Street Boyz (Sony Playstation 2)

street-boyzA Playstation 2 é uma consola que teve um sucesso comercial tremendo. E como todas as consolas que vendem assim tanto, têm um pouco de tudo, desde pérolas escondidas, grandes clássicos e jogos de lixo. Uma das coisas que mais gosto ao coleccionar na PS2 é precisamente descobrir algumas pequenas pérolas escondidas e tesourinhos deprimentes. No Japão há uma série de pequenos jogos budget chamada Simple 2000 series, com jogos de todos os géneros possíveis. Dessa série, foram lançados 123 jogos no Japão e alguns deles chegaram cá à Europa. E se por um lado aí também há muito jogo que não vale todo o packaging que foi usado para o criar, também há algumas entradas mais interessantes, como os Zombie Hunters que já cá trouxe. Este Street Boyz é um deles. O meu exemplar veio de uma loja de Matosinhos algures no verão deste ano. Acho que me custou 7.5€, bem mais do que o que eu normalmente estaria disposto a dar por um jogo deste género, mas acabei por o levar na mesma.

Jogo com caixa e manual.
Jogo com caixa e manual.

Street Boyz é um beat ‘em up em 3D onde controlamos o jovem Shin que, numa disputa com o seu irmão mais novo, se vê preso. Na sua cela, encontra-se com outro arruaceiro de nome Ginji, que também foi preso sem saber muito bem o porquê. E o porquê parece ser que o Hell Black Heaven, o mais poderoso gangue do Japão, controla a polícia e ordenou a prisão de outros arruaceiros suficientemente fortes, para solidificar a posição do gangue no seu poder. O resto não é muito difícil de adivinhar, é pancadaria para tudo o que seja polícia e outros bandidos também! Começando por fugir da prisão, para depois explorar outros locais da cidade até encontrar o líder do gangue e fazer justiça.

Aqui tudo vale para andar à pancada!
Aqui tudo vale para andar à pancada!

É um jogo de porrada surpreendentemente competente, com um primitivo sistema de combos, e onde podemos pegar em qualquer item no ecrã e atirá-lo contra os nossos adversários, seja um caixote do lixo, uma cadeira, uma mesa ou mesmo um dos nossos adversários, tudo serve para dar pancada. Também podemos apanhar algumas armas brancas que dão sempre jeito. No final de cada nível podemos navegar num mapa da cidade e falar com outros rufias para obter informações, visitar lojas para comprar alguns itens, gravar o progresso no jogo e começar o nível seguinte. Juntamente connosco, anda sempre um NPC que nos ajuda (ou não) a distribuir pancada. Vamos fazendo novos amigos à medida que vamos progredindo no jogo e podemos depois fazer alguns golpes em conjunto, que são especialmente úteis para defrontar alguns bosses. Cada NPC possui diferentes estatísticas, uns possuem mais vida que outros, outros são mais fortes, etc. Podemos também equipá-los com alguns itens que compremos nas lojas para os deixar mais fortes nalguns campos. Nas lojas também podemos mudar completamente o look da personagem principal.

No final de cada nível temos sempre um boss. É importante saber defender para além de atacar.
No final de cada nível temos sempre um boss. É importante saber defender para além de atacar.

Do ponto de vista técnico, nota-se a milhas que este é um jogo barato. As animações são deliciosas, como a maneira ridícula como o herói corre, ou a forma em como pega nos objectos (ou pessoas!) e os usa para bater nos inimigos são impagáveis! Para além disso os gráficos não são nada de especial, parecendo por vezes que estamos a jogar algo de Nintendo 64, tal é o pouco detalhe das personagens e dos níveis. Não existe qualquer voice acting, o diálogo é todo apresentado em texto. Por outro lado a banda sonora é na sua maior parte composta por músicas hard rock cheias de guitarradas, o que me agrada bastante.

Para mim, este Street Boyz é um daqueles jogos maus, mas que valem bem a pena serem jogados. É verdade que graficamente são muito pobrezinhos, mas a jogabilidade nem é má de todo, apesar de haverem alguns problemas com a inteligência artificial, principalmente a do nosso companheiro. Mas mesmo com esses defeitos, há ali qualquer coisa que me faz gostar do jogo, sem dúvida as bizarrices japonesas que aqui vemos!

