter algumas ideias engraçadas infelizmente os controlos não são os melhores pois nem sempre conseguimos controlar bem onde queremos atacar, com o botão direccional ou o analógico esquerdo a influenciar nos combos que fazemos, em vez da sua direcção. O controlo de câmara também não é o mais famoso, mas lá está, este é daqueles jogos budget em que realmente não podemos ser muito exigentes. De resto, para além do modo história podemos participar num survival mode que nos vai colocar a enfrentar números cada vez maiores de inimigos, ou podemos também completar alguns objectivos especiais no modo história para posteriormente desbloquear novas roupas para as nossas meninas ou mesmo personagens extra. Falo em objectivos como matar mais de x zombies em cada nível, ou terminar cada nível no modo “berserk”, por exemplo.

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Alguns zombies são bem poderosos e só os conseguimos derrotar se estivermos no modo Berserk

Os níveis em si também não são lá muito detalhados nem variados. No primeiro começamos num cemitério para depois irmos para as ruas da metrópole, os dois níveis seguintes são passados no mesmo hospital e depois voltamos para a cidade e fazemos o percurso reverso. Não há portanto uma grande variedade e por vezes até é mesmo monótono, pois em alguns níveis, em especial nos dos hospitais, temos de percorrer várias vezes os mesmos corredores idênticos em busca de chaves para abrir outras portas e com os inimigos a fazerem sempre respawn. Nesses níveis, apesar de haver um mapa das salas em que estamos e haver uma indicação da direcção que temos de tomar, mesmo assim acabam por ser algo confusos.

De resto a nível técnico é um jogo budget. Os cenários tal como referi acima não variam muito e os inimigos também não. Não esperem por grandes gráficos e por vezes vão encontrar slowdowns, em especial se “acordarem” muitos zombies de uma só vez. Um outro glitch gráfico que achei piada foi às “boob physics”. Com a mulher parada no sítio conseguem ver uma das mamas a abanar como se não houvesse amanhã, isto para mim foi bem visível com a Riho e até achei bem engraçado. A nível de efeitos sonoros são super simples e as músicas são electrónicas mas passam bem despercebidas, nada de especial.

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La sangrento o jogo é. Mas não pensem que lá por os zombies estarem decapitados ou só terem as pernas inteiras deixam de nos atacar

Ainda assim mesmo com toda a mediocridade este Zombie Hunters é daqueles jogos curiosos. Budget por budget, medíocre por medíocre, prefiro tê-lo na minha colecção do que comprar mais um FIFA, ou um “Imagine Sweet Princess Alpha Turbo”. Em seguida virá o Zombie Hunters 2 ou mesmo o Zombie Driver que me pareceu ainda mais “terribad but cool”.

Silent Scope 2: Fatal Judgement (Sony Playstation 2)

Silent Scope 24O jogo de hoje será mais uma rapidinha, desta vez ao segundo jogo da série Silent Scope, que é para mim um lightgun shooter muito interessante, pelo menos no original da arcade em que teríamos mesmo de utilizar uma réplica de uma sniper rifle para o jogar. E como é uma sequela em que não há assim grandes novidades em mecânicas de jogo também não vale muito a pena estar aqui a repetir-me. Fica a dica para consultarem então o artigo original. E esta minha cópia foi adquirida há uns meses atrás na cash converters de Alfragide por 3€.

Silent Scope 2 Fatal Judgement
Jogo completo com caixa, manual, papelada e um catálogo de jogos da Konami da PS2 que curiosamente ou já tenho todos os jogos da lista, ou estão na minha wishlist (Ephemeral Fantasia, estou a olhar para ti)

A história usa os clichés do costume: uma organização terrorista trama um plano qualquer e somos enviados como os “fura testas” de serviço, desta vez em Londres. A novidade é que partimos para a aventura com um companheiro, formando assim a dupla de Jackal e Raven. Ah, e para tornar o cliché mais cliché, o vilão de serviço raptou uma jovem mulher, irmã de Jackal e ex-namorada de Raven, para apimentar um pouco mais a coisa.

