Metal Slug 2 (Neo Geo MVS)

Metal Slug 2Já que escrevi ontem sobre o primeiro Metal Slug, aproveito o lanço e escrevo uma rapidinha sobre a sua sequela. E apesar do Metal Slug 2 não ser a versão definitiva deste título pois a SNK decidiu lançar um update com o nome de  Metal Slug X, não deixa de ser uma sequela que manteve os padrões de excelência do primeiro jogo, mas introduziu uma série de coisas novas, mesmo o que se quer de uma sequela de um jogo de sucesso! Como os outros jogos de MVS que cá trouxe até agora, este também foi comprado no meu dia de anos na feira da Vandoma, num bundle incrivelmente barato onde trouxe 10 jogos destes pela módica quantia de 5€.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Ora aqui começamos as coisas uma vez mais a lutar contra o que restou do império do jogo anterior e temos uma outra personagem jogável para escolher. Começamos a aventura por uma zona que faz lembrar o Egipto e médio oriente, começando por uma pequena cidade, enveredando por pirâmides e onde nos deparamos logo com algumas novidades. Para além de conduzir um tanque Metal Slug, temos outros veículos à nossa disposição ao longo do jogo, desde um mero camelo bem artilhado, um pequeno mecha ou mesmo um aviãozinho. A jogabilidade continua excelente, com imensos inimigos a atravessarem-se à nossa frente, sempre com excelentes animações e pequenos pormenores algo cómicos, mas que fazem sempre a diferença. Os controlos mantêm-se com um botão para disparar a arma principal, que tanto pode ser um mero revólver com munição infinita como muitas outras armas com munições limitadas tais como metralhadoras pesadas, shotguns, lança-rockets ou uma arma laser poderosa. Outro botão para saltar e um outro para atirar bombas ou granadas, dependendo se estamos a pé ou montados em algum veículo.

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Os quatro heróis que podemos controlar

Outra novidade neste jogo é os diferentes estados que a nossa personagem pode ficar, bem como a introdução de criaturas sobrenaturais, tais como múmias ou zombies. Se formos atacados por uma múmia, transformano-nos numa, o que acaba por limitar os nossos movimentos e poder de ataque. Por outro lado, se apanharmos muitos itens de comida também engordamos, uma vez mais tornando-nos bastante lentos, mas por outro lad os ataques acabam por ser mais poderosos. Para retornar ao estado normal, no primeiro caso basta encontrar e apanhar um antídoto, no segundo temos de comer um item de dieta ou passar algum tempo sem comer nada. Claro que em ambos os casos, se perdermos uma vida acabamos por voltar ao estado normal.

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É impossível ficar indifirente a estes bosses gigantescos

No que diz respeito aos audiovisuais e outras questões técnicas, mais uma vez este é um jogo excelente. As animações continuam soberbas, assim como todos os cenários que vamos atravessando. Passar das arábias para um comboio em movimento numa cidade ocidental em ruínas, para depois viajar para o continente asiático numa cidade portuária, passar por zombies ou outras criaturas estranhas e finalmente termos os primeiros close encounters com uma raça de lulas extraterrestres que irá marcar a sua presença noutros jogos da série. Para além destes cenários variados e incrivelmente detalhados, temos todos os inimigos bem animados, em especial os gigantescos bosses que são uma delícia visual só de olhar para eles. As músicas são igualmente excelentes e adaptam-se aos vários diferentes estágios que vamos passando, desde músicas com melodias árabes, jazz, orientais e claro, o rock cheio de guitarradas sonantes. A nível técnico notei um ou outro slowdown nalgumas partes, em especial quando estamos a ser atacados por dezenas de zombies ou outros soldados, e isso foi uma das coisas corrigidas pelo update Metal Slug X.

