No seguimento dos artigos do Pharaoh’s Cave e Arctic Adventure da Apogee, acabo por trazer agora o Crystal Caves, mais um jogo de plataformas da mesma empresa que acaba por ser o culminar da fórmula introduzida nos jogos anteriores, embora agora com mais primor nos visuais. Tal como quase todos os outros jogos da Apogee/3D Realms que tenho na conta steam, este faz parte também da 3D Realms Anthology que comprei num bundle bem barato no Bundle Stars há uns meses atrás.
O herói deste jogo já não é o jovem arqueólogo Nevada Smith, pois o jogo decorre bem no futuro, onde a humanidade evoluiu tecnologicamente de tal forma que viagens e colonização espacial é algo corriqueiro. Controlamos então Mylo Steamwitz, um mineiro cheio de ambições em tornar-se bastante rico. E durante os 3 capítulos que compõem esta aventura completa, iremos explorar as Crystal Caves, em busca de pedras preciosas que possam depois ser trocadas pelo dinheiro suficiente para Mylo lançar a sua empresa e construir a sua fortuna.

Quando digo que este é um culminar do trabalho desenvolvido em Pharaoh’s Tomb e Arctic Adventure, é porque, para além de ter sido mais um jogo idealizado por George Broussard, as suas mecânicas básicas são similares: ao longo dos níveis teremos imensos obstáculos e inimigos para ultrapassar, bem como várias alavancas e interruptores que abrem portas, activam ou desactivam plataformas e turrets que nos lançam projécteis. A grande diferença é que desta vez o objectivo de cada nível não é o de procurar a chave para a sua saída, mas sim apanhar todos os cristais, pois de outra forma a porta da saída não se abre. É possível desistir do nível em questão e voltar para o overworld, mas a custo de se perder todo o progresso alcançado no nível em questão. De resto, a jogabilidade como um jogo de plataformas continua a evoluir positivamente, e uma vez mais, pelo menos nos primeiros níveis de cada episódio, devemos tentar conservar o máximo possível de munições, pois as mesmas não são assim tão abundantes quanto isso. Se formos pacientes, poucos são os inimigos que convém mesmo destruir. Outras novidades estão também noutros power ups como um que nos dá invencibilidade temporária, outro que inverte a gravidade do nível em questão também temporariamente. E por vezes nalguns níveis começamos a jogar às escuras, com o desafio acrescido dos obstáculos não estarem bem visíveis, pelo menos até conseguirmos encontrar um interruptor que ligue a iluminação.

Graficamente há aqui um grande salto, pois agora temos gráficos em EGA! E apesar dos backgrounds não estarem assim tão detalhados quanto isso (embora até sejam variados), os inimigos possuem óptimas animações para a época, tornando o jogo muito mais vívido. O motor gráfico é o mesmo que foi usado no primeiro Duke Nukem, para terem uma ideia. Só fica mesmo a faltar o suporte a placas de som, pois uma vez mais apenas temos efeitos sonoros (não música) em PC Speaker.
Sinceramente, este até foi um jogo que gostei bastante, com uma boa jogabilidade e desafiante quanto baste para não se tornar muito enfadonho. Quem gostar deste tipo de jogos de plataforma em DOS, aqui está mais um bom exemplo.
Grande jogo! Horas e horas que passei agarrado a isso num 286 de um amigo meu 🙂
Este por acaso não fez parte da minha infância… não me passou nenhuma disquete com ele pelas mãos xD