Time Crisis 3 (Sony Playstation 2)

30109_frontTempo de voltar à Playstation 2 para mais uma conversão de um clássico arcade. Tal como Virtua Cop, Time Crisis é outra das séries de ligthgun shooters mais populares da arcade. Mas ao contrário de Virtua Cop, Time Crisis felizmente tem vindo a ter muitas mais sequelas. Time Crisis 3 é mais um jogo da série a ter uma conversão para a PS2, e tal como vários outros jogos típicamente arcade da época, a Namco deu-se felizmente ao trabalho de incluir muito mais conteúdo na versão caseira. O meu exemplar já foi comprado há um ou dois anos na cash converters de Benfica. Não me lembro quanto custou mas certamente terá sido menos de 3€.

Jogo com caixa, manual e um pequeno catálogo de outros jogos da Namco para a PS2.
Jogo com caixa, manual e um pequeno catálogo de outros jogos da Namco para a PS2.

A história passa-se 6 anos depois dos acontecimentos de Time Crisis II, onde uma ilha fictícia de um país mediterrânico acaba sendo invadida por um outro país vizinho. E como tem sido habitual nos outros jogos desta série, nada como enviar uma dupla de agentes da V.S.S.E. para resolver um conflito armado internacional. Por acaso a sequência de níveis até tem a sua lógica e as coisas vão ficando bem encadeadas ao longo do jogo, desde a chegada à ilha pela praia, passando pela cidade, florestas e rios até chegar à base militar das forças invasoras, onde defrontaremos os bosses finais e tentar impedir que sejam lançados mísseis para destruir aquele país.

Não é muito habitual começarmos um jogo destes num dia todo solarengo e na praia
Não é muito habitual começarmos um jogo destes num dia todo solarengo e na praia

As mecânicas de jogo na sua essência são similares às dos Time Crisis que lhe antecederam. Existe um botão de cover que também serve para recarregar a arma, que nos deixa completamente em segurança enquanto estivermos abrigados. Mas para não se abusar disso, temos um tempo limite para completar as várias sequências de jogo e limpar todos os inimigos do ecrã. Temos então de ter em conta as balas que temos no revólver antes de recarregar, bem como os inimigos que vão surgindo no ecrã. Quando estamos prestes a ser atingidos, há uma espécie de clarão vermelho à volta do oponente durante uns milissegundos, mesmo para nos alertar que estamos prestes a levar um tiro. Existem no entanto outras armas e a principal mudança nas mecânicas de jogo está mesmo aí. Podemos ir alternando livremente entre a pistola, metralhadora automática, shotgun e lança granadas, sendo que apenas a pistola normal possui munições infinitas. As outras têm de ser arrancadas a ferro dos nossos inimigos, geralmente os soldados com armaduras amarelas têm munições. Ainda sobre os soldados inimigos, alguns possuem uma barra de vida, pelo que temos de ter também isso em conta.

Cada jogador vai assumindo posições diferentes no ecrã, o que quer dizer que no multiplayer as experiências vão ser ligeiramente diferentes.
Cada jogador vai assumindo posições diferentes no ecrã, o que quer dizer que no multiplayer as experiências vão ser ligeiramente diferentes.

O fluxo do jogo é bastante dinâmico e cinemático. Acho que a Namco está de parabéns pela forma como foi apresentando as sequências, sempre cheias de acção e coisas novas a acontecer, como um barco a afundar-se, ou um comboio prestes a cair de uma ponte, obrigando-nos a lutar pela sobrevivência. A dinâmica de termos o segundo jogador (ou CPU) a tomar posições diferentes nos cenários e termos de lhe dar fogo de cobertura e vice-versa está novamente aqui presente. Isso implica que, no caso de jogarmos o modo multiplayer com um amigo, cada jogador vai ter uma experiência ligeiramente diferente. Falando do multiplayer, para além de suportar multiplayer em split screen, este é um dos poucos jogos que aceita a possibilidade de jogar em 2 televisões diferentes, com recurso a um cabo especial que liga 2 Playstation 2.