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Ser atacado por uma múmia transforma-nos numa, afectando os nossos movimentos e ataque

Para além de introduzir novas armas, as outras mudanças trazidas por esse update foram mais cosméticas, alterando a altura do dia em que certos níveis decorriam, bem como posicionamento de inimigos, dificuldade aumentada, ou outras coisas que sinceramente não acho assim tão relevantes. Ainda assim gostaria de o possuir na colecção um dia destes! De resto, mais um excelente jogo!

Metal Slug (Neo Geo MVS)

Metal SlugEscrever sobre o primeiro Metal Slug após ter escrito sobre o Metal Slug 3 acaba por ser algo redutor. Por acaso esta foi uma série que sempre me passou ao lado e apenas a vim a descobrir em 2003, altura em que comprei um PC novo, já capaz de correr emulação de Neo-Geo e Arcade no geral. E ao percorrer o catálogo deste fantástico sistema da SNK, do qual já conhecia os seus fighters, foi com imensa surpresa quando chegou a vez do Metal Slug e deparei-me com tamanho shooter! Este meu exemplar, invariavelmente foi comprado num bundle com mais 9 jogos de MVS a um preço ridículo na Feira da Vandoma no Porto. Até ao momento ainda continuam a ser os meus únicos jogos deste sistema.

MVS Collection
Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Como este ainda é o primeiro Metal Slug, não esperem por algumas maluquices como combates contra extraterrestres, zombies e poderes que podemos ganhar, como ficarmos super gordos, temporariamente zombies e por aí fora. Mas ainda assim não deixa de ser um excelente início de uma grande série, sendo uma espécie de Contra on steroids (como se isso fosse possível!!) mas com uma toada mais cómica. Neste primeiro jogo encarnamos num de vários mercenários que sozinhos enfrentam um poderoso ditador. Iremos atravessar várias cidades em ruinas e enfrentar outros soldados, tanques, helicópteros, aviões e tudo o resto, tornando este jogo, aliás, toda a série, numa experiência bastante divertida! Apenas certifiquem-se que têm muitos créditos para gastar, pois é normal que morramos bastantes vezes antes de memorizar os inimigos que nos aparecem e os seus padrões de movimento e ataque. Os controlos são simples, um botão para saltar, outro para disparar e um outro para lançar granadas. A nossa arma principal tem munições ilimitadas, mas ao longo do jogo poderemos equipar muitas outras como metralhadoras, shotguns poderosas, lança chamas ou rockets. E claro, temos também o tanque Metal Slug que podemos conduzir.

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Aqui ainda não há nem zombies nem ETs… apenas nós contra um ditador e o seu exército!

Graficamente é um jogo excelente para a época que saiu. Apesar de não ser o caso, neste jogo em específico não consigo deixar de traçar alguns paralelismos com a 2a Guerra Mundial pois estamos a lutar contra um ditador megalómano e apesar de não existirem suásticas, o exército imperial tem também uma simbologia aplicada e as várias zonas que vamos explorando têm um look muito europeu dos anos 40 e 50. Mas não pensem que este é um jogo sério, pois tudo tem um look muito cartoon e repleto de excelentes e cómicas animações.

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Os bosses gigantescos e incrivelmente animados e detalhados são uma constante nesta série!

A nível técnico é um jogo com gráficos e som excelente, mas tal como já referi várias vezes, assim é toda a série. Mesmo não tendo a variedade dos jogos mais recentes com a maior variedade de níveis, diferentes power-ups e rotas a explorar, o essencial da série Metal Slug está presente logo desde o primeiro jogo: excelente e viciante jogabilidade aliados a uns visuais 2D fantásticos. Absolutamente recomendado!

