Castlevania Harmony of Dissonance (Nintendo Gameboy Advance)

Castlevania Aria of SorrowDepois do bom Castlevania Circle of the Moon, onde a Konami pegou nas mecânicas de jogo do Symphony of the Night que haviam sido revolucionárias para a série, a empresa nipónica voltou à carga com este Harmony of Dissonance, que utiliza os mesmos conceitos do metroidvania que eu tanto gosto. Este meu exemplar é apenas o cartucho, foi trocado a um particular, precisamente juntamente com o Circle of the Moon que analisei há relativamente pouco tempo. Edit: Algures no mês de Março de 2018 consegui uma cópia “New Old Stock” completíssima, que me ficou por 10€.

Jogo completo com caixa, manuais, poster e papelada

A história deste jogo começa de uma forma um pouco diferente, pois não vamos logo atrás do Drácula, como em muitos outros jogos da série, não, aqui temos um cliché diferente. A personagem que controlamos é Juste Belmont, neto do Simon Belmont, o grande herói de outros tempos, com uma missão muito simples. Juntamente com o seu amigo (e amnésico) Maxim, partem à aventura para resgatar a sua amiga de infância de um misterioso e sinistro castelo. Claro que as coisas vão escalando e mais tarde ou mais cedo o nome do grande vampiro vem à baila, mas sinceramente é daquelas coisas que não me importo nada, faz parte do ADN da série, assim como a repetida tarefa de Mario em resgatar a Peach.

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Eventualmente lá teremos alguns diálogos para progredir na história

O Circle of the Moon tinha o seu sistema DSS, onde iamos coleccionando cartas que nos desbloqueavam uma infindável combinação de diferentes feitiços e habilidades mágicas que poderíamos desencadear. Em Harmony of Dissonance continuamos com habilidades mágicas, mas esse sistema DSS é descartado por completo. Aqui as coisas funcionam da seguinte forma: ao longo do jogo iremos encontrar alguns livros de feitiços que, sendo utilizados em conjunto de uma das armas secundárias, resultam em diferentes ataques mágicos, alguns bem poderosos que irão certamente dar uma grande ajuda nos confrontos contra bosses ao longo do jogo. Por outro lado tudo se mantém igual (e ainda bem!). Para além do chicote e diferentes armas secundárias que poderemos carregar, cujas munições são os coraçõezinhos que encontramos ao destruir velas, tochas e outras fontes de luz, desta vez o nosso herói parece-me muito mais hábil, com habilidades de dash bastante úteis para nos desviarmos de fogo inimigo (ou mesmo até para usar como ataque para inimigos mais fracos).

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A agilidade de Juste Belmont dá bastante jeito!

As influências de RPG continuam lá, com cada inimigo derrotado a dar uma quantia de pontos de experiência, com os quais vamos subindo de nível e aumentar os nossos stat points. Depois com itens como poções para usar, equipamento que podemos encontrar (ou mesmo comprar numa certa loja), fazem o resto. A exploração é uma vez mais também importante, na medida em que vamos ganhando algumas habilidades como o salto duplo que nos irão permitir alcançar outras zonas do castelo que antes não seriam possíveis. Isso e o facto de uma vez mais termos 2 versões do mesmo castelo para explorar, onde o layout das salas é parecido, mas os inimigos e cenários acabam por mudar. De resto existem também outros modos de jogo a desbloquear para quem se interessar, como o hard mode, boss rush mode onde enfrentamos todos os bosses e também o Maxim mode, onde poderemos jogar com o companheiro de Juste, mediante se conseguirmos obter o melhor final possível na nossa aventura (existem 3 finais diferentes).

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Os bosses são grandinhos e bem detalhados. Sempre gostei deste!