De resto, para além do modo arcade que pode ser concluído em cerca de uma hora se formos bons nisso (ou tivermos continues ilimitados), a versão Playstation 2 deste Time Crisis traz ainda outros modos de jogo. Um deles são as Rescue Missions de Alicia Winston, personagem não jogável no modo arcade, mas central na história. Aqui jogamos uma side story inteiramente protagonizada por ela, com jogabilidade idêntica à versão arcade, ocasionalmente com alguns segmentos de sniper shooting, que me fazem lembrar bastante a série Silent Scope. Depois temos também as Crisis Missions, pequenas missões com objectivos definidos, tal como apareceram também no Time Crisis II.

A escolha do mediterrâneo é algo incomum, mas agradável
A escolha de cenários tipicamente mediterrâneos é algo incomum, mas agradável

Graficamente é um jogo muito bem conseguido para a altura, com gráficos bem detalhados, e cenários variados. A pequena cidade mediterrânica está muito bem detalhada, conseguiram mesmo capturar o feeling típico dessa zona. Depois os cenários vão sendo destrutíveis, desde os objectos que podemos partir, aos veículos que podemos explodir, ou mesmo às marcas das balas deixadas nas paredes ou rochas. No que diz respeito ao audio, as músicas são cativantes, bastante épicas e orquestradas, representando bem a magnitude de todo o caos que vemos no ecrã. O voice acting não é brilhante, nem precisa de o ser, mas cumpre bem o seu papel.

No fim de contas temos aqui um light gun shooter muito sólido. Talvez o melhor de todos os que joguei até agora na PS2, faltando-me ainda o Crisis Zone desta série em específico. Mas não há-de estar para muito longe esse eventual novo artigo.

Sonic Mega Collection Plus (Sony Playstation 2)

60323_frontA rapidinha de hoje leva-nos de volta à Playstation 2 e a mais uma das várias compilações que a consola acolheu. Esta em especial é uma reedição da compilação Sonic Mega Collection, que tinha sido lançada algum tempo antes em exclusivo para a Nintendo Gamecube. O que trouxe esta nova versão Plus? Bom, essencialmente mais jogos e conteúdo extra! Este meu exemplar veio da Cash Converters e Alfragide, algures durante o verão de 2016 e não me terá custado mais de 2.5€.

Compilação com caixa e manual
Compilação com caixa e manual

A versão original de Gamecube trazia por defeito todo o catálogo de jogos do Sonic lançados para a Mega Drive, incluindo o Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine. Para além desses clássicos poderiamos vir a desbloquear as combinações de Sonic & Knuckles e os seus predecessores, mais dois outros clássicos da Mega Drive: Flicky, o velhinho jogo arcade cujos pássaros viriam a ter um importante papel no Sonic 3D e Ristar, um outro jogo de plataformas desenvolvido pela Sonic Team que mais tarde acabarei por trazer cá num artigo em separado. A versão japonesa dessa compilação trazia ainda mais 2 jogos de Mega Drive escondidos, nomeadamente o clássico Comix Zone e o estranho The Ooze, ambos jogos da Sega Technical Institute, o estúdio americano que desenvolveu Sonic Spinball e Sonic 2. Felizmente esta versão PS2 traz também esses dois últimos jogos que anteriormente estavam exclusivamente na versão japonesa da Game Cube. Para além disso, incluíram ainda mais uns 6 jogos de Sonic para a Game Gear, como o Sonic the Hedgehog, Sonic Chaos, Sonic Blast, Sonic Labyrinth, a versão 8bit do Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine e o primeiro Sonic Drift, o jogo de corridas que apenas havia sido lançado em território japonês.

A versão Plus inclui uma série de jogos da Game Gear também
A versão Plus inclui uma série de jogos da Game Gear também

Para além de todos esses jogos, podemos aceder a scans de todos os manuais de instruções, códigos de batota, e uma série de diferentes galerias, desde artwork de cada personagem, scans de várias bandas desenhada da Archie Comics, ou vídeos do Sonic Heroes com algum making off pelo meio. Não está nada mau, embora eu preferisse ter conteúdo extra como entrevistas aos produtores ou algum making off mais concreto.

