And Yet it Moves (PC)

And Yet It Moves

Mais um artigo curto de um jogo indie igualmente pequeno. And Yet It Moves é um jogo desenvolvido pelo pequeno estúdio austríaco Broken Rules, que apresentaram um interessante jogo de plataformas com puzzles que envolvem diversos conceitos de física como a inércia e gravidade. And Yet it Moves fez parte do Humble Indie Bundle 3, juntamente de outros bons jogos como o VVVVVV. Este HIB3 foi-me oferecido, pelo que foi uma boa surpresa.

Screenshot

Os checkpoints tomam a forma de uma silhueta da personagem principal – à direita

História? Deixa lá isso. Somos largados num estranho mundo com colagens de papel, formando um labirinto, sendo o nosso único objectivo encontrar a saída. Os controlos resumem-se a dois aspectos: movimentar a personagem para a esquerda, direita ou saltar, bem como rodar o cenário em 4 direcções, o que também altera a gravidade. Ao longo do jogo, os níveis vão ficando cada vez mais desafiantes, incluindo objectos que nos possam esmagar, buracos negros que nos sugam, ou mesmo alguns inimigos ou obstáculos como fogo. Existem vários puzzles interessantes, bem como segmentos bastante existentes de platforming, exigindo mestria em conjugar a inércia com as mudanças de gravidade. Felizmente, para não frustrar muito o jogador, existem diversos checkpoints espalhados pelos níveis, na forma de silhuetas da personagem. Infelizmente o jogo é curto, com poucos níveis. Apesar de tudo, para além do modo normal de jogo, no fim desbloqueamos uma série de outros modos, como time trial em que concorremos contra o relógio, o modo survival com um número limitado de vidas, ou o “Limited rotations“, que como o nome indica coloca restrições ao número de rotações de cenário que podemos fazer.Apesar da existência destes modos extra de jogo, não tive grande apelo em continuar a jogar. Para quem for adepto de achievements, certamente ainda encontrará fôlego para explorar melhor o jogo de forma a obter algumas conquistas mais exigentes.

Graficamente o jogo é bastante simples, o visual “colagens de papel de putos da pré-primária” é original, mas para mim não é apelativo. Ainda assim, alguns níveis na selva eram suficientemente creepies para me arrancarem um sorriso. A nível de som, a maioria dos efeitos sonoros em si têm algo a ver com barulhos de papel, ou não fosse esse o conceito do jogo. A banda sonora é bastante minimalista, mas acho que está bem conseguida, especialmente nas secções de platforming mais exigentes na recta final do jogo.

Screenshot

Nalguns níveis temos de controlar ao mesmo tempo a personagem e a sua sombra, de forma espelhada

Concluindo é um jogo interessante para quem gosta de plataformas, mas apenas aconselho a sua compra quando o mesmo seja lançado em algum bundle com outros bons jogos a um preço apetecível. Para além do Steam, o mesmo jogo está à venda no Wiiware, para quem preferir.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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