NES Classics: Super Mario Bros. (Nintendo Gameboy Advance)

nes-classics-smbPara compensar o facto de o blogue ter estado imenso tempo sem actualizações, pelo facto de hoje eu ter até algum tempo livre e este artigo não me dar trabalho nenhum, cá fica mais uma rapidinha! E o jogo que cá trago agora é nada mais nada menos que um dos vários jogos da série NES Classics para a Gameboy Advance. Essa série foi usada pela Nintendo para relembrar o lançamento de vários clássicos da NES, incluindo Mario, Ghosts ‘n Goblins, Metroid ou Zelda, embora infelizmente muitos clássicos se tenham deixado ficar pelo Japão. Mas ao contrário de muitos relançamentos que incluem alguns extras ou melhoramentos, estes eram simplesmente as versões originais de NES adaptadas para a Gameboy Advance. As únicas mudanças deveram-se à resolução do ecrã da GBA ser diferente do que a NES produzia, resultando num Mario um pouco mais achatado que o normal.

Apenas cartucho
Apenas cartucho

Esta minha cópia veio da Cash Converters de Alfragide algures no mês de Setembro por cerca de 2€. Como o jogo é practicamente idêntico ao original da NES, recomendo uma leitura pelo seu artigo respectivo, caso vivam debaixo de uma rocha e nunca tenham ouvido falar no maior clássico de todos os tempos dos videojogo. Para ler aqui! De resto, sinceramente não me recordo quanto custavam os jogos da série NES Classics na altura em que foram lançados, mas espero que tenham sido a preços mais acessíveis. Por um lado é interessante a Nintendo ter disponibilizado de forma física alguns clássicos como Metroid, Castlevania ou os 2 Zeldas da NES de forma individual, o que para o coleccionismo era muito bom para quem tem dificuldades em arranjar os originais a um bom preço, por outro lado também pode ser encarado como uma forma de ir ao bolso dos seus fãs, para comprarem o mesmo jogo outra vez…

Mario and Luigi: Superstar Saga (Nintendo Gameboy Advance)

mario-and-luigiUsar Mario e restantes personagens do Mushroom Kingdom na forma de RPGs não era propriamente novidade. O conceito começou (e de que maneira!) na Super Nintendo, com um RPG isométrico desenvolvido em conjunto com a Squaresoft, na altura em que ambas as empresas andavam de mão dada, dotando a Super Nintendo de alguns dos melhores RPGs que já tive o privilégio de jogar. Depois veio a série Paper Mario, por parte da Intelligent Systems, um estúdio interno da Nintendo que nos trouxe outras pérolas como Fire Emblem. Paper Mario destacava-se principalmente pelos seus visuais fantásticos. Não satisfeita com isso, a Nintendo decide apresentar uma outra série de RPGs do canalizador mais famoso dos videojogos, desta vez por intermédio da nipónica Alpha Dream. E o resultado foi mais uma vez bastante positivo. Este meu exemplar foi comprado algures durante o mês de Agosto na Cash Converters de Alfragide por cerca de 2€.

Cartucho, na sua versão norte-americana
Cartucho, na sua versão norte-americana

Superstar Saga possui uma história ligeira, mas repleta de bom humor. A princesa Peach é mais uma vez a vítima, mas em vez de ser raptada por Bowser, são emissários do longínquo BeanBean Kingdom que lhe roubam a voz, substituindo-a por profanidades inqualificáveis. Iremos então viajar até ao reino de BeanBean de forma a derrotar a bruxa Cackletta para recuperar a voz da princesa Peach. Pelo caminho vamo-nos apercebendo das verdadeiras intenções de Cackletta e acabamos por também lutar para libertar o reino de BeanBean desta nova vilã.

A história está relativamente original, tendo em conta que é um jogo do Mario, e há sempre algum bom humor à mistura
A história está relativamente original, tendo em conta que é um jogo do Mario, e há sempre algum bom humor à mistura

A jogabilidade é o outro ponto forte deste jogo, pois mistura de uma forma muito interessante conceitos de RPGs de acção com batalhas por turnos. Isto porque controlamos Mario e Luigi de forma simultânea tanto para atacar como defender, sendo “obrigados” a pressionar uma série de botões na altura certa para atacar ou defender mais eficazmente. Bom, na verdade isso já era feito tanto no Super Mario RPG como no Paper Mario, mas aqui parece-me ter sido mais trabalhado. Para além dos ataques simples, que devem ser também tidos em conta mediante o inimigo que estamos a defrontar, temos a possibilidade de equipar armas ou despoletar ataques especiais que necessitem de combinações de botões mais avançadas. Por exemplo, o típico salto dos irmãos Mario e Luigi serve para atacar uma grande variedade de inimigos, mas se enfrentarmos um bicho com espinhos ou fogo vamos sofrer dano, em vez de o causar. Para esses seria melhor usar uma arma que eventualmente viremos a encontrar, como os martelos, por exemplo. Mas os martelos em inimigos voadores também não têm efeito pelo que teremos de arranjar outra estratégia.

