Metal Slug 5 (Sony Playstation 2)

metal-slug-5Se há séries que mesmo nos seus momentos baixos mantêm o divertimento ao máximo, Metal Slug tem de ser uma delas, pelo menos se apenas contabilizarmos os lançamentos principais. É que mesmo naquela fase negra da SNK onde foi vendida e revendida, os Metal Slug, mesmo não inovando muito, mantiveram-se extremamente viciantes. O meu exemplar deste Metal Slug 5 foi comprado na Player do Maiashopping, tendo-me custado uns 15€.

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

Há coisas que de facto não soam tão bem no Metal Slug 4 e 5. No quarto capítulo, houve uma reaproveitação óbvia de material dos jogos anteriores, já aqui, apesar de ser practicamente tudo novidade, a história não é muito coerente, levando-nos a enfrentar tribos selvagens, tropas rebeldes e outras tropas especiais vestidas com uniformes negros, com as coisas a culminarem numa batalha contra um demónio gigante. Bom, felizmente não lá por as coisas não fazerem sentido que Metal Slug 5 deixa de ser bem divertido e competente.

Há um segmento do jogo inteiramente jogado como se um shmup se tratasse.
Há um segmento do jogo inteiramente jogado como se um shmup se tratasse.

A jogabilidade mantém-se idêntica na sua base, o jogo continua repleto de tiroteios frenéticos, com várias armas e veículos diferentes que podemos usar. Há no entanto uma série de diferenças. A maior novidade está na inclusão do movimento de slide, que acaba por ser bastante útil para nos desviarmos do fogo inimigo com mais rapidez, bem como a existência de novos veículos a usar. Infelizmente retiraram muitas das transformações que os personagens poderiam ter, sobrando apenas aquela que nos deixa gordos cada vez que apanhemos vários itens de comida. De resto é um jogo bem mais linear, onde apenas o primeiro e terceiro níveis possuem caminhos alternativos a seguir. Os combates contra os bosses também já não são tão épicos quanto nos jogos anteriores. Gostei do boss final, mas o último nível nos Metal Slugs costuma ser bem tenso e caótico e desta vez acabou por ser mais curto. Esses são, a meu ver, os pontos fracos deste quinto capítulo da saga.

Graficamente é um jogo que utiliza o mesmo motor gráfico dos anteriores, portanto sabem bem com o que contar aqui. As sprites são bem detalhadas e muito bem animadas! Facilmente é das séries 2D que melhor envelheceu até aos dias de hoje. As músicas por outro lado tomaram uma direcção muito mais heavy metal, repletas de guitarradas. Sinceramente é algo que eu aprecio bastante e assenta que nem uma luva a toda a acção que vemos no ecrã.

Apesar de ser um boss algo inusitado, até que gostei de o enfrentar e as animações estão excelentes!
Apesar de ser um boss algo inusitado, até que gostei de o enfrentar e as animações estão excelentes!

Portanto, Metal Slug 5 é para mim mais uma entrada sólida numa série que teima em ser excelente. Mesmo sendo um jogo mais linear, ou com uma progressão de níveis e confrontos não tão épica quanto os anteriores, a jogabilidade excelente permanece a mesma, e assim é difícil lançarem um jogo mau. A inclusão do movimento de slide vale bem a pena! De resto fica-me a faltar o Metal Slug 6 que infelizmente o lançamento a solo na PS2 apenas se ficou pelo Japão. A alternativa está na Metal Slug Anthology mas os elevados preços obrigam a muita paciência…

 

Metal Slug 4 (Sony Playstation 2)

Metal Slug 4Hoje é dia para mais uma rapidinha, pois infelizmente não tem havido tempo para jogar algo mais “robusto”. E o jogo que cá trago hoje é a conversão para a PS2 de mais uma entrada na famosa série Metal Slug da SNK. Na verdade, este Metal Slug 4 já foi desenvolvido numa fase mais negra da empresa Japonesa, após a mesma ter fechado as portas e as suas IPs vendidas à Playmore. O meu exemplar foi comprado há cerca de 2 meses atrás a um particular, custou-me 7.5€.