A nível gráfico é um jogo ainda melhor que o Circle of the Moon. As sprites estão um pouco melhores, em especial os bosses que são gigantes e muito bem detalhados para uma Gameboy Advance, gostei! Mas é mesmo o design do castelo, com backgrounds bastante ricos, detalhados e variados que eu mais apreciei. Os efeitos sonoros são ok, cumprem o seu papel, assim como as músicas, embora sinceramente tenha ficado com a impressão que as mesmas ficaram uns furos abaixo de outros jogos da série. De resto este Harmony of Dissonance foi para mim uma óptima surpresa e é mais um jogo da saga Castlevania a meu ver obrigatório de se ter. Fico agora à espera de encontrar um Aria of Sorrow eventualmente…

Castlevania: Circle of the Moon (Nintendo Gameboy Advance)

Castlevania GBAÉ inegável a importância que o Symphony of the Night teve para a série Castlevania. A sua mistura genial de elementos de plataforma, exploração e backtracking à lá Metroid, bem como elementos de RPG levantaram bastante a fasquia, tanto que practicamente todos os Castlevania em 2D que lhe seguiram utilizaram essa fórmula como base. E após uma série de Castlevanias para a Gameboy que deixaram um pouco a desejar, pelo menos para mim, a Konami acabou por lançar este Circle of the Moon para a Gameboy Advance, um jogo muito melhor que os seus predecessores portáteis. O meu exemplar foi comprado nos finais de Setembro na Cash Converters de Alfragide por 2€, estando completo e em óptimo estado.

_Castlevania Circle of the Moon - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manual e papelada

 

Aqui mais uma vez teremos o conde Drácula para defrontar. Decorria o ano de 1830 quando alguém achou boa ideia ressuscitar o senhor das Trevas, não dando descanso aos clãs de caçadores de vampiros que têm tentado impedir o cataclismo de acontecer ao longo de todos estes séculos. Mas mais uma vez esse cargo de envergar o chicote Vampire Killer não esteve com o clã Belmont, mas é o jovem Nathan Graves que fica com esse papel. Juntamente com Hugh Baldwin, é aprendiz de Morris Baldwin, seu mestre na arte de lutar contra as forças das trevas. Mas ao contrário do que o seu filho Hugh esperava, Morris escolhe Nathan como o seu sucessor, deixando-o cheio de inveja. Bom, já se está mesmo a ver onde isto vai dar, mas não se preocupem muito com isso, até porque este Circle of the Moon não pertence à história principal da série clássica.

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Aqui também vamos tendo direito a alguns diálogos ao longo do jogo

Mas tal como referi acima, este jogo segue as mecânicas básicas deixadas pelo Symphony of the Night. Por um lado mantemos o chicote como arma principal e podemos equipar uma arma secundária cujas munições são corações que podemos apanhar ao quebrar torchas, velas e afins. Essas armas secundárias tanto podem ser machados que são lançados em arco, frascos de água benta com “splash damage“, facas atiradas em linha recta ou o meu preferido, cruzes-bumerangue. Por outro lado herda também a exploração não linear e backtracking, que nos obriga a revisitar partes do castelo quando adquirimos algumas novas habilidades como o duplo salto, ou saltar entre paredes. Temos também as mecânicas de RPG na medida em que cada inimigo derrotado recompensa-nos com pontos de experiência e eventualmente algum equipamento. Ao subir de nível vamos ficando também mais fortes, mas a grande novidade aqui está no sistema DSS – Dual Set-up System.

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Estes elementos de RPG assentam que nem uma luva ao jogo

Este consiste na utilização de cartas mágicas que podemos apanhar dos inimigos. Existem 10 cartas de acção, que determinam o tipo de magia que iremos utilizar, e 10 cartas de atributos, que adicionam certos efeitos a essa magia, resultando em 100 combinações diferentes de habilidades que poderemos vir a desencadear. Coisas como regenerar vida, atacar com o chicote em chamas ou em gelo para congelar alguns inimigos e utilizá-los como plataformas (mais uma vez a série Metroid a ser influente), aumentar alguns dos nossos stats como ataque ou defesa, gerar escudos elementais, entre muitos outros. Achei essas mecânicas interessantes, embora as mesmas gastem pontos de magia e teremos de ter isso em conta também. De resto, depois de chegarmos ao final do jogo poderemos desbloquear outros modos de jogo, que essencialmente nos põe a jogar com um Nathan mais forte em magia, outro em que pura e simplesmente não podemos usar o sistema DSS, e por aí fora. Bom para quem procura outros desafios.