Os combates são bastante interessantes, oferecendo uma série de possibilidades de combinações de movimentos a executar. O timing é que tem de ser o mais certinho possível!
Os combates são bastante interessantes, oferecendo uma série de possibilidades de combinações de movimentos a executar. O timing é que tem de ser o mais certinho possível!

Mas fora dos combates, durante o overworld, a cooperação entre ambos os irmãos é algo que se mantém constante, podendo controlando-os de forma simultânea, mas também independentemente entre si. Os botões B e A servem para fazer o Mario ou o Luigi saltar, respectivamente, mas as armas com que os equipamos também podem ser usadas fora dos combates para progredir no jogo. Por exemplo, com os martelos é possível esmagar um dos irmãos de forma a que fiquem minúsculos e possam-se esgueirar por pequenas frinchas e resolver assim alguns puzzles. Outras habilidades são desbloqueadas ao colocar os irmãos “às cavalitas” um do outro, como o Spin Jump que permite a Mario alcançar locais previamente inatingíveis, entre outras habilidades. De resto, para além do RPG em si que possui uma boa duração, também podemos jogar o Mario Bros. Classic, que tal como os outros Super Mario Advance também o incluem. Sinceramente não percebi muito bem o porque de adicionarem isto, foi um extra interessante no primeiro Super Mario Advance mas desnecessário em todos os outros.

As animações e os gráficos no geral estão óptimos, tanto dentro como fora das batalhas
As animações e os gráficos no geral estão óptimos, tanto dentro como fora das batalhas

Tecnicamente é um jogo muito bem construido. As sprites de Mario, Luigi, restantes habitantes e inimigos dos reinos de Mushroom e BeanBean estão muito bem animadas, tanto fora das batalhas, como dentro das mesmas, onde todas as personagens ganham muito mais detalhes. É um jogo também bastante colorido e os diálogos são ligeiros, com um bom humor à mistura. Acho que a Nintendo e a AlphaDream ficaram de parabéns pois conseguiram um jogo muito equilibrado a todos os níveis. Nas músicas também, como tem sido habitual em qualquer jogo que tenha o canalizador bigodudo como protagonista.

Mais uma vez este extra a marcar a sua presença. Seria mesmo necessário ver o mesmo bónus pela quinta vez na mesma consola?
Mais uma vez este extra a marcar a sua presença. Seria mesmo necessário ver o mesmo bónus pela quinta vez na mesma consola?

Em suma, este Mario and Luigi Superstar Saga foi uma óptima surpresa, tanto na sua jogabilidade refrescante, como no equilíbrio entre o platforming, resolução de puzzles e os elementos de RPG. Tal como referido acima, graficamenete e sonoramente é também um excelente jogo, bem acima da média. Infelizmente é o único na Gameboy Advance, mas a Nintendo não se esqueceu da série, presenteando-nos com mais alguns jogos para a Nintendo DS e 3DS que a seu tempo serão também aqui apresentados.

Golden Sun (Nintendo Gameboy Advance)

Golden SunNão há muito que eu possa dizer sobre o primeiro Golden Sun, depois de já ter escrito um artigo sobre a sua sequela. Isto porque ambos os jogos são idênticos na sua jogabilidade e a história começa logo após os acontecimentos do primeiro jogo, se bem que passa a ser vista pelos olhos de outros protagonistas. Um pouco como no Sonic 3 & Knuckles, que eram para ser um único jogo, mas acabaram por os dividir em 2. E este meu cartucho veio da feira da Vandoma no Porto, no mês anterior, por 1€.

Apenas o cartucho
Apenas o cartucho

De resto, deixem-me ao menos reiterar que este Golden Sun era um dos destaques do início de vida da Gameboy Advance, com videoclips da sua jogabilidade a serem mostrados vezes sem conta, em especial os efeitos gráficos das batalhas que de facto eram e são impressionantes para uma Gameboy Advance.

Golden Sun: The Lost Age (Nintendo Gameboy Advance)

Golden SunEste artigo é só uma breve referência para um outro artigo que já tinha escrito para a Revista PUSHSTART, numa altura em que apenas escrevíamos em suporte digital. Poderão ler o artigo na íntegra aqui. O meu exemplar veio de um colega de trabalho que mo vendeu por 15€, completo e em bom estado.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Basicamente a ideia que dá é que o Golden Sun 1 e 2 deveriam ser apenas um único jogo, um pouco como a Sega fez com o Sonic 3 & Knuckles. A história pega logo no final do jogo anterior, onde desta vez o foco está na party de Felix, em vez de Isaac e o seu grupo de amigos. Não é a primeira vez que a Camelot envisiona um RPG gigantesco e com a história vista por diferentes lados do conflito, o mesmo também foi feito com o Shining Force III da Sega Saturn, por exemplo. Assim sendo, para quem jogou o primeiro Golden Sun e tenha gostado das mecânicas que misturam puzzles na exploração das dungeons, com batalhas tradicionais por turnos e o uso dos Djinns e Summons, sabe o que esperar desta sequela, pois a nível de mecânicas de jogo é muito semelhante.

Altered Beast: Guardian of the Realms (Nintendo Gameboy Advance)

Altered BeastApós a Dreamcast ter sido descontinuada,  e a Sega ter anunciado a sua retirada do ramo de consolas, ainda houve um breve período em que os seus estúdios trabalhavam com autonomia e continuaram a lançar bons jogos. A partir de certa altura isso começou a mudar e as más acções tornaram-se mais uma vez no prato do dia. Uma dessas más acções foi a Sega ter confiado à THQ a licença de várias das suas propriedades intelectuais clássicas, para desenvolverem novos jogos para a Gameboy Advance. E este novo Altered Beast é um desses produtos que acaba por deixar um pouco a desejar.

Altered Beast Guardian of the Realms - Nintendo Gameboy Advance
Apenas cartucho

Mas se há algo que não podemos acusar a 3d6 Games (o pequeno estúdio responsável pelo desenvolvimento deste jogo), é de não conhecer o material original. Este novo Altered Beast vai buscar muitas coisas ao original, desde as míticas frases de “Rise from your grave” ou “welcome to your doom!”, mas também algumas das transformações e inspirações para alguns dos níveis. Mas o problema é que o Altered Beast era um excelente jogo para os padrões de 1988, mas cujo “wow factor” se esgotou rapidamente. E este novo Altered Beast é muito semelhante ao original, mas 3x mais longo, não só ao incluir muitos mais níveis, mas também aos mesmos serem bastante longos. E sendo este um beat ‘em up bastante linear e completamente 2D, níveis longos acabam por se tornar algo enfadonhos. No entanto, para quem tenha gostado da jogabilidade e conceito do Altered Beast original, a sua essência mantém-se, porém foi também expandida pela inclusão de muitos mais power-ups, para além daqueles que nos iam deixando mais corpulentos até nos transformarem numa criatura.

Rise from your grave! Porque Zeus está demasiado ocupado para resolver os seus problemas directamente
Rise from your grave! Porque Zeus está demasiado ocupado para resolver os seus problemas directamente

Agora teremos itens que nos regeneram a vida, outros que nos deixam temporariamente muito mais ágeis, outros que permitem “envenenar” os inimigos, enfraquecendo-os de forma a serem derrotados mais facilmente, um escudo que nos deixa invencícel durante algum tempo, ou outros que despoletam ataques poderosos capazes de limpar todos os inimigos presentes no ecrã. Para além das transformações originais presentes no primeiro Altered Beast, que aqui se encontram mais uma vez representadas (embora na forma de outros nomes – por exemplo o famoso werewolf chama-se agora canis), existem também outros bichinhos que nos podemos transformar, cada qual com os seus poderes especiais. E em cada nível nos transformamos apenas num animal específico, o que é pena pois existem alguns que têm poderes melhores que outros, a meu ver. De resto, o jogo convida-nos também a rejogar os níveis que já tenhamos passado para desbloquear outras formas da mesma criatura que nos podemos transformar nesse mesmo nível. Visualmente são iguais, mudando apenas a sua cor, mas aparentemente são versões mais poderosas das criaturas originais.

Para além disso o jogo tem ainda uma vertente multiplayer. Para além de permitir jogar o modo história cooperativamente com 2 jogadores através do link cable, existe também um battle mode com suporte até 4 jogadores. Sinceramente nunca experimentei este modo de jogo, mas duvido que seja algo que seja muito empolgante…

Sim, este primeiro nível faz lembrar imenso o primeiro nível do Altered Beast original
Sim, este primeiro nível faz lembrar imenso o primeiro nível do Altered Beast original

No que diz respeito aos audiovisuais, para 1988, o original era um jogo graficamente bem interessante, com sprites gigantes, mundos coloridos e bem detalhados, mas acima de tudo, o que mais impressionava eram aquelas pequenas cutscenes com as transformações. Mesmo a conversão para a Mega Drive sendo mais pobre tecnicamente, não deixava de ser impressionante como um título de lançamento, pelo que se compreende perfeitamente o destaque que lhe foi dado pela Sega nos primeiros meses de vida da Mega Drive/Genesis. Aqui, os backgrounds, personagens e criaturas são pré renderizados em CGI, o que dá um aspecto gráfico interessante, principalmente nos backgrounds. Alguns inimigos acho que não ficaram lá muito bem representados, mas isso também pode ser fruto da baixa resolução do ecrá da Gameboy Advance. No que diz respeito ao som, os efeitos sonoros são bons quanto baste, já a música é que achei muito discreta.

Posto isto, este Altered Beast acaba por ser um jogo algo ambíguo. Se por um lado pega na fórmula do Altered Beast original e expande-a ao incluir novas criaturas, outros níveis em settings diferentes e diferentes power ups, ultimamente também perde, pois o jogo continua a ser um beat ‘em up inteiramente 2D, linear e com uma jogabilidade básica. E o facto de ter 15 níveis enquanto o original possuia só 5 e os mesmos são bem mais longos, também se pode tornar num jogo algo enfadonho. Talvez seja bom para jogar apenas em doses curtas!