Diablo II (PC)

E quase um mês após a minha última review, já era bem tempo de escrever uma outra. Na verdade a razão desta minha ausência é perfeitamente explicada dado aos meus afazeres académicos que me têm tirado imenso tempo nesta recta final de curso. Mas é uma recta que se avizinha bastante longa, por isso não esperem por muitas mais reviews nos próximos tempos. Mas siga o barco! O jogo que trago cá hoje é o antecessor do exclusivo PC mais badalado dos últimos tempos, Diablo III. Confesso que até há poucos meses atrás nunca me tinha dado grande vontade de jogar qualquer jogo desta saga, mas agora começo a perceber a razão pela qual ainda hoje, muita gente joga Diablo II online. A minha cópia do jogo foi adquirida penso que algures no ano passado, na loja portuense TVGames. Custou-me algo em torno de 4€.

Diablo II PC

Jogo completo com caixa, papelada, vários discos e manual

A história de Diablo II segue os acontecimentos no final do primeiro jogo, onde a presença de Diablo começa novamente a ser notada, o mundo torna a ser invadido por monstros e demónios, e com o desenrolar do jogo vai-se saber que Diablo quer também libertar os seus irmãos, Baal e Mephisto. O jogador começa a sua aventura na mesma região do primeiro Diablo, num acampamento improvisado por alguns sobreviventes do mosteiro das “Sister of Sightless Eye”, onde temos o objectivo de derrotar Andariel, responsável pelos massacres na área e a história vai-se desenvolvendo a partir daí.

screenshot

Uma Amazon uma das dungeons do jogo, a espalhar o terror

Ao contrário do primeiro Diablo, onde apenas conhecíamos uma cidade (Tristram) e teríamos de explorar um labirinto subterrâneo até ao Inferno onde defrontaríamos Diablo, neste jogo as áreas estão estruturadas de maneira diferente. Diablo II é um jogo dividido em 4 actos, sendo que em cada acto é passado numa zona diferente. O primeiro conforme já indiquei é na mesma região do Diablo I, fazendo lembrar uma Europa medieval, o acto II no médio-oriente, acto III numa selva e finalmente o quarto acto novamente no inferno. Em cada acto existe uma “cidade” que nos serve de base, onde poderemos encontrar uma série de NPCs, desde os tradicionais “shopkeepers“, ferreiros, conselheiros, etc. Abandonando as portas da base poderemos explorar o território circundante, gerado de forma aleatória e onde poderemos encontrar várias dungeons, sejam obrigatórias para prosseguir com a história ou não. Diablo II oferece 5 diferentes classes à escolha, cada uma com os seus respectivos atributos: Barbarian para o tradicional “melee fighter“, Sorceress para o também tradicional “magic wielder” com fortes feitiços mas fraca defesa, as Amazons, guerreiras de longo alcance com os seus arcos, lanças e alguns poderes mágicos; Paladins, guerreiros sagrados com bastantes habilidades de defesa e protecções mágicas e finalmente os meus preferidos, os Necromancers, guerreiros capazes de ressuscitar os monstros mortos para que lutem ao seu lado, usando também poderes mágicos que penetram qualquer defesa e/ou provocam alterações nos status dos adversários (envenenamento, confusão, etc).

Screenshot

Ecrã com as quests que desbloqueamos em cada acto.

Diablo II pode ser jogado tanto em single-player como em multiplayer, existindo vários níveis de dificuldade que podem ser desbloqueados quando se termina o jogo com o nível de dificuldade anterior. Em graus de dificuldade maiores, cada vez que o jogador morrer, perde pontos de experiência, mas em contra-partida as hipóteses de se obterem items raros e poderosos aumentam, como já é algo comum em jogos do género. O multiplayer de Diablo II é cooperativo, embora também se possam enfrentar outros jogadores em Player vs Player. É no modo cooperativo, jogado bastante ainda hoje, que a magia de Diablo II verdadeiramente acontece. As “parties” podem ter até 8 elementos e parties com guerreiros com skills bem balanceadas e que se complementem entre eles permitem acabar o jogo de uma maneira bastante rápida. É precisamente nesse balanceamento de skills (que poderemos subir e descer de nível consoante a experiência obtida) e a procura de items mais raros e poderosos que tornam Diablo II (e vários outros MMORPGs que o sucederam) num jogo bastante viciante. Infelizmente, sendo já um jogo bastante datado, existem imensos cheaters online, mesmo com vários patches lançados em 10 anos. Os characters ficam armazenados no disco rígido do jogador, sendo bastante simples alterar os ficheiros onde o mesmo fica guardado. É possível jogar-se online com characters guardados apenas no lado do servidor, mas ainda assim existem vários exploits que tiram partido disso.

Graficamente temos de ter em conta que o jogo saiu em 2000. É um jogo com perspectiva isométrica, tal como o seu antecessor. Mas ainda assim acho que em 2000 se poderia fazer algo melhor no quesito gráfico, mas não é algo que me incomode muito. Os cenários vão sendo variados (especialmente entre os 4 actos do jogo), com algumas dungeons repletas de pormenores interessantes. Já os monstrinhos, se calhar poderiam ser melhor trabalhados. Algo que realmente gostei foram as CGs que são vistas no início, entre actos e fim, ainda hoje têm bastante qualidade e o voice acting está óptimo. Aliás, o voice acting é óptimo em todo o jogo, onde todas as falas dos NPCs são reproduzidas em áudio e texto. As músicas também são bastante agradáveis, com um foco mais ambiental, mas também com algum folclore das áreas onde o jogo se vai passando, ou até re-imaginações de músicas do primeiro jogo, como por exemplo os primeiros acordes da música de Tristram em Diablo I podem ir sendo ouvidos logo no primeiro acto.

screenshot

As cutscenes estão óptimas, ainda 12 anos depois são agradáveis de se ver.

Diablo II é uma óptima evolução face à sua prequela e é sem dúvida um dos hack ´n slash mais influentes do mercado até aos dias que correm. Actualmente temos um Diablo III repleto de polémica com vários bugs no período inicial (hey, isso também aconteceu com este jogo), e com muitos jogadores um pouco insatisfeitos com o balanceamento da jogabilidade entre os níveis de dificuldades ou entre classes. Acredito que nos patches futuros a Blizzard irá melhorar o jogo, eu sem dúvida que mais tarde ou mais cedo também o comprarei, nem que seja para continuar a história da série, que gostei bastante da mesma neste jogo. Aliás, em Diablo II a história termina num cliffhanger enorme sendo posteriormente retomada no acto 5, disponível com a expansão “Lord of Destruction”, lançada no ano seguinte, com várias novidades na jogabilidade.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Diablo II (PC)

  1. eu conheci Diablo 2 aos meus quinze anos, numa lan house. fiquei seco para joga-lo, mas não sabia controlar o personagem no teclado, e isso me afastou dele, mas anos depois. já jogo esse game como se não houvesse amanhã. ele e o Diablo 3. eu não sei o que tem nesse jogo da Bilzzard o que faz ele ser tão cativante, pois o jogo sem parar, e vai ser assim até Diablo 4! é primeira vez que venho aqui e gostei bastante

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