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Geralmente depois de um boss temos uma habilidade para desbloquear

A nível gráfico é um bom jogo, embora os restantes da Gameboy Advance acabem por ser melhorzinhos. Mas aqui já é um salto bem considerável na qualidade audiovisual, principalmente comparando com os Castlevanias da Gameboy clássica. As personagens e inimigos podem não ter um nível de detalhe tão grande como nas consolas caseiras (excepto alguns bosses gigantes), mas os cenários são uma grande melhoria face ao ecrã monocromático da Gameboy, apresentando muito mais detalhe. A banda sonora também é bem competente, existindo algumas músicas que acabam mesmo por ficar no ouvido. Não tenho razão de queixa dos efeitos sonoros, cumprem o seu papel como sempre nesta série. Existem algumas cutscenes com diálogos, usando um artwork mais anime, como tem vindo a ser habitual desde o Castlevania Rondo of Blood na PC-Engine.

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A nível gráfico é uma grande evolução face aos anteriores da Gameboy

No fim de contas, apesar de para mim este Circle of the Moon não ser o melhor dos Castlevanias presentes numa Gameboy Advance, não deixa de ser um excelente jogo de acção/plataformas/RPG. Tenho pena que a Konami não tenha continuado a explorar esta fórmula após os lançamentos da Nintendo DS, mas calculo que esse eventual regresso não esteja para muito longe.

Kuru Kuru Kururin (Nintendo Gameboy Advance)

Kuru Kuru KururinO artigo de hoje vai ser mais uma rapidinha porque, you know it, o tempo tem sido completamente escasso. E para a rapidinha de hoje será um jogo bastante bizarro da altura do lançamento da Gameboy Advance, pelo menos em território europeu. Kurukuru Kururin é uma espécie de puzzle-game com um conceito bastante original que só alguém do Japão poderia ter uma ideia dessas e já perceberão o porquê. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular, a quem eu bem agradeço e está completo com caixa e manuais.

Kuru Kuru Kururin - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa manuais e papelada

O jogo é bizzarro até na história. O nosso protagonista é um pato em busca de todos os seus irmãos que estão espalhados por sabe-se lá onde. E como os vamos encontrar? Bom, e que tal enfiarmo-nos no veículo mais estranho do mundo? Que tal soa uma bola com 2 hélices gigantes que rodam sem parar para atravessar corredores estreitos e cheios de obstáculos? Porque basicamente é isso que acontece ao longo de todo o jogo, temos de levar o “helicóptero” do ponto A ao ponto B em cada nível, evitando ao máximo embater em paredes ou outros obstáculos no meio. A velocidade com que as hélices rodam é sempre a mesma e o sentido “também”. Com base nisso temos de pensar bem no timing para atravessar algumas curvas, aproveitando o sentido de rotação e a curvatura. Ao embater em paredes perdemos um coração, e temos poucos para usar, no entanto os mesmos podem ser regenerados em algumas áreas do circuito.

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Esta é a coisa que pilotamos

Mas também podemos ver algumas molas e nessas podemos embater à vontade, pois alteram o sentido de rotação das hélices e são muitas vezes a chave para o sucesso ao fazer alguns “S” ou outros circuitos mais complexos. Para além disso podemos também apanhar uma série de itens de bónus, que poderão ser usados depois para customizar o aspecto do nosso helicóptero. Creio que são apenas mudanças cosméticas… e para além do modo história temos um modo de treino onde podemos practicar os circuitos já desbloqueados e um outro modo Challenge, onde temos de bater tempos mais apertados em vários circuitos. Existe também uma vertente multiplayer que pode ser jogada até 4 jogadores com apenas um único cartucho, uma das grandes novidades introduzidas pela GBA. Mas claro que não experimentei.