Portanto, Sonic Mega Collection Plus é uma excelente compilação para quem quiser ter todos os Sonic clássicos da Mega Drive num só disco. A escolha dos jogos da Game Gear é um pouco estranha, deixando buracos como o Sonic 2 ou o Triple Trouble, mas esses estarão na Sonic Gems Collection, cujo artigo também cá trarei em breve.

Metal Gear Solid 3 Subsistence (Sony Playstation 2)

metal-gear-solid-3-subsistenceO artigo de hoje é mais uma rapidinha, pois apesar de ser um excelente videojogo, acaba por ser uma re-edição de uma obra que já analisei anteriormente. O Metal Gear Solid 3 foi de facto uma entrada brilhante na saga de Hideo Kojima, tanto a nível de história e narrativa, como na jogabilidade que mudou bastante, introduzindo novos conceitos de sobrevivência e, com o jogo a decorrer nos anos 60, a tecnologia dos gadgets de Snake também regrediu de igual forma. Gráficos e som, também absolutamente fantásticos. Mas tal como nas entradas anteriores, a Konami preparou uma reedição de nome Subsistence. O que contém de novo? Já veremos em seguida. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, há uns bons meses atrás. Creio que me custou 3.5€.

Jogo completo com manual, 3 discos e papelada
Jogo completo com manual, 3 discos e papelada

Esta edição europeia está divida em 3 discos, sendo o primeiro o próprio Subsistence, que inclui a revisão do Metal Gear Solid 3. Aqui, a maior mudança foi na implementação da câmara, nomeadamente no seu controlo que agora é 100% controlado pelo jogador, facilitando e muito a exploração furtiva ao longo do jogo. Para além disso trouxe também uma série de conteúdo bónus, como novas camuflagens, pinturas faciais e uniformes. Outras novidades estão também na possibilidade de interacção com o Metal Gear Acid 2 ,da PSP e seu periférico Solid Eye, mas nunca a testei até porque não tenho o acessório.

Snake e macacos do Ape Escape, agora com mais níveis!
Snake e macacos do Ape Escape, agora com mais níveis!

O segundo disco, Persistence, é para mim a principal razão de ter comprado esta edição, pois traz as conversões dos dois primeiríssimos jogos da série, os lançamentos de MSX do Metal Gear e Metal Gear 2 (o Snake’s Revenge da NES não é para aqui chamado). Para além desses óptimos bónus, o resto do conteúdo está assente principalmente no modo online do Metal Gear Solid 3, mais tarde apelidado de Metal Gear Online. Sinceramente também não o cheguei a testar, até porque os servidores oficiais há muito que estavam fechados. Pelo que pesquisei, tinha vários modos de jogo, com variantes de deathmatch, capture the flag e missões furtivas. Os mini jogos de Snake vs Monkey foram trazidos do primeiro disco para este, acrescentando também alguns níveis novos.

A Konami deu-se ao trabalho de traduzir o Metal Gear 2 para Inglês, fanservice deste é algo muito benvindo
A Konami deu-se ao trabalho de traduzir o Metal Gear 2 para Inglês, fanservice deste é algo muito benvindo

Por fim temos o disco Existence. Originalmente era um bónus de pre-order para o mercado japonês e norte americano, mas a Konami, nos lançamentos europeu e australiano decidiu incluir esse disco na edição regular do MGS3 Subsistence. Talvez para compensar da demora que nós temos sempre que levar em receber as coisas? Bom, este disco traz uma mistura das cutscenes do jogo, totalizando-o em 3h30 de filme, óptimo para quem não  o conseguiu terminar e estaria curioso com a história.

Metal Gear Solid 3 Subsistence é então uma edição de luxo para a Playstation 2, tornando um dos jogos mais conceituados da sua biblioteca ainda mais apetecível com todas as novidades e conteúdo extra que incluí. Seria a versão definitiva do Metal Gear Solid 3, não fosse a Konami relançar este Subsistence mais tarde na compilação Metal Gear Solid HD Collection para a PS3 e X360. É uma versão sem alguns dos extras, mas compensa pelos melhores gráficos.

