Continuando pelo MSX vamos ficar agora com um título da Konami, empresa que apostou bastante nesta plataforma particularmente durante a década de 80. Athletic Land é um jogo de plataformas que muito me faz lembrar o clássico PitFall da Activision, por todos os obstáculos que teremos de evitar e a precisão necessária no controlo dos saltos para o conseguir fazer. O meu exemplar foi comprado a um particular algures no passado mês de Março por 15€.
Não há muito a dizer sobre este jogo, na verdade. Aqui controlamos um rapaz que atravessa uma pista de obstáculos no meio da natureza, o que o levará a saltar entre plataformas, balancear-se entre cordas, tudo isto enquanto se desvia de projécteis, bolas de fogo ou até animais como abelhas gigantes ou peixes que teimam em saltar fora de água só para nos atrapalharem a vida. É também um jogo simples nas suas mecânicas visto que o único botão de acção que temos disponível serve para saltar. É no entanto um jogo bastante exigente no que toca à precisão dos saltos e ao mínimo deslize perdemos uma vida. Sempre que ultrapassamos um obstáculo ganhamos pontos e com pontos suficientes vamos ganhando também vidas extra. Cada “nível” está dividido em 10 ecrãs que teremos de atravessar dentro de um tempo limite e quanto mais rápido o conseguirmos fazer, mais pontos amealhamos também. No entanto, tal como muitos outros jogos mais simples desta época, não existe propriamente um fim e o jogo vai-se repetindo com a complexidade dos obstáculos a aumentar progressivamente.
Por outro lado, no entanto, há aqui uma boa atenção aos detalhe. Apesar das limitações do sistema, cada ecrã encontra-se consideravelmente bem detalhado nos seus cenários de fundo. A sprite da nossa personagem é bastante grande e com um charme de desenho animado, já as dos inimigos são mais simples, porém funcionais. A música não é muito variada, mas vai sendo agradável, pelo que não foi um problema. Os efeitos sonoros são bastante simples e cumprem o seu papel.
Portanto este Athletic Land é um jogo bastante simples mas exigente na precisão do controlo que precisamos de ter para ter sucesso. Ainda assim, os seus visuais apelativos para um título de 1984 mostram bem que a Konami já dominava bem este sistema.