Double Dragon (Neo Geo MVS)

Double DragonCom a popularidade do Street Fighter II e todos os clones que se geraram à volta do mesmo, até transformaram a série Double Dragon, que por sua vez foi um dos grandes percursores dos beat ‘em ups de rua que nos trouxeram pérolas como Final Fight ou Streets of Rage em um jogo de luta 1 contra 1. Por sua vez este jogo em específico é baseado no file do Double Dragon, filme esse que já vi há uma data de anos e não me recordo de ter visto cenários pós-apocalípticos… mas às tantas até que os têm mesmo. E tal como, pelo menos até à data, todos os jogos MVS que disponho, provieram de um bundle baratíssimo na feira da Vandoma no Porto, que me ficou à unidade pela módica quantia de 50 cêntimos.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

E sendo este artigo uma rapidinha, não me vou alongar muito. À partida este seria “mais um” jogo de luta 2D onde o vencedor de cada confronto é na base do “melhor de três”, e durante o modo “história” lá iríamos enfrentando todos os outros lutadores bem como um ou outro boss lá pelo final. E de facto é isso que acontece, mas os controlos, em vez de serem perfeitamente definidos de “botão para socos fracos, pontapés fortes” e por aí fora, acabam por desempenhar diferentes golpes mediante a nossa posição relativa ao adversário. Para além disso, existe uma barra de energia especial que se vai enchendo à medida que vamos distribuindo porrada – e quanto menos vida tivermos, mais rápido enche. Naturalmente quando estiver no máximo podemos desencadear alguns golpes especiais bem mais fortes. Eu já não sou o mais entendido na matéria no que diz respeito a jogos de luta, mas preferia um esquema de controlo mais normal. Claro que para quem apenas carrega em botões à sorte se calhar não faz muita diferença…

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Infelizmente o jogo deixa um pouco a desejar a nivel de audiovisuais

De resto, a nivel técnico, acho um jogo um pouco decepcionante, apesar de ser bastante fluído. O design das personagens não é o mais apelativo e mesmo os golpes especiais, apesar de serem bem espalhafatosos também não muito bonitos graficamente. E o mesmo pode ser dito dos backgrounds que são bastante simples, com poucos daqueles pequenos detalhes que vemos nos grandes jogos do género da Capcom e SNK que acabam por fazer mesmo a diferença. A música infelizmente também não é das mais agradáveis… então sempre que alguém entra naquele modo “super” a música muda sempre para uma melodia que só me irritava. Posto isto, acho-o um jogo algo decepcionante, mas estou certo que os grandes fãs do género ainda possam encontrar algo com que se entreter.

Spin Master (Neo Geo MVS)

SpinMasterMais uma rapidinha pois infelizmente o tempo não tem sido o meu maior amigo ultimamente. Se tudo correr bem o próximo artigo já será algo um pouco mais elaborado, mas veremos. Este aqui é mais um daqueles jogos MVS que eu desencantei na feira da Vandoma no Porto a um preço quase dado, precisamente no meu dia de anos. E Spin Master é um sidescroller da Data East, que me faz lembrar o Dashin Desperadoes da Mega Drive, também produzido pela mesma empresa, pelo menos no que diz respeito ao aspecto das personagens principais, pois a jogabilidade deste já se assemelha a algo do género de um Ghouls ‘n Ghosts mas sem a temática do horror e claro, sem uma dificuldade altamente frustrante.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

Basicamente podemos jogar com um de dois heróis (ou mesmo com os dois em multiplayer cooperativo), com dois clichés pela frente: o primeiro é salvar uma miúda de um vilão – mais uma vez um cientista maluco. O segundo é juntar as várias partes de um mapa de um suposto tesouro, algo que esse cientista também procura para por em marcha um plano absolutamente maquiavélico: comprar todos os brinquedos do mundo para que nenhuma criança os possa usar!

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Acho sempre piada a estes segmentos em mine carts

E tal como referi acima, este é um sidescroller 2D que vai buscar alguns elementos a jogos como o Ghouls ‘n Ghosts ou mesmo o Contra… mas em vez de armas “normais” ou medievais, começamos nada mais nada menos que com um Yo-Yo. Com o decorrer do jogo poderemos encontrar outros power-ups que se tornam em armas diferentes como bombas, bolas de fogo, uma espécia shurikens em spreadshot, ou picos de gelo bastante rápidos. Ainda assim… todas as armas têm um alcance muito reduzido. Mas o platforming também não é esquecido pois para além de termos plataformas para saltitar, muitos inimigos podem também ser atacados ao saltar-lhes para cima e há umas certas tartarugas muito parecidas com uma franchise bem conhecida… De resto a jogabilidade é simples e temos uma barra de energia que aguenta com três hits antes de perdermos uma vida… logo que continuemos a meter a moedinha não teremos grandes problemas.