Raging Blades (Sony Playstation 2)

Raging BladesVoltando às rapidinhas, hoje trago-vos um daqueles jogos budget para a PS2, mas daqueles que têm origens japonesas e até são interessantes, não o shovelware total que também assolou a PS2. Raging Blades é um beat ‘em up em 3D fantasioso, um pouco como o Golden Axe, mas não tão “bárbaro”. É um produto da Pacific Century Cyber Works (PCCW), uma pequena empresa Japonesa. O meu exemplar veio de uma Cash Converters há cerca de 2 meses atrás. Custou-me perto de 5€ se não estou em erro.

Raging Blades - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa e manual

Raging Blades leva-nos ao mundo fantasioso de Atranart, onde outrora havia uma civilização próspera, de tal forma avançada a nível tecnológico e mágico. Entretanto desastres aconteceram, todo esse conhecimento foi perdido e a civilização regrediu. Entretanto a certa altura começam a surgir vários monstros do nada e é aí que nós entramos em acção. Temos várias personagens para jogar, cada uma com diferentes habilidades e motivos para estar a lutar, com a história do jogo a variar um pouco consoante a personagem escolhida. Por exemplo, o cavaleiro Gray Bradford lança-se à luta sob ordens do seu Rei, mas já o feiticeiro Rybrandt Lungnal, que sempre teve interesse pelo oculto, foi o responsável por tal desgraça e quer-se redimir. Inicialmente dispomos de 4 personagens diferentes com as quais podemos jogar, sendo que existem mais outras 2 que podem ser desbloqueadas.

Se jogarmos o modo história com 2 jogadores, a narrativa segue sempre a história do player 1
Se jogarmos o modo história com 2 jogadores, a narrativa segue sempre a história do player 1

No que diz respeito aos controlos, infelizmente os mesmos são bastante rígidos. Temos um botão para ataques normais, outro para ataques fortes, um botão de “ímpeto veloz” que acaba por ser bastante útil para nos esquivarmos dos golpes inimigos, e um botão para ataques mágicos. Naturalmente podemos fazer combos, e isso é algo encorajado pelo jogo, o problema está na forma como direccionamos os ataques. Frequentemente somos rodeados de inimigos e quando atacamos numa direcção é muito complicado mudar de direcção no ataque seguinte, a menos que estraguemos o combo. O jogo deveria ser muito mais fluído nesse aspecto! Posto isto, é um jogo bastante difícil, a menos que o joguemos em easy onde temos continues infinitos. Isto porque para além do problema dos controlos, apenas podemos fazer save no final do modo história, o jogo obriga-nos a passá-lo de uma assentada só. Mesmo à moda antiga! De resto, para nos ajudar nesta aventura vamos tendo alguns power-ups para apanhar, que tanto nos podem regenerar um pouco de vida, como atribuir temporariamente alguns poderes especiais aos nossos ataques, ou deixar-nos temporáriamente invencíveis. Jogar o modo história cooperativamente com mais um amigo também é possível e deve dar um jeitaço! Fora isto temos também o modo Duel que como o nome indica é para colocar os heróis à pancada entre si. Com recurso ao multi-tap, é possível jogar este modo com até 4 jogadores!

O que não faltam são bosses e nos últimos níveis então nem se fala
O que não faltam são bosses e nos últimos níveis então nem se fala

No que diz respeito aos audiovisuais, esta é uma obra algo modesta neste campo. Por um lado gosto bastante do design dos heróis, dos inimigos e de alguns níveis (aquele labirinto high-tech está muito bonito), mas vistas as coisas a frio, os gráficos não são nada do outro mundo, até porque isto é um jogo low budget. As músicas são sempre épicas e orquestradas, já o voice acting, devidamente traduzido para inglês, ficou uma desgraça! Preferia ouvir o japonês com as legendas, mas é o que há.

O modo The Duel, com recurso ao multitap, permite pancadaria até com 4 amigos!
O modo The Duel, com recurso ao multitap, permite pancadaria até com 4 amigos!

De resto, este Raging Blades é um jogo interessante para quem for fã de beat ‘em ups das antigas. A jogabilidade é capaz de dar muitas dores de cabeça, e o facto de termos de terminar o jogo de uma assentada pode assustar, mas se calhar se convidarmos um amigo as coisas até deverão ser um pouco mais agradáveis.