Metal Slug 4 - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

A história repete-se e uma vez mais há um conflito de larga escala para resolver. Desta vez pela organização terrorista Amadeus, que se prepara para desenvolver um virus informático capaz de invadir qualquer sistema de segurança, incluindo os militares, e com grande potencial para propiciar desastres. Mais uma vez recai nos mesmos mercenários a tarefa de lutar contra a ameaça, embora apenas Marco e Fio se mantenham dos jogos anteriores. A substituir Tarma e Eri estão os novatos Trevor e Nadia, mas novamente cada personagem não possui habilidades distintas entre si, pelo que quem escolhemos para jogar acaba por ser algo indiferente.

Uma cara conhecida... mas nem tudo o que parece... é.
Uma cara conhecida… mas nem tudo o que parece… é.

A jogabilidade mantém-se igual a si mesma, com a acção non-stop repleta de soldados, tanques e outros veículos inimigos para destruir. Isto tudo sempre com as excelentes animações e também algum humor à mistura como a série bem nos habituou. A nível de novas funcionalidades, para além de novos veículos a conduzir (incluindo uma empilhadora) e uma nova arma, uma dupla metralhadora, temos também uma nova transformação. Para além de podermos ficar bastante obesos ao comer itens de comida, ou transformarmo-nos em zombies, algo que nos limita sempre os movimentos, agora podemos também nos transformar em macacos, também com restrições de movimento, mas com o benefício de poder saltar bem mais alto e agarrar aos tectos, disparando por aí. A outra novidade está no sistema de Metal Rush. Ao longo do jogo podemos apanhar alguns emblemas e mediante a cor do emblema que apanhamos temos uma barra de tempo que dimui mais ou menos rapidamente. Durante esse tempo estamos invencíveis e o objectivo é procurar obter a maior pontuação possível.

Os confrontos com os bosses são sempre épicos
Os confrontos com os bosses são sempre épicos

No que diz respeito aos audiovisuais, tenho sentimentos mistos. Por um lado, o jogo utiliza o mesmo motor gráfico, e os gráficos continuam num 2D bem detalhado e com óptimas animações, mesmo com a Neo Geo a mostrar a sua idade, continua a ser um jogo belíssimo de se ver. Por outro lado não o achei tão épico como os anteriores, onde até se chegou a combater no espaço. Desta vez não há extraterrestres para ninguém! Ainda assim o jogo vai tendo variedade quanto baste, com as habituais paisagens semi-urbanas, naturais, uma cidade assombrada, o interior de um navio ou de uma base militar. As músicas são bem competentes, como sempre.

Como é habitual, há sempre algum humor à mistura.
Como é habitual, há sempre algum humor à mistura.

De resto, para além do modo arcade tradicional que pode ser jogado por 2 jogadores, a versão PS2 possui ainda um outro modo onde podemos jogar apenas no nível que escolhermos. Os níveis disponíveis neste modo são apenas os que já conseguimos finalizar no modo arcade, mais o seguinte.

Tornar-se zombie pode ter algumas vantagens...
Tornar-se zombie pode ter algumas vantagens…

Posto isto, apesar de não ter achado este Metal Slug 4 tão empolgante como os seus dois antecessores, não deixa de ser um óptimo jogo. Afinal em fórmula vencedora não se mexe, ou mexe-se pouco, e mesmo não tendo uma campanha tão épica, a jogabilidade simples e frenética, aliada aos óptimos gráficos e animações em 2D fazem com que seja sempre um enorme prazer jogar qualquer jogo desta série.

World Heroes Anthology (Sony Playstation 2)

World Heroes AnthologyÀ semelhança do que foi escrito no artigo do Art of Fighting Anthology,  este artigo será uma colectânea de rapidinhas pois o género de fighters 2D são daqueles jogos que eu aprecio, mas apenas os jogo de uma forma casual, ou seja, levo porrada de toda a gente. Mas por acaso até acabei por ficar surpreendido com esta série, pois a ideia que tinha é que a mesma era algo de segunda categoria (e na realidade até é), mas tem algumas coisas que acabei por achar imensa piada. Esta minha cópia foi comprada há poucos meses atrás na cash converters de Alfragide por 2€.