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Ao embater nalguma superfície que não uma mola, somos penalizados

Graficamente é um jogo simples, mas bem colorido. Os níveis são temáticos, tanto temos cenários mais naturais ou industriais, mas como é um jogo baseado em circuitos não há muita coisa que se possa fazer. Por outro lado, as músicas são excelentes e fazem-me lembrar bastante o chiptune da NES. Para fechar o artigo, devo dizer que Kurukuru Kururin é um jogo divertido para ser jogado numa portátil. Quem gosta de puzzle games irá certamente encontrar algum desafio aqui, mas não é de todo um jogo que eu recomende incondicionavelmente. Cumpre o seu papel.

Pokémon Emerald (Nintendo Gameboy Advance)

Pokemon EmeraldApós mais um interregno de vários dias onde não tive tempo para nada, o artigo que trago cá hoje é mais um daqueles bem curtinhos. Mas também faz sentido, pois já escrevi anteriormente sobre o Pokémon Sapphire e este Emerald, tal como o Yellow ou Crystal nas primeiras 2 gerações, é o terceiro jogo da mesma saga, onde a base é a mesma mas acrescentam algo mais, tornando-se practicamente no jogo mais “completo” de cada geração. E também tal como o Sapphire, apenas possuo o cartucho deste jogo e foi comprado na Cash Converters de Alfragide por cerca de 4€.

Pokemon Emerald - Nintendo Gameboy Advance
Apenas cartucho

Como não me vou alongar muito neste artigo, recomendo que dêem uma vista de olhos ao artigo do Pokémon Sapphire, pois as bases são idênticas. As maiores novidades na minha opinião, para além da inclusão de vários pokémons “velhos” que poderemos capturar, a história é também um pouco diferente, onde acabamos por defrontar os 2 grupos de vilões que se viam separadamente em Ruby ou Sapphire (Team Magma ou Aqua) e o Pokémon lendário Rayquaza a ter um papel mais predominante na história também. Outras áreas do jogo ou foram expandidas ou modificadas e há aqui um maior foco nas batalhas duplas, com a possibilidade de lutarmos contra 2 treinadores ao mesmo tempo (cada um com um pokémon de cada vez). Existem outras pequenas mudanças, mas creio mesmo que estas são as mais significantes. Pelo menos para mim são, que eu jogo estes Pokémon pela história e pelo prazer de os “coleccionar a todos”, não tenho grande interesse em montar uma equipa perfeita para o multiplayer.

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Aqui o destaque maior vai para Rayquaza, mas isso já se sabia logo pela imagem da capa.

Se não tiverem ainda o Ruby ou o Sapphire, eu acabo por recomendar a compra deste jogo pelas razões que já referi: são jogos que pertencem à mesma geração e este acaba por estar um pouco mais completo. Claro que se os quiserem “ter todos”, pelo menos na Gameboy Advance, então terão certamente de comprar um Ruby/Sapphire e um FireRed ou LeafGreen, para trocarem de Pokémons entre si.

Fire Emblem: The Sacred Stones (Nintendo Gameboy Advance)

Fire EmblemFoi recentemente publicado no site da PUSHSTART a minha análise ao Fire Emblem: The Sacred Stones, que apesar de já ser o oitavo jogo de uma longa saga de RPGs estratégicos, foi apenas o segundo a chegar às mãos de nós, meros mortais que têm a infelicidade de não saber ler japonês. E apesar de ser um jogo que não traz nada de muito novo à fórmula da série, acaba por ser na mesma um jogo bem sólido. O meu exemplar foi comprado na GAME do Maiashopping há uns bons anos atrás, por 5€, estando completo, mas infelizmente a caixa não está nas melhores condições.

Fire Emblem The Sacred Stones - Nintendo Gameboy Advance
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Para ler o artigo na íntegra aqui.