Blodia (PC Engine)

Vamos voltar às rapidinhas, agora para um puzzle game lançado para a PC-Engine e Turbografx-16, sob o nome de Time Ball. Visto que a própria versão PC-Engine (Blodia) está completamente em inglês e o jogo foi publicado no Japão através da Broderbund, suspeito que este Blodia tenha origens ocidentais. E após pesquisar um pouco reparei que Blodia é um anagrama para Diablo, cujo título havia sido lançado no ocidente em 1987 para computadores como o Commodore Amiga e Atari ST (nada a ver com o Diablo da Blizzard, claro). Esse Diablo foi posteriormente trazido com esse nome para alguns computadores nipónicos nos anos seguintes como o Sharp X1 e MSX através da Broderbund. Em 1990 saem novas versões do mesmo jogo, agora com o nome de Blodia para o X6800, esta versão PC-Engine e uma outra para a Game Boy. Mistério resolvido! O meu exemplar foi comprado algures no final de 2021, tendo sido importado do Japão num bundle de dimensão considerável que me ficou bastante barato, mesmo depois de despesas de alfândega e transporte.

Jogo com caixa, manual embutido com a capa e registration card

Ora mas qual é o conceito do jogo mesmo? Lembram-se daqueles puzzles onde temos uma imagem dividida em vários quadrados, todos misturados, mas temos também um espaço vazio que nos permite mover os quadrados entre si, até formar a imagem propriamente dita? Bom, eu desde miúdo que sempre detestei esse tipo de puzzles. Este jogo tem o mesmo conceito, mas em vez de uma imagem que teremos de reorganizar, temos um labirinto de tubos e uma bola que os vai atravessando automaticamente. A ideia será então mover os quadrados e reorganizar o tubo para que a bola o consiga atravessar sem cair. À medida que os segmentos dos tubos vão sendo atravessados, estes vão também desaparecendo, o que nos dá mais alguma margem de manobra para mover as peças de um lado para o outro e organizar apenas os segmentos que faltem ser atravessados. Quando não houver mais tubo para atravessar, parabéns, passamos para o nível seguinte. Ora as coisas vão ficando cada vez mais complexas e rapidamente os níveis tornam-se bastante desafiantes e frustrantes, especialmente para mim que nunca gostei deste tipo de puzzles.

O conceito é simples: uma bola vai atravessando um tubo e temos de manipular esse caminho para que a bola atravesse todos os seus segmentos de forma contínua

Existem ainda mais algumas mecânicas de jogo a ter em conta. No canto superior direito temos uma contagem decrescente. Felizmente esta não é um tempo limite para terminar o nível, mas assim que a mesma chegue a zero, o que acontece é que as extremidades da área de jogo ganham uma espécie de portais. O que quer isto dizer? Imaginem que encaminham a bola para a parede esquerda. Quando ela toca na extremidade, irá surgir na mesma latitude, mas à direita, pelo que convém que tenhamos um segmento de tubo nesse lado pronto a receber a bola. Vão haver níveis que apenas podem ser resolvidos utilizando estes portais, pelo que teremos de os usar assim que estiverem disponíveis. De resto os controlos são simples: o botão I serve para mover os quadrados e o botão II para acelerar o movimento da bola, algo que recomendo que se faça apenas quando temos o labirinto já resolvido, claro.

Os primeiros 15 níveis estão desbloqueados de início. Os restantes terão de ser desbloqueados com o nosso progresso, sendo 100 ao todo!

Do ponto de vista audiovisual este é um jogo bastante simples. Ainda assim tem alguns bons detalhes, como os diferentes backgrounds que vamos tendo, que são imagens algo relaxantes. Ocasionalmente até vamos ter direito a alguns ecrãs de “coffee break” que uma vez mais possuem algumas imagens bem detalhadas e coloridas. As músicas que podemos ouvir ao longo do jogo são apenas duas, que por sua vez podem ser seleccionadas no ecrã de opções. São músicas bastante boas e relaxantes até, o que uma vez mais contrasta com todo o ambiente stressante que este jogo me provoca.