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Sabe bem mudar o cenário para algo Europeu

A jogabilidade mantém-se idêntica. O progresso do jogo é mantido on-rails e vamos ter de ir alternando entre a vista normal e o zoom da nossa sniper rifle para irmos atingindo os inimigos que nos vão aparecendo à frente. Os controlos são idênticos aos do jogo anterior e apesar de não existir uma lighgun semelhante à arcade, podemos utilizar o rato oficial da PS2 para jogar isto, o que deve ser porreiro. Para além de uma limitação de vidas, temos na mesma a limitação de tempo, pelo que não convém demorar muito a atingir os nossos alvos. Mais uma vez, espiar uma mulher sexy dá-nos uma vida extra e se tivermos a sorte (ou perícia) em acertar nalgum boss na testa, é logo um 1 hit kill, em vez de estarmos a reduzir-lhes a barra de vida pouco a pouco. Outra novidade está no facto de não escolhermos quais os caminhos alternativos a tomar, por outro lado mediante o sniper que escolhermos teremos caminhos ligeiramente diferentes a tomar.

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Se os alvos estiverem suficientemente longe, desta vez até vemos as balas a viajar

Uma coisa boa deste jogo é que nos dá mais modos de jogo. Dentro do arcade temos o modo de jogo principal, mais o shooting gallery para praticarmos um pouco. Aqui temos também o Duel onde teremos de enfrentar outros snipers em diferentes cenários. O outro modo de jogo é o Original, onde podemos completar diferentes missões, lutar contra os bosses, ou participar num shooting range em contra relógio. Por fim temos a vertente multiplayer, que exige 2 TVs e duas PS2 ligadas entre si. Naturalmente não experimentei este modo de jogo, mas existe a possibilidade de jogar competitivamente e cooperativamente, pelo que indica no manual. É interessante, mas não dá jeito nenhum… e apesar de todos estes novos modos de jogo serem benvindos e darão uma maior sobrevida ao jogo, sinceramente o que me interessa é mesmo a conversão arcade e essa é habitualmente curta.

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O voice acting é muito mau. Mas se calhar isso até é condição obrigatória em jogos deste género…

Graficamente nota-se melhorias face ao primeiro jogo, os cenários apresentam um maior detalhe, texturas com maior qualidade, mas nada do outro mundo. A música sinceramente não me deixou grandes saudades, mas o que fica no ouvido é mesmo o voice acting que continua terrível. E estou a referir-me a House of the Dead 2 terrível. Tão mau que quase que é bom! Em suma, este jogo é divertido pelas suas mecânicas de jogo algo fora do comum, embora seja uma história curta. Os restantes modos de jogo sinceramente não me cativam o suficiente e o multiplayer seria interessante se não fosse necessária toda aquela parafernália. Ainda assim, para quem gostar de shooters arcade como eu, não vai ficar insatisfeito com a curta duração do jogo.

Outrun 2006 Coast 2 Coast (Sony Playstation 2)

O Outrun original foi um jogo brilhante que por alguma razão ainda anda fugido da minha colecção. Mas o Outrun 2006 Coast 2 Coast, o último jogo da série (e igualmente excelente) não me escapou! Na passada edição da Pushstart escrevi mais um artigo da rubrica “Old vs New”, onde escolhi desta vez comparar precisamente esses 2 jogos. Como para já apenas tenho o Coast 2 Coast na colecção, aproveito aqui o artigo apenas para este jogo. No futuro será apontado para ambos.

OutRun 2006 Coast 2 Coast - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual e papelada

E o meu exemplar da PS2 foi adquirido por 5€ já há uns bons anos, numa loja do centro comercial Brasília no Porto, da qual já não me recordo o nome, mas não era a Prameta. Está completo e em bom estado! De resto poderão ler o artigo na íntegra aqui.