World Heroes Anthology - Sony Playstation 2
Colectânea com caixa e manual

Esta série foi desenvolvida pela ADK, ou Alpha Denshi Corp e tem na sua base um estranho torneio organizado pelo cientista Dr. Brown que constrói uma máquina do tempo e recolhe lutadores de vários períodos da história humana de forma a saber quem é o guerreiro mais forte de todos os tempos. Mas aqui começam as inconsistências pois apesar de haverem lutadores de épocas como a idade média europeia, ou do Japão feudal, por vezes nas cutscenes aparecem relacionados com o mundo moderno, como junto de pessoas vestidas normalmente. Mas esta é mesmo uma série para não se levar a sério na parte da história pois o bom humor é uma constante, em especial nas cutscenes de fim de jogo de várias personagens.

screenshot
A história destes jogos não é algo que se deva levar muito a sério

Mas falando do primeiro World Heroes a primeira impressão que me dá é que é mais um clone de Street Fighter II, e na realidade até acaba por ser em certo ponto. A jogabilidade é um pouco lenta, a meu ver, utilizando apenas 3 botões frontais, um para socos, pontapés e o outro para throws. A intensidade dos golpes é medida no tempo em que deixamos o dedo pressionado nos ditos botões. O modo de jogo normal coloca-nos a combater todos os nossos oponentes de uma forma aleatória, resultando num combate com um boss final – o ser Gee Gus que consegue ir buscar habilidades de todos os lutadores do jogo. Pelo meio temos alguns níveis de bónus similares aos do SF II: num temos de esculpir uma estátua à base da pancada, no outro temos de partir uns vasos que vão caindo do céu antes de chegarem ao chão. Mas há algo que World Heroes tem de diferente do Street Fighter II (para além dos lutadores sem carisma): o modo deathmatch. Este é similar ao normal, mas em vez de lutarmos nas arenas próprias de cada lutador, vamos lutando numas arenas próprias de luta-livre, mas repletas de obstáculos como paredes com espinhos, redes electrificadas ou com fogo, ou minas espalhadas pelo chão. A nível técnico é um jogo que a meu ver ainda é algo pobrezinho. Sinceramente nunca gostei muito do design das personagens, embora as arenas não sejam más de todo. Mas o som, em especial as vozes que soam bastante abafadas, e as músicas não me cativaram.

screenshot
Sempre adorei as intros bonitinhas dos fighters 2D e a partir do World Heroes 2 já temos algum eye candy desse.

O World Heroes 2 saiu nem um ano depois do primeiro, tal era a moda dos fighters 2D por essa altura. As suas principais mudanças incluiam 6 novos lutadores, já os modos de jogo permaneceram idênticos ao anterior. No entanto, com o elenco de lutadores agora maiorzinho, já não era necessário lutar contra todos, mas apenas contra os 6 novos e 4 dos antigos 8 lutadores do primeiro World Heroes, escolhidos aleatoriamente. O modo death match tem agora uma única barra de vida partilhada entre ambos os lutadores. Quanto mais porrada damos (ou levamos), a barra de vida vai pender para um lado ou para o outro. Se a coisa ficar feia para o nosso lado, temos 10 segundos para nos levantarmos, onde durante esse tempo teremos de carregar em todos os botões como um maluco, só para termos mais uma hipótese… isto porque o relógio está sempre a contar. De resto a jogabilidade é idêntica, embora os lutadores antigos tenham agora alguns golpes novos. A nível técnico é também um jogo melhor, com arenas e personagens bem detalhadas e as músicas são mais cativantes. No entanto as vozes continuam mázinhas…

screenshot
Há aqui personagens de imensas nações como a Mongólia ou um pirata cujo país é o alto-mar

World Heroes 2 Jet está para o anterior como o Super Street Fighter II está para a sua prequela. É mais que um mero update ao jogo anterior, pois para além de trazer mais dois ou três novos lutadores, inclui também algumas novidades nas mecânicas de jogo (como a capacidade de correr, num jogo que por si só já é bem mais rápido e dinâmico), bem como 2 modos de jogo distintos do que existiu anteriormente. Aqui temos o Entry to the Tournament e o Forging of Warriors, este último deixa-nos escolher o nosso lutador e o nosso oponente, no entanto o jogo termina após conseguirmos vencer 3 oponentes de seguida. O primeiro modo de jogo é ligeiramente parecido ao tradicional modo arcade, mas em segmentos de 3 combates seguidos. Inicialmente (após uma bela cutscene em 2D a introduzir o início do jogo) combatemos um grupo de 3 oponentes, um de cada vez, com a obrigatoriedade de vencer pelo menos dois para prosseguir. Vamos combatendo alguns grupos dessa forma até surgirem alguns grupos “especiais” , ou constituídos por um oponente apenas que temos a hipótese de o combater 3 vezes, ou por um conjunto de bosses pelo fim. A nivel gráfico, sons e músicas este é um salto muito grande em comparação com os anteriores, com lutadores e arenas bem detalhados, música rock em grande estilo e os clipes de voz com mais qualidade.

screenshot
Tanto o World Heroes 2 Jet como o Perfect já sairam numa altura em que a SNK conseguia fazer pequenos milagres com o HW Neo Geo

No último jogo da saga, o World Heroes Perfect mais uma vez mudaram bastantes coisas. A começar pela jogabilidade que agora usa uma base de 4 botões faciais, ao contrário do contexto sensitivo de pressão dos 3 botões. Novos golpes, novas personagens e uma série de novos especiais são o prato do dia para os aficcionados do género. O modo de jogo singleplayer obriga-nos a lutar contra 10 oponentes escolhidos aleatoriamente, em arenas também escolhidas aleatoriamente, e mais um ou outro boss como manda a lei. A nível técnico é também um jogo que evolui dos anteriores, mais uma vez com bons gráficos e audio no geral. Só que ainda acho que não tem personagens propriamente carismáticas, embora o bom humor continue lá.

Resumindo esta é mais uma boa colectânea para coleccionar e felizmente a PS2 está repleta delas, da SNK e não só. Todos os jogos são emulados directamente da Neo Geo MVS com algumas features adicionais, como a possibilidade de podermos customizar os lutadores de todos os jogos, podermos ver a lista dos seus movimentos nos menus de pausa e ainda temos um modo de jogo para treino. No entanto ainda me pareceu notar um ou outro problema de performance aqui e ali. Ainda assim é um bom título, embora a série World Heroes continue a ser, para mim, de segunda linha quanto mais não seja pelo seu elenco sem grande carisma, mas ganhou o meu respeito por alguns modos de jogo originais que o tornavam um pouco diferente do típico clone de Street Fighter II.

Metal Slug 3 (Sony Playstation 2)

Metal Slug 3Ah, a Neo Geo. Quando me aventurei pela primeira vez no fantástico mundo da emulação algures por 1998, emular a Neo Geo era uma tarefa hercúlea para o meu pobre Pentium a 133MHz com 16MB de RAM. Jogar na consola em si era algo ainda mais longínquo pois não havia literalmente ninguém no meu círculo de amigos e conhecidos que tivesse tal Rolls Royce. Portanto a alternativa estava em ir às arcades gastar umas quantas moeditas, embora a minha preferência recaía quase sempre para jogos como Daytona USA ou Sega Rally, havia algo que me agradava bastante nos Metal Slugs, nomeadamente as suas animações e excelentes sprites em 2D e toda a bizarrice no ecrã. O Metal Slug 3 acabou por sair também para a Playstation 2, versão essa que cá trago hoje e foi comprada algures no mês passado na Cash Converters de Alfragide, por 3€.

Metal Slug 3 - Sony Playstation 2
Jogo com caixa, manual e papelada

Para quem não conhece a série Metal Slug, pensem-na como se um “Contra on Steroids” se tratasse. Este é também um sidescroller em 2D onde nós sozinhos ou com mais um amigo controlamos um ou 2 soldados numa batalha contra exércitos inteiros, com balas a correr por todo o lado e inimigos cada vez mais bizarros. Os Metal Slugs anteriores colocaram-nos em complicadas batalhas para derrotar o exército do General Mordren que ambicionava dominar o mundo. Na última batalha Mordren até se associou a uma raça de Aliens, mas acabou por ser traído por eles, mas felizmente para a humanidade, os heróis sairam vitoriosos. Após esses acontecimentos, recebemos outra missão: viajar pelo mundo e derrotar as restantes facções dos exércitos de Mordren. Mas à medida em que vamos progredindo depressa nos apercebemos que esse exército continua em alta e mais uma vez os aliens estão também metidos ao barulho.

screenshot
Nesta conversão para PS2 podemos desbloquear 2 modos de jogo adicionais.