Preparem-se para ver este ecrã muuuuitas vezes!

Portanto este é um jogo de puzzle que não é de todo para mim. Confesso que a ideia até é interessante, mas os sliding puzzles são algo que abomino desde miúdo. Ainda assim, caso gostem deste tipo de jogo, fiquem sabendo que este Blodia até tem bastante conteúdo: São 100 níveis ao todo e o nosso progresso pode ser gravado através de um sistema de passwords ou, se possuírem forma de gravar em memória, também o podem fazer. Para além disso tem também um modo de jogo que nos permite criar os nossos próprios níveis, caso tenham interesse.

Gate of Thunder (PC Engine CD)

De volta à PC Engine CD, mas agora felizmente para um clássico desse sistema. Desnvolvido pela Red Company, e publicado pela Hudson, este Gate of Thunder é um excelente (mas difícil) shmup horizontal. Costumam ser-lhe apontadas semelhanças aos Thunder Force da Technosoft e tal não é por acaso. Isto porque este Gate of Thunder foi desenvolvido por uma pequena equipa da Red Company, liderada por ex-funcionários da Technosoft! O meu exemplar foi comprado a um coleccionador francês algures no passado mês de Março a um preço não muito barato, mas também longe das barbaridades que pedem hoje em dia no ebay.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Pelo que vemos na cutscene inicial, nós encarnamos no polícia Hawk que, acompanhado pela sua companheira Etsy que por sua vez pilota uma nave de suporte, teremos de combater as forças do vilão General Don Jinji (não sei onde é que eles vão buscar estes nomes) e impedir que eles obtenham uma fonte de energia super poderosa, localizada algures no planeta Aires. É um shmup, portanto a história pouco interessa. O que interessa é que vamos combater todo um exército de naves espaciais de todo o tamanho por nós próprios!

Este é um shmup altamente frenético, com inimigos a surgirem de todos os lados e cada vez mais agressivos.

A jogabilidade até tem o que se lhe diga. A nível de controlos, o botão II serve para disparar e o I para alternar entre armas que tenhamos eventualmente coleccionado. Se tivermos apanhado algum power up que nos dê os satélites que flutuam em cima e em baixo da nossa nave, pressionar o botão II duas vezes seguidas serve para orientar as armas dos satélites, fazendo-as disparar para trás, ou para a frente, o que será extremamente útil em certas circunstâncias. O botão select serve para alternar a velocidade com que a nossa nave se controla e sim, vai haver alguras em que precisamos que a nave seja o mais ágil possível. Existem diversos power ups que vão sendo largados pela nossa colega Etsy. Começamos com o típico raio laser (cor azul, letra L), mas poderemos também apanhar power ups de cor verde (letra S) que correspondem a uma espécie de spread shot, e os vermelhos de letra E, que correspondem a mísseis explosivos. Cada uma destas armas pode ser alternada livremente e também poderá receber 1 nível adicional de upgrades. Sempre que apanhamos um destes power ups coloridos adquirimos também os tais dois satélites mencionados acima, caso ainda não os tenhamos. Caso tenhamos as armas todas no máximo, todos os power ups coloridos que formos apanhando são imediatamente utilizados como uma bomba capaz de causar dano a todos os inimigos no ecrã, ao surgir uma parede de fogo que varre o ecrã. A colega Etsy poderá no entanto também largar outro tipo de power ups úteis, como escudos que nos protegem até 3 pancadas ou mísseis teleguiados.

Os bosses são grandes e muito bem detalhados!

Como já referi acima é um jogo bastante desafiante por toda a sua intensidade: pelos inimigos agressivos e que surgem de todos os lados e pelos eventuais obstáculos nos próprios cenários que teremos de evitar ou ultrapassar. Perdendo uma vida, recomeçamos no momento onde morremos, mas perdemos os power ups relativos à arma que teríamos equipado nesse momento e os satélites, pelo que não perdemos todos os power ups de uma só vez, o que até é bom e nos dá mais chances de sobreviver. A própria Etsy até vai largando power ups com alguma regularidade, pelo que não perdemos muito tempo até conseguir recuperar o poder de fogo perdido, isto se conseguirmos sobreviver a todo o fogo inimigo entretanto, claro.