Silent Scope (Sony Playstation 2)

Silent ScopeO artigo de hoje é mais uma rapidinha, desta vez para a PS2 e mais uma conversão arcade, agora da Konami. O Silent Scope era um jogo muito peculiar, pois apesar de por um lado ser um light gun shooter moderno como muitos outros (Virtua Cop, Time Crisis), encarnavamos num sniper e a nossa light gun era mesmo uma sniper rifle, com mira telescópica e tudo. Por acaso nunca cheguei a jogar a versão arcade, mas sempre me deixou curioso. A PS2 foi uma das plataformas a receber uma conversão caseira e é essa a versão que cá trago. O meu exemplar foi comprado a um particular e custou-me uns 4€ se bem me lembro.

Silent Scope - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

Bom, como não existe nenhuma light gun semelhante para a PS2, aqui apenas podemos usar o comando normal, com um botão a servir para alternar entre a mira normal (sem zoom) e a telescópica. Os controlos são simples, com o direccional ou o analógico a moverem a mira, o X ou R1 para disparar, e o quadrado e triângulo a servirem para aumentar ou diminur a sensibilidade da mira telescópica. Recarregar? Nada disso, cada tiro conta, só se recarrega no fim do clipe, o que nos pode deixar vulneráveis ao fogo inimigo. Mas já lá vamos. Afinal quem são os maus da fita e o que fizeram? Bom, o presidente dos EUA (pelo menos assumo que é essa a nação) e a sua família foram todos raptados por uma organização terrorista e a nossa missão é salvá-los, sendo que para isso vamos ter de furar muitas testas pelo caminho.

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O primeiro nível é possivelmente o que tem os alvos mais longínquos, mas mais inofensivos também

Pelo menos nos primeiros níveis, quando estamos sem utilizar a mira telescópica, o jogo vai demarcando ao longe as posições inimigas e nós só temos de levar o cursor para lá, activar a mira telescópica, afinar a mira e disparar. Mas como habitual, os inimigos não se deixam ficar e ao fim de algum tempo se não lhes acertarmos eles também disparam para nós. Cada tiro certeiro de alguma bala retira-nos meia vida, mas se for algum projéctil ou granada, perdemos uma vida por completo. Felizmente de vez em quando aparecem umas mulheres em trajes menores, seja a apanhar sol numa piscina, ou surpreendidas no quarto de um hotel. E se olharmos para elas com a mira telescópica ganhamos uma vida. Mas claro que isso também nos deixa indefesos durante o tempo em que as andamos a espiar. Como também não poderia deixar de ser vamos ter vários bosses para derrotar e aqui entram em jogo algumas mecânicas interessantes. Todos eles têm um ponto fraco (a cabeça) e apesar de cada tiro certeiro no boss ou no veículo que conduz (caso aplicável) lhe retire um pouco de vida, um headshot é o suficiente para o derrotar.

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Durante a noite conseguimos identificar alguns inimigos pelos lasers das suas armas ou lanternas

Um outro aspecto interessante é o de caminhos múltiplos. Silent Scope, como muitos outros jogos arcade deste género, é bastante curto, mas tenta oferecer uma maior longevidade ao em certos pontos no jogo nos perguntar como devemos progredir, resultando em bosses ou níveis inteiramente diferentes. Para além disso a versão caseira tem ainda um time trial baseado nos vários níveis mas com um curto intervalo de tempo para serem concluídos, bem como uma galeria de tiro para irmos treinando as nossas habilidades.

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Um tiro certeiro na cabeça do piloto arruma logo com o boss

Graficamente é um jogo algo simples, visto ser um dos títulos da primeira vaga de software da PS2. Esperem algo ao nível de uma Dreamcast, com cenários variados, mas sempre com o famoso “blue sky in gaming”, excepto naqueles que são passados à noite, claro. Mas de resto, a nível de texturas e modelos poligonais é um jogo simples., mas eficaz. A música tem muito aquele feeling arcade que sinceramente me agrada. O voice acting é cheesy todos os dias, mas também faz parte do charme. Posto isto, e se forem fãs de jogos arcade, acho que devem sem dúvidas dar uma espreitadela a este. Se estão à espera de algo com mais realismo e física de projécteis… então esqueçam.