A rapidinha de hoje leva-nos de volta ao Gameboy clássico, para o terceiro capítulo da saga Donkey Kong Land, que serviram de follow ups aos Donkey Kong Country lançados na Super Nintendo. Tal como os anteriores, o jogo decorre no mesmo mundo que o Donkey Kong Country 3, com os mesmos ambientes e bosses, mas possui um layout de níveis inteiramente diferente. E também tal como nos anteriores, este foi lançado num cartucho amarelo. O meu exemplar foi comprado em conjunto com o Donkey Kong Land 2, algures na Cash Converters de Alfragide. Custaram-me entre 2 a 3€ cada.

A história é simples: Donkey e Diddy Kong recebem um desafio misterioso para serem os primeiros a encontrarem um mundo perdido e serem premiados por isso. Chateada por ter sido deixada ficar para trás, Dixie junta-se ao Kiddy Kong e partem também eles à descoberta do tal mundo perdido, encontrando porém os Kremlin Krew que também andam à procura do mesmo. O resto, para quem já jogou qualquer Donkey Kong Country ou Land, é muito semelhante. As mecânicas de platforming são idênticas com os diferentes barris que podemos usar, os ataques que cada macaco pode fazer, os desafios em encontrar as letras KONG ao longo de todos os níveis, bem como a participação em minijogos ou nos pequenos níveis de bónus escondidos em barris marcados com a letra B. Também é possível transformarmo-nos temporariamente num animal como um rinoceronte que dispara raios laser, uma aranha capaz de criar plataformas de teia, ou um peixe que se torna muito útil para navegar nos níveis aquáticos.

A nível gráfico creio que é um jogo que tenta tirar melhor partido das sprites e cenários pré-renderizados para o ecrã monocromático da Gameboy e sua baixa resolução. As sprites e os cenários já estão mais distinguíveis entre si, tal como no jogo anterior, e a informação dos itens que vamos apanhando é rapidamente escondida do ecrã para não atrapalhar. As vidas, essas é que continuam a atulhar-se na forma de corações na parte de baixo do ecrã. De resto parece-me ser um jogo bem competente do ponto de vista técnico tendo em conta aquilo que pretende fazer, ou seja, aproximar-se o mais possível do grafismo dos originais da Super Nintendo. As músicas continuam excelentes e viciantes!

Posto isto, acho este um óptimo jogo de plataformas, principalmente para quem for fã dos originais da Super Nintendo. Surpreendeu-me também o facto deste jogo ter apenas saído para o mercado ocidental, mas o Japão acabou por levar a melhor alguns anos depois, pois o mesmo acabou por ser lançado na Gameboy Color, completamente a cores, no ano 2000. Essa versão é naturalmente superior.