Temos custcenes anime no início e final do jogo, embora infelizmente estas não tenham qualquer narração

Graficamente é um jogo interessante, onde os níveis até que vão sendo algo variados entre si. Começamos por combater em pleno espaço, no meio de naves gigantes onde iremos posteriormente entrar no interior de uma. Vamos ter alguns níveis em corredores todos high-tech, outros à superfície de planetas distintos, outros em cavernas e por aí fora. O design das naves vai sendo algo variado, algumas são do meu agrado, outras nem tanto. Mas os bosses estão muito bem detalhados e os cenários vão tendo alguns efeitos gráficos muito interessantes e também parallax scrolling o que é sempre agradável de ver numa PC-Engine visto que o hardware não o suporta nativamente. Sendo um jogo em CD, contem também com algumas cutscenes anime, pelo menos na introdução e fim do jogo. Infelizmente essas cutscenes não são narradas, nem nesta versão original japonesa, nem na americana que saiu para a Turbo CD / Turbo Duo. Mas para além dos visuais vibrantes e competentes, o que salta logo à atenção neste jogo é a sua banda sonora heavy metal, em qualidade CD audio, com instrumentos reais e repleta de riffs e solos de guitarra muito sonantes! É daquelas bandas sonoras que dá gosto em ouvir mesmo quando não se está a jogar!

Portanto estamos aqui perante mais um dos muitos excelentes shmups que a PC-Engine recebeu. Ao ter sido desenvolvido por pessoas que trabalharam na produção de jogos como Thunder Force II ou III, as expectativas seriam altas e felizmente não foram defraudadas. É um jogo super desafiante, mas ao mesmo tempo muito bem feito, com mecânicas de jogo bem pensadas, gráficos vibrantes e uma banda sonora excelente, para quem gostar de rock ou metal.

Tengai Makyou Deden No Den (PC Engine CD)

O artigo de hoje é mais uma rapidinha pois irá incidir numa curiosidade, um jogo promocional que nunca chegou a sair à venda em retalho. Este Deden No Den é um dos vários spin offs da série Tengai Makyou, ou Far East of Eden, uma série de RPGs com temáticas profundamente orientais e que, infelizmente, a sua maioria ainda não recebeu qualquer tentativa de localização. O meu exemplar foi comprado a um particular francês por menos de 20€, algures em Janeiro deste ano.

Jogo com caixa, aparentemente nenhuma versão traz manual visto ser um lançamento promocional

Ora este Deden No Den é então, essencialmente, o battle mode do Bomberman ’94 (cuja versão PC-Engine ainda não tenho, mas a versão Mega Drive desse jogo é conhecida por Mega Bomberman), mas com personagens dessa série de RPGs ao invés dos Bomberman. Já o battle mode é o modo multiplayer onde vários jogadores poderiam competir ao combater entre si em diversas arenas distintas. Todos os power ups habituais da série estariam aí também representados, como aumentar o poder de fogo das explosões, poder largar mais que uma bomba em simultâneo, controlar as suas detonações, entre vários outros como a possibilidade de montar um animal. Não sei como acontece no Bomberman ’94, mas pelo menos no Mega Bomberman é possível jogar o battle mode com até 4 pessoas em simultâneo, mas também contra o CPU. Neste Deden no Den podemos jogar com até 5 jogadores em simultâneo, mas infelizmente o jogo é exclusivamente multiplayer, não é possível ter oponentes controlados por CPU.

Bem, isto é Bomberman multiplayer, mas com personagens Tengai Makyo

Graficamente é como referi acima, é um jogo muito semelhante ao Bomberman ’94, apenas com as personagens trocadas pelas do universo Tengai Makyou / Far East of Eden. Esperem então por sprites pequenas, porém bem detalhadas, animadas e coloridas. Aparentemente só temos acesso a uma arena, mas existem alguns códigos que podem ser usados para desbloquear mais arenas. Estas são também coloridas, mas são arenas de um Bomberman clássico, não esperem por nada de outro mundo. As músicas são também bastante agradáveis.

No entanto, inúmeras referências a Bomberman continuam a ser vistas

Agora a origem deste título é um mistério, pelo menos para nós ocidentais. Não sei se isto surgiu como algum prémio de torneios, item promocional para membros de algum clube de PC-Engine, ou algo que poderia ser encomendado directamente à Hudson. A verdade é que é um título que nunca chegou a sair à venda em retalho e se por um lado é de estranhar o mesmo ter sido lançado em CD quando o espaço que ocupa é irrisório, por outro lado compreende-se perfeitamente, pois a ser um item promocional, os custos de produção de um CD seria certamente muito inferiores aos de um HuCard. Ainda assim, não deixa de ser uma curiosidade interessante, mas sem grande valor como video jogo em si, pois é mesmo algo exclusivo a multiplayer e certamente o Bomberman ’94 será um título bem mais interessante e completo.

Aero Blasters (Turbografx-16)

Desenvolvido originalmente pela Kaneko nas arcades como Air Buster, este é um shmup fantástico, se bem que duríssimo e que acabou posteriormente por receber conversões tanto para a Mega Drive, como para a PC-Engine/Turbografx-16, embora tenha sido renomeado para Aero Blasters neste caso. A versão Mega Drive infelizmente não chegou à Europa e é um jogo caríssimo para importar. O mesmo pode ser dito da versão TG-16 mas no passado mês de Março lá consegui comprar um exemplar a um particular em França. Não foi barato, mas comparando com os que se vêm no ebay até que foi uma pechincha.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

A história é o cliché habitual: no futuro, o planeta Terra está a ser invadido por uma poderosa civilização alienígena e nós pilotamos aquela nave que é a última esperança da Humanidade, onde iremos ter de enfrentar um exército sozinho. A jogabilidade é aparentemente simples. um botão dispara (felizmente o auto-fire está activo por defeito) enquanto o outro pode ser usado para carregar e disparar uma arma especial capaz de causar dano em todos os inimigos no ecrã em simultâneo. À medida que vamos jogando vamos também poder apanhar diversos tipos de power ups assinalados com letras, que nos dão diferentes armas, escudos ou mesmo upgrades (no caso do P).

Este ecrã introdutório mostra-nos os diferentes tipos de power ups e armas que poderemos vir a usar.

Até aqui tudo bem, temos 3 vidas, 5 continues e sempre que perdemos uma vida (ou mesmo um continue) recomeçamos a acção do mesmo ponto onde perdemos, embora sem nenhum power up. Isto até pode parecer algo generoso mas acreditem que vai saber a pouco, pois este é um jogo incrivelmente desafiante também. Logo no segundo nível vamos ter de atravessar uma série de túneis estreitos a alta velocidade, pelo que apanhar o power up do tipo B, que nos dão uma espécie de escudo / pára-choques. Mas mais à frente vamos ter inimigos que rapidamente enchem o ecrã de balas, então o power up recomendado já seria o “6” de six way shooter, de forma a que consigamos destruir todos esses inimigos antes que o ecrã fique inavegável. E isto é só o segundo nível! Durante os restantes vamos ter imensos momentos super sádicos com mais passagens estreitas para nos esgueirarmos, inimigos que são autênticas esponjas de balas e/ou que nos dificultam a vida ao máximo, ou os níveis em pleno espaço com gravidade zero, onde a nave se torna mais difícil de controlar devido à inércia.

Graficamente é um jogo bem detalhado, mas depois de ter visto a versão Mega Drive, fica a ideia que esta versão poderia ir ainda mais longe.

Graficamente é um jogo muito interessante, com alguns efeitos de parallax scrolling que não são nada comuns em jogos de PC-Engine/Turbografx-16. Tendo em conta que é um jogo que sai em formato Hu-Card, sem tirar partido das expansões que os sistemas de CD oferecem, acho-o um feito técnico notável. No entanto, no mesmo ano a versão da Mega Drive é também lançada e essa possui gráficos muito mais detalhados, assim como as naves inimigas e bosses são ainda maiores. A banda sonora é excelente, oscilando entre temas mais jazz ou rock e o segundo nível possui uma música exclusiva nesta versão. Comparando com a Mega Drive, que também tem uma banda sonora excelente, pessoalmente eu prefiro o FM synth mais duro da Mega Drive nas músicas mais rock, mas não deixa de ser uma excelente banda sonora.

O jogo está repleto de momentos desafiantes onde não ter o power up certo é uma grande desvantagem

Portanto este Aero Blasters é um excelente shmup, embora esta versão PC-Engine/Turbografx-16 seja ainda mais difícil, repleta de momentos de puro sadismo, do que a versão Mega Drive. Essa, por sua vez, é também superior na fidelidade gráfica e é uma pena que não tenha chegado até nós meros europeus. Infelizmente tanto uma versão quanto a outra são caríssimas, pelo que me vou contentar com este meu exemplar da TG16.

World Class Baseball (Turbografx-16)

Vamos continuar pela Turbografx-16, mas agora para uma super rapidinha a um jogo que comprei mesmo só por puro coleccionismo. Encontrar jogos de Turbografx-16 não é tarefa fácil, pelo que quando consigo apanhar algum a um preço convidativo geralmente não escapa, mesmo que seja um jogo de baseball, o que é o caso. Mas por menos de 15€, super completo com a sleeve exterior de cartão, porque não?

Jogo com caixa exterior de cartão, jewel case, manual embutido na capa e livrete de estatísticas para os jogadores das equipas aqui representadas

Para quem estiver habituado a comprar jogos de PC-Engine, este World Class Baseball corresponde ao primeiro Power League em solo nipónico. A série “power” de jogos de desporto foram produzidos e/ou publicados pela própria Hudson e em particular os Power League foram especialmente bem sucedidos no Japão. Isto porque contaram com inúmeras sequelas lançadas ao longo dos anos, inicialmente para a PC-Engine, posteriormente para outros sistemas também como a Super Famicom ou outros.

Dispomos de 12 equipas jogáveis, todas fictícias, no entanto deram-se ao trabalho de produzir estatísticas para cada um dos seus jogadores

Aqui dispomos de vários modos de jogo. O versus corresponde ao multiplayer onde 2 equipas podem jogar entre si, já o Open Mode permite-nos também jogar uma partida rápida, mas contra o CPU. O Pennant é um modo campeonato onde teremos de defrontar todas as outras equipas. Para quem não tiver nada mais interessante para fazer (tipo observar relva a crescer) pode sempre explorar o watch mode, onde vemos o CPU a jogar entre si. Por fim temos o edit mode que nos permite fazer algumas customizações às equipas. Pena é que eu continue sem entender muito bem o que estou a fazer neste tipo de jogos!

Podemos posicionar o batedor livremente dentro da sua área e com o uso do d-pad também poderemos influenciar o tipo de tacada

Graficamente é um jogo simples. As sprites tentam ser um pouco realistas, pelo menos para os padrões de 1988/1989. A acompanhar a acção temos alguns efeitos sonoros genéricos e também algumas vozes digitalizadas que sinalizam termos simples como safe, out ou home run. Mas estas vozes têm uma qualidade muito baixa e home run soa a homo o que até se torna um pouco engraçado. Felizmente as músicas são agradáveis e um detalhe que reparei é que, quando um jogador está na segunda ou terceira base, a música muda para outra bem mais tensa o que até resulta bem.

Portanto temos aqui um jogo de baseball aparentemente simples e que pelos vistos é o único título deste desporto que chegou à Turbografx-16. Eu sei a plataforma teve pouco sucesso comercial nesse continente, mas visto que, para o bem ou para o mal, ainda foram sendo lançados alguns jogos em solo americano até 1993 (pelo menos no formato HuCard, em CD ainda houve um ou outro lançamento em 1994), é de estranhar que ninguém se deu ao trabalho de lançar nenhum dos muitos Power Leagues que foram entretanto saindo no Japão.