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O jogo é bastante colorido, bem detalhado e sempre com uma conotação cómica

Os níveis vão sendo algo variados entre si, desde andarmos em cima de um avião, a passagens pelas pirâmides no Egipto, incluindo uma descida alucinante em minecarts, nas selvas amazónicas onde temos de tentar fugir da água, entre outros. A nível visual é um jogo bastante colorido e com personagens bem detalhadas e grandinhas,  se bem que com um look algo infantil que me faz lembrar da série Bonkers da Hudson. Por outro lado as músicas têm algumas melodias engraçadas, mas aquela percursão está muito estranha… Ainda assim não é nada que manche o jogo, que por sua vez até acaba por ser bastante divertido.

Mutation Nation (Neo Geo MVS)

Mutation NationContinuando com as rapidinhas, o jogo que vos trago cá hoje é um beat ‘em up das antigas para o sistema arcade da Neo Geo, desenvolvido nada mais nada menos que pelo antigo gigante SNK. Tal como todos os jogos MVS que tenho até à data, este é mais um do bundle de 10 que encontrei a um preço quase dado na Feira da Vandoma no Porto. E embora não pareça pela foto, este é o que está em pior estado.

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Como os carts de MVS não são propriamente lá muito fotogénicos, acabei por tirar uma foto única com o bundle que comprei.

A história é não-existente, mas não deve ser muito difícil de adivinhar, pois somos levados para uma terra num cenário aparentemente pós-apocalíptico, ou pelo menos num futuro muito negro onde mutantes iniciam uma guerra contra os restantes humanos. E nós jogamos precisamente com 2 humanos e distribuímos pancada em mutantes e robots ao longo de todo o jogo. O diálogo não é uma presença forte, mas depois de ler “How dare you beat me, hear is your graveyard” então sim, este é um jogo completamente à moda da SNK.

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Porque no futuro vamos todos voltar a usar bigode

A jogabilidade é simples e complexa ao mesmo tempo. Simples porque practicamente usamos apenas 2 dos botões de acção disponíveis, mas também é complexa pois conseguimos desencadear uma série de diferentes golpes e combos ao utilizar apenas esses combos. Depois o jogo também pisca o olho aos shmups com o conceito dos golpes especiais que são vistos como vários power-ups (A, B, C ou D) que podem ser apanhados do chão. Cada power-up representa um golpe diferente que até podem ser visto no início do jogo, naquele pequeno tutorial dos controlos antes de passarmos para a acção propriamente dita. E para os usarmos deixar o primeiro botão pressionado até carregar a barrinha do power que aparece no ecrã, para depois ao largar o botão desencadear o tal special que geralmente provoca dano a todos os inimigos no ecrã. Naturalmente que estamos expostos ao perigo quando nos preparamos para usar o special, pelo que deve ser utilizado com algum cuidado. E como não poderia deixar de ser, o jogo suporta também 2 jogadores em multiplayer cooperativo.

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Mais engrish que isto é difícil!

No campo técnico, este é um jogo bem bonito para os padrões de 1992, apresentando níveis relativamente longos, cheios de coisas a acontecer, com bosses intermédios e uns cenários muito bem detalhados. Os inimigos e as personagens principais não são das mais bonitas que podemos ver aqui, ainda assim não ficaram nada más. As músicas sinceramente foram do meu agrado pois muitas delas até têm bons riffs de guitarra. De resto gostei bastante dos visuais pois em muitos momentos me fizeram lembrar aqueles animes mais violentos do final da década de 80 que tanto gosto! Um bom jogo da Neo Geo sem dúvida, embora a concorrência também seja algo feroz nessa mesma plataforma.