A jogabilidade é então semelhante a um Contra, mas muito mais intensa, com imensos inimigos, objectos destrutíveis e projécteis a voar ao mesmo tempo no ecrã. Podemos saltar, usar golpes melee para lutas próximas, usar vários tipos de armas que poderemos encontrar e também diferentes explosivos ou ataques especiais. Também tal como Contra basta levar com um tiro para se perder uma vida e isto aliado a toda a cacofonia no ecrã, torna qualquer jogo de Metal Slug algo desafiante. Mas o que torna estes jogos diferentes dos demais, para além dos seus gráficos é mesmo todo aquele sentido de humor inerente. Se comermos muitos items de comida, a nossa personagem torna-se temporariamente muito obesa, o que nos reduz os movimentos, mas também torna os ataques diferentes, podendo até ter algumas vantagens. Mas essas transformações não se ficam por aqui, não tarda muito e para além dos soldados humanos também enfrentamos zombies e caso sejamos infectados por um, tornamo-nos também zombies, onde mais uma vez a movimentação é afectada, mas também nos torna algo invulneráveis contra balas e deixa-nos com um poderoso ataque de vómito capaz de atingir muitos inimigos no ecrã. Também como nos jogos anteriores podemos utilizar alguns veículos que, com o seu poder de fogo e armadura nos dão mais algumas chances de vencer. Para continuar com o humor, nem todos os veículos são humanos, aqui também podemos conduzir elefantes equipados com canhões.

screenshot
Ser Zombie pode ter as suas vantagens

Ao longo do jogo também vemos vários prisioneiros de guerra que podemos e devemos libertar, pois presenteiam-nos com itens ou armas aleatórias e contribuem para a nossa pontuação final. Como seria também de esperar, no final de cada nível temos sempre um (ou mais) bosses imponentes para combater. Esta conversão para a PS2 traz também alguns extras (que não estão presentes na compilação Metal Slug Anthology visto essas serem apenas versões emuladas), nomeadamente 2 modos de jogo adicionais que poderemos desbloquear. Em “Storming the UFO Mothership”, tomamos o papel de um dos soldados de Mordren onde temos de guiar os nossos camaradas numa batalha em pleno território alienígena para resgatar o general. No outro modo de jogo, o “Fat Island” as missões consistem em comer o máximo de comida possível num determinado intervalo de tempo, bem como combatendo eventuais inimigos que nos apareçam à frente. São minijogos interessantes, mas nada que realmente valha a pena.

screenshot
Não deixa de ser impressionante a atenção ao detalhe dada nesta série

Visualmente é um jogo excelente tal como todos os outros. Mesmo nos dias que correm, a Neo Geo continua a ser uma plataforma capaz de jogos 2D cheios de detalhe. As animações de todas as personagens, tanto dos heróis, como dos inimigos ou outros objectos estão repletas de pequenos detalhes que fazem realmente a diferença. E depois o próprio design de todo o equipamento militar é muito bom, parece mesmo que estamos no meio de um desenho animado qualquer. A variedade de cenários é mais uma vez um ponto positivo pois tanto estamos a lutar em áreas rurais, como derrepente estamos em florestas, ou mesmo em pleno espaço. A SNK marcou também pontos por existirem algumas divisões de trajectos que podemos percorrer, inclusivamente algumas áreas secretas, o que aumenta sempre o factor de “replayability“. As músicas são notóriamente retro, e adaptam-se perfeitamente a toda a acção que vai decorrendo no ecrã.

Eventualmente planeio comprar a Metal Slug Anthology assim que a mesma me apareça a um bom preço, pois é da forma que tenho os 6 “primeiros” Metal Slugs num disco só. No entanto as versões dos jogos nessa compilação são meramente emuladas do original para a Neo Geo, o que traz  alguns problemas de performance. Aqui é uma conversão e para além do mais ainda traz estes extras já referidos, pelo que mesmo que já possuam o Anthology, se virem esta versão baratinha comprem que acaba por